A Dinamarca destaca-se como um dos mercados mais estáveis e inovadores da Europa setentrional. Com uma economia altamente desenvolvida e um foco rigoroso em sustentabilidade, o país oferece oportunidades valiosas para exportadores brasileiros preparados. Entretanto, o sucesso nessa jornada internacional exige o domínio das novas regras comerciais e logísticas que entraram em vigor em 2026.
Legislação e o Novo Acordo Mercosul-UE
Primeiramente, o cenário comercial transformou-se com o início da vigência do acordo entre Mercosul e União Europeia em janeiro de 2026. Esse tratado internacional estabeleceu cronogramas de redução tarifária para diversos setores, como o agronegócio e a indústria manufatureira. Consequentemente, as empresas brasileiras agora possuem maior competitividade frente aos fornecedores de fora do bloco. Portanto, você deve emitir o Certificado de Origem correto para usufruir dessas preferências tarifárias e reduzir o custo de entrada no mercado dinamarquês.
Sustentabilidade e o Passaporte Verde
Ademais, a Dinamarca lidera a implementação das exigências ambientais rigorosas da União Europeia. Em 2026, o regulamento de desmatamento (EUDR) e o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira (CBAM) tornaram-se pilares do comércio exterior. Dessa forma, produtos como café, soja e madeira exigem rastreabilidade total desde a origem. As autoridades dinamarquesas priorizam o chamado “Passaporte Verde”, que atesta a conformidade ESG da sua cadeia produtiva. Assim sendo, adequar seus processos a essas normas técnicas é indispensável para evitar barreiras não tarifárias.
Logística e Portos de Eficiência Verde
No que diz respeito ao transporte, a infraestrutura portuária dinamarquesa é referência mundial em eficiência e baixa emissão de carbono. O Porto de Aarhus consolida-se como o principal terminal de contêineres do país, recebendo a maior parte das cargas transoceânicas. Por outro lado, o Porto de Copenhague Malmö oferece uma conexão estratégica para o Báltico e o restante da Escandinávia. Devido à localização geográfica, muitas cargas brasileiras chegam via portos do Norte da Europa e seguem por transporte combinado ferroviário ou marítimo de curto alcance. Assim, escolher parceiros logísticos comprometidos com metas ambientais acelera o desembaraço alfandegário.
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