{"id":17231,"date":"2026-09-23T03:34:08","date_gmt":"2026-09-23T03:34:08","guid":{"rendered":"https:\/\/toexceed.com.br\/blog\/?p=17231"},"modified":"2026-09-25T06:51:45","modified_gmt":"2026-09-25T06:51:45","slug":"a-quem-pertence-o-imposto-de-renda-retido-na-fonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/toexceed.com.br\/blog\/2026\/09\/23\/a-quem-pertence-o-imposto-de-renda-retido-na-fonte\/","title":{"rendered":"A quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A d\u00favida sobre <strong>a quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF)<\/strong> pode ter respostas diferentes conforme a fonte pagadora e a situa\u00e7\u00e3o que originou a reten\u00e7\u00e3o. Em regra, o Imposto sobre a Renda \u00e9 um tributo de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. No entanto, a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina situa\u00e7\u00f5es em que o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto retido na fonte pertence aos <strong>Estados, ao Distrito Federal ou aos Munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa distin\u00e7\u00e3o ganhou ainda mais import\u00e2ncia ap\u00f3s decis\u00f5es do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o <strong>Tema 1.130 da repercuss\u00e3o geral<\/strong>, que tratou da titularidade do IRRF incidente sobre pagamentos feitos por Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, para saber <strong>de quem \u00e9 o Imposto de Renda Retido na Fonte<\/strong>, \u00e9 necess\u00e1rio distinguir a compet\u00eancia tribut\u00e1ria para instituir o imposto da titularidade da receita efetivamente arrecadada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 Imposto de Renda Retido na Fonte?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Imposto de Renda Retido na Fonte<\/strong>, conhecido pela sigla IRRF, \u00e9 uma forma de recolhimento do Imposto sobre a Renda na qual determinado valor \u00e9 descontado no momento do pagamento ou cr\u00e9dito do rendimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de o benefici\u00e1rio receber todo o valor e posteriormente recolher o imposto, a legisla\u00e7\u00e3o pode atribuir \u00e0 fonte pagadora a responsabilidade de realizar a reten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagine, por exemplo, determinada situa\u00e7\u00e3o em que um pagamento de R$ 10.000 esteja sujeito a uma reten\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica de R$ 1.000 de Imposto de Renda. Dependendo das regras aplic\u00e1veis, o benefici\u00e1rio receber\u00e1 R$ 9.000, enquanto a fonte pagadora dever\u00e1 tratar os R$ 1.000 conforme a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m, que todo valor de <strong>IR retido na fonte<\/strong> tenha necessariamente o mesmo destino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente nesse ponto que surge a d\u00favida sobre a titularidade da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Afinal, a quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Imposto sobre a Renda \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o<\/strong>, conforme estabelece a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Entretanto, a Constitui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m criou regras espec\u00edficas de reparti\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, embora a Uni\u00e3o tenha compet\u00eancia para instituir o Imposto de Renda, determinadas receitas provenientes do <strong>Imposto de Renda Retido na Fonte pertencem diretamente aos Estados, ao Distrito Federal ou aos Munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os artigos 157 e 158 da Constitui\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para entender essa diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo 157 estabelece que pertence aos Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto da Uni\u00e3o sobre renda e proventos incidente na fonte sobre rendimentos pagos por esses entes, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os Munic\u00edpios, existe previs\u00e3o correspondente no artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o STF consolidou uma interpreta\u00e7\u00e3o importante sobre o alcance dessas normas ao julgar o Tema 1.130 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">IRRF \u00e9 da Uni\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de <strong>compet\u00eancia tribut\u00e1ria<\/strong>, o Imposto sobre a Renda \u00e9 federal. Portanto, cabe \u00e0 Uni\u00e3o instituir e disciplinar esse imposto dentro dos limites estabelecidos pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, dizer simplesmente que &#8220;todo IRRF pertence \u00e0 Uni\u00e3o&#8221; n\u00e3o \u00e9 correto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Constitui\u00e7\u00e3o estabelece hip\u00f3teses de reparti\u00e7\u00e3o nas quais o produto da arrecada\u00e7\u00e3o pertence aos demais entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante, portanto, separar dois conceitos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Compet\u00eancia tribut\u00e1ria<\/strong> diz respeito ao poder constitucional para instituir o tributo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Titularidade da receita<\/strong>, por sua vez, diz respeito a quem fica com determinado produto da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa distin\u00e7\u00e3o explica por que um imposto de compet\u00eancia da Uni\u00e3o pode gerar receitas que pertencem diretamente a Estados, Distrito Federal ou Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o Imposto de Renda Retido na Fonte pertence ao Munic\u00edpio?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das situa\u00e7\u00f5es que mais geram d\u00favidas envolve justamente o <strong>IRRF dos Munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo 158, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o estabelece regra sobre o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda incidente na fonte sobre rendimentos pagos pelos Munic\u00edpios, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es que institu\u00edrem e mantiverem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A discuss\u00e3o jur\u00eddica durante muitos anos envolveu o alcance da express\u00e3o &#8220;rendimentos pagos, a qualquer t\u00edtulo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A controv\u00e9rsia era especialmente relevante quando o Munic\u00edpio fazia pagamentos a empresas ou pessoas f\u00edsicas contratadas para fornecer bens ou prestar servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STF enfrentou diretamente essa quest\u00e3o no <strong>Tema 1.130<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">IRRF sobre pagamentos de servi\u00e7os pertence ao Munic\u00edpio?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, nas situa\u00e7\u00f5es abrangidas pelo entendimento firmado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio 1.293.453, o Supremo decidiu que pertence ao Munic\u00edpio, aos Estados e ao Distrito Federal a titularidade das receitas de <strong>Imposto de Renda Retido na Fonte incidente sobre valores pagos por esses entes, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, a pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas contratadas para fornecimento de bens ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O julgamento ocorreu em 2021, e o processo transitou em julgado em fevereiro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita ao IRRF incidente sobre sal\u00e1rios de servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento alcan\u00e7a, dentro das condi\u00e7\u00f5es definidas pelo STF, pagamentos efetuados a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas decorrentes do fornecimento de bens e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que decidiu o STF sobre a quem pertence o IRRF?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>Tema 1.130 da repercuss\u00e3o geral<\/strong> tornou-se uma refer\u00eancia essencial para responder a essa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STF estabeleceu que as receitas arrecadadas a t\u00edtulo de IRRF sobre valores pagos pelos Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, a pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas contratadas para fornecimento de bens ou servi\u00e7os, pertencem ao respectivo ente federativo, conforme os artigos 157, I, e 158, I, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi tomada por unanimidade no julgamento do RE 1.293.453.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras palavras, se determinado Munic\u00edpio realiza um pagamento abrangido pelas regras de reten\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, a receita correspondente ao IRRF pode pertencer ao pr\u00f3prio Munic\u00edpio, observadas as normas aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo racioc\u00ednio vale para Estados e Distrito Federal nas hip\u00f3teses constitucionais correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A quem pertence o IRRF retido pelo Munic\u00edpio?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o pr\u00f3prio Munic\u00edpio, suas autarquias ou funda\u00e7\u00f5es realizam pagamentos abrangidos pela reten\u00e7\u00e3o, a receita do <strong>IRRF retido pelo Munic\u00edpio<\/strong> pertence ao ente municipal nas situa\u00e7\u00f5es previstas constitucionalmente e reconhecidas pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que n\u00e3o se trata simplesmente de um valor que o Munic\u00edpio ret\u00e9m para posteriormente entregar \u00e0 Uni\u00e3o em todos os casos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ao tratar dos efeitos do Tema 1.130, esclarece que o IRRF sobre valores pagos pelos entes subnacionais pertence ao respectivo ente que figura como fonte pagadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse entendimento possui grande relev\u00e2ncia financeira para a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, j\u00e1 que amplia a import\u00e2ncia da correta reten\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda nos pagamentos efetuados pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A quem pertence o IRRF retido pelo Estado?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Constitui\u00e7\u00e3o estabelece regra semelhante para <strong>Estados e Distrito Federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o artigo 157, inciso I, pertence aos Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda incidente na fonte sobre rendimentos pagos por eles, suas autarquias e pelas funda\u00e7\u00f5es que institu\u00edrem e mantiverem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o Tema 1.130 confirmou que essa titularidade tamb\u00e9m alcan\u00e7a o IRRF incidente sobre pagamentos abrangidos pelo julgamento efetuados a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas contratadas para fornecer bens ou prestar servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, a l\u00f3gica constitucional aplicada aos Munic\u00edpios tamb\u00e9m possui correspondente para Estados e Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">IRRF de servidor p\u00fablico pertence a quem?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra d\u00favida frequente \u00e9 sobre <strong>a quem pertence o IRRF descontado do servidor p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caso, \u00e9 necess\u00e1rio observar qual ente realiza o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Estado paga seus servidores e realiza a reten\u00e7\u00e3o abrangida pelo artigo 157, o produto da arrecada\u00e7\u00e3o pertence ao Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Munic\u00edpio realiza pagamentos abrangidos pelo artigo 158, a receita pertence ao Munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no \u00e2mbito federal, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente, pois estamos diante de pagamentos realizados pela pr\u00f3pria Uni\u00e3o e de receitas federais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, n\u00e3o basta perguntar quem sofreu a reten\u00e7\u00e3o. Para identificar corretamente o tratamento do IRRF, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental verificar <strong>quem \u00e9 a fonte pagadora<\/strong> e qual dispositivo constitucional ou legal rege a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O IRRF de fornecedores tamb\u00e9m pertence aos Estados e Munic\u00edpios?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse foi justamente um dos pontos centrais do Tema 1.130.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STF reconheceu que a titularidade n\u00e3o fica limitada ao imposto retido sobre rendimentos do trabalho pagos a servidores e empregados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento alcan\u00e7a valores pagos pelos entes, autarquias e funda\u00e7\u00f5es a <strong>pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas contratadas para fornecimento de bens ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os<\/strong>, desde que presentes as condi\u00e7\u00f5es para incid\u00eancia e reten\u00e7\u00e3o do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso possui efeitos pr\u00e1ticos relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma prefeitura, por exemplo, pode contratar empresas para servi\u00e7os de consultoria, manuten\u00e7\u00e3o, engenharia, tecnologia ou outras atividades. Tamb\u00e9m pode realizar aquisi\u00e7\u00f5es sujeitas \u00e0s regras tribut\u00e1rias aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando houver obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, ser\u00e1 necess\u00e1rio aplicar corretamente as normas correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A decis\u00e3o do STF significa que todo pagamento p\u00fablico tem IRRF?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fato de a receita do IRRF pertencer ao ente p\u00fablico em determinadas situa\u00e7\u00f5es <strong>n\u00e3o significa que qualquer pagamento realizado pelo Munic\u00edpio ou Estado esteja automaticamente sujeito \u00e0 reten\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, \u00e9 necess\u00e1rio verificar se existe incid\u00eancia e obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o naquela opera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A natureza do pagamento, o benefici\u00e1rio, o enquadramento tribut\u00e1rio, a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, eventuais hip\u00f3teses de dispensa e outros elementos podem interferir no tratamento tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somente depois dessa an\u00e1lise \u00e9 poss\u00edvel determinar a reten\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a destina\u00e7\u00e3o da receita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, duas perguntas diferentes precisam ser respondidas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>H\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reter Imposto de Renda nesse pagamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se houver, <strong>a quem pertence o produto dessa arrecada\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confundir essas duas quest\u00f5es pode provocar erros na aplica\u00e7\u00e3o das regras do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que acontece quando o Estado ou Munic\u00edpio n\u00e3o faz a reten\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto tamb\u00e9m recebeu esclarecimentos importantes ap\u00f3s o julgamento do STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a interpreta\u00e7\u00e3o divulgada pela PGFN, se Estados, Distrito Federal ou Munic\u00edpios <strong>n\u00e3o efetuaram a reten\u00e7\u00e3o<\/strong> nos pagamentos em que ela seria aplic\u00e1vel, n\u00e3o surge simplesmente um cr\u00e9dito desses entes contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso ocorre porque uma coisa \u00e9 a titularidade da receita efetivamente retida na fonte; outra \u00e9 o imposto posteriormente apurado ou cobrado do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A PGFN esclarece que, quando o imposto n\u00e3o foi retido pelo ente subnacional e depois foi pago pelo contribuinte \u00e0 Uni\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o de ajuste ou apura\u00e7\u00e3o, ou arrecadado pela pr\u00f3pria Uni\u00e3o, n\u00e3o se caracteriza automaticamente um cr\u00e9dito do Estado ou Munic\u00edpio contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, a correta execu\u00e7\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o possui consequ\u00eancias pr\u00e1ticas importantes para a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Tema 1.130 vale para empresas estatais?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe uma limita\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A PGFN registra que <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estender automaticamente o entendimento do Tema 1.130 para permitir a reten\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda em pagamentos realizados por empresas estatais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso acontece porque o texto constitucional utilizado como fundamento para a decis\u00e3o menciona especificamente os entes federativos, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequentemente, n\u00e3o se deve interpretar a decis\u00e3o como uma autoriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica para que qualquer entidade vinculada \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fique com a receita do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada situa\u00e7\u00e3o precisa respeitar a estrutura constitucional e as normas tribut\u00e1rias correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a diferen\u00e7a entre reter e ser dono da receita do IRRF?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os conceitos parecem semelhantes, mas n\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reter o imposto<\/strong> significa descontar determinado valor no momento do pagamento porque a legisla\u00e7\u00e3o atribui \u00e0 fonte pagadora essa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a <strong>titularidade da receita do IRRF<\/strong> indica qual ente p\u00fablico tem direito ao produto daquela arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em diversas opera\u00e7\u00f5es privadas, por exemplo, uma empresa pode atuar como fonte pagadora e efetuar a reten\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Isso n\u00e3o significa que a empresa possa ficar com aquele dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela simplesmente desempenha uma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria relacionada \u00e0 reten\u00e7\u00e3o e ao recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, quando um Munic\u00edpio realiza pagamentos nas situa\u00e7\u00f5es abrangidas pelo artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o e pelo entendimento firmado pelo STF, existe uma regra constitucional espec\u00edfica que atribui ao Munic\u00edpio o produto da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a ajuda a compreender <strong>a quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte<\/strong> sem confundir o respons\u00e1vel pela reten\u00e7\u00e3o com o titular da receita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o IRRF pode pertencer ao Munic\u00edpio se o Imposto de Renda \u00e9 federal?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque a Constitui\u00e7\u00e3o pode atribuir a compet\u00eancia de um tributo a um ente e, simultaneamente, determinar que parte ou a totalidade de determinadas receitas seja destinada a outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema tribut\u00e1rio brasileiro possui v\u00e1rios mecanismos de reparti\u00e7\u00e3o das receitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, n\u00e3o existe contradi\u00e7\u00e3o em afirmar que o <strong>Imposto de Renda \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o<\/strong> e, ao mesmo tempo, reconhecer que determinadas receitas de IRRF pertencem constitucionalmente aos Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compet\u00eancia para criar e disciplinar o tributo continua sendo federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que muda, nas hip\u00f3teses previstas constitucionalmente, \u00e9 a titularidade do produto da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">IRRF pertence ao Munic\u00edpio ou \u00e0 Uni\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta depende da origem do pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a pergunta estiver relacionada ao IRRF incidente sobre pagamentos efetuados por um Munic\u00edpio, suas autarquias ou funda\u00e7\u00f5es nas situa\u00e7\u00f5es abrangidas pelo artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o, a receita pertence ao <strong>Munic\u00edpio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o pagamento estiver dentro das situa\u00e7\u00f5es abrangidas pelo artigo 157, a receita pode pertencer ao <strong>Estado ou ao Distrito Federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas demais situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso analisar as regras gerais do Imposto de Renda e da reten\u00e7\u00e3o na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a afirma\u00e7\u00e3o de que &#8220;IRRF sempre pertence \u00e0 Uni\u00e3o&#8221; \u00e9 ampla demais e desconsidera as regras constitucionais de reparti\u00e7\u00e3o de receitas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exemplo pr\u00e1tico de Imposto de Renda Retido na Fonte<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considere uma prefeitura que contrata uma empresa para prestar determinado servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suponha, apenas para facilitar o exemplo, que o pagamento seja de R$ 50.000 e que, ap\u00f3s a an\u00e1lise da legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, exista obriga\u00e7\u00e3o de reter determinado valor de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prefeitura dever\u00e1 realizar a reten\u00e7\u00e3o conforme as regras tribut\u00e1rias correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, observados os requisitos aplic\u00e1veis, o produto dessa arrecada\u00e7\u00e3o pertence ao pr\u00f3prio Munic\u00edpio, de acordo com o entendimento consolidado pelo STF no Tema 1.130.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora imagine uma empresa privada fazendo pagamento semelhante a um fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O simples fato de essa empresa realizar uma reten\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe d\u00e1 direito de incorporar o IRRF ao pr\u00f3prio patrim\u00f4nio. O tratamento segue as regras tribut\u00e1rias aplic\u00e1veis ao recolhimento federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, <strong>quem realizou o pagamento e em qual condi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong> s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es fundamentais para determinar a titularidade da receita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que dizem os artigos 157 e 158 da Constitui\u00e7\u00e3o sobre o IRRF?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os artigos 157 e 158 fazem parte das regras constitucionais de reparti\u00e7\u00e3o das receitas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo 157 trata, entre outros pontos, das receitas pertencentes aos <strong>Estados e ao Distrito Federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o artigo 158 estabelece receitas pertencentes aos <strong>Munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses dispositivos s\u00e3o a base constitucional para compreender por que determinadas receitas provenientes de um imposto federal ficam com outros entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Posteriormente, a interpreta\u00e7\u00e3o do STF no Tema 1.130 esclareceu o alcance dessas normas em rela\u00e7\u00e3o aos pagamentos realizados a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas contratadas para fornecimento de bens ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para consulta jur\u00eddica e tribut\u00e1ria, a refer\u00eancia mais segura \u00e9 o pr\u00f3prio conte\u00fado constitucional e a jurisprud\u00eancia oficial do Supremo Tribunal Federal. <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?classeProcesso=RE&amp;incidente=6023158&amp;numeroProcesso=1293453&amp;numeroTema=1130&amp;utm_source=chatgpt.com\">Consultar o Tema 1.130 no STF<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O entendimento sobre o IRRF ainda est\u00e1 valendo?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. O julgamento do Tema 1.130 transitou em julgado em <strong>16 de fevereiro de 2022<\/strong>, conforme o acompanhamento processual do STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a Receita Federal registra o entendimento entre os temas de jurisprud\u00eancia vinculante e informa que n\u00e3o houve modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, profissionais de contabilidade, respons\u00e1veis por reten\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e gestores precisam considerar tanto a legisla\u00e7\u00e3o vigente quanto a interpreta\u00e7\u00e3o constitucional consolidada pelo Supremo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem fica com o Imposto de Renda Retido na Fonte?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em resumo, para responder <strong>a quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte<\/strong>, n\u00e3o basta dizer que o Imposto de Renda \u00e9 federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Uni\u00e3o possui compet\u00eancia constitucional sobre o Imposto de Renda, mas a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o estabelece hip\u00f3teses em que o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IRRF pertence aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso dos pagamentos efetuados por esses entes, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es a pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas contratadas para fornecimento de bens ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, o STF definiu no <strong>Tema 1.130<\/strong> que a receita do IRRF pertence ao respectivo Estado, Distrito Federal ou Munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a an\u00e1lise correta precisa considerar a fonte pagadora, a natureza do pagamento, a exist\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o e as regras constitucionais de reparti\u00e7\u00e3o das receitas. Essa diferencia\u00e7\u00e3o evita uma conclus\u00e3o equivocada bastante comum: considerar que todo Imposto de Renda Retido na Fonte necessariamente deve ser repassado \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n&#8220;`html\n\n<div class=\"wp-block-group toexceed-course-cta has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n\n    \n    <div class=\"toexceed-course-cta__glow toexceed-course-cta__glow--one\"><\/div>\n    <div class=\"toexceed-course-cta__glow toexceed-course-cta__glow--two\"><\/div>\n    \n\n    \n    <div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center toexceed-course-cta__container is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-80868740 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n\n        \n        <div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center toexceed-course-cta__content is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:60%\">\n\n            \n            <p class=\"toexceed-course-cta__tag wp-block-paragraph\">\n                Ingl\u00eas pr\u00e1tico para o mercado de trabalho\n            <\/p>\n            \n\n            \n            <h2 class=\"wp-block-heading toexceed-course-cta__title\">\n                Aprenda Ingl\u00eas para o Trabalho e\n                <mark>se comunique com confian\u00e7a<\/mark>\n            <\/h2>\n            \n\n            \n            <p class=\"toexceed-course-cta__description wp-block-paragraph\">\n                Um treinamento pr\u00e1tico para quem precisa usar ingl\u00eas no ambiente profissional. Aprenda a se comunicar em situa\u00e7\u00f5es reais do trabalho e prepare-se para novas oportunidades na carreira.\n            <\/p>\n            \n\n            \n            <ul class=\"toexceed-course-cta__benefits wp-block-list\">\n\n                \n                <li>Aprenda a escrever, responder e trocar e-mails profissionais em ingl\u00eas<\/li>\n                \n\n                \n                <li>Prepare-se para entrevistas de emprego e processos seletivos em ingl\u00eas<\/li>\n                \n\n                \n                <li>Pratique ingl\u00eas para liga\u00e7\u00f5es, reuni\u00f5es, documentos e situa\u00e7\u00f5es reais do trabalho<\/li>\n                \n\n            <\/ul>\n            \n\n            \n            <div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n\n                \n                <div class=\"wp-block-button toexceed-course-cta__button\">\n                    <a\n                        class=\"wp-block-button__link wp-element-button\"\n                        href=\"https:\/\/toexceed.com.br\/ingles-para-profissionais.html\"\n                        target=\"_blank\"\n                        rel=\"noopener noreferrer\"\n                    >\n                        Conhecer o curso <span aria-hidden=\"true\">\u2192<\/span>\n                    <\/a>\n                <\/div>\n                \n\n            <\/div>\n            \n\n        <\/div>\n        \n\n        \n        <div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center toexceed-course-cta__image-wrapper is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:40%\">\n\n            \n            <figure class=\"wp-block-image size-full toexceed-course-cta__image\">\n                <img decoding=\"async\"\n                    src=\"https:\/\/toexceed.com.br\/img\/insideapp\/3.png\"\n                    alt=\"Curso de Ingl\u00eas para Profissionais da Toexceed\"\n                    loading=\"lazy\"\n                >\n            <\/figure>\n            \n\n        <\/div>\n        \n\n    <\/div>\n    \n\n<\/div>\n\n&#8220;`","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A d\u00favida sobre a quem pertence o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) pode ter respostas diferentes conforme a fonte pagadora e a situa\u00e7\u00e3o que originou a reten\u00e7\u00e3o. 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