Importar produtos da Irlanda tornou-se uma oportunidade estratégica para empresas brasileiras, especialmente com os avanços nas relações entre o Mercosul e a União Europeia. Em 2026, o cenário de comércio exterior está mais ágil, porém exige um conhecimento profundo das novas normas tributárias e digitais. Certamente, a Irlanda se destaca pelo fornecimento de produtos químicos, farmacêuticos e tecnologia de ponta, o que atrai diversos setores industriais.
O Acordo Mercosul-União Europeia e a Nova Tributação
Primordialmente, é fundamental compreender que o acordo comercial assinado em 2026 trouxe a redução gradual de tarifas para uma vasta gama de bens. Além disso, a implementação da Reforma Tributária no Brasil simplificou a incidência de impostos sobre o consumo na importação. Atualmente, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituem os antigos tributos, como IPI e PIS/COFINS.
Consequentemente, o importador deve estar atento à nova base de cálculo para evitar erros na formação de preço. Por outro lado, a desgravação tarifária para máquinas e equipamentos industriais pode zerar o imposto de entrada imediatamente em muitos casos. Contudo, a conformidade com as regras de origem é indispensável para garantir que o produto realmente se beneficie das preferências do acordo.
Procedimentos Aduaneiros e a Duimp
No que diz respeito à burocracia, o processo de nacionalização ocorre agora integralmente via DUIMP (Declaração Única de Importação) no Portal Único de Comércio Exterior. Essa ferramenta centraliza as informações e reduz o tempo de liberação das mercadorias em canais de conferência. Portanto, certifique-se de que o catálogo de produtos esteja atualizado no sistema oficial do Siscomex.
Além da declaração, documentos como a Fatura Comercial e o Romaneio de Carga precisam seguir os novos padrões de dados exigidos pela Receita Federal. Nesse contexto, a rastreabilidade e a transparência das informações são vitais para o compliance aduaneiro. Certamente, erros na classificação fiscal (NCM) podem gerar multas elevadas, mesmo com a modernização do sistema em 2026.
Logística e Transporte Internacional
Quanto ao transporte, a Irlanda, sendo uma nação insular, depende exclusivamente dos modais marítimo e aéreo para suas exportações globais. O Porto de Dublin e o Porto de Cork são as principais saídas para cargas pesadas e fertilizantes destinados ao Brasil. Dessa forma, o transporte marítimo oferece o melhor custo-benefício para grandes volumes, apesar do tempo de trânsito mais longo.
Em contrapartida, o modal aéreo via aeroporto de Dublin é a escolha ideal para medicamentos e eletrônicos de alto valor agregado. Logo, escolher o Incoterm adequado na negociação com o fornecedor irlandês definirá quem assume os custos e riscos até a entrega final. Por fim, o planejamento logístico deve considerar a infraestrutura portuária brasileira, que tem recebido investimentos constantes para suportar o aumento do fluxo vindo da Europa.
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