Como Importar da Mongólia: Guia de Cuidados Aduaneiros e Logística

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A Mongólia tem se destacado no cenário internacional como uma fonte rica de matérias-primas e produtos têxteis de luxo, como o cashmere. Entretanto, por ser um país encravado (sem saída para o mar), a logística de importação apresenta desafios que exigem atenção redobrada do importador brasileiro. Para garantir o sucesso da operação em 2026, é fundamental compreender os trâmites que envolvem o trânsito por países vizinhos e as exigências da Receita Federal.

Desafios Logísticos e o Trânsito Internacional

A principal barreira para quem deseja importar da Mongólia é a sua localização geográfica entre a China e a Rússia. Por esse motivo, a carga geralmente precisa atravessar territórios de terceiros até chegar a um porto marítimo, sendo o Porto de Tianjin, na China, a rota mais comum. Esse processo exige que a documentação de trânsito aduaneiro internacional esteja impecável para evitar que a mercadoria fique retida em fronteiras intermediárias.

Além disso, o transporte terrestre por ferrovias ou rodovias até o porto pode aumentar o tempo de trânsito e os custos operacionais. Portanto, a escolha do Incoterm deve ser feita com cautela, priorizando termos em que o exportador mongol se responsabilize pelo transporte até o hub de exportação principal. Consequentemente, o seguro internacional de carga torna-se um item obrigatório para cobrir os riscos de transbordo e longas distâncias terrestres.

Documentação e Classificação Fiscal (NCM)

Para que a nacionalização no Brasil ocorra sem problemas, o importador deve estar com sua habilitação no RADAR ativa. Primeiramente, é necessário definir corretamente a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) dos produtos, pois isso determinará as alíquotas de impostos como II, IPI, PIS e COFINS. Além disso, a Mongólia possui padrões específicos de certificação para produtos de origem animal e mineral que devem ser validados antes do embarque.

Os documentos essenciais para o desembaraço incluem:

  • Fatura Comercial (Commercial Invoice): Deve conter descrições detalhadas em inglês ou português.
  • Romaneio de Carga (Packing List): Essencial para a conferência física nos portos.
  • Conhecimento de Embarque (Bill of Lading): O documento que comprova a posse da mercadoria.
  • Certificado de Origem: Fundamental para atestar a procedência e garantir conformidade legal.

Você pode consultar as exigências administrativas específicas para cada NCM através do portal oficial do Siscomex.

Barreiras Técnicas e Certificações de Qualidade

Produtos como fibras têxteis e minerais da Mongólia costumam passar por uma fiscalização rigorosa dos órgãos intervenientes no Brasil, como o Ministério da Agricultura ou o Inmetro. Dessa forma, é aconselhável solicitar amostras e laudos técnicos laboratoriais do fornecedor antes de fechar o pedido principal. Em contrapartida, a conformidade com as normas internacionais de embalagem e rotulagem evita que a carga seja enviada para o canal vermelho de conferência aduaneira, o que geraria custos extras de armazenagem.

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