As operações de câmbio são um ponto central no comércio exterior. No Brasil, para realizar pagamentos e recebimentos internacionais de forma legal, sua empresa pode utilizar tanto os bancos tradicionais quanto as corretoras de câmbio. Contudo, a escolha entre uma e outra pode impactar diretamente os custos, a agilidade e o nível de serviço que você recebe.
A seguir, apresentamos um guia para te ajudar a fazer câmbio com corretora e não com banco.
1. Vantagens de usar uma corretora para câmbio internacional
As corretoras de câmbio são instituições financeiras que têm como atividade principal a compra e venda de moedas estrangeiras. Sendo assim, elas se diferenciam dos bancos, que oferecem uma gama mais ampla de serviços (como empréstimos e contas correntes). Além disso, a especialização das corretoras traz algumas vantagens:
- Taxas de câmbio competitivas: As corretoras, em geral, oferecem taxas de câmbio mais competitivas. Além disso, elas podem ter spreads (margens de lucro) menores do que os bancos tradicionais. Isso, por sua vez, pode gerar uma economia significativa, principalmente em operações de alto valor.
- Atendimento especializado: A equipe de uma corretora é focada em câmbio. Desse modo, ela pode te dar um suporte mais personalizado. Além disso, ela pode te ajudar com a documentação e com a análise de cenários.
- Agilidade e praticidade: As corretoras podem ter um processo de cadastro e de fechamento de câmbio mais rápido e menos burocrático. Além disso, muitas delas oferecem plataformas digitais.
- Regulamentação e segurança: As corretoras de câmbio são instituições financeiras autorizadas, reguladas e supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (BCB). Por isso, elas cumprem rigorosamente todos os requisitos de segurança.
2. O processo para fazer câmbio com uma corretora
A operação de câmbio com uma corretora segue um processo que, na maioria das vezes, é totalmente digital. Além disso, ela exige o cumprimento de requisitos de compliance e a apresentação de documentação.
a) Cadastro da sua empresa
Primeiramente, você deve se cadastrar na corretora de câmbio. Para isso, a sua empresa precisará apresentar documentos para análise. Por exemplo, o contrato social e as alterações contratuais, o cartão CNPJ, os documentos dos sócios e o comprovante de endereço.
b) Habilitação no RADAR SISCOMEX
A sua empresa precisa ter a habilitação no RADAR SISCOMEX, que é a permissão da Receita Federal para operar no comércio exterior. Afinal, a corretora de câmbio exige essa habilitação para a maioria das operações de importação e exportação.
c) Negociação e fechamento de câmbio
Após a aprovação do cadastro, você pode iniciar o fechamento de câmbio.
- Negociação: A princípio, negocie a taxa de câmbio com a corretora.
- Contrato de câmbio: A sua operação será formalizada através de um contrato de câmbio. Nele, por sua vez, constará a taxa negociada, o valor e a finalidade da transação.
- Lastro documental: A corretora solicitará a documentação que lastreia a sua operação. Além disso, você precisará da Fatura Comercial (Invoice) e do Conhecimento de Embarque (BL/AWB).
d) Liquidação da operação
Após a aprovação da documentação, a corretora liquida a operação.
- Na importação: A sua empresa transfere os Reais para a corretora. A corretora, então, compra a moeda estrangeira e envia o pagamento para o fornecedor no exterior.
- Na exportação: O cliente no exterior paga em moeda estrangeira. A corretora, por sua vez, recebe o valor, converte para Reais e o credita na conta da sua empresa.
3. Considerações importantes
- Segurança: Escolha uma corretora de câmbio que seja autorizada a operar pelo Banco Central do Brasil (BCB).
- Custos: Compare as taxas de câmbio e os custos de transferência entre as diferentes instituições. Contudo, preste atenção no VET (Valor Efetivo Total), que inclui todas as tarifas.
- Atendimento: A qualidade do atendimento é, de fato, um diferencial. Por isso, a sua dedicação te ajudará a criar um negócio sólido e lucrativo.
Em suma, operar com uma corretora de câmbio é uma opção estratégica. Além disso, ela pode ser mais vantajosa do que um banco tradicional para as suas operações de importação e exportação.
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