Os modos de gestão são diferentes formas de organizar, coordenar e conduzir pessoas, processos e recursos dentro de uma organização. Entre os exemplos estão a gestão autocrática, democrática, participativa, por resultados, por processos e a gestão descentralizada. Cada modo de gestão possui características próprias e pode ser mais adequado a determinadas estruturas, equipes e situações.
Na prática, empresas nem sempre utilizam apenas um modelo. Uma organização pode adotar gestão participativa para envolver funcionários nas decisões e, ao mesmo tempo, trabalhar com gestão por resultados para acompanhar metas e indicadores. Por isso, compreender os diferentes modos ajuda a entender como a administração funciona no cotidiano.
O que são modos de gestão?
Modos de gestão são maneiras utilizadas para administrar uma organização ou determinada parte dela.
Eles influenciam questões como distribuição de responsabilidades, tomada de decisões, comunicação, definição de metas e acompanhamento dos resultados.
Imagine duas empresas.
Na primeira, praticamente todas as decisões importantes são tomadas pela direção. Os funcionários recebem orientações e possuem pouca autonomia.
Na segunda, gestores consultam suas equipes e permitem que determinadas decisões sejam tomadas por profissionais mais próximos dos processos.
As duas organizações possuem gestão, mas adotam formas diferentes de conduzi-la.
Quais são os principais modos de gestão?
Existem diferentes classificações na Administração e não há uma lista universal única. Alguns modos de gestão frequentemente discutidos são:
- gestão autocrática;
- gestão democrática;
- gestão participativa;
- gestão centralizada;
- gestão descentralizada;
- gestão por resultados;
- gestão por processos;
- gestão por competências;
- gestão por projetos;
- gestão colaborativa.
Além disso, uma organização pode combinar características de vários modelos.
O importante é compreender o princípio de cada abordagem e como ela influencia pessoas e processos.
Gestão autocrática
Na gestão autocrática, o poder de decisão fica fortemente concentrado no gestor ou na liderança.
O responsável define o que deve ser feito e transmite as orientações à equipe.
Nesse modelo, existe menor participação dos funcionários nas decisões.
Uma característica positiva pode ser a velocidade para decidir em determinadas situações, especialmente quando é necessária uma resposta imediata.
Por outro lado, a concentração excessiva das decisões pode limitar a autonomia dos profissionais e reduzir a participação da equipe na busca por soluções.
Por isso, seus efeitos dependem do contexto e da maneira como a liderança é exercida.
Gestão democrática
A gestão democrática aumenta a participação da equipe nas discussões e decisões.
O gestor continua exercendo liderança, porém procura considerar opiniões e conhecimentos dos profissionais envolvidos.
Imagine que uma empresa precise reorganizar o processo de expedição.
Em vez de desenvolver sozinho todo o novo fluxo, o gestor conversa com funcionários que trabalham diariamente na operação.
Esses profissionais podem identificar problemas que não são facilmente percebidos por quem está distante da atividade.
Assim, a decisão pode aproveitar conhecimentos provenientes de diferentes níveis da organização.
Gestão participativa
A gestão participativa está entre os modos de gestão que valorizam o envolvimento dos funcionários.
Nesse modelo, colaboradores possuem espaço para contribuir com ideias, decisões e melhorias.
Isso não significa que todas as decisões sejam tomadas coletivamente.
Existem responsabilidades que continuam pertencendo aos gestores.
A diferença está na abertura para que as pessoas participem do processo administrativo.
Por exemplo, uma equipe de estoque pode participar da discussão sobre mudanças no layout do armazém, já que seus integrantes conhecem as dificuldades encontradas durante as movimentações diárias.
Gestão centralizada
Na gestão centralizada, decisões importantes ficam concentradas em níveis superiores da organização.
Uma unidade regional, por exemplo, pode precisar de autorização da matriz para determinadas ações.
Esse modelo pode facilitar a padronização e aumentar o controle sobre decisões estratégicas.
Entretanto, uma estrutura excessivamente centralizada pode tornar alguns processos decisórios mais lentos.
Se qualquer problema operacional precisar chegar à alta administração, gestores locais podem ter dificuldade para responder rapidamente às situações do cotidiano.
Por isso, o nível adequado de centralização depende das características da organização.
Gestão descentralizada
A gestão descentralizada distribui maior autoridade para diferentes níveis ou unidades.
Gestores e equipes mais próximos das operações recebem autonomia para tomar determinadas decisões.
Uma rede com unidades espalhadas pelo país, por exemplo, pode estabelecer diretrizes gerais, mas permitir que responsáveis regionais decidam sobre algumas questões locais.
A descentralização pode aumentar a agilidade.
Entretanto, exige definição clara das responsabilidades.
Sem coordenação, diferentes unidades podem adotar decisões incompatíveis com os objetivos gerais da organização.
Gestão por resultados
A gestão por resultados direciona atenção para objetivos e resultados que precisam ser alcançados.
Metas e indicadores são utilizados para acompanhar o desempenho.
Uma operação logística, por exemplo, pode acompanhar precisão dos pedidos, produtividade, prazos e outros indicadores relacionados aos seus objetivos.
O gestor observa os resultados e procura identificar por que determinadas metas foram ou não atingidas.
Nesse modelo, medir corretamente é fundamental.
Indicadores inadequados podem estimular comportamentos indesejados.
Se uma empresa acompanhar somente velocidade, por exemplo, funcionários podem priorizar quantidade e deixar a qualidade em segundo plano.
Por isso, resultados precisam ser avaliados de forma equilibrada.
Gestão por processos
A gestão por processos observa a organização por meio dos fluxos de atividades necessários para gerar determinado resultado.
Em vez de analisar departamentos completamente isolados, procura compreender como diferentes áreas participam do mesmo processo.
Considere o atendimento de um pedido.
Vendas registra a solicitação. O estoque separa os produtos. A expedição prepara a mercadoria. O transporte realiza a distribuição.
Para o cliente, entretanto, tudo faz parte de uma única experiência de compra.
A gestão por processos procura entender essas conexões, identificar gargalos e melhorar o fluxo como um todo.
Como funciona a gestão por processos?
O primeiro passo geralmente é compreender o processo existente.
É necessário identificar suas etapas, responsáveis, entradas, saídas e pontos de decisão.
Depois, podem ser analisados problemas como retrabalho, esperas e atividades desnecessárias.
Imagine um documento que precise passar por cinco aprovações.
Ao mapear o processo, a empresa pode descobrir que algumas verificações são repetidas sem necessidade.
A melhoria pode simplificar o fluxo mantendo os controles realmente necessários.
Assim, a gestão de processos busca aumentar eficiência e consistência.
Gestão por competências
A gestão por competências concentra-se nos conhecimentos, habilidades e outros elementos necessários para que pessoas desempenhem suas funções e contribuam para os objetivos organizacionais.
A empresa procura compreender quais competências são necessárias para determinadas atividades e quais precisam ser desenvolvidas.
Um supervisor de estoque, por exemplo, pode precisar conhecer sistemas de gestão, inventário, processos de armazenagem e liderança.
Caso existam lacunas, treinamentos e outras ações de desenvolvimento podem ser planejados.
Esse modo de gestão possui forte relação com Recursos Humanos e desenvolvimento profissional.
Gestão por projetos
Na gestão por projetos, o trabalho é organizado em torno de iniciativas com objetivos e condições definidas.
Implantar um novo sistema, abrir uma filial ou desenvolver um produto são exemplos de projetos.
Diferentemente de uma operação contínua, um projeto possui caráter temporário.
Uma empresa realiza expedição diariamente, por exemplo. Essa é uma operação.
Já implementar um novo sistema para controlar a expedição é um projeto.
A gestão por projetos procura organizar atividades, responsabilidades, recursos, prazos, riscos e acompanhamento da execução.
Gestão colaborativa
A gestão colaborativa procura estimular a cooperação entre pessoas e áreas.
Em vez de cada departamento trabalhar apenas em seus próprios objetivos, existe maior preocupação com a integração.
Essa abordagem pode ser particularmente importante quando um resultado depende de várias equipes.
Na logística, por exemplo, compras, estoque, vendas e transporte precisam compartilhar informações.
Se vendas realizar uma grande campanha sem comunicar estoque e logística, a demanda pode superar a capacidade disponível.
A colaboração ajuda diferentes áreas a compreender os impactos de suas decisões.
Gestão horizontal
A gestão horizontal procura reduzir algumas barreiras hierárquicas e favorecer autonomia, comunicação e colaboração.
Isso não significa necessariamente eliminar completamente cargos ou lideranças.
A principal característica é possuir menos níveis entre quem executa determinadas atividades e quem toma decisões.
Estruturas mais horizontais podem facilitar comunicação e rapidez em alguns contextos.
Entretanto, precisam de responsabilidades bem definidas para evitar dúvidas sobre quem possui autoridade para cada decisão.
Gestão vertical
A gestão vertical possui uma estrutura hierárquica mais definida.
Existem diferentes níveis de autoridade, e as decisões podem seguir uma cadeia formal.
Um funcionário pode responder a um líder, que responde a um supervisor, que responde a um gerente.
Esse formato facilita a identificação das linhas de autoridade.
Por outro lado, muitos níveis hierárquicos podem aumentar a distância entre a operação e os responsáveis pelas decisões estratégicas.
Assim, organizações precisam equilibrar controle, comunicação e agilidade.
Modos de gestão e estilos de liderança são a mesma coisa?
Não exatamente.
Os conceitos possuem relação, mas representam aspectos diferentes.
Um modo de gestão pode envolver toda a maneira como a organização administra processos, responsabilidades, metas e decisões.
Já o estilo de liderança está mais diretamente relacionado à maneira como uma pessoa conduz sua equipe.
Um gestor pode possuir uma liderança participativa dentro de uma organização que utiliza gestão por resultados.
Portanto, os conceitos podem coexistir.
A maneira como a liderança atua influencia a aplicação prática do modelo de gestão adotado.
Qual é o melhor modo de gestão?
Não existe um modo de gestão universalmente adequado para todas as empresas e situações.
Uma organização pequena possui características diferentes de uma multinacional.
Da mesma maneira, uma equipe de desenvolvimento de produtos pode precisar de uma dinâmica diferente daquela encontrada em uma operação industrial com procedimentos altamente padronizados.
O nível de experiência da equipe também influencia.
Profissionais experientes podem trabalhar com maior autonomia em determinadas atividades, enquanto pessoas recém-contratadas podem precisar inicialmente de orientações mais próximas.
Portanto, o modelo precisa considerar contexto, objetivos, riscos e características das pessoas e processos envolvidos.
É possível combinar diferentes modos de gestão?
Sim. Na prática, essa combinação é comum.
Uma empresa pode utilizar gestão por processos para organizar suas operações e gestão por resultados para acompanhar o desempenho.
Ao mesmo tempo, pode adotar práticas participativas na gestão das equipes.
Também pode centralizar decisões estratégicas e descentralizar decisões operaciona
“`htmlInglês prático para o mercado de trabalho
Aprenda Inglês para o Trabalho e se comunique com confiança
Um treinamento prático para quem precisa usar inglês no ambiente profissional. Aprenda a se comunicar em situações reais do trabalho e prepare-se para novas oportunidades na carreira.
- Aprenda a escrever, responder e trocar e-mails profissionais em inglês
- Prepare-se para entrevistas de emprego e processos seletivos em inglês
- Pratique inglês para ligações, reuniões, documentos e situações reais do trabalho






Deixe um comentário