Como importar produtos com marca própria (white label)

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Importar produtos com marca própria, ou “white label”, é uma estratégia poderosa. Ela, por sua vez, te permite construir uma marca exclusiva e competir no mercado com produtos de alta qualidade e com preços competitivos. O processo é legal, mas exige um planejamento cuidadoso e o cumprimento de normas fiscais e aduaneiras.

A seguir, apresentamos um guia para que você possa importar produtos “white label” e construir sua marca no Brasil.


1. Planejamento Estratégico e Viabilidade

Antes de mais nada, você deve planejar. A sua estratégia de importação deve, portanto, ser a base para a sua marca.

  • Pesquisa de Mercado: Identifique um nicho de mercado com demanda e pouca concorrência. Além disso, a sua pesquisa deve focar em tendências e no comportamento do consumidor.
  • Viabilidade: Calcule o “landed cost” (custo total da importação) para cada produto. O preço deve ser competitivo e lucrativo. Além disso, o custo inclui o preço do produto, o frete, o seguro e os impostos.
  • Plataformas de Venda: Defina a sua estratégia de venda. Você pode usar marketplaces ou criar uma loja virtual própria.

2. Legalização e Documentação

Para importar com marca própria, a sua empresa precisa estar em total conformidade com a legislação brasileira.

  • Abertura de Empresa: A sua empresa deve ter um CNPJ ativo e a atividade de importação e exportação no objeto social.
  • Habilitação no RADAR SISCOMEX: A sua empresa deve estar habilitada no RADAR SISCOMEX. Além disso, essa habilitação é a permissão da Receita Federal para que você possa importar legalmente.
  • Classificação Fiscal (NCM): A NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) é o código de 8 dígitos que classifica o produto. A NCM, por sua vez, define os impostos e a necessidade de licenças.
  • Licença de Importação: Para alguns produtos, a importação exige licenças de órgãos como ANVISA, MAPA e INMETRO.

3. Seleção de Fornecedores e Negociação

A escolha de um fornecedor de confiança é crucial para a qualidade do seu produto. Por isso, você deve fazer uma pesquisa minuciosa.

  • Plataformas B2B: Sites como Alibaba e Made-in-China são uma ótima opção para encontrar fornecedores. Além disso, eles oferecem ferramentas de segurança, como “Trade Assurance”, que protegem o comprador.
  • Amostras: Solicite amostras para verificar a qualidade do produto antes de fechar um pedido grande.
  • Negociação: Negocie com o fornecedor os termos de entrega (Incoterms), a quantidade e o prazo. Além disso, formalize a negociação em um contrato.
  • Propriedade da marca: O contrato deve deixar claro que a marca é sua. Além disso, ele deve proteger a sua marca de falsificação.

4. Logística e Impostos

A logística é o elo que conecta a sua importação à sua venda no e-commerce.

  • Parceiros Logísticos: Trabalhe com um agente de cargas e um despachante aduaneiro. Além disso, o agente de cargas cuidará do transporte internacional. O despachante aduaneiro, por sua vez, cuidará da burocracia aduaneira no Brasil.
  • Documentação: Garanta que todos os documentos (Fatura Comercial, Packing List, Conhecimento de Embarque) estejam corretos. Além disso, a DUIMP (Declaração Única de Importação) deve ser preenchida com as informações corretas.
  • Impostos: O custo total da importação inclui impostos como II, IPI, PIS/COFINS e ICMS. Por isso, você deve simular os custos.

Em suma, a importação de produtos com marca própria é uma estratégia poderosa. Além disso, a sua dedicação te ajudará a criar um negócio sólido e lucrativo.

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