Como Importar da Holanda: Estratégia Logística e Novas Regras de 2026

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A Holanda, oficialmente conhecida como Países Baixos, consolidou-se como um dos pilares do comércio global devido à sua infraestrutura de ponta. Atualmente, em 2026, o país permanece como a principal porta de entrada para a Europa, oferecendo vantagens competitivas para importadores brasileiros de diversos setores. Nesse sentido, desenvolver uma estratégia logística eficiente é o primeiro passo para garantir a lucratividade e o fluxo contínuo de mercadorias.

O Porto de Roterdã como Centro de Distribuição

O Porto de Roterdã é, sem dúvida, o coração da logística holandesa e o terminal marítimo mais importante do continente europeu. Além de sua localização geográfica privilegiada, o porto investiu pesadamente em automação e combustíveis sustentáveis para atender às demandas ambientais de 2026. Consequentemente, as empresas que operam através desse hub conseguem otimizar o tempo de trânsito e reduzir custos operacionais significativos. Adicionalmente, a conexão intermodal com ferrovias e hidrovias facilita o escoamento de produtos vindos de todo o interior da Europa.

Mudanças Regulatórias e a Consolidação da Duimp

No cenário nacional, o ano de 2026 marca a migração definitiva para o Novo Processo de Importação no Brasil. Agora, a utilização da Declaração Única de Importação (Duimp) é obrigatória para todas as categorias de mercadorias no Portal Único Siscomex. Essa mudança visa reduzir o tempo médio de desembaraço, integrando os órgãos anuentes de forma mais ágil e transparente. Portanto, o importador deve estar atento ao correto preenchimento dos dados para evitar atrasos burocráticos desnecessários.

O Impacto da Reforma Tributária: IBS, CBS e cClassTrib

A partir deste ano, a implementação prática da reforma tributária trouxe novos requisitos para a emissão de notas fiscais e declarações aduaneiras. É obrigatório informar o código cClassTrib para identificar a classificação tributária dos produtos importados no novo sistema. Embora estejamos em uma fase de simulação operacional, a incidência projetada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) deve ser monitorada. Dessa forma, realizar um planejamento tributário detalhado junto à Receita Federal permite que sua empresa aproveite créditos financeiros e mantenha a conformidade legal.

Documentação e Gestão de Riscos na Importação

Para garantir o sucesso da operação, a conferência documental deve ser realizada com rigor antes mesmo do embarque na Europa. Os documentos essenciais incluem a Fatura Comercial, o Romaneio de Carga e o Conhecimento de Embarque Marítimo ou Aéreo. Além disso, é fundamental verificar se o produto exige licenciamento específico de órgãos como a Anvisa ou o Inmetro. Por fim, contar com um seguro internacional de carga e escolher o Incoterm adequado são ações que protegem seu investimento contra imprevistos durante o trajeto transatlântico.


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