Pós-graduação lato sensu: o que é, como funciona e qual a diferença para stricto sensu

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A pós-graduação lato sensu é uma formação de nível superior realizada depois da graduação e voltada principalmente à especialização e ao aprimoramento profissional. No Brasil, os cursos de especialização lato sensu possuem carga horária mínima de 360 horas e são destinados a pessoas que já possuem diploma de graduação.

Especializações profissionais e cursos denominados MBA estão entre as formações enquadradas nessa categoria. Ao concluir uma pós-graduação lato sensu que atende às normas aplicáveis, o estudante recebe um certificado de especialização, e não um diploma de mestrado ou doutorado.

Essa é justamente uma das principais diferenças entre lato sensu e stricto sensu. Enquanto a primeira modalidade está fortemente relacionada à especialização profissional, a pós-graduação stricto sensu compreende mestrado e doutorado.

O que significa pós-graduação lato sensu?

A expressão lato sensu vem do latim e significa, de maneira aproximada, “em sentido amplo”.

No sistema educacional brasileiro, o termo é utilizado para identificar cursos de pós-graduação de especialização.

A Resolução CNE/CES nº 1/2018 define os cursos de especialização como programas de nível superior de educação continuada.

Entre seus objetivos estão complementar a formação acadêmica, atualizar conhecimentos, incorporar competências técnicas e desenvolver novos perfis profissionais.

Portanto, a pós lato sensu é indicada principalmente para quem terminou uma graduação e pretende aprofundar conhecimentos em determinada área profissional.

O que é uma especialização lato sensu?

Especialização é uma pós-graduação destinada ao aprofundamento ou desenvolvimento de conhecimentos depois da graduação.

Imagine uma pessoa formada em Administração.

Ela pode procurar uma especialização em:

  • Gestão de Pessoas;
  • Finanças;
  • Logística;
  • Gestão de Projetos;
  • Controladoria;
  • Marketing;
  • Gestão Empresarial.

A graduação proporciona uma formação mais ampla.

A especialização permite concentrar os estudos em determinado campo.

Isso também acontece em áreas como Educação, Direito, Engenharia, Contabilidade, Tecnologia e Saúde, observadas as regras profissionais específicas quando aplicáveis.

Quem pode fazer pós-graduação lato sensu?

Os cursos de especialização são destinados a candidatos diplomados em cursos de graduação que atendam aos requisitos estabelecidos pela instituição ofertante.

Isso significa que não basta simplesmente ter concluído o Ensino Médio.

É necessário possuir formação superior.

Podem ingressar pessoas formadas em:

  • bacharelado;
  • licenciatura;
  • curso superior de tecnologia.

Um tecnólogo, portanto, também possui formação de nível superior e pode fazer uma pós-graduação, desde que atenda aos critérios de ingresso do curso escolhido.

Tecnólogo pode fazer pós-graduação lato sensu?

Sim.

Curso superior de tecnologia é uma modalidade de graduação.

Consequentemente, quem possui diploma de tecnólogo pode ingressar em uma especialização, desde que cumpra as exigências estabelecidas pela instituição.

Por exemplo, alguém formado em Tecnologia em Logística pode procurar uma pós em Supply Chain, Gestão de Operações ou áreas relacionadas.

Da mesma forma, um tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos pode buscar especialização em Gestão de Pessoas, Departamento Pessoal ou outras áreas.

É importante verificar se o curso escolhido possui requisitos específicos de formação.

Bacharel pode fazer pós lato sensu?

Sim.

Quem concluiu um bacharelado pode ingressar em uma especialização.

Essa é uma das situações mais comuns.

Um bacharel em Ciências Contábeis, por exemplo, pode buscar uma especialização em Controladoria e Finanças.

Um bacharel em Direito pode procurar uma especialização em Direito Tributário.

Um profissional formado em Biomedicina pode buscar uma especialização relacionada à sua área, observando também as regras do respectivo conselho profissional quando a formação estiver relacionada a uma habilitação específica.

Licenciado pode fazer pós-graduação?

Sim.

Profissionais formados em licenciaturas também podem fazer pós-graduação lato sensu.

Um pedagogo pode realizar uma especialização em Educação Especial, Psicopedagogia ou Gestão Escolar, por exemplo.

Um licenciado em História pode buscar especializações relacionadas a História, Educação, Ensino ou outras áreas permitidas pela instituição.

A pós-graduação pode ser utilizada para aprofundar conhecimentos profissionais, acadêmicos ou educacionais.

Entretanto, é importante não presumir que qualquer especialização automaticamente concede uma nova habilitação profissional.

Pós-graduação lato sensu tem quantas horas?

Os cursos de especialização lato sensu possuem carga horária mínima de 360 horas.

Esse é um dos critérios fundamentais para identificar uma especialização enquadrada nas normas educacionais aplicáveis.

Uma instituição pode oferecer cursos com carga horária superior.

Por exemplo:

360 horas;

400 horas;

420 horas;

480 horas;

600 horas.

O fato de uma especialização possuir mais horas não significa automaticamente que ela seja melhor.

É necessário analisar também a instituição, o conteúdo, os professores, a metodologia e a relação da formação com seus objetivos profissionais.

Quanto tempo dura uma pós-graduação lato sensu?

A duração em meses pode variar bastante.

Como a referência normativa está relacionada à carga horária mínima e às condições acadêmicas do curso, diferentes instituições podem distribuir as atividades de formas distintas.

É possível encontrar especializações organizadas para conclusão em alguns meses e outras estruturadas para períodos maiores.

Antes da matrícula, verifique:

  • carga horária total;
  • duração prevista;
  • calendário;
  • quantidade de disciplinas;
  • atividades avaliativas;
  • modalidade;
  • regras para conclusão.

Evite escolher uma pós exclusivamente porque promete conclusão muito rápida.

A qualidade e a regularidade da formação são mais importantes.

Pós lato sensu dá diploma ou certificado?

A pós-graduação lato sensu concede certificado, e não o diploma acadêmico concedido pelos programas stricto sensu.

Essa diferença aparece nas próprias orientações do Ministério da Educação.

Portanto:

Especialização lato sensu → certificado.

Mestrado ou doutorado stricto sensu → diploma e grau acadêmico correspondente.

Isso não significa que uma especialização seja um curso sem valor.

O certificado é justamente o documento correspondente à conclusão dessa modalidade de pós-graduação.

MBA é pós-graduação lato sensu?

No Brasil, os cursos denominados MBA – Master Business Administration são normalmente enquadrados como especializações lato sensu quando atendem às normas correspondentes.

Apesar da palavra “Master” presente na sigla, um MBA brasileiro lato sensu não deve ser confundido automaticamente com um mestrado acadêmico.

Essa confusão é relativamente comum.

No sistema brasileiro:

MBA lato sensu: especialização.

Mestrado stricto sensu: curso que concede grau de mestre.

Portanto, concluir um MBA lato sensu não significa possuir título acadêmico de mestre.

Qual a diferença entre lato sensu e stricto sensu?

Essa é uma das dúvidas mais importantes para quem pretende continuar estudando depois da faculdade.

A pós-graduação lato sensu compreende principalmente as especializações e inclui cursos denominados MBA.

Já a pós-graduação stricto sensu compreende programas de mestrado e doutorado.

As diferenças não estão apenas no nome.

Elas envolvem objetivos, estrutura acadêmica, processo de ingresso e titulação.

Lato sensu x stricto sensu

De maneira simplificada:

Lato sensu

É voltada principalmente à especialização e ao aprimoramento profissional.

Possui carga horária mínima de 360 horas para os cursos de especialização.

Ao final, o estudante recebe certificado.

MBA pode ser uma pós lato sensu.

Stricto sensu

Compreende mestrado e doutorado.

Possui forte componente acadêmico e científico, embora também existam modalidades profissionais.

Os programas stricto sensu estão sujeitos à avaliação da Capes.

Ao concluir um mestrado, o estudante pode obter o grau de mestre.

No doutorado, pode obter o grau de doutor.

Pós-graduação lato sensu é mestrado?

Não.

Uma especialização lato sensu não equivale a um mestrado.

Mesmo uma pós com muitas horas não se transforma automaticamente em mestrado.

Também não importa se o nome comercial utilizado pela instituição parece sofisticado.

Para ser mestrado, o curso precisa integrar a pós-graduação stricto sensu e atender às regras correspondentes.

Se o objetivo é obter o título de mestre, procure especificamente programas de mestrado avaliados no sistema da Capes.

Pós lato sensu dá título de especialista?

A conclusão de um curso de especialização lato sensu permite a obtenção do certificado correspondente à especialização.

É comum que o concluinte seja chamado de especialista na área cursada.

Entretanto, é necessário ter cuidado quando o termo “especialista” está relacionado a uma profissão regulamentada.

Em algumas profissões, conselhos profissionais possuem regras próprias para registro, reconhecimento de especialidade, habilitações ou utilização de determinados títulos profissionais.

Por isso, uma pós-graduação pode possuir validade acadêmica e, ainda assim, não ser suficiente isoladamente para cumprir todas as exigências profissionais de determinada especialidade.

Pós lato sensu permite dar aula em faculdade?

A questão exige atenção.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que a preparação para o exercício do magistério superior deve ocorrer em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado.

Uma especialização pode ser considerada em determinados processos de contratação, principalmente conforme as regras da instituição.

Entretanto, possuir uma pós lato sensu não garante automaticamente contratação como professor universitário.

Faculdades e universidades podem exigir mestrado, doutorado, experiência profissional, produção acadêmica ou outros requisitos.

Em concursos públicos, deve-se observar o edital.

Pós lato sensu vale para concurso público?

Pode valer, mas depende do edital.

Concursos e processos seletivos podem atribuir pontos a certificados de especialização.

Alguns cargos também podem estabelecer pós-graduação como requisito.

Entretanto, não existe uma regra dizendo que toda pós lato sensu valerá da mesma maneira em qualquer concurso.

O edital pode determinar:

  • área aceita;
  • carga horária mínima;
  • documentação;
  • relação com o cargo;
  • instituição responsável;
  • critérios para pontuação.

Portanto, se a intenção principal é usar a pós em concurso, leia o edital ou editais semelhantes antes de escolher o curso.

Pós lato sensu aumenta o salário?

Não necessariamente.

No setor privado, uma especialização pode fortalecer o currículo e contribuir para conseguir determinadas funções, mas não existe uma regra geral obrigando toda empresa a aumentar o salário porque o funcionário concluiu uma pós.

No serviço público, a situação depende do plano de carreira.

Alguns cargos possuem adicionais, progressões ou gratificações relacionadas à titulação.

Outros não.

Por isso, a pós-graduação deve ser escolhida considerando seus objetivos profissionais e não apenas a expectativa automática de aumento salarial.

Pós lato sensu vale a pena?

Pode valer bastante quando existe um objetivo definido.

Imagine uma profissional formada em Administração que pretende migrar para Recursos Humanos.

Uma especialização relacionada à Gestão de Pessoas pode complementar seus conhecimentos e fortalecer o currículo.

Outro exemplo seria um contador que deseja aprofundar seus conhecimentos em Controladoria.

Nesse caso, a pós possui relação clara com o desenvolvimento profissional.

O retorno tende a ser menor quando a pessoa escolhe um curso apenas para acumular certificados sem relação com sua carreira.

Pós lato sensu pode ser EAD?

Sim. Cursos de especialização podem ser ofertados a distância, desde que sejam observadas as regras educacionais aplicáveis à instituição e à modalidade.

Existem atualmente diversas especializações EAD.

Essa modalidade pode ser interessante principalmente para pessoas que trabalham e precisam de maior flexibilidade para estudar.

Entretanto, antes da matrícula, é importante verificar a situação da instituição e as características da oferta.

Também devem ser observadas eventuais exigências presenciais ou síncronas previstas para o curso.

Pós-graduação EAD tem validade?

A modalidade a distância, por si só, não torna uma pós-graduação inválida.

O que precisa ser analisado é se a instituição e a oferta atendem às normas aplicáveis.

Portanto, não escolha uma pós apenas porque aparece a expressão “reconhecida pelo MEC” em uma propaganda.

É importante entender como funciona a regulação dessa modalidade.

Os cursos de especialização possuem um regime regulatório diferente dos cursos de graduação.

Pós lato sensu precisa ser reconhecida pelo MEC?

Essa pergunta exige uma explicação.

O funcionamento das especializações não segue exatamente o mesmo modelo de autorização e reconhecimento individual utilizado nos cursos de graduação.

A Resolução CNE/CES nº 1/2018 estabelece quem pode oferecer cursos de especialização e as condições aplicáveis.

Instituições de Educação Superior devidamente credenciadas estão entre as entidades que podem ofertar esses cursos, observadas as normas.

Portanto, quando alguém pergunta se determinada pós é “reconhecida pelo MEC”, a análise não deve se limitar à existência de uma suposta portaria individual de reconhecimento daquela especialização.

É fundamental verificar a instituição ofertante e sua regularidade.

Como saber se uma pós-graduação é válida?

Antes de pagar a matrícula, identifique exatamente qual instituição será responsável pela formação e pela emissão do certificado.

Depois, consulte a situação da instituição nos sistemas oficiais relacionados à Educação Superior.

Leia também as informações do curso.

Verifique:

  • nome da instituição;
  • carga horária;
  • modalidade;
  • conteúdo;
  • requisitos de ingresso;
  • forma de avaliação;
  • certificado;
  • corpo docente;
  • regulamento.

Tenha cuidado quando uma empresa comercializa a pós, mas não deixa claro qual instituição de ensino efetivamente será responsável pelo curso.

Faculdade pode oferecer pós em qualquer área?

A oferta de especializações deve seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação e pela legislação educacional.

A instituição responsável precisa estar enquadrada entre aquelas autorizadas a oferecer esse tipo de formação.

Por isso, antes de escolher uma pós em uma instituição desconhecida, verifique sua situação oficial.

Também avalie se existe coerência entre a instituição, a proposta acadêmica e a área oferecida.

Preço baixo, sozinho, não deve ser o principal critério de decisão.

Precisa fazer TCC na pós lato sensu?

Não existe atualmente uma regra geral nacional que obrigue todo curso de especialização lato sensu a exigir um Trabalho de Conclusão de Curso nos moldes tradicionais.

A instituição pode estabelecer atividades de conclusão, avaliações, projetos ou outras exigências em seu projeto pedagógico.

Por isso, existem especializações com TCC e outras sem TCC.

Antes de se matricular, consulte o regulamento.

Se a instituição exigir trabalho final, será necessário cumprir essa condição para receber o certificado.

É possível reprovar em uma pós-graduação?

Sim.

Ser uma especialização não significa que a aprovação seja automática.

A instituição pode estabelecer:

  • frequência;
  • avaliações;
  • trabalhos;
  • notas mínimas;
  • participação em atividades;
  • prazos;
  • outras exigências acadêmicas.

Para receber o certificado, o estudante deve cumprir as condições previstas pelo curso.

Por isso, desconfie de ofertas que parecem vender apenas um certificado sem qualquer compromisso acadêmico.

Qual a diferença entre especialização e curso de aperfeiçoamento?

Os termos não devem ser tratados automaticamente como sinônimos.

Uma especialização lato sensu possui requisitos próprios e carga horária mínima de 360 horas.

Já cursos de aperfeiçoamento possuem outra natureza.

O próprio Ministério da Educação diferencia as duas categorias.

Assim, fazer um curso de aperfeiçoamento não significa necessariamente possuir uma especialização lato sensu.

Essa diferença é especialmente importante para concursos públicos e processos de progressão funcional.

Se o edital exige “pós-graduação lato sensu em nível de especialização”, um simples curso de aperfeiçoamento pode não atender ao requisito.

Curso livre é pós-graduação?

Não.

Curso livre e pós-graduação lato sensu são categorias diferentes.

Um curso livre pode ser útil para desenvolver determinada habilidade, mas não se transforma em especialização simplesmente porque é realizado depois da graduação.

Também não basta possuir muitas horas.

Para ser uma especialização, a formação precisa atender aos requisitos aplicáveis aos cursos de pós-graduação lato sensu.

Portanto, leia com atenção o tipo de certificado que será emitido.

Extensão é pós-graduação lato sensu?

Não.

Cursos de extensão também constituem uma categoria diferente.

Eles podem ser realizados para ampliar conhecimentos em determinado assunto e possuem grande utilidade para atualização profissional.

Entretanto, um certificado de extensão não equivale automaticamente a um certificado de especialização.

Essa diferença é particularmente relevante quando o documento será utilizado para concurso, progressão funcional ou comprovação de formação acadêmica.

Segunda graduação ou pós-graduação: qual escolher?

Depende do objetivo.

A pós-graduação normalmente aprofunda ou complementa uma formação já existente.

A segunda graduação proporciona uma nova formação de nível superior.

Imagine uma pessoa formada em Administração que deseja aprofundar conhecimentos em Finanças.

Uma pós em Finanças pode ser suficiente.

Mas imagine que essa mesma pessoa deseja exercer uma profissão que exige graduação específica.

Nesse caso, uma especialização pode não substituir a graduação necessária.

Antes de escolher, descubra qual formação é exigida para exercer a atividade desejada.

Posso fazer pós em uma área diferente da minha graduação?

Em muitos casos, sim, desde que a instituição aceite sua formação.

Não existe uma regra geral determinando que toda especialização precisa possuir exatamente o mesmo nome da graduação do aluno.

Uma pessoa formada em Engenharia pode, por exemplo, procurar determinadas especializações em Gestão.

Um profissional de Administração pode buscar formação relacionada a Marketing.

Entretanto, existem limites importantes.

Uma pós não concede automaticamente as atribuições de outra graduação.

Fazer uma especialização em uma área da Saúde, por exemplo, não transforma alguém formado em uma área completamente diferente em profissional habilitado naquela profissão.

Posso fazer duas pós-graduações ao mesmo tempo?

Em princípio, é possível cursar mais de uma especialização simultaneamente se as instituições permitirem e se o estudante conseguir cumprir todas as atividades.

A principal questão é prática.

Duas pós simultâneas podem significar:

  • mais aulas;
  • avaliações;
  • trabalhos;
  • leituras;
  • atividades;
  • custos.

Para o currículo, duas formações feitas rapidamente não são necessariamente melhores do que uma especialização bem escolhida e acompanhada de experiência profissional.

Pós lato sensu ajuda no currículo?

Sim, principalmente quando possui relação com a vaga desejada.

Imagine uma seleção para analista de controladoria.

Um candidato formado em Ciências Contábeis e com especialização em Controladoria pode apresentar uma formação bastante alinhada ao cargo.

Entretanto, a pós não substitui automaticamente experiência, conhecimentos técnicos e outras competências.

O ideal é utilizar a especialização como parte de uma estratégia profissional.

Escolha uma área que faça sentido para o tipo de trabalho que pretende exercer.

Como escolher uma pós-graduação lato sensu?

Comece pelo objetivo.

Pergunte:

“Que cargo quero alcançar?”

“Quero me especializar ou mudar de área?”

“Essa pós é valorizada nas vagas que procuro?”

“Preciso dela para concurso?”

“Quero seguir carreira acadêmica?”

Depois, analise a instituição.

Também compare as disciplinas.

Duas especializações com nomes semelhantes podem possuir conteúdos completamente diferentes.

Avalie ainda professores, duração, metodologia, modalidade e preço.

Lato sensu é melhor que stricto sensu?

Não existe uma modalidade universalmente melhor.

Elas possuem objetivos diferentes.

Se uma pessoa deseja aprofundamento profissional relativamente direcionado ao mercado, uma especialização pode ser mais adequada.

Se pretende desenvolver pesquisa, construir uma trajetória acadêmica ou ocupar funções que exigem mestrado ou doutorado, o stricto sensu pode fazer mais sentido.

Também existem mestrados e doutorados profissionais.

Portanto, a escolha deve partir do objetivo de carreira, e não da ideia de que uma categoria é sempre superior à outra.

Exemplos de pós-graduação lato sensu

Existem especializações em praticamente todas as grandes áreas profissionais.

Alguns exemplos são:

Administração: Gestão Empresarial, Gestão de Pessoas e Gestão de Projetos.

Contabilidade: Controladoria, Auditoria e Contabilidade Tributária.

Direito: Direito Trabalhista, Direito Tributário e Direito Empresarial.

Educação: Educação Especial, Gestão Escolar e Psicopedagogia.

Tecnologia: Segurança da Informação, Ciência de Dados e Engenharia de Software.

Engenharia: Gestão de Projetos, Segurança do Trabalho e áreas técnicas específicas.

A possibilidade de exercício profissional após cada formação deve ser analisada conforme as normas da profissão correspondente.

Pós lato sensu é ensino superior?

Sim.

A especialização é uma formação de pós-graduação de nível superior.

Porém, ela não substitui a graduação.

Para ingressar em uma especialização, o candidato precisa já possuir diploma de graduação e atender às exigências da instituição.

Essa sequência explica o próprio termo “pós-graduação”:

primeiro vem a graduação;

depois, a pós-graduação.

Vale a pena fazer pós logo depois da faculdade?

Depende da carreira.

Em algumas áreas, começar uma especialização logo após a graduação pode ser interessante.

Em outras, adquirir experiência profissional primeiro ajuda a escolher melhor a especialidade.

Imagine alguém que termina Administração sem saber se prefere RH, Finanças ou Logística.

Trabalhar durante algum tempo pode ajudar a descobrir qual caminho seguir antes de investir em uma pós.

Por outro lado, uma pessoa que já possui um objetivo profissional claro pode começar a especialização mais cedo.

Pós-graduação lato sensu vale a pena para mudar de área?

Pode ajudar, principalmente quando a nova área possui relação com sua formação ou aceita profissionais de diferentes graduações.

Uma pós em Gestão de Projetos, por exemplo, pode ser interessante para profissionais provenientes de diferentes setores.

Entretanto, a especialização não substitui requisitos legais de profissões regulamentadas.

Se determinada profissão exige uma graduação específica e registro profissional, fazer apenas uma pós relacionada àquela área normalmente não concede automaticamente o direito de exercer a profissão.

Esse é um dos pontos que devem ser verificados antes da matrícula.

Conclusão

A pós-graduação lato sensu é uma formação de nível superior voltada principalmente à especialização e ao desenvolvimento profissional depois da graduação.

Os cursos de especialização possuem carga horária mínima de 360 horas e são destinados a candidatos diplomados em cursos superiores que atendam às exigências da instituição.

MBA também pode integrar essa categoria.

Ao concluir uma especialização lato sensu, o estudante recebe um certificado. Isso é diferente da pós-graduação stricto sensu, formada pelos programas de mestrado e doutorado, que concedem os respectivos graus acadêmicos e diplomas.

A pós lato sensu pode ser interessante para aprofundar conhecimentos, atualizar competências, fortalecer o currículo, buscar progressão profissional ou obter pontuação em determinados concursos.

Entretanto, a escolha deve ser feita com cuidado. Antes da matrícula, verifique a instituição responsável, a carga horária, o conteúdo, a modalidade e a utilidade daquela formação para seus objetivos profissionais.

Mais importante do que simplesmente acumular certificados é escolher uma especialização que tenha relação clara com a carreira que você pretende construir.

Fontes

Ministério da Educação (MEC) — orientações sobre pós-graduação lato sensu e stricto sensu.

Conselho Nacional de Educação (CNE) — Resolução CNE/CES nº 1/2018, que estabelece diretrizes e normas para cursos de pós-graduação lato sensu em nível de especialização.

Presidência da República — Lei nº 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) — informações sobre pós-graduação lato sensu e programas de pós-graduação stricto sensu.

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