O ICMS da Bahia é o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação cobrado no Estado da Bahia. Trata-se de um dos principais tributos estaduais e está presente em diversas operações realizadas por empresas, comerciantes e outros contribuintes.
Apesar de ser frequentemente associado à venda de produtos, o ICMS possui regras mais amplas. Dependendo da operação, podem existir diferenças de alíquota, benefícios fiscais, substituição tributária, antecipação, diferencial de alíquota e outras formas de recolhimento.
Na Bahia, a administração do imposto é realizada pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, a SEFAZ-BA.
Para calcular ou recolher corretamente o ICMS, não basta conhecer uma alíquota genérica. É necessário analisar o produto ou serviço, a origem e o destino da operação, o regime tributário da empresa, a classificação fiscal da mercadoria e a legislação vigente.
O que é o ICMS?
ICMS significa Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.
Sua previsão está na Constituição Federal.
Por ser um imposto de competência dos estados e do Distrito Federal, cada unidade federativa possui legislação própria para regulamentar sua cobrança, respeitando as normas nacionais aplicáveis.
Na Bahia, existe legislação estadual específica disciplinando o imposto.
Quem cobra o ICMS na Bahia?
O imposto é administrado pelo Estado da Bahia, principalmente por meio da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia — SEFAZ-BA.
A Secretaria disponibiliza serviços relacionados a cadastro, documentos fiscais, arrecadação e obrigações tributárias.
Empresas que realizam operações sujeitas ao ICMS podem precisar manter inscrição estadual e cumprir diferentes obrigações perante a administração tributária.
As exigências dependem da atividade desenvolvida e da situação cadastral do contribuinte.
Sobre o que incide o ICMS na Bahia?
O ICMS pode incidir sobre diversas operações e prestações.
Entre as situações tradicionalmente relacionadas ao imposto estão:
- circulação de mercadorias;
- transporte interestadual;
- transporte intermunicipal;
- serviços de comunicação;
- determinadas importações;
- fornecimento de mercadorias em situações previstas na legislação.
A incidência concreta depende da operação.
Por isso, uma empresa não deve concluir que determinado recebimento possui ICMS apenas porque envolve uma atividade comercial.
É necessário identificar o fato gerador e a legislação correspondente.
Qual é a lei do ICMS na Bahia?
A legislação estadual constitui uma das principais referências para compreender o imposto.
Na Bahia, a Lei Estadual nº 7.014/1996 trata do ICMS.
Além da lei, existe regulamentação estadual e uma série de normas complementares.
No plano nacional, a Lei Complementar nº 87/1996, conhecida como Lei Kandir, estabelece normas gerais relacionadas ao ICMS.
Também existem convênios, ajustes, protocolos e outros atos produzidos no âmbito do CONFAZ que podem influenciar determinadas operações.
Por isso, a legislação do ICMS é extensa e pode mudar.
Qual é a alíquota do ICMS na Bahia?
Não existe uma única alíquota aplicável indistintamente a todas as operações.
A tributação depende de fatores como:
mercadoria ou serviço;
operação interna ou interestadual;
origem e destino;
eventual benefício fiscal;
regime tributário;
situações especiais previstas na legislação.
A Bahia possui alíquota interna geral definida pela legislação estadual, além de alíquotas específicas para determinadas mercadorias, serviços e situações.
Como essas regras podem ser alteradas, o cálculo de uma operação atual deve ser feito com base na legislação vigente na data do fato gerador.
O que é alíquota interna?
A alíquota interna é utilizada nas situações previstas pela legislação envolvendo operações realizadas dentro do próprio estado.
Imagine uma empresa estabelecida na Bahia vendendo uma mercadoria para um cliente também localizado na Bahia.
Quando a operação estiver sujeita ao ICMS, poderá ser aplicável uma alíquota interna.
Isso não significa que todas as vendas dentro do estado tenham exatamente a mesma tributação.
Existem produtos submetidos a tratamentos diferentes.
O que é alíquota interestadual?
A alíquota interestadual aparece nas operações entre unidades da Federação.
Por exemplo:
uma empresa localizada na Bahia vende determinada mercadoria para um destinatário em Pernambuco.
Nesse caso, é necessário analisar as regras aplicáveis às operações interestaduais.
As alíquotas interestaduais seguem normas nacionais e podem variar conforme origem, destino e características da mercadoria.
Além disso, determinadas operações podem envolver o diferencial de alíquota.
O que é DIFAL do ICMS?
DIFAL significa diferencial de alíquota do ICMS.
O mecanismo está relacionado à diferença entre determinadas alíquotas em operações interestaduais nas situações previstas pela Constituição e pela legislação complementar.
Um exemplo relevante envolve venda interestadual destinada a consumidor final.
Entretanto, a responsabilidade pelo recolhimento e a forma de cálculo dependem da condição do destinatário e das regras aplicáveis.
Por isso, não é adequado simplesmente subtrair duas alíquotas sem analisar a operação.
Empresa da Bahia paga DIFAL?
Pode pagar, dependendo da operação.
Uma empresa baiana pode estar envolvida em DIFAL tanto em operações de aquisição quanto em vendas para outros estados, conforme a natureza da transação e as regras tributárias aplicáveis.
É necessário identificar:
quem é remetente;
quem é destinatário;
onde cada parte está localizada;
se o destinatário é contribuinte do ICMS;
qual é a finalidade da mercadoria;
quais alíquotas são aplicáveis.
Somente depois dessas informações é possível analisar corretamente a obrigação.
O que é ICMS por dentro?
O ICMS possui uma característica conhecida como cálculo “por dentro”.
Isso significa, de forma simplificada, que o próprio imposto integra sua base de cálculo nas situações estabelecidas pela legislação.
Essa característica pode causar confusão.
Aplicar simplesmente uma porcentagem sobre o valor líquido de uma mercadoria nem sempre reproduz corretamente o cálculo tributário.
Além disso, outros valores podem integrar a base dependendo da operação.
Por isso, cálculos fiscais devem observar a legislação específica.
Como calcular o ICMS na Bahia?
Em uma situação simplificada, o cálculo parte da identificação da base tributável e da alíquota aplicável.
Uma representação básica seria:
ICMS = base de cálculo × alíquota
Se, hipoteticamente, uma operação tivesse base de R$ 10.000 e alíquota aplicável de 20%, o resultado matemático seria:
R$ 10.000 × 20% = R$ 2.000
Entretanto, esse exemplo é apenas didático.
Na prática, é necessário verificar como a base é formada, se o imposto está incluído no preço, se existem reduções, créditos, substituição tributária ou outras regras.
O que compõe a base de cálculo?
A composição da base depende do tipo de operação.
Além do valor da mercadoria, determinadas despesas e valores podem integrar a base do ICMS conforme a legislação.
Frete, seguro e outros encargos podem precisar ser analisados.
Descontos também podem receber tratamento diferente conforme sua natureza.
Por isso, não é seguro calcular ICMS apenas observando o valor principal da nota fiscal.
O que é crédito de ICMS?
O ICMS utiliza, como regra constitucional, o princípio da não cumulatividade.
Isso significa que o imposto devido em determinadas operações pode ser compensado com valores cobrados nas operações anteriores, observadas as regras legais.
Imagine uma empresa que compra mercadorias para revenda e depois realiza novas operações tributadas.
Dependendo da situação, o ICMS relacionado às entradas pode gerar créditos que serão confrontados com os débitos das saídas.
O contribuinte recolhe o resultado da apuração conforme as regras aplicáveis.
Toda compra gera crédito de ICMS?
Não.
O direito ao crédito depende da legislação e da natureza da operação.
Existem entradas que não geram crédito ou possuem restrições.
Também podem existir regras específicas para ativo imobilizado, energia elétrica, serviços de comunicação e outras situações.
Empresas do Simples Nacional possuem tratamento diferenciado.
Portanto, não é recomendável registrar automaticamente como crédito todo ICMS destacado em documentos recebidos.
O que é débito de ICMS?
O débito normalmente está relacionado ao imposto incidente sobre as operações realizadas pelo contribuinte.
Durante a apuração, débitos e créditos são confrontados conforme o regime aplicável.
Um exemplo simplificado seria:
Débitos do período: R$ 15.000
Créditos admitidos: R$ 9.000
Saldo: R$ 6.000
Esse exemplo serve apenas para demonstrar a lógica da não cumulatividade.
A apuração real pode envolver ajustes, estornos, benefícios e outros lançamentos.
O que é ICMS-ST?
ICMS-ST significa ICMS por substituição tributária.
Nesse sistema, a responsabilidade pelo recolhimento do imposto relacionado a determinadas operações pode ser atribuída a um contribuinte específico da cadeia.
Em vez de cada participante recolher o imposto de maneira convencional em todas as etapas, a legislação estabelece responsabilidade tributária conforme o regime de substituição.
As mercadorias submetidas ao ICMS-ST e os procedimentos aplicáveis dependem das normas vigentes.
Como saber se um produto tem ICMS-ST na Bahia?
É necessário consultar a legislação atual aplicável ao produto.
A análise normalmente envolve informações como:
NCM da mercadoria;
descrição do produto;
CEST, quando aplicável;
origem da operação;
destino;
acordos entre estados;
regime do remetente e destinatário.
Consultar apenas a NCM pode não ser suficiente.
A descrição da mercadoria e as condições estabelecidas na norma também precisam ser verificadas.
O que é antecipação tributária?
A legislação do ICMS pode exigir recolhimento antecipado em determinadas operações.
Na prática, isso significa que o imposto é exigido em momento anterior àquele que seria esperado em um regime comum de apuração.
Empresas que adquirem mercadorias provenientes de outros estados podem encontrar situações envolvendo antecipação.
As regras precisam ser analisadas conforme o produto, a empresa e a legislação baiana.
Antecipação e substituição tributária não devem ser tratadas automaticamente como sinônimos.
ICMS e Simples Nacional na Bahia
Empresas optantes pelo Simples Nacional possuem regime tributário diferenciado.
Em muitas situações, o ICMS integra o recolhimento efetuado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional.
Entretanto, isso não significa que o optante esteja livre de qualquer recolhimento estadual separado.
A legislação prevê situações em que determinados valores relacionados ao ICMS são recolhidos fora do DAS.
Entre elas podem existir substituição tributária, antecipações e diferencial de alíquota, conforme o caso.
MEI paga ICMS?
O Microempreendedor Individual possui um sistema simplificado de tributação.
Quando exerce atividade sujeita ao ICMS, existe valor correspondente ao imposto dentro da sistemática própria do MEI.
Entretanto, determinadas operações podem exigir atenção adicional, especialmente quando envolvem regras estaduais específicas.
Também é necessário verificar se a atividade exercida é permitida ao MEI.
A condição de microempreendedor não elimina todas as obrigações relacionadas a documentos fiscais e cadastro.
O que é inscrição estadual na Bahia?
A inscrição estadual é um cadastro relacionado aos contribuintes do ICMS perante a administração tributária estadual.
Empresas que desenvolvem atividades sujeitas ao imposto podem precisar dessa inscrição.
O cadastro permite à SEFAZ identificar e acompanhar os contribuintes.
Nem toda pessoa jurídica, porém, necessariamente possui obrigação de inscrição estadual.
Empresas exclusivamente prestadoras de determinados serviços sujeitos ao ISS, por exemplo, podem apresentar situação diferente.
A atividade precisa ser analisada.
Como consultar inscrição estadual na Bahia?
A consulta deve ser realizada pelos canais oficiais disponibilizados pela administração tributária.
É possível verificar informações cadastrais de contribuintes utilizando os serviços correspondentes.
Esse procedimento é útil antes de realizar operações comerciais, cadastrar fornecedores ou emitir determinados documentos fiscais.
Quando houver dúvida sobre a regularidade cadastral, utilize sempre os sistemas oficiais.
O que é CAD-ICMS?
O Cadastro de Contribuintes do ICMS reúne informações das pessoas sujeitas às obrigações cadastrais relacionadas ao imposto no Estado.
Alterações empresariais podem exigir atualização cadastral.
Dados incorretos podem causar problemas na emissão de documentos e no cumprimento de obrigações fiscais.
Por isso, empresas devem manter suas informações atualizadas.
ICMS e nota fiscal eletrônica
A Nota Fiscal Eletrônica é um dos principais documentos utilizados para registrar operações comerciais.
No preenchimento da NF-e, diferentes informações podem influenciar o tratamento do ICMS.
Entre elas estão:
CFOP;
CST ou CSOSN;
NCM;
CEST, quando aplicável;
base de cálculo;
alíquota;
valor do imposto.
Um erro de classificação pode produzir tributação incorreta.
Por isso, a configuração do sistema emissor deve ser feita com cuidado.
O que é CFOP?
CFOP significa Código Fiscal de Operações e Prestações.
O código identifica a natureza fiscal da operação.
Existem códigos diferentes para entradas e saídas e para operações internas, interestaduais e com o exterior.
O CFOP não deve ser escolhido apenas porque “parece parecido” com a venda realizada.
É necessário identificar a natureza real da operação.
Uma devolução, transferência, venda, remessa e retorno podem possuir tratamentos diferentes.
O que é CST do ICMS?
CST significa Código de Situação Tributária.
Ele ajuda a identificar o tratamento tributário aplicável à mercadoria ou operação no documento fiscal.
Empresas optantes pelo Simples Nacional utilizam códigos específicos conhecidos como CSOSN nas situações correspondentes.
A escolha incorreta pode causar divergências entre documento fiscal, escrituração e imposto recolhido.
O que é NCM?
NCM significa Nomenclatura Comum do Mercosul.
Ela é utilizada para classificar mercadorias.
A classificação possui importância em diferentes tributos e também pode ser relevante para identificar regras de ICMS.
Entretanto, o enquadramento tributário não deve ser feito olhando somente o número da NCM.
A descrição técnica do produto e a legislação aplicável também precisam ser analisadas.
Quando ocorre o fato gerador do ICMS?
A legislação estabelece diferentes momentos de ocorrência do fato gerador conforme a operação.
Em uma venda de mercadoria, por exemplo, a saída do estabelecimento pode ser um evento relevante.
Em importações e prestações de serviços abrangidas pelo imposto existem regras específicas.
Identificar corretamente o momento do fato gerador é importante porque ele pode determinar a legislação aplicável, obrigação de emissão do documento e momento de recolhimento.
ICMS incide sobre transporte?
O ICMS alcança prestações de transporte interestadual e intermunicipal.
O transporte realizado exclusivamente dentro de um único município possui tratamento tributário diferente e deve ser analisado à luz das regras correspondentes aos serviços municipais.
Essa distinção é importante.
Não basta dizer que todo serviço de transporte paga ICMS.
É necessário verificar o trajeto e a natureza da prestação.
ICMS incide sobre comunicação?
Sim, prestações onerosas de serviços de comunicação estão entre as hipóteses constitucionalmente relacionadas ao ICMS.
Entretanto, o setor possui regras tributárias específicas e diversas discussões jurídicas.
Empresas que atuam nesse segmento precisam observar a legislação própria.
Não se deve aplicar automaticamente às comunicações as mesmas regras utilizadas para uma venda comum de mercadorias.
ICMS sobre energia elétrica
A energia elétrica recebe tratamento específico dentro da legislação do ICMS.
Questões envolvendo alíquota, base de cálculo, créditos e outros aspectos podem depender da legislação vigente e do perfil do consumidor.
Por isso, ao analisar o imposto presente em uma conta de energia, é necessário considerar as regras específicas do setor.
ICMS sobre combustíveis
Combustíveis também possuem regime tributário específico.
A legislação nacional passou por alterações relevantes nos últimos anos, incluindo mecanismos de tributação monofásica para determinados combustíveis.
Nessas situações, o imposto pode ser calculado por valores específicos por unidade de medida, conforme deliberações aplicáveis.
Por isso, não é correto aplicar simplesmente a alíquota interna geral da Bahia a qualquer combustível.
Importação paga ICMS na Bahia?
Operações de importação podem estar sujeitas ao ICMS.
A Constituição e a Lei Complementar nº 87/1996 estabelecem regras para essas situações.
A determinação do estado competente, base de cálculo e momento de recolhimento exige análise da operação.
Além do ICMS, uma importação pode envolver outros tributos e despesas aduaneiras.
Por isso, empresas importadoras normalmente precisam de planejamento tributário e aduaneiro específico.
Exportação paga ICMS?
A Constituição estabelece regra de não incidência do ICMS sobre operações que destinem mercadorias ao exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações anteriores, conforme as condições aplicáveis.
Essa regra é relevante para empresas exportadoras.
Entretanto, a empresa continua sujeita às obrigações documentais e fiscais correspondentes.
Não incidência do imposto não significa ausência de documentação.
Como pagar ICMS na Bahia?
A forma de recolhimento depende da obrigação.
O contribuinte pode utilizar os documentos e sistemas de arrecadação previstos pela SEFAZ-BA.
Empresas no regime normal podem possuir apuração periódica.
Outras operações podem exigir recolhimentos específicos.
Antes de gerar um documento de arrecadação, identifique corretamente:
código da receita;
período;
valor;
vencimento;
tipo de operação.
Pagar com código incorreto pode exigir posterior regularização.
Qual é o vencimento do ICMS na Bahia?
Não existe necessariamente uma única data válida para todos os contribuintes e todas as operações.
O prazo pode depender do regime de pagamento, atividade, tipo de operação e enquadramento do contribuinte.
Substituição tributária, antecipação e outras modalidades também podem possuir prazos próprios.
Para saber a data correta, consulte o calendário e as regras vigentes da SEFAZ-BA.
O que acontece se não pagar ICMS?
O atraso pode gerar acréscimos legais e cobrança tributária.
Dependendo da situação, também podem existir penalidades decorrentes do descumprimento de obrigações tributárias.
O débito pode seguir os procedimentos de cobrança administrativa e, quando presentes as condições legais, inscrição em dívida ativa e cobrança judicial.
Se a empresa identificar erro ou atraso, é recomendável verificar rapidamente as possibilidades de regularização.
ICMS e dívida ativa
Débitos tributários não regularizados podem ser inscritos em dívida ativa depois dos procedimentos correspondentes.
A partir daí, podem existir consequências adicionais, inclusive cobrança por execução fiscal.
Também podem surgir dificuldades relacionadas à regularidade fiscal.
Por isso, empresas devem acompanhar notificações e sua situação perante o Fisco.
Como consultar débitos de ICMS na Bahia?
A consulta deve ser realizada nos sistemas oficiais disponibilizados pela administração tributária estadual.
Dependendo do serviço, pode ser necessária autenticação.
Empresas também podem acompanhar sua situação fiscal com auxílio da contabilidade.
Caso apareça um débito desconhecido, é importante verificar sua origem antes de simplesmente efetuar o pagamento.
O que são obrigações acessórias do ICMS?
O contribuinte não possui apenas a obrigação de pagar imposto.
Também existem obrigações relacionadas a informações e documentos.
Entre elas podem estar:
emissão de documentos fiscais;
escrituração;
entrega de declarações;
manutenção de cadastro atualizado;
armazenamento de documentos.
As obrigações específicas variam conforme o contribuinte e seu regime.
O descumprimento de obrigação acessória pode gerar penalidade mesmo quando não existe imposto principal a recolher.
ICMS é imposto estadual?
Sim.
A Constituição atribui aos estados e ao Distrito Federal competência para instituir o ICMS.
Por isso, existe legislação estadual própria.
Entretanto, o imposto também possui forte coordenação nacional.
A Constituição, leis complementares e atos do CONFAZ estabelecem regras importantes para manter determinada uniformidade entre as unidades federativas.
Essa combinação explica por que o ICMS é considerado um dos tributos mais complexos do sistema brasileiro.
ICMS e ISS são a mesma coisa?
Não.
O ICMS é um imposto estadual.
O ISS é um imposto municipal incidente sobre serviços definidos conforme a legislação correspondente.
A distinção pode ser simples em algumas atividades e complexa em outras.
Operações que combinam mercadorias e serviços podem exigir análise específica.
Não é recomendável escolher entre ICMS e ISS apenas pelo nome utilizado na nota fiscal.
Como saber quanto de ICMS minha empresa deve pagar?
Para chegar ao valor correto, é necessário reunir informações sobre a operação.
Entre elas:
regime tributário da empresa;
produto ou serviço;
NCM;
CFOP;
origem;
destino;
tipo de cliente;
base de cálculo;
benefícios fiscais;
créditos disponíveis;
eventual substituição tributária ou antecipação.
Depois disso, aplica-se a legislação vigente.
É justamente por existir essa quantidade de variáveis que não há uma resposta única para “quanto é o ICMS da Bahia”.
Como evitar erros com o ICMS da Bahia?
O primeiro cuidado é manter o cadastro dos produtos corretamente atualizado.
NCM, descrição e tratamento tributário devem ser revisados.
Também é importante verificar alterações legislativas.
Outro cuidado é não copiar configurações fiscais de outras empresas.
Duas organizações que vendem produtos semelhantes podem estar em regimes tributários diferentes.
Sistemas de emissão de notas também precisam ser configurados de acordo com a realidade do contribuinte.
Quando houver dúvida relevante, a análise deve ser realizada por profissional de contabilidade ou tributação.
Onde consultar informações oficiais sobre o ICMS da Bahia?
A principal referência estadual é a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia — SEFAZ-BA.
Também são importantes:
Constituição Federal;
Lei Complementar nº 87/1996;
legislação estadual do ICMS;
CONFAZ;
Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica.
Para uma operação concreta, utilize sempre a legislação vigente.
Materiais antigos podem apresentar alíquotas, benefícios ou procedimentos que já foram alterados.
Perguntas frequentes sobre ICMS da Bahia
Qual é o ICMS da Bahia?
Não existe uma única alíquota para todas as operações. A tributação depende do produto, serviço, origem, destino e demais características da operação.
Quem recolhe ICMS na Bahia?
Contribuintes que realizam operações ou prestações sujeitas ao imposto, conforme a legislação.
Simples Nacional paga ICMS?
O ICMS pode integrar o Simples Nacional, mas determinadas operações podem gerar recolhimentos separados.
MEI paga ICMS?
Quando exerce atividade sujeita ao imposto, o MEI possui tratamento simplificado dentro do regime correspondente.
Venda para outro estado paga ICMS?
Operações interestaduais podem estar sujeitas ao ICMS e, dependendo do caso, também envolver DIFAL ou outras regras.
Compra de outro estado gera imposto na Bahia?
Pode gerar obrigações, como diferencial de alíquota ou antecipação, dependendo da operação e do contribuinte.
Toda mercadoria tem a mesma alíquota?
Não. Existem diferentes tratamentos tributários.
Como saber se existe ICMS-ST?
É necessário analisar a mercadoria, sua classificação e a legislação vigente de substituição tributária.
Onde consultar o ICMS da Bahia?
Nos serviços e normas oficiais da SEFAZ-BA e na legislação tributária correspondente.
Conclusão
O ICMS da Bahia é um imposto estadual que alcança operações com mercadorias e determinadas prestações de transporte e comunicação, além de outras hipóteses previstas constitucionalmente e na legislação.
Sua administração no estado é realizada pela SEFAZ-BA.
Apesar de ser comum perguntar “qual é a alíquota do ICMS da Bahia?”, não existe uma porcentagem única aplicável a todas as situações.
O cálculo depende de diversos fatores, incluindo mercadoria, NCM, origem e destino, regime tributário, tipo de operação, benefícios fiscais e eventual aplicação de substituição tributária, antecipação ou diferencial de alíquota.
Empresas também precisam observar as obrigações acessórias relacionadas ao imposto, como emissão correta de documentos fiscais, escrituração e manutenção dos dados cadastrais.
Por isso, antes de emitir uma nota ou recolher o tributo, é fundamental verificar a legislação vigente e utilizar os sistemas oficiais da Secretaria da Fazenda.
Essa atenção é especialmente importante no ICMS porque suas regras sofrem alterações e podem variar significativamente de uma operação para outra.
Fontes
Constituição Federal de 1988 — artigo 155.
Lei Complementar nº 87/1996 — Lei Kandir.
Lei Estadual da Bahia nº 7.014/1996 — ICMS.
Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia — SEFAZ-BA.
Conselho Nacional de Política Fazendária — CONFAZ.
Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica.
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