Quando iniciou o eSocial? Veja a data e a linha do tempo da implantação

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Para responder quando iniciou o eSocial, é importante diferenciar três momentos: a criação oficial do sistema, o início do eSocial para empregadores domésticos e o começo da obrigatoriedade para as empresas em geral.

O eSocial foi instituído oficialmente em 11 de dezembro de 2014, por meio do Decreto nº 8.373. Para os empregadores domésticos, o módulo começou a funcionar em 1º de outubro de 2015. Já a implantação obrigatória para as empresas começou em 8 de janeiro de 2018, inicialmente para grandes empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões no critério definido para o primeiro grupo.

Portanto, quando alguém pergunta “em que ano começou o eSocial?”, a resposta pode variar conforme o contexto. O sistema nasceu juridicamente em 2014, passou a ser utilizado pelos empregadores domésticos em 2015 e entrou efetivamente no cronograma obrigatório das empresas em 2018.

O que é o eSocial?

O eSocial é o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas.

Ele foi criado para unificar o envio ao governo de informações relacionadas às relações de trabalho, à Previdência, aos tributos e a outras obrigações que anteriormente eram prestadas por diferentes sistemas e declarações.

O Decreto nº 8.373/2014 define o eSocial como um instrumento de unificação da prestação dessas informações, destinado a padronizar sua transmissão, validação, armazenamento e distribuição em um ambiente nacional.

Na prática, o sistema passou a centralizar informações como admissões, desligamentos, remunerações, folhas de pagamento, afastamentos e determinados eventos de Segurança e Saúde no Trabalho.

Para o profissional de Recursos Humanos ou Departamento Pessoal, isso representou uma mudança significativa na maneira de registrar e transmitir informações trabalhistas ao governo.

Quando o eSocial foi criado?

O eSocial foi oficialmente instituído pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014.

O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 12 de dezembro daquele ano e criou formalmente o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas.

Portanto:

Criação oficial do eSocial: 11 de dezembro de 2014.

Isso não significa, entretanto, que todas as empresas começaram a transmitir seus eventos naquela data.

A implantação aconteceu posteriormente e de maneira gradual.

Essa diferença entre criação e obrigatoriedade explica por que algumas fontes indicam 2014, outras 2015 e outras 2018 como o início do eSocial.

Quando o eSocial começou a funcionar?

Uma das primeiras utilizações amplas do sistema ocorreu com os empregadores domésticos.

O módulo destinado ao empregador doméstico foi disponibilizado em 1º de outubro de 2015.

A partir dessa data, tornou-se possível cadastrar empregadores e empregados domésticos no portal. O sistema também passou a viabilizar posteriormente o fechamento da folha e a geração da guia unificada do Simples Doméstico.

O próprio portal oficial informa que, desde 1º de outubro de 2015, o módulo do empregador doméstico está disponível para o recolhimento unificado de tributos e FGTS relacionados ao vínculo doméstico.

Por isso, 2015 é outro marco fundamental na história do sistema.

Quando iniciou o eSocial para as empresas?

Para as empresas, o marco principal ocorreu em 8 de janeiro de 2018.

O cronograma oficial atualmente mantido no portal do eSocial informa que o uso do sistema tornou-se obrigatório a partir dessa data, seguindo diferentes etapas e grupos de empregadores.

O primeiro grupo era formado pelas empresas de maior porte, com faturamento anual superior a R$ 78 milhões conforme os critérios utilizados no cronograma.

Essas empresas começaram em 8 de janeiro de 2018 enviando principalmente informações cadastrais do empregador e tabelas.

Posteriormente, outras informações passaram a ser exigidas em fases diferentes.

Assim, não houve um único dia em que todos os empregadores brasileiros passaram simultaneamente a cumprir todas as obrigações do eSocial.

Por que o eSocial foi implantado por etapas?

A implantação envolvia milhões de trabalhadores e uma quantidade muito grande de informações.

Por isso, o governo adotou um cronograma progressivo.

A ideia era introduzir os diferentes tipos de eventos aos poucos e separar os empregadores em grupos.

As primeiras etapas envolviam dados cadastrais. Depois vieram informações relacionadas aos trabalhadores, eventos da folha de pagamento e, posteriormente, informações de Segurança e Saúde no Trabalho.

Esse formato permitiu que empresas, desenvolvedores de sistemas de folha e órgãos públicos adaptassem seus processos gradativamente.

Como funcionavam as fases do eSocial?

O cronograma foi dividido em quatro grandes fases de informações.

Na primeira fase, eram transmitidos os eventos de tabelas, como informações do empregador e cadastros utilizados pelo sistema.

Na segunda fase, começaram os eventos não periódicos, relacionados a acontecimentos como admissões, afastamentos e desligamentos.

Na terceira fase, passaram a ser transmitidos os eventos periódicos, incluindo as informações da folha de pagamento.

Na quarta fase, entraram os eventos relacionados à Segurança e Saúde no Trabalho, conhecidos pela sigla SST.

Cada grupo de empregadores recebeu datas diferentes para iniciar essas fases.

Qual foi o primeiro grupo do eSocial?

O chamado Grupo 1 foi formado pelas grandes empresas.

O critério utilizado foi faturamento no ano de 2016 superior a R$ 78 milhões.

Para esse grupo, a primeira fase começou em 8 de janeiro de 2018.

A segunda fase, com informações dos trabalhadores e seus vínculos, iniciou em 1º de março de 2018.

A terceira fase, com envio das folhas de pagamento, começou em 1º de maio de 2018.

Isso significa que nem mesmo as primeiras empresas obrigadas começaram enviando todas as informações de uma vez.

Quando a folha de pagamento começou a ser enviada pelo eSocial?

Para as empresas do primeiro grupo, a obrigação relacionada aos eventos periódicos e à folha começou em maio de 2018.

O cronograma oficial registra 1º de maio de 2018 como o início da terceira fase para esse grupo.

Para o segundo grupo, o envio da folha começou posteriormente, em janeiro de 2019.

Já outros empregadores tiveram datas específicas conforme o cronograma progressivo.

Esse é outro motivo pelo qual não existe uma única data de “início da folha do eSocial” válida para todos os empregadores.

Quando iniciou o eSocial para empresas menores?

As demais entidades empresariais que integraram o chamado Grupo 2, dentro dos critérios estabelecidos pelo cronograma, começaram sua primeira fase em 16 de julho de 2018.

Os eventos relacionados aos trabalhadores começaram em 10 de outubro de 2018.

Já os eventos periódicos, que incluem a folha de pagamento, tornaram-se obrigatórios a partir de 10 de janeiro de 2019, considerando os fatos ocorridos desde o início daquele mês.

Portanto, uma pequena ou média empresa pode lembrar de ter começado efetivamente a utilizar o eSocial depois das grandes empresas.

Isso está de acordo com a própria implantação escalonada.

Quando o Simples Nacional entrou no eSocial?

O cronograma criou um terceiro grupo que incluiu, entre outros empregadores, empresas optantes pelo Simples Nacional, empregadores pessoa física, produtores rurais pessoa física e entidades sem fins lucrativos, observadas as classificações do cronograma.

Para esse grupo, a primeira fase teve início em 10 de janeiro de 2019.

Os eventos não periódicos começaram em abril de 2019, enquanto a fase dos eventos periódicos teve início em julho de 2019.

Assim, muitas empresas do Simples Nacional somente passaram a vivenciar o eSocial de forma obrigatória em 2019.

Quando os órgãos públicos começaram no eSocial?

Os órgãos públicos integraram o chamado Grupo 4, cujo cronograma ocorreu posteriormente aos grupos empresariais.

O processo de implantação desse grupo também passou por alterações ao longo dos anos.

Esse fato demonstra que o eSocial não pode ser compreendido como um sistema implantado integralmente em 2018.

Janeiro de 2018 foi o início efetivo da obrigatoriedade para o primeiro grupo empresarial, mas a expansão continuou nos anos posteriores até abranger os demais grupos e diferentes tipos de eventos.

Quando começou o eSocial doméstico?

O eSocial doméstico começou em 1º de outubro de 2015.

A partir dessa data, o portal passou a permitir o cadastramento inicial do empregador e do trabalhador doméstico.

O início esteve diretamente relacionado à implantação do Simples Doméstico e às mudanças trazidas pela Lei Complementar nº 150/2015.

O recolhimento obrigatório do FGTS para empregados domésticos também passou a valer a partir da competência outubro de 2015, utilizando o Documento de Arrecadação do eSocial, conhecido como DAE.

Por essa razão, muitos empregadores domésticos tiveram contato com o eSocial antes das empresas privadas em geral.

O eSocial começou em 2014, 2015 ou 2018?

As três datas podem aparecer corretamente, desde que o contexto seja explicado.

2014 representa a criação legal do sistema.

O Decreto nº 8.373 foi editado em 11 de dezembro de 2014 e instituiu oficialmente o eSocial.

2015 marca o início do módulo do empregador doméstico, disponibilizado a partir de 1º de outubro.

2018 marca o início da obrigatoriedade do sistema para o primeiro grupo de empresas, em 8 de janeiro.

Portanto, se uma prova ou pergunta pedir apenas “quando iniciou o eSocial?”, vale observar exatamente o que está sendo perguntado.

Se for sobre sua instituição legal, a resposta é 2014.

Se for sobre o início obrigatório para grandes empresas, a resposta é janeiro de 2018.

Para que o eSocial foi criado?

Antes do eSocial, empregadores precisavam fornecer diversas informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias utilizando sistemas, declarações e documentos diferentes.

O objetivo do eSocial foi criar um ambiente nacional capaz de receber essas informações de maneira padronizada.

O decreto de criação prevê justamente a unificação da prestação de informações e a substituição gradual da apresentação dos mesmos dados por outros meios, conforme regulamentação dos órgãos responsáveis.

Na prática, o projeto buscou reduzir duplicidade de informações e integrar bases governamentais.

Para o RH e Departamento Pessoal, entretanto, a mudança também aumentou a importância da qualidade e da tempestividade dos dados.

Quais obrigações foram impactadas pelo eSocial?

O projeto foi desenvolvido para substituir ou integrar informações que antes apareciam em várias obrigações.

O portal oficial do eSocial já apresentou entre os sistemas e obrigações impactados informações relacionadas à GFIP, CAGED, RAIS, Livro de Registro de Empregados, CAT, CTPS, PPP, folha de pagamento, entre outras.

A substituição não ocorreu para todas essas obrigações ao mesmo tempo.

Cada mudança dependeu de regulamentação e cronogramas próprios.

Por isso, é incorreto afirmar que, em 8 de janeiro de 2018, todas as antigas obrigações foram imediatamente extintas.

A transição aconteceu progressivamente.

O que mudou para o RH com a chegada do eSocial?

Uma das principais mudanças foi a necessidade de tratar as informações trabalhistas de maneira muito mais integrada.

Antes, determinados erros cadastrais poderiam permanecer dentro da empresa durante algum tempo até uma obrigação periódica ser transmitida.

Com o eSocial, vários fatos passaram a ser informados por eventos específicos, seguindo prazos próprios.

Uma admissão, por exemplo, precisa estar corretamente cadastrada no sistema.

Afastamentos e desligamentos também possuem eventos próprios.

A folha de pagamento precisa estar coerente com as rubricas cadastradas e com os demais dados transmitidos.

Isso fez com que setores de RH, Departamento Pessoal, contabilidade, Segurança do Trabalho e tecnologia precisassem trabalhar de maneira mais integrada.

O eSocial criou novas obrigações trabalhistas?

Em sua essência, o objetivo do eSocial não foi criar todos os direitos e deveres trabalhistas informados dentro dele.

Grande parte dessas obrigações já existia em legislações anteriores.

O sistema mudou principalmente a forma como as informações são prestadas ao governo.

Se uma empresa já tinha obrigação de registrar um empregado, recolher contribuições ou informar determinados acontecimentos, o eSocial passou a funcionar como ambiente eletrônico para transmitir muitos desses dados.

Essa distinção é importante.

Muitas vezes se afirma que “o eSocial criou determinada obrigação”, quando, na realidade, a obrigação já existia e o sistema passou a exigir sua informação eletrônica de maneira estruturada.

Por que a implantação do eSocial demorou tantos anos?

A criação oficial ocorreu em 2014, mas a obrigatoriedade empresarial começou somente em 2018.

Durante esse período foram necessárias regulamentações, definições de leiautes, testes técnicos e preparação dos sistemas utilizados pelas empresas.

Em 2016, por exemplo, uma resolução estabeleceu cronograma prevendo a adoção obrigatória a partir de 2018 e determinou que um ambiente de produção restrita fosse disponibilizado até julho de 2017 para aperfeiçoamento do sistema.

Isso mostra que houve uma longa fase de preparação antes da entrada efetiva das empresas.

Além disso, o cronograma foi alterado algumas vezes.

Datas relacionadas a determinados grupos e eventos, principalmente SST, também foram adiadas ao longo da implantação.

Quando começou o SST no eSocial?

Os eventos de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) fizeram parte da etapa final de implantação e tiveram um cronograma próprio.

Para o Grupo 1, o cronograma oficial registra início da quarta fase em 13 de outubro de 2021.

Os principais eventos de SST passaram a incluir informações como Comunicação de Acidente de Trabalho, monitoramento da saúde do trabalhador e exposição a agentes nocivos.

Por isso, profissionais de Segurança do Trabalho também passaram a ter participação importante nas informações enviadas ao eSocial.

Esse é mais um exemplo de como o sistema criado em 2014 continuou sendo implantado durante vários anos.

O eSocial ainda existe?

Sim.

O eSocial continua sendo parte fundamental das obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais brasileiras.

O Ministério da Previdência mantém atualmente uma página dedicada ao sistema e explica que o projeto foi instituído pelo Decreto nº 8.373/2014 para coletar informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias em um Ambiente Nacional Virtual.

Ao longo dos anos, o sistema passou por simplificações, novas versões de leiaute e mudanças de regras.

Por isso, quem trabalha com Departamento Pessoal não deve estudar apenas o cronograma histórico.

É necessário acompanhar também os manuais, notas técnicas e leiautes atualmente vigentes.

Qual foi a importância do eSocial para a folha de pagamento?

A folha passou a estar diretamente relacionada aos eventos periódicos transmitidos pelo eSocial.

Dados de remuneração de trabalhadores são informados de maneira estruturada, juntamente com outras informações necessárias aos cálculos e às obrigações previdenciárias e tributárias.

Isso exigiu maior atenção na configuração de rubricas.

Um adicional cadastrado de maneira incorreta, por exemplo, pode produzir consequências nas informações transmitidas.

O mesmo acontece com erros cadastrais, categorias de trabalhadores, lotações tributárias e informações relacionadas aos vínculos.

Por isso, profissionais que trabalham com folha de pagamento precisam entender não apenas como calcular salários, mas também como essas informações são estruturadas dentro do eSocial.

Linha do tempo resumida do início do eSocial

A trajetória pode ser entendida por alguns marcos principais.

11 de dezembro de 2014: o Decreto nº 8.373 institui oficialmente o eSocial.

1º de outubro de 2015: começa a utilização do módulo destinado ao empregador doméstico.

2017: é disponibilizado ambiente voltado aos testes e preparação para a implantação empresarial, conforme cronograma estabelecido anteriormente.

8 de janeiro de 2018: começa a obrigatoriedade para o primeiro grupo de grandes empresas.

16 de julho de 2018: inicia a primeira fase do segundo grupo empresarial.

10 de janeiro de 2019: começa a primeira fase do terceiro grupo, que incluía empresas do Simples Nacional e outros empregadores enquadrados nessa classificação.

Nos anos posteriores, seguiram-se outras etapas, incluindo órgãos públicos e a implantação dos eventos de SST.

Quando iniciou o eSocial, afinal?

A resposta mais completa é: o eSocial foi criado oficialmente em 11 de dezembro de 2014, começou a ser utilizado pelo empregador doméstico em 1º de outubro de 2015 e passou a ser obrigatório para o primeiro grupo de empresas em 8 de janeiro de 2018.

Assim, quando a pergunta “quando iniciou o eSocial?” estiver relacionada ao início da implantação empresarial, 2018 é a principal referência.

Quando a pergunta estiver relacionada à origem jurídica do sistema, a resposta correta é 2014.

Para profissionais de RH e Departamento Pessoal, conhecer essa evolução é útil porque ajuda a compreender por que existem diferentes datas em documentos, manuais e conteúdos sobre o tema.

O eSocial não surgiu pronto em uma única data. Ele foi criado, testado e implantado gradualmente até se tornar uma das principais ferramentas para prestação de informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias no Brasil.

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