No Comércio Exterior, cair na malha fina da Receita Federal significa que sua carga será alvo de uma fiscalização mais rigorosa — o que pode gerar atrasos, custos extras e até multas. Mas por que isso acontece com tanta frequência entre importadores?
Principais motivos
- Classificação fiscal incorreta (NCM)
Escolher o código NCM errado para o produto é um dos erros mais comuns e pode ser interpretado como tentativa de pagar menos impostos. - Subfaturamento ou superfaturamento
Declarar valores diferentes dos praticados no mercado, seja para reduzir tributos ou justificar remessas financeiras maiores, é um grande alerta para a Receita. - Informações divergentes nos documentos
Pequenas diferenças entre a fatura comercial, o packing list e o conhecimento de embarque já podem acionar a fiscalização. - Histórico do importador
Empresas que já cometeram irregularidades ou têm inconsistências frequentes ficam mais propensas a serem selecionadas. - Perfil de risco da mercadoria
Produtos sensíveis, como eletrônicos, bebidas, medicamentos ou itens de alto valor agregado, estão na mira constante. - Operações com países de risco
Importações vindas de paraísos fiscais ou de países com histórico de irregularidades comerciais sofrem mais inspeções.
Como evitar cair na malha fina
Criar um histórico de conformidade para reduzir o índice de risco da empresa.
Conferir minuciosamente os documentos antes do embarque.
Manter coerência nas informações entre todos os registros.
Trabalhar com despachantes aduaneiros experientes para correta classificação fiscal.
Evitar práticas ilícitas, como subfaturamento.
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