Sistemas de Informação Gerencial (SIG): o que são, como funcionam e exemplos

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Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são utilizados pelas organizações para transformar dados provenientes das operações em informações que auxiliam gestores no planejamento, controle e tomada de decisões. Em vez de analisar dados dispersos em diferentes planilhas, documentos e sistemas, a empresa pode utilizar um SIG para organizar informações relevantes e apresentá-las por meio de relatórios, indicadores e análises.

Na prática, um sistema de informação gerencial pode mostrar quanto a empresa vendeu, quais produtos possuem maior saída, como estão os níveis de estoque, quanto cada departamento está gastando e se determinados objetivos estão sendo alcançados.

Por isso, compreender o que é SIG, como funciona e quais são os exemplos de sistemas de informação gerencial é importante para estudantes de Administração, Contabilidade, Sistemas de Informação, Gestão Empresarial e profissionais que participam da gestão de organizações.

O que são Sistemas de Informação Gerencial (SIG)?

Os Sistemas de Informação Gerencial, também conhecidos pela sigla SIG, são sistemas destinados a coletar, organizar, processar e disponibilizar informações relevantes para apoiar atividades de gestão.

Em inglês, é comum encontrar o conceito relacionado à expressão Management Information Systems (MIS).

Um SIG utiliza dados produzidos pelas atividades da organização e os transforma em informações que possam ser interpretadas pelos gestores.

Imagine uma rede de lojas que realiza milhares de vendas durante o mês.

Individualmente, cada venda representa apenas uma transação.

Entretanto, quando essas informações são consolidadas, a empresa consegue descobrir:

  • faturamento mensal;
  • produtos mais vendidos;
  • desempenho de cada unidade;
  • ticket médio;
  • evolução das vendas;
  • quantidade de produtos em estoque;
  • desempenho por vendedor;
  • comparação entre períodos.

Essas informações possuem valor gerencial porque ajudam a entender o desempenho da organização.

Para que serve um sistema de informação gerencial?

O principal objetivo de um sistema de informação gerencial é fornecer informações úteis para a administração da empresa.

Isso pode envolver diferentes níveis e departamentos.

Um gestor comercial pode acompanhar vendas.

O financeiro pode analisar receitas, despesas e fluxo de caixa.

A logística pode monitorar estoques e entregas.

O departamento de Recursos Humanos pode acompanhar indicadores relacionados aos colaboradores.

A direção pode utilizar informações consolidadas para analisar o desempenho geral da organização.

Portanto, um SIG não está necessariamente relacionado a uma única área.

Ele pode reunir informações de diferentes processos e transformá-las em uma visão mais adequada para a gestão.

Como funciona um Sistema de Informação Gerencial?

O funcionamento pode variar bastante conforme a tecnologia utilizada e as necessidades da empresa.

De maneira simplificada, podemos pensar em algumas etapas.

Entrada de dados

Primeiro, o sistema precisa receber dados.

Esses dados podem ser originados de vendas, compras, estoque, produção, atendimento, financeiro, Recursos Humanos e outras atividades.

Imagine que uma loja realizou uma venda de R$ 500.

A transação gera diferentes informações, como produto vendido, quantidade, valor, horário e forma de pagamento.

Processamento

Os dados são organizados e processados.

Milhares de transações individuais podem ser agrupadas para calcular vendas por período, produto, loja ou vendedor.

Armazenamento

As informações precisam ser armazenadas para consultas e análises posteriores.

Normalmente, isso ocorre em bancos de dados e outras estruturas tecnológicas utilizadas pela organização.

Geração de informações

Depois do processamento, o sistema pode produzir relatórios, indicadores, gráficos, alertas e outras formas de apresentação.

Utilização gerencial

Finalmente, gestores utilizam essas informações para acompanhar resultados e apoiar decisões.

Esse último ponto é fundamental.

Um sistema pode armazenar milhões de dados, mas eles precisam ser apresentados de forma útil para quem toma decisões.

Qual é a diferença entre dado e informação?

A diferença entre dado e informação é fundamental para compreender os Sistemas de Informação Gerencial.

Um dado isolado pode ter pouco significado.

Imagine:

R$ 250.000

Sem contexto, não sabemos exatamente o que esse número representa.

Agora considere:

A empresa faturou R$ 250.000 em setembro, resultado 15% superior ao registrado em agosto.

Nesse caso, existe contexto.

O gestor consegue compreender o significado e comparar o desempenho.

Assim, sistemas gerenciais procuram transformar dados provenientes das operações em informações úteis para análise.

Exemplo de Sistema de Informação Gerencial

Imagine uma empresa com cinco lojas.

Cada unidade registra diariamente suas vendas.

Ao final do mês, o SIG apresenta:

Loja A: R$ 300 mil
Loja B: R$ 280 mil
Loja C: R$ 420 mil
Loja D: R$ 250 mil
Loja E: R$ 350 mil

O sistema também informa que a Loja C apresentou crescimento de 18%, enquanto a Loja D registrou queda de 12%.

Esses dados permitem que a administração faça novas perguntas.

Por que a Loja C cresceu?

Por que a Loja D perdeu vendas?

Existe diferença no estoque?

Alguma campanha específica teve melhor desempenho?

Houve mudança no número de clientes?

O sistema não necessariamente tomará a decisão pelo gestor, mas fornecerá informações que ajudam na investigação do problema.

Quais são os principais componentes de um SIG?

Um Sistema de Informação Gerencial não é formado apenas pelo software.

Dependendo da abordagem utilizada, um sistema de informação envolve diferentes recursos.

Pessoas

São os usuários que registram, analisam e utilizam informações.

Um sistema sofisticado pode produzir pouco valor se os dados forem inseridos incorretamente ou se os gestores não souberem interpretar os relatórios.

Hardware

Computadores, servidores, dispositivos móveis e outros equipamentos podem fazer parte da infraestrutura.

Software

São os programas utilizados para registrar, processar, analisar e apresentar informações.

Dados

Representam um dos recursos fundamentais.

A qualidade das informações gerenciais depende diretamente da qualidade dos dados utilizados.

Processos

A organização precisa estabelecer procedimentos para coleta, atualização, análise e utilização das informações.

Redes e comunicação

Em sistemas modernos, diferentes unidades, usuários e aplicações frequentemente precisam trocar informações.

Por isso, infraestrutura de rede e comunicação também possui papel importante.

Quais são as características de um Sistema de Informação Gerencial?

Um bom SIG precisa fornecer informações relevantes para a administração.

Entre as características desejáveis estão confiabilidade, disponibilidade, organização, clareza e atualização adequada.

A informação também precisa chegar à pessoa correta.

Imagine um relatório extremamente detalhado sobre estoque sendo enviado apenas para alguém que não participa de nenhuma decisão relacionada à área.

A informação pode estar correta, mas sua utilidade será limitada.

Da mesma forma, um relatório financeiro entregue meses depois do período analisado pode chegar tarde demais para determinadas decisões.

Portanto, qualidade da informação envolve mais do que simplesmente ausência de erros.

SIG e tomada de decisão

Uma das principais funções dos Sistemas de Informação Gerencial é apoiar a tomada de decisão.

Imagine que uma empresa esteja considerando abrir uma nova unidade.

Antes de decidir, a administração pode analisar:

faturamento das lojas atuais;

rentabilidade;

perfil dos clientes;

custos operacionais;

desempenho regional;

estoque;

demanda;

margens;

crescimento histórico.

O sistema fornece parte das informações necessárias para essa análise.

Entretanto, isso não significa que o SIG substitua completamente o gestor.

Decisões empresariais podem envolver fatores externos, experiência, estratégia e informações que não estão disponíveis no sistema.

SIG na área financeira

Na gestão financeira, um sistema de informação pode fornecer dados relacionados a:

  • receitas;
  • despesas;
  • contas a pagar;
  • contas a receber;
  • fluxo de caixa;
  • inadimplência;
  • orçamento;
  • margem;
  • rentabilidade.

Imagine que o sistema mostre crescimento das vendas de 20%.

Inicialmente, o resultado parece excelente.

Entretanto, o relatório financeiro também demonstra que a margem caiu significativamente.

Isso muda a interpretação.

A empresa vendeu mais, mas pode estar obtendo menor resultado por unidade vendida.

Essa é uma das vantagens da integração das informações gerenciais.

SIG na área comercial

Na área de vendas, o sistema pode acompanhar indicadores como faturamento, quantidade de pedidos, ticket médio e desempenho por produto, região ou vendedor.

Uma empresa pode descobrir, por exemplo, que determinado produto representa grande parte do faturamento, mas apresenta margem muito pequena.

Outro produto pode vender menos e gerar uma contribuição maior para o resultado.

O gestor comercial pode utilizar essas informações para revisar estratégias, campanhas e metas.

SIG na logística

Na logística, sistemas de informação ajudam a acompanhar estoques, movimentações, pedidos, entregas e outros indicadores operacionais.

Imagine uma empresa que constantemente perde vendas porque determinados produtos ficam indisponíveis.

Ao analisar os dados, o gestor pode identificar padrões de consumo e melhorar o planejamento.

Também pode descobrir o problema contrário: produtos permanecendo em estoque durante períodos muito longos.

Estoque excessivo pode representar dinheiro imobilizado e custos adicionais.

SIG na produção

Empresas industriais podem utilizar informações gerenciais relacionadas a:

produção realizada;

capacidade;

paradas;

produtividade;

refugos;

custos;

consumo de materiais;

qualidade.

Um gestor pode comparar produção planejada e realizada.

Se determinada linha deveria produzir 10 mil unidades e produziu apenas 7 mil, o sistema ajuda a identificar a diferença.

A investigação posterior pode descobrir problemas de manutenção, falta de matéria-prima ou outras causas.

SIG em Recursos Humanos

O departamento de Recursos Humanos também pode utilizar sistemas gerenciais.

Alguns indicadores acompanhados podem envolver:

quantidade de funcionários;

admissões;

desligamentos;

absenteísmo;

treinamentos;

custos de pessoal;

movimentações internas;

férias.

Imagine que determinado departamento apresente uma taxa de desligamento muito superior às demais áreas.

Essa informação pode levar o RH a investigar as causas.

Novamente, o sistema apresenta o indicador, enquanto a interpretação exige análise gerencial.

SIG na contabilidade

A contabilidade gera uma grande quantidade de informações relevantes para a gestão.

Sistemas podem consolidar dados contábeis e financeiros para auxiliar na análise do desempenho da empresa.

Relatórios podem apresentar informações sobre receitas, despesas, ativos, passivos e resultados.

A integração entre sistemas operacionais, financeiros e contábeis reduz a necessidade de repetir manualmente determinados registros e pode melhorar a consistência dos dados.

Qual a diferença entre SIG e ERP?

SIG e ERP não são exatamente a mesma coisa, embora possam estar relacionados.

ERP significa Enterprise Resource Planning, normalmente traduzido como sistema integrado de gestão empresarial.

Um ERP integra processos e informações de diferentes áreas da organização.

Por exemplo:

financeiro;

compras;

estoque;

vendas;

faturamento;

produção;

contabilidade;

Recursos Humanos.

Já o conceito de Sistema de Informação Gerencial está mais relacionado à utilização organizada de informações para apoiar a gestão.

Na prática, um ERP pode ser uma importante fonte de dados para relatórios e informações gerenciais.

Portanto, a empresa pode utilizar seu ERP como parte da estrutura que alimenta o SIG.

Qual a diferença entre SIG e CRM?

CRM significa Customer Relationship Management, ou gestão do relacionamento com clientes.

Sistemas de CRM normalmente concentram informações relacionadas a clientes e processos comerciais.

Podem registrar:

leads;

oportunidades;

negociações;

contatos;

histórico de relacionamento;

atividades comerciais;

vendas.

Um SIG possui escopo conceitualmente mais amplo.

As informações do CRM podem alimentar análises gerenciais, mas o sistema de informação gerencial pode envolver diversas outras áreas da organização.

Qual a diferença entre SIG e BI?

Business Intelligence, ou BI, envolve tecnologias e práticas utilizadas para analisar dados e produzir informações para apoiar decisões.

Ferramentas de BI permitem criar dashboards, gráficos e análises interativas.

Por exemplo, uma empresa pode extrair dados do ERP e do CRM e reuni-los em uma plataforma de BI.

O gestor passa a visualizar um painel com vendas, margens, estoque e metas.

SIG e BI possuem relação próxima, mas não são necessariamente conceitos idênticos.

O SIG é um conceito amplo relacionado ao fornecimento de informações para gestão. O BI representa um conjunto de recursos particularmente voltado à análise e visualização de dados.

Qual a diferença entre SIG e SAD?

Outro conceito encontrado em Administração e Sistemas de Informação é o Sistema de Apoio à Decisão (SAD).

Enquanto um SIG frequentemente trabalha com relatórios e informações estruturadas para acompanhamento gerencial, sistemas de apoio à decisão podem ser utilizados em análises mais específicas, simulações e problemas menos estruturados.

Imagine um gestor acompanhando mensalmente vendas e despesas.

Esse acompanhamento regular combina bem com a lógica de um SIG.

Agora imagine que a empresa precise avaliar diferentes cenários para escolher onde construir uma nova fábrica.

Essa decisão pode exigir modelos, simulações e diferentes variáveis, aproximando-se do conceito de apoio à decisão.

As fronteiras podem variar conforme a literatura utilizada, mas essa distinção ajuda a compreender os objetivos de cada sistema.

Qual a diferença entre SIG e Sistema de Processamento de Transações?

O Sistema de Processamento de Transações (SPT) está relacionado ao registro das operações rotineiras da organização.

Imagine o caixa de um supermercado.

Cada venda precisa ser registrada.

Produtos são identificados, valores calculados e pagamentos processados.

Essas são transações operacionais.

Os dados dessas operações podem posteriormente alimentar um sistema gerencial.

Assim, enquanto o sistema transacional registra aquilo que está acontecendo na operação, o SIG pode consolidar os dados para apresentar informações aos gestores.

Sistemas de Informação Gerencial e níveis organizacionais

As necessidades de informação mudam conforme o nível de decisão.

No nível operacional, existe maior preocupação com atividades rotineiras e detalhadas.

No nível gerencial, gestores precisam acompanhar desempenho, metas, recursos e resultados.

No nível estratégico, executivos podem precisar de informações mais consolidadas para decisões de longo prazo.

Por exemplo:

Um funcionário do estoque precisa saber quantas unidades de determinado produto estão disponíveis.

O gerente pode querer conhecer o giro de estoque por categoria.

A diretoria pode querer entender quanto capital está imobilizado em estoque e como isso afeta a estratégia financeira.

Os dados podem ter a mesma origem, mas são utilizados de maneiras diferentes.

Quais relatórios um SIG pode gerar?

Os relatórios dependem das necessidades da organização.

Alguns exemplos são:

relatório de vendas;

relatório financeiro;

relatório de estoque;

relatório de produtividade;

relatório de custos;

relatório de compras;

relatório de desempenho;

relatório de Recursos Humanos;

relatório de produção;

relatório de lucratividade.

Além dos relatórios tradicionais, sistemas modernos podem utilizar dashboards.

Um dashboard apresenta indicadores visualmente, facilitando a identificação de tendências e desvios.

O que são indicadores gerenciais?

Indicadores são medidas utilizadas para acompanhar aspectos importantes do desempenho.

Um indicador comercial pode ser o ticket médio.

Um indicador financeiro pode ser a margem.

Na logística, pode ser o giro de estoque.

Em Recursos Humanos, pode ser a taxa de rotatividade.

O SIG pode calcular e apresentar esses indicadores automaticamente a partir dos dados registrados.

Isso permite que os gestores acompanhem resultados periodicamente.

Entretanto, utilizar indicadores demais também pode ser um problema.

O ideal é selecionar métricas que realmente ajudem a compreender os objetivos da organização.

Quais são as vantagens dos Sistemas de Informação Gerencial?

Uma das principais vantagens é aumentar a disponibilidade de informações para gestão.

Sem sistemas adequados, gestores podem depender de planilhas isoladas e relatórios produzidos manualmente.

Isso pode aumentar o tempo necessário para consolidar informações.

Um SIG bem estruturado pode facilitar:

acompanhamento de resultados;

identificação de problemas;

comparação entre períodos;

controle de recursos;

planejamento;

monitoramento de metas;

integração de informações;

tomada de decisão.

Outro benefício é a padronização.

Quando diferentes departamentos utilizam critérios completamente diferentes para calcular o mesmo indicador, podem surgir conflitos.

Centralizar regras e dados ajuda a reduzir esse problema.

Quais são as desvantagens e desafios de um SIG?

Implementar um sistema não resolve automaticamente os problemas de gestão.

Um dos principais desafios é a qualidade dos dados.

Se informações incorretas forem inseridas, os relatórios também poderão apresentar resultados incorretos.

Esse problema é frequentemente resumido pela ideia de que dados ruins produzem análises ruins.

Outros desafios incluem:

custos de implantação;

necessidade de treinamento;

integração entre sistemas;

resistência dos usuários;

segurança da informação;

manutenção;

definição correta dos indicadores;

dependência de processos bem estruturados.

Portanto, tecnologia e gestão precisam caminhar juntas.

Segurança da informação em um SIG

Sistemas gerenciais podem armazenar informações sensíveis sobre clientes, funcionários, fornecedores, vendas e finanças.

Consequentemente, segurança precisa fazer parte do planejamento.

Nem todos os usuários devem necessariamente ter acesso a todas as informações.

Um funcionário pode precisar consultar estoque sem ter autorização para visualizar dados financeiros confidenciais.

A organização pode implementar controles de acesso, autenticação, registros de atividades, políticas de segurança e outras medidas compatíveis com seus riscos.

Quando existem dados pessoais, também é necessário considerar as obrigações estabelecidas pela legislação brasileira de proteção de dados.

SIG e LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece regras para o tratamento de dados pessoais.

Se um Sistema de Informação Gerencial utiliza informações relacionadas a pessoas identificadas ou identificáveis, a organização precisa observar a legislação aplicável.

Isso pode envolver dados de clientes, colaboradores, candidatos, fornecedores individuais e outros titulares.

A empresa deve avaliar aspectos como finalidade do tratamento, segurança, acesso e demais obrigações previstas na LGPD.

Portanto, construir um grande banco de dados não significa que todas as informações possam ser utilizadas livremente para qualquer finalidade.

Como implementar um Sistema de Informação Gerencial?

A implementação deve começar pelas necessidades da empresa, e não pela compra de um software.

Primeiro, a organização precisa entender quais decisões pretende melhorar.

Depois, pode identificar quais informações são necessárias.

Por exemplo, uma empresa quer reduzir perdas de estoque.

Nesse caso, talvez precise acompanhar:

entrada de mercadorias;

saídas;

saldo;

perdas;

giro;

tempo médio em estoque;

diferenças de inventário.

Somente depois de compreender essas necessidades faz sentido definir ferramentas e relatórios.

Essa abordagem evita implantar sistemas sofisticados que produzem dezenas de relatórios pouco utilizados.

Etapas para desenvolver um SIG

Embora cada projeto seja diferente, algumas etapas são comuns.

Identificar as necessidades

Quais decisões precisam de informações melhores?

Mapear as fontes de dados

Onde estão as informações atualmente?

ERP?

Planilhas?

CRM?

Sistemas próprios?

Padronizar dados

É necessário garantir que informações provenientes de diferentes fontes possam ser comparadas.

Definir indicadores

Quais métricas realmente ajudam a administrar o negócio?

Criar relatórios e dashboards

As informações precisam ser apresentadas de forma compreensível.

Definir responsáveis

Alguém precisa garantir que dados e indicadores sejam atualizados corretamente.

Treinar usuários

Gestores precisam saber interpretar as informações disponíveis.

Avaliar resultados

O sistema deve ser revisado conforme as necessidades da organização mudam.

Excel pode ser considerado um Sistema de Informação Gerencial?

O Excel pode fazer parte de uma solução gerencial, especialmente em pequenas empresas.

Uma organização pode registrar dados em planilhas e utilizar fórmulas, tabelas dinâmicas e gráficos para produzir relatórios.

Nesse sentido, as planilhas podem desempenhar funções de apoio gerencial.

Entretanto, conforme o volume de dados e usuários aumenta, surgem limitações.

Problemas comuns incluem múltiplas versões do mesmo arquivo, erros de fórmulas, dificuldade de controle de acesso e trabalhos manuais repetitivos.

Por isso, empresas maiores normalmente utilizam bancos de dados, sistemas integrados e ferramentas especializadas.

Exemplos de Sistemas de Informação Gerencial

Um exemplo simples seria uma loja que possui um sistema de vendas integrado ao estoque.

A cada venda, o estoque é atualizado.

O gestor recebe diariamente informações sobre faturamento, produtos vendidos e estoque disponível.

Outro exemplo seria uma indústria.

Dados da produção são combinados com custos, estoque e vendas. A administração consegue acompanhar produtividade, custos por produto e cumprimento das metas.

Também podemos imaginar uma instituição de ensino.

O sistema reúne informações relacionadas a matrículas, pagamentos, turmas e outros processos administrativos. Os gestores utilizam relatórios para acompanhar o funcionamento da instituição.

O que caracteriza o uso gerencial não é simplesmente o nome do software, mas a forma como os dados são transformados em informações úteis para administrar a organização.

Qual é a importância dos Sistemas de Informação Gerencial?

Empresas produzem enormes quantidades de dados diariamente.

O desafio é transformar esses registros em conhecimento útil.

Uma organização pode realizar milhares de vendas e ainda não saber quais produtos são realmente mais rentáveis.

Pode possuir grande quantidade de clientes e não compreender quais segmentos apresentam melhor desempenho.

Pode manter muito estoque e não perceber que parte dos produtos permanece parada durante meses.

Os Sistemas de Informação Gerencial ajudam justamente a transformar registros operacionais em informações capazes de apoiar a análise desses problemas.

Por isso, sua importância aumenta à medida que as organizações se tornam mais complexas e orientadas por dados.

Sistemas de Informação Gerencial substituem os gestores?

Não.

Sistemas podem automatizar cálculos, consolidar dados e identificar padrões.

Entretanto, decisões gerenciais envolvem interpretação.

Imagine que as vendas tenham caído 20%.

O sistema identifica a queda.

Mas a causa pode estar relacionada a novos concorrentes, problemas de estoque, preço, sazonalidade, qualidade, atendimento ou mudanças econômicas.

O gestor precisa investigar.

Tecnologias mais avançadas podem ajudar nessa análise, mas responsabilidade, contexto e julgamento continuam sendo importantes.

Qual é a relação entre SIG e inteligência artificial?

A inteligência artificial amplia as possibilidades de análise de dados empresariais.

Sistemas podem utilizar técnicas de IA para identificar padrões, prever determinados comportamentos ou automatizar análises.

Por exemplo, uma empresa pode utilizar dados históricos para estimar demanda futura.

Outra pode identificar clientes com maior probabilidade de cancelar determinado serviço.

Entretanto, a utilização de IA não elimina os princípios fundamentais dos sistemas gerenciais.

A qualidade dos resultados continua dependendo de fatores como dados, processos, objetivos e interpretação adequada.

Conclusão

Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) ajudam organizações a transformar dados das operações em informações úteis para planejamento, controle e tomada de decisão.

Um SIG pode utilizar dados provenientes de vendas, finanças, estoque, produção, Recursos Humanos, contabilidade e diversas outras áreas.

Essas informações podem ser apresentadas por meio de relatórios, indicadores e dashboards que ajudam os gestores a acompanhar o desempenho da organização.

É importante também diferenciar o conceito de SIG de outras tecnologias. ERP, CRM, BI e sistemas transacionais possuem funções específicas e podem trabalhar de maneira integrada dentro da estrutura de informações da empresa.

Além da tecnologia, um Sistema de Informação Gerencial depende de pessoas, processos e dados confiáveis. Um software sofisticado alimentado por informações incorretas dificilmente produzirá boas decisões.

Por isso, a implementação de um SIG deve começar pela identificação das necessidades da organização. A empresa precisa compreender quais decisões deseja apoiar, quais dados são necessários e quais indicadores realmente ajudam a acompanhar seus objetivos.

Quando bem estruturados, os sistemas de informação gerencial tornam os dados mais úteis e ajudam gestores a compreender melhor o que está acontecendo na organização, identificar problemas e tomar decisões mais fundamentadas.

Fontes

Escola Nacional de Administração Pública (Enap) — materiais institucionais relacionados à gestão, transformação digital, dados e administração pública.

Governo Digital — Governo Federal — referências sobre governança de dados, transformação digital e utilização de informações na gestão.

Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) — orientações relacionadas à proteção e ao tratamento de dados pessoais.

Presidência da República — Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — LGPD).

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