Para um gestor, a importação na visão do gestor deixa de ser um conjunto de tarefas burocráticas para se tornar uma engrenagem estratégica de competitividade. O gestor não olha apenas para o registro da DUIMP; ele monitora o impacto da operação no EBITDA, a exposição cambial do balanço e a resiliência da cadeia de suprimentos global.
Gerir a importação significa equilibrar custo, tempo e conformidade legal em um ambiente de constantes mudanças.
1. Gestão do Custo Total (Landed Cost)
O foco do gestor é a rentabilidade. Por isso, ele deve ter visibilidade total sobre o custo real do produto colocado no estoque.
- Eficiência Tributária: O gestor deve avaliar o uso de benefícios como Ex-Tarifário ou regimes como o Drawback para otimizar a carga tributária.
- Controle de Custos Invisíveis: Monitorar despesas com demurrage, armazenagem e multas aduaneiras. Na visão gerencial, esses custos são “desperdícios” que devem ser eliminados através de melhores processos.
2. Gestão de Riscos e Compliance
A importação é uma área de alto risco jurídico. Uma falha pode paralisar a empresa.
- Conformidade Aduaneira: Garantir que as classificações fiscais (NCM) e a valoração aduaneira sigam as normas da Receita Federal e as diretrizes da OCDE.
- Certificação OEA: O gestor estratégico busca a certificação de Operador Econômico Autorizado para transformar o compliance em agilidade logística e redução de custos de inspeção.
3. KPIs e Tomada de Decisão
O gestor de Comex utiliza indicadores para medir a performance dos parceiros e da equipe.
- Lead Time: Do pedido de compra à entrega na fábrica (Door-to-Door).
- Acuracidade Documental: Reduzir erros que geram retenção de carga.
- SLA de Parceiros: Avaliar se agentes de carga e despachantes estão entregando o nível de serviço contratado.
4. O Inglês como Ferramenta de Governança
Em empresas globais, a importação na visão do gestor exige a habilidade de reportar resultados para a matriz. O domínio do inglês técnico é fundamental para traduzir os riscos do cenário brasileiro para executivos estrangeiros e para negociar contratos globais que protejam a operação local.
Dessa forma, o gestor atua como uma ponte entre as necessidades operacionais e os objetivos estratégicos da organização, garantindo que o Comércio Exterior seja uma vantagem competitiva, e não um gargalo.
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