Importar produtos da Tailândia é uma estratégia cada vez mais comum para empresas que buscam diversificar fornecedores no Sudeste Asiático. Como a segunda maior economia da região, o país se destaca pela produção de eletrônicos, peças automotivas e itens do agronegócio. No entanto, para ter sucesso em 2026, é preciso entender as novas regras tributárias brasileiras e a organização documental necessária para evitar atrasos na alfândega.
Composição de Custos na Importação em 2026
Atualmente, o cenário tributário brasileiro passa por uma transição importante que afeta diretamente o custo de nacionalização. Primordialmente, o importador deve estar ciente de que o ano de 2026 marca o início da fase de testes do novo sistema tributário. Embora o Imposto de Importação (II) e o IPI continuem vigentes conforme a classificação fiscal do produto, novas alíquotas de teste para o IBS e a CBS já aparecem nas declarações.
Além disso, a alíquota de PIS/COFINS-Importação foi ajustada para aproximadamente 11,75% em função das mudanças na base de cálculo. Certamente, o ICMS estadual ainda compõe grande parte do custo final, variando conforme a unidade da federação de destino. Consequentemente, realizar uma planilha de viabilidade que contemple o frete internacional e as taxas portuárias é fundamental para garantir a lucratividade da operação. Para consultar as alíquotas específicas da sua mercadoria, utilize o simulador oficial no portal do Siscomex.
Documentação Essencial e o Sistema Duimp
No que diz respeito à parte burocrática, a precisão das informações é o fator que mais influencia a agilidade no desembaraço aduaneiro. Em 2026, a utilização da Duimp (Declaração Única de Importação) é o padrão para todas as operações, exigindo um catálogo de produtos detalhado. Portanto, você deve garantir que seu fornecedor tailandês envie os documentos originais de forma correta e sem divergências.
Os documentos indispensáveis para o processo incluem a Fatura Comercial (Commercial Invoice) e o Romaneio de Carga (Packing List). Adicionalmente, o Conhecimento de Embarque (Bill of Lading ou AWB) comprova a posse da mercadoria e o contrato de transporte. Em alguns casos, o Certificado de Origem pode ser solicitado para atestar a procedência dos itens. Logo, qualquer erro na descrição da mercadoria ou no código NCM pode resultar em multas severas e na retenção da carga.
Logística e Modais de Transporte
Quanto à logística, a maioria das importações da Tailândia para o Brasil ocorre por meio do modal marítimo, utilizando o Porto de Laem Chabang como principal ponto de saída. Devido à grande distância, o planejamento do estoque deve considerar um tempo de trânsito que pode ultrapassar quarenta dias. Por outro lado, para mercadorias de alto valor ou extrema urgência, o modal aéreo via aeroporto de Bangkok é a alternativa mais rápida, apesar do custo elevado.
Assim sendo, escolher o Incoterm adequado na negociação garantirá que as responsabilidades sobre o seguro e o frete estejam bem definidas. Em contrapartida, a integração com agentes de carga que possuam forte presença na Ásia facilita a gestão de possíveis atrasos nas rotas globais. Por fim, lembre-se de que um planejamento logístico bem estruturado é o que separa uma importação lucrativa de um prejuízo operacional inesperado.
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