Como é o DUT do carro? Veja como identificar o documento e para que serve

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Saber como é o DUT do carro é importante para quem pretende comprar, vender ou transferir um veículo. O Documento Único de Transferência, conhecido popularmente como DUT, era o documento utilizado para formalizar a transferência de propriedade de automóveis, motocicletas e outros veículos.

Durante muitos anos, o DUT foi associado ao verso do Certificado de Registro de Veículo (CRV), um documento físico que continha informações sobre o proprietário, o veículo e os campos necessários para registrar uma venda.

Entretanto, o processo passou por mudanças importantes. Desde janeiro de 2021, os veículos registrados conforme o novo modelo passaram a utilizar o CRV eletrônico, e a transferência de propriedade passou a envolver a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e).

Por isso, quem procura uma foto do DUT do carro ou deseja saber como identificar esse documento precisa conhecer tanto o modelo antigo quanto o atual.

A seguir, entenda como era o DUT, como funciona o documento de transferência digital, onde encontrá-lo e quais cuidados tomar antes de vender ou comprar um veículo.

Como é o DUT do carro antigo?

O DUT do carro antigo era conhecido como o recibo de compra e venda do veículo. Na prática, correspondia à parte do CRV físico destinada ao preenchimento das informações de transferência.

O documento era tradicionalmente impresso em papel de segurança, com elementos gráficos e campos específicos para identificar o automóvel e seu proprietário.

Uma característica bastante conhecida era sua aparência predominantemente esverdeada, embora os detalhes visuais variassem conforme o modelo e a época de emissão.

O CRV físico apresentava informações como placa, Renavam, chassi, marca, modelo, ano de fabricação e dados do proprietário.

No verso, ficava a autorização de transferência, com espaços destinados ao preenchimento dos dados do comprador, valor da venda, data da negociação e assinaturas.

Como identificar o DUT de um veículo?

Para identificar um DUT antigo, é necessário observar principalmente sua finalidade e os campos disponíveis para formalizar a transferência.

O documento normalmente apresentava uma área destinada à autorização de transferência de propriedade, que deveria ser preenchida quando o veículo fosse vendido.

Essa parte continha informações sobre o comprador e o vendedor, além de campos para assinatura.

O documento não deveria ser preenchido antecipadamente, pois dados incorretos poderiam exigir procedimentos administrativos para regularização.

Também é importante observar que o DUT não era um documento destinado ao porte diário obrigatório. Sua principal função era registrar a propriedade e permitir sua transferência.

Foto do DUT do carro: como é o documento?

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CRLV

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Referências visuais do CRV físico antigo e da ATPV-e. A aparência e os campos podem variar conforme a versão do documento.

Ao pesquisar por uma foto do DUT do carro, é comum encontrar dois tipos de documentos: o antigo CRV em papel e a atual ATPV-e.

O modelo antigo apresenta características de um documento de segurança impresso, enquanto a ATPV-e pode ser emitida eletronicamente e apresentada em formato próprio para a formalização da venda.

A diferença é importante porque nem todo veículo possui um DUT físico.

Automóveis registrados no modelo eletrônico utilizam procedimentos diferentes daqueles aplicáveis aos veículos que ainda possuem CRV em papel.

DUT do carro e CRV são a mesma coisa?

Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, existe uma diferença de nomenclatura.

O CRV significa Certificado de Registro de Veículo. Ele comprova o registro do automóvel e identifica seu proprietário.

Já DUT é uma denominação popular tradicionalmente associada ao documento de transferência, especialmente à autorização de venda presente no CRV físico.

Por isso, quando alguém pergunta onde está o DUT do carro, normalmente deseja localizar o recibo necessário para vender ou transferir o veículo.

Com a digitalização, o CRV passou a ser eletrônico para os registros abrangidos pelas novas regras, enquanto a ATPV-e assumiu a função de autorização para transferência.

Qual é a diferença entre DUT, CRV e CRLV?

Outra confusão bastante comum envolve o CRLV, documento utilizado para comprovar o licenciamento do veículo.

Veja as diferenças:

DocumentoFinalidade
DUTNome popular do antigo documento ou recibo de transferência
CRVCertificado de Registro de Veículo, que identifica o registro e a propriedade
ATPV-eAutorização utilizada para formalizar a transferência de propriedade no modelo eletrônico
CRLV-eCertificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico, utilizado para comprovar o licenciamento

O CRLV-e pode ser apresentado digitalmente ou impresso, conforme as regras aplicáveis.

Entretanto, o CRLV-e não substitui a ATPV-e na transferência de propriedade.

Assim, possuir o documento de licenciamento atualizado não significa que o proprietário já tenha a autorização necessária para concluir a venda do veículo.

O DUT do carro ainda existe em 2026?

Sim, o DUT antigo ainda pode ser utilizado em determinadas situações, especialmente quando o veículo possui o CRV físico emitido antes da implantação do novo sistema.

A mudança começou em 4 de janeiro de 2021, quando os documentos de registro e transferência passaram a ser expedidos eletronicamente.

De acordo com o Ministério dos Transportes, os documentos antigos em papel-moeda verde continuam válidos. Portanto, não é necessário substituí-los apenas porque houve a digitalização.

Ministério dos Transportes

Isso significa que dois veículos do mesmo ano de fabricação podem possuir documentos de transferência diferentes, dependendo de quando ocorreu a última emissão do CRV.

Por exemplo, um carro fabricado em 2018 pode ter um CRV eletrônico se passou por transferência de propriedade depois da mudança.

Por outro lado, um veículo mais antigo que permaneceu com o mesmo proprietário e conserva o CRV físico poderá continuar utilizando esse documento na venda.

Como é o DUT digital do carro?

O DUT digital do carro é popularmente associado à ATPV-e, documento eletrônico utilizado para formalizar a intenção de transferência de propriedade.

Diferentemente do recibo antigo, a ATPV-e não precisa ser emitida antecipadamente para permanecer em branco.

Em regra, sua emissão ocorre quando o proprietário pretende vender o automóvel e informa os dados necessários à transação.

O documento reúne informações sobre o veículo, o vendedor e o comprador, além dos elementos necessários à autorização de transferência.

Conforme o procedimento adotado, pode ser impresso e assinado ou utilizado em uma operação com assinaturas eletrônicas.

Como emitir o DUT digital?

Para emitir a ATPV-e, o proprietário deve consultar o serviço de transferência disponibilizado pelo Detran responsável pelo registro do veículo.

O procedimento geralmente envolve a identificação do proprietário, a seleção do automóvel e o preenchimento das informações da venda.

Depois disso, o sistema poderá gerar a autorização correspondente.

Alguns estados também oferecem serviços de venda digital integrados à Carteira Digital de Trânsito.

É importante observar que a simples emissão da ATPV-e não conclui a transferência de propriedade. O comprador ainda precisa cumprir os procedimentos de registro aplicáveis.

Como fazer a transferência do carro com o DUT?

O procedimento depende do tipo de documento utilizado.

Quando o veículo possui o antigo CRV físico, vendedor e comprador devem preencher corretamente a autorização de transferência, observar as exigências de assinatura e reconhecimento de firma e providenciar a transferência junto ao Detran.

Já nos veículos com documentação eletrônica, a operação utiliza a ATPV-e.

Transferência com DUT antigo

No modelo físico, o vendedor deve preencher os dados do comprador e da negociação no campo apropriado do CRV.

As informações devem corresponder aos documentos das partes e às condições efetivas da venda.

Depois da assinatura e das formalidades exigidas, o comprador deve providenciar a transferência.

É importante evitar rasuras, alterações indevidas e preenchimento incompleto, pois essas situações podem dificultar o procedimento.

Transferência com ATPV-e

No modelo eletrônico, o vendedor solicita a autorização de transferência e informa os dados necessários.

A formalização pode ocorrer por meio físico, com assinaturas e reconhecimento de firma, ou digitalmente, quando o serviço estiver disponível e os participantes atenderem aos requisitos.

A Senatran disponibiliza um serviço oficial de venda digital de veículos pela Carteira Digital de Trânsito.

Nessa modalidade, vendedor e comprador podem assinar eletronicamente a autorização, dispensando o reconhecimento de firma em cartório.

Entretanto, a assinatura digital não elimina automaticamente todas as etapas de transferência. O comprador ainda deve cumprir as exigências de vistoria e registro previstas para a operação.

Serviços e Informações do Brasil

Qual é o prazo para transferir um carro depois de preencher o DUT?

O prazo legal para o comprador adotar as providências necessárias à transferência de propriedade é de 30 dias, conforme o artigo 123, § 1º, do Código de Trânsito Brasileiro.

Esse prazo está relacionado à transferência da propriedade, e não à simples emissão de uma autorização ainda não formalizada.

O descumprimento pode gerar penalidades administrativas previstas na legislação de trânsito.

Além disso, o vendedor deve observar as regras de comunicação de venda, pois deixar o automóvel registrado em seu nome pode gerar problemas relacionados a infrações e outras responsabilidades.

A legislação também prevê regras específicas para a comunicação quando o comprador não conclui a transferência.

Por isso, o mais seguro é formalizar a venda corretamente e verificar se a comunicação foi registrada no órgão de trânsito.

Perdi o DUT do carro: como tirar a segunda via?

A perda do DUT antigo é uma situação relativamente comum, principalmente quando o veículo permaneceu durante muitos anos com o mesmo proprietário.

Nesse caso, o procedimento depende do tipo de documento e da situação cadastral do automóvel.

Se o proprietário perdeu o CRV físico, deverá consultar o Detran para verificar como solicitar a regularização e a emissão de um novo documento.

Dependendo das regras estaduais, poderão ser exigidos documentos de identificação, pagamento de taxas, vistoria ou outras providências.

Como os novos documentos seguem o modelo eletrônico, a regularização pode resultar na emissão de documentação digital.

Posso vender o carro sem o DUT?

Para concluir regularmente a transferência, é necessário apresentar a documentação de transferência exigida para o veículo.

Quando o automóvel ainda utiliza CRV físico e o documento foi perdido, o proprietário deve resolver a situação antes de concluir a operação.

Por outro lado, quando o veículo já possui registro eletrônico, a ausência do antigo papel verde não representa necessariamente um problema.

Nesse caso, a autorização pode ser obtida pelos procedimentos digitais disponíveis.

O fundamental é verificar qual modelo documental está vinculado ao registro do veículo.

Como saber se o DUT do carro está preenchido?

Um DUT antigo preenchido apresenta os dados do comprador e da negociação nos campos destinados à transferência.

Entre as informações que normalmente constam estão o nome do comprador, seu documento de identificação, a data da venda e as assinaturas exigidas.

Quando o recibo já está preenchido, o proprietário não deve simplesmente apagar ou substituir os dados.

Alterações podem exigir procedimentos específicos de regularização.

Se a negociação foi cancelada ou as informações foram preenchidas incorretamente, procure o Detran para verificar o procedimento adequado.

No caso da ATPV-e, também podem existir procedimentos de cancelamento da intenção de venda, sujeitos às condições e às regras do órgão responsável.

É perigoso comprar um carro com DUT preenchido?

Comprar um veículo cujo DUT já está preenchido exige atenção, principalmente quando os dados indicam uma pessoa diferente daquela que está realizando a venda.

Essa situação pode indicar uma negociação anterior que não foi concluída corretamente.

Antes de efetuar o pagamento, o comprador deve verificar a titularidade registrada, a documentação de transferência e a existência de restrições.

Também é recomendável consultar eventuais débitos, impedimentos judiciais, restrições administrativas e gravames financeiros.

A documentação precisa permitir a transferência regular para o novo proprietário.

Quando existem divergências, o ideal é resolver o problema antes de concluir a compra.

Perguntas frequentes sobre o DUT do carro

O DUT do carro é aquele papel verde?

Sim. O antigo DUT era conhecido popularmente como o papel verde, pois a autorização de transferência fazia parte do CRV físico impresso em papel de segurança. Esse modelo continua válido para veículos que ainda possuem o documento antigo.

Onde fica o DUT do carro?

Nos veículos com CRV físico, a autorização de transferência fica no verso do documento. Nos veículos com registro eletrônico, a ATPV-e é emitida quando necessário, conforme os procedimentos do Detran.

O DUT é obrigatório para vender o carro?

A transferência de propriedade exige uma autorização válida e os demais procedimentos legais. Dependendo da situação documental do veículo, essa autorização será o recibo do CRV antigo ou a ATPV-e.

O DUT digital precisa reconhecer firma?

Nem sempre. Quando a venda é realizada por meio do serviço digital da Senatran e atende aos requisitos aplicáveis, a assinatura eletrônica dispensa o reconhecimento de firma. Em procedimentos físicos, essa formalidade ainda pode ser exigida.

Posso imprimir o DUT digital em casa?

A ATPV-e pode ser disponibilizada para impressão, conforme o serviço do Detran responsável. Entretanto, imprimir o documento não significa que a transferência foi concluída.

O DUT tem prazo de validade?

O documento antigo não perde automaticamente sua validade apenas por ter sido emitido antes de 2021. Contudo, depois da formalização de uma venda, devem ser observados os prazos legais para a transferência.

Carro financiado tem DUT?

Sim, veículos financiados também possuem documentação de registro. Entretanto, a existência de alienação fiduciária ou outro gravame pode interferir nas condições de transferência, exigindo providências específicas.

Como consultar o DUT pela placa?

A placa pode ser utilizada em determinados serviços de consulta veicular, mas não garante acesso público ao documento completo de transferência.

O proprietário deve utilizar os canais oficiais da Senatran ou do Detran para consultar os dados disponíveis, respeitando as exigências de identificação e segurança.

Conclusão

Entender como é o DUT do carro ajuda a evitar dúvidas na hora de comprar, vender ou transferir um veículo.

O modelo antigo era o conhecido recibo de compra e venda, localizado no verso do CRV físico de cor verde. Já no sistema eletrônico, a autorização de transferência passou a ser representada pela ATPV-e.

Os dois modelos podem continuar presentes na documentação dos veículos brasileiros, dependendo do histórico de registro.

Antes de realizar qualquer negociação, confira qual documento o automóvel possui, verifique se os dados estão corretos e consulte as orientações do Detran responsável.

Para informações oficiais sobre a documentação digital e os procedimentos de transferência, consulte o Portal de Serviços da Senatran e o órgão estadual de trânsito correspondente.

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