Importação com Mudança de NCM

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Lidar com a mudança de NCM durante o curso de uma operação de importação é um dos cenários mais delicados para o gestor de Comércio Exterior. Essa alteração pode ocorrer por iniciativa da própria empresa, ao identificar um erro técnico na revisão, ou por determinação da Receita Federal durante uma conferência aduaneira. Atualmente, qualquer alteração na classificação fiscal impacta diretamente o custo da mercadoria, as exigências administrativas e, principalmente, o nível de risco da empresa perante o fisco.

Alteração por Iniciativa do Importador (Retificação)

Primeiramente, quando a empresa identifica que a NCM utilizada no registro da DI ou DUIMP estava incorreta, ela deve proceder com a retificação. Se a mercadoria ainda não foi desembaraçada, a mudança pode ser solicitada ao fiscal. Caso o erro seja descoberto após a liberação da carga, a retificação é feita de forma pós-desembaraço. Logo após a identificação do erro, o profissional deve calcular a diferença de impostos e realizar o pagamento complementar via DARF.

Consequentemente, se a nova NCM possuir uma alíquota maior, a empresa deve recolher a diferença com juros e correção. Assim sendo, a proatividade em corrigir o erro (denúncia espontânea) evita a aplicação de multas de ofício que podem chegar a 75% do valor do imposto. Portanto, a mudança de NCM por iniciativa própria é uma prática de compliance que demonstra boa-fé e organização técnica.

Mudança de NCM por Exigência Fiscal

Posteriormente, o cenário mais crítico ocorre quando a Receita Federal discorda da classificação declarada durante o despacho aduaneiro. Se o fiscal entender que o produto deve ser reenquadrado em outra NCM, o processo entra em exigência fiscal. Esse movimento interrompe o fluxo logístico e pode direcionar a carga para o Canal Cinza, onde a investigação é mais profunda.

Dessa forma, a mudança forçada de NCM geralmente resulta em multas por erro de classificação (mínimo de 1% do valor aduaneiro) e multas por recolhimento a menor de tributos. Além disso, se a nova NCM exigir uma Licença de Importação (LI) que não foi providenciada antecipadamente, a empresa pode sofrer multas adicionais por falta de licenciamento. Consequentemente, a defesa técnica baseada em catálogos e laudos em inglês técnico torna-se a única ferramenta para evitar prejuízos maiores.

Impacto no Custo e no Planejamento Financeiro

Outro fator determinante na mudança de NCM é o impacto financeiro imediato. Como o Imposto de Importação (II) é a base para o cálculo do IPI, PIS, COFINS e ICMS, qualquer subida na alíquota do II devido à mudança de código gera um efeito cascata no custo final de nacionalização. Atualmente, em margens apertadas, uma alteração de NCM pode inviabilizar a venda do produto no mercado interno ou anular o lucro previsto para aquela operação.

Por esse motivo, o planejamento financeiro deve sempre considerar uma margem de contingência. Assim sendo, ao lidar com produtos de classificação complexa, o gestor de Comex deve trabalhar com pareceres técnicos que sustentem a escolha da NCM desde o início. Portanto, a precisão técnica não é apenas uma exigência legal, mas uma forma de blindar o caixa da empresa contra as variações causadas por reclassificações fiscais inesperadas.

Tecnologia e Atributos na Transição para a DUIMP

Por fim, com a implementação da DUIMP, a mudança de NCM exige atenção redobrada aos Atributos. Como cada código possui perguntas específicas, alterar a NCM no meio do processo exige que toda a ficha técnica do produto no Catálogo de Produtos seja revisada. Atualmente, o sistema do Portal Único é muito mais rigoroso na validação dessas informações.

Profissionais que dominam o novo processo de importação e possuem fluência na comunicação técnica internacional conseguem gerenciar essas mudanças com mais agilidade, minimizando o tempo de carga parada. Assim sendo, investir em conhecimento técnico e ferramentas de consulta atualizadas é a melhor estratégia para lidar com a volatilidade das classificações fiscais. Portanto, a gestão eficaz da mudança de NCM é o que diferencia um departamento de Comex reativo de um estrategicamente preparado.


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