O Que é Origem Não Preferencial

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A origem não preferencial é a determinação da “nacionalidade” de uma mercadoria para fins que não envolvem descontos ou isenções de impostos em acordos comerciais. Enquanto a origem preferencial foca em reduzir tarifas, a não preferencial serve para que o governo controle a entrada de produtos por questões de segurança, saúde, estatística ou defesa comercial.

Mesmo que não haja um benefício fiscal direto, declarar a origem não preferencial de forma correta é obrigatório para o desembaraço aduaneiro e para evitar sanções ligadas a medidas de proteção de mercado.


1. Para que serve a Origem Não Preferencial?

O controle da origem não preferencial é a ferramenta que permite aos países aplicarem as chamadas “medidas de defesa comercial”:

  • Antidumping: Evita que produtos estrangeiros entrem no país com preços artificialmente baixos para destruir a indústria local.
  • Medidas Compensatórias: Aplicadas contra produtos que recebem subsídios ilegais em seus países de origem.
  • Salvaguardas: Restrições temporárias para proteger um setor nacional que esteja sofrendo com um aumento súbito de importações.
  • Cotas de Importação: Limitação da quantidade de produtos que podem vir de determinado país.
  • Embargos e Sanções: Proibição de comércio com nações específicas por motivos políticos ou de segurança.

2. Critérios de Determinação

Como não há um acordo bilateral definindo as regras, os critérios seguem as normas gerais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a legislação interna de cada país (no Brasil, a Lei nº 12.546/2011):

  1. Produto Totalmente Obtido: Mercadorias extraídas ou fabricadas inteiramente em um país (ex: minérios, vegetais).
  2. Transformação Substancial: Se o produto utiliza insumos de vários países, a origem é atribuída ao país onde ocorreu a última etapa de fabricação que conferiu uma “forma nova” ou um novo código tarifário (NCM/HS Code) ao bem.

3. A Comprovação: Certificado de Origem Comum

Para comprovar a origem não preferencial, utiliza-se o Certificado de Origem Comum (também chamado de Não Preferencial). Diferente do certificado do Mercosul, este documento apenas atesta onde o produto foi feito, sem gerar direito a tarifa zero. Algumas aduanas podem aceitar apenas uma declaração na fatura comercial, mas países do Oriente Médio e da Ásia costumam exigir o certificado físico emitido por câmaras de comércio.


4. O Inglês Técnico na Defesa Comercial

Nas operações globais, o domínio do termo “Non-preferential Origin” é crucial. O inglês técnico é a linguagem utilizada para responder a investigações de “Trade Remedies” (Remédios Comerciais).

Termos como “Anti-dumping duties”, “Countervailing measures”, “Rules of origin for non-preferential trade” e “Country of Origin Marking” são essenciais. Consequentemente, se uma empresa não souber justificar a origem não preferencial em inglês durante uma auditoria, ela pode ser sobretaxada com tarifas punitivas altíssimas. Portanto, a precisão técnica protege a operação de barreiras não tarifárias.


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