Como Importar do Peru em 2026: Guia de Impostos e Logística

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A importação do Peru para o Brasil apresenta-se como uma oportunidade estratégica para empresas que buscam diversificar fornecedores e reduzir custos tributários. Em 2026, com a modernização dos processos aduaneiros brasileiros e a consolidação de acordos comerciais, o comércio bilateral entre as duas nações torna-se ainda mais fluido. Certamente, entender as regras de impostos e as rotas logísticas é o primeiro passo para o sucesso dessa operação internacional.

Acordos Comerciais e Redução de Impostos

O pilar central das trocas comerciais entre Brasil e Peru é o Acordo de Complementação Econômica nº 58 (ACE 58). Este tratado garante a desoneração de 100% do Imposto de Importação para a grande maioria das mercadorias produzidas em solo peruano. No entanto, é fundamental apresentar o Certificado de Origem para que o benefício seja aplicado corretamente pela Receita Federal. Além disso, em 2026, os importadores devem estar atentos à transição da reforma tributária brasileira, que introduz os novos impostos IBS e CBS no cálculo das operações.

Documentação e o Novo Processo de Importação (NPI)

Para realizar a nacionalização da carga com agilidade, a empresa deve estar devidamente habilitada no RADAR. Atualmente, o Brasil utiliza a Declaração Única de Importação (Duimp), que integra o Novo Processo de Importação para simplificar o preenchimento de dados no Siscomex. Consequentemente, documentos como a Fatura Comercial, o Romaneio de Carga e o Conhecimento de Embarque devem estar rigorosamente alinhados com a classificação fiscal do produto. Dessa forma, você evita multas por informações inexatas e garante o fluxo contínuo das mercadorias.

Logística: Rotas Rodoviárias e Marítimas

A logística para trazer mercadorias do Peru oferece alternativas versáteis conforme a urgência e o custo da operação. O transporte rodoviário, utilizando a Rodovia Interoceânica, é uma opção eficiente para cargas que entram pelo Acre ou Mato Grosso, apesar dos desafios burocráticos nas fronteiras. Por outro lado, o modal marítimo permanece como a via principal para grandes volumes, conectando o Porto de Callao aos principais portos brasileiros, como Santos e Paranaguá. Nesse sentido, avaliar o Incoterm negociado permitirá definir as responsabilidades sobre o frete e o seguro internacional.

Tendências e Oportunidades em 2026

Em 2026, observamos um crescimento significativo na importação de fertilizantes, minerais e produtos do setor agropecuário peruano. Ademais, a digitalização dos processos portuários e o avanço da intermodalidade estão reduzindo o tempo de trânsito entre os dois países. Portanto, manter-se atualizado sobre as normas sanitárias e as janelas de embarque é essencial para manter a competitividade no mercado local. Ao planejar cada etapa com precisão, sua empresa minimiza riscos e maximiza a rentabilidade das importações.


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