O seguro internacional de cargas é o pilar que garante a estabilidade financeira de uma empresa em operações de importação e exportação. Em um cenário global dinâmico, os riscos de avarias, extravios ou acidentes são constantes. Dessa forma, entender as particularidades de cada rota e as exigências de cada país é fundamental para evitar prejuízos irreparáveis. Atualmente, o planejamento de risco deve ser tão detalhado quanto a negociação comercial.
A Influência dos Incoterms na Contratação
Primeiramente, a escolha do Incoterm na negociação define quem é o responsável pela contratação do seguro. Nos termos CIF (Cost, Insurance and Freight) e CIP (Carriage and Insurance Paid To), o vendedor é obrigado a contratar a cobertura mínima. No entanto, para todos os outros termos, a responsabilidade de proteger a carga recai sobre o comprador ou deve ser negociada à parte. Portanto, é essencial que o importador brasileiro avalie se a cobertura básica oferecida pelo exportador é suficiente para os riscos da rota escolhida.
Avaliação de Riscos por Região Geográfica
Cada região do globo apresenta desafios logísticos específicos que impactam o custo e a modalidade do seguro. Por exemplo, ao importar da Ásia, o longo tempo de trânsito e o transbordo em diversos portos aumentam as chances de um sinistro. Em contrapartida, operações dentro da América Latina por via rodoviária enfrentam riscos elevados de roubo de carga em determinadas fronteiras. Nesse sentido, ao negociar com países de infraestrutura portuária saturada, como alguns destinos na África, a cobertura contra atrasos e danos por manuseio torna-se indispensável.
Tipos de Cobertura e Conformidade
A escolha da apólice deve ser feita com base na natureza da mercadoria e no modal de transporte. A Cobertura Ampla (Tipo A) é a mais recomendada, pois protege contra quase todos os riscos de perdas e danos externos. Por outro lado, a Cobertura Restrita (Tipo C) atende apenas a eventos de força maior, como naufrágios ou incêndios. Além disso, é importante consultar as normas da Susep para garantir que a corretora de seguros brasileira esteja devidamente habilitada para emitir apólices internacionais com validade jurídica e fiscal.
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