A exportação indireta por meio de uma trading company é um modelo de negócio no qual uma empresa fabricante no Brasil vende seus produtos para outra empresa nacional (a trading). Por sua vez, a trading company assume toda a responsabilidade e o processo de exportação.
Esse modelo é ideal para empresas que não têm estrutura, conhecimento ou recursos para gerenciar os complexos trâmites do comércio exterior. Além disso, ele permite que elas se concentrem em sua atividade principal, que é a produção.
1. Como funciona o processo
A exportação indireta se baseia em uma venda interna, mas com uma finalidade de exportação. Sendo assim, o processo funciona da seguinte forma:
- Venda interna com fim específico de exportação: Primeiramente, a empresa produtora vende a mercadoria para a trading company ou empresa comercial exportadora (ECE) no Brasil. A nota fiscal emitida para essa venda tem um Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) específico (como 5.501, 5.502, 6.501 ou 6.502). Desse modo, o CFOP indica que a venda é para exportação.
- Responsabilidade da trading company: A trading company compra o produto e assume todas as etapas do processo de exportação, incluindo:
- Negociação com o cliente no exterior.
- Adequação do produto às normas e regulamentações do país de destino.
- Gestão de toda a logística (transporte internacional, armazenamento, etc.).
- Preparação e gestão da documentação aduaneira e fiscal (Declaração Única de Exportação – DU-E, Certificado de Origem, etc.).
- Gerenciamento do desembaraço alfandegário no Brasil e no exterior.
- Gerenciamento de riscos e seguros.
- Benefícios fiscais: A empresa produtora que vende para a trading pode se beneficiar de isenções fiscais, como a não incidência de IPI e ICMS. Afinal, a operação é considerada uma exportação. A empresa produtora que vende para a trading pode se beneficiar de isenções fiscais, como a não incidência de IPI e ICMS. Afinal, a operação é considerada uma exportação.
2. Vantagens da exportação indireta por trading company
- Redução de riscos: A trading assume os riscos financeiros, operacionais e de conformidade legal. Isso, por sua vez, é especialmente útil para pequenas e médias empresas.
- Foco no “core business”: A empresa produtora pode concentrar-se na fabricação e no aprimoramento de seus produtos sem se preocupar com a burocracia do comércio internacional.
- Acesso a mercados internacionais: O modelo permite que a empresa atinja novos mercados sem a necessidade de investir em uma estrutura de exportação própria.
- Expertise e conhecimento: As tradings possuem amplo conhecimento das regulamentações, culturas de mercado e redes de contato, o que, por sua vez, facilita a entrada em novos países.
3. Desvantagens
- Menor margem de lucro: Como a trading atua como intermediária, ela cobra uma comissão ou margem de lucro. Além disso, isso pode reduzir o ganho da empresa produtora.
- Perda de controle: A empresa produtora tem menos controle sobre a estratégia de marketing, a precificação no mercado externo e o relacionamento com o cliente final. Afinal, a trading gerencia essas etapas.
- Dependência do intermediário: O sucesso da exportação fica atrelado à competência e eficiência da trading company. Por isso, pode haver riscos se a parceria não for sólida.
Em suma, a exportação indireta é uma opção estratégica para empresas que buscam entrar no mercado global com menos riscos e burocracia.
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