Fazer uma segunda graduação em Engenharia pode ser uma alternativa para quem já possui diploma de ensino superior e deseja mudar de profissão, ampliar sua área de atuação ou conquistar uma nova habilitação profissional. Dependendo da faculdade e da formação anterior, algumas disciplinas já cursadas podem ser aproveitadas, o que pode reduzir a quantidade de matérias necessárias para concluir o novo curso.
Entretanto, não existe uma regra segundo a qual toda segunda graduação em Engenharia possa ser concluída em dois ou três anos. O tempo depende principalmente da compatibilidade entre o primeiro curso e a Engenharia escolhida, da análise curricular realizada pela instituição e dos requisitos que ainda precisam ser cumpridos.
Quem já é engenheiro e pretende cursar outra Engenharia costuma ter maior possibilidade de aproveitamento de componentes curriculares semelhantes. Já alguém formado em uma área muito diferente poderá precisar cumprir uma parcela maior da nova graduação.
Como funciona a segunda graduação em Engenharia?
A segunda graduação é destinada a quem já concluiu um curso superior e pretende obter outro diploma de graduação.
Algumas instituições utilizam denominações como:
segunda graduação;
segunda graduação para diplomados;
portador de diploma;
ingresso de graduados;
obtenção de novo título.
A forma de ingresso varia conforme a instituição.
O Inep reconhece, no Censo da Educação Superior, que quem ingressa como portador de diploma pode ocupar tanto uma vaga nova quanto uma vaga remanescente, conforme o processo seletivo utilizado pela instituição.
Em determinadas faculdades, portanto, não é necessário realizar o mesmo vestibular aplicado aos candidatos que estão buscando a primeira graduação.
Isso não significa que o ingresso seja automático. Universidades podem estabelecer editais, disponibilidade de vagas, análise documental e outros critérios.
Quem já tem faculdade pode fazer Engenharia?
Sim.
Ter concluído outra graduação não impede o ingresso em Engenharia.
Uma pessoa formada em Administração, Ciências Contábeis, Arquitetura, Tecnologia, Matemática ou qualquer outra área pode tentar ingressar em uma graduação de Engenharia, desde que cumpra os requisitos estabelecidos pela instituição.
A principal diferença estará no aproveitamento das disciplinas.
Quem possui formação anterior semelhante provavelmente terá mais componentes curriculares compatíveis.
Por exemplo, alguém formado em Engenharia Mecânica que inicia Engenharia de Produção pode ter cursado conteúdos de Matemática, Física e Engenharia semelhantes.
Já uma pessoa formada em Letras que inicia Engenharia Civil provavelmente encontrará menos equivalências.
Quanto tempo dura uma segunda graduação em Engenharia?
Essa é uma das principais dúvidas.
A resposta é: depende da quantidade de disciplinas que a faculdade aceitar como equivalentes.
Engenharias possuem uma formação extensa e seguem Diretrizes Curriculares Nacionais específicas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. A Resolução CNE/CES nº 2/2019 institui as atuais diretrizes gerais para os cursos de graduação em Engenharia.
Quando o estudante apresenta uma graduação anterior, a instituição pode analisar seu histórico e os conteúdos cursados para verificar possíveis equivalências.
Quanto maior a compatibilidade, maior poderá ser a redução da quantidade de componentes curriculares restantes.
Por isso, não existe uma fórmula como:
“Segunda graduação em Engenharia sempre dura 2 anos.”
Essa afirmação seria incorreta.
Segunda graduação em Engenharia pode durar 2 anos?
Em situações específicas, um estudante pode receber aproveitamento significativo de estudos anteriores.
Isso tende a ser mais plausível quando a primeira graduação possui forte proximidade curricular com a segunda.
Imagine alguém formado em uma Engenharia que decide cursar outra.
Diversos conhecimentos básicos podem ter sido estudados anteriormente.
Ainda assim, a faculdade precisará comparar os componentes curriculares e determinar quais poderão ser aproveitados.
Portanto, encontrar uma instituição anunciando uma segunda Engenharia em 2 anos não significa que qualquer graduado conseguirá terminar nesse período.
O prazo efetivo precisa ser calculado depois da análise individual do histórico acadêmico.
Segunda graduação em Engenharia pode durar 3 anos?
Também pode ocorrer, dependendo do aproveitamento.
Três anos podem ser suficientes para determinados estudantes completarem as disciplinas restantes de uma segunda Engenharia, especialmente quando existe proximidade significativa entre as formações.
Porém, novamente, não deve ser tratado como prazo universal.
Um aluno pode receber aproveitamento suficiente para concluir mais rapidamente, enquanto outro estudante matriculado no mesmo curso pode precisar de um período maior.
Por isso, antes da matrícula, solicite uma análise curricular individualizada.
É possível eliminar matérias na segunda graduação em Engenharia?
Sim, quando a instituição identifica equivalência e permite o aproveitamento conforme suas normas acadêmicas.
O estudante normalmente apresenta documentos como histórico escolar e informações sobre as disciplinas anteriormente cursadas.
A instituição pode analisar aspectos como:
- conteúdo programático;
- carga horária;
- competências desenvolvidas;
- período em que a disciplina foi cursada;
- compatibilidade com o currículo atual.
A decisão sobre equivalência cabe à instituição conforme suas regras acadêmicas.
Assim, simplesmente possuir uma disciplina chamada “Cálculo I” no histórico não garante automaticamente a dispensa.
A faculdade poderá verificar se o conteúdo e a carga horária são compatíveis.
Quais matérias podem ser eliminadas na segunda Engenharia?
Isso depende completamente da primeira graduação.
Entre duas Engenharias, existe maior possibilidade de encontrar componentes semelhantes.
Dependendo das matrizes curriculares, podem existir conteúdos relacionados a:
Cálculo;
Física;
Álgebra;
Estatística;
programação;
desenho;
Mecânica;
gestão;
materiais;
economia;
projetos.
Porém, a estrutura curricular das Engenharias não precisa ser idêntica entre universidades.
Além disso, as Diretrizes Curriculares atuais enfatizam o desenvolvimento de competências e a organização dos projetos pedagógicos das instituições.
Consequentemente, o aproveitamento precisa ser analisado individualmente.
Segunda graduação em Engenharia para quem já é engenheiro
Esse é provavelmente o cenário com maior potencial de aproveitamento acadêmico.
Um engenheiro civil que pretende cursar Engenharia de Produção, por exemplo, já passou por uma formação em Engenharia.
O mesmo ocorre com um engenheiro mecânico que decide estudar Engenharia Elétrica.
Entretanto, quanto mais diferentes forem as especialidades, maior poderá ser a quantidade de conteúdos específicos ainda necessários.
Um engenheiro civil não estudou necessariamente todos os conteúdos profissionais exigidos em Engenharia Elétrica.
Portanto, embora a base possa possuir pontos em comum, a parte profissional específica continuará sendo fundamental.
Segunda graduação em Engenharia Civil
Quem deseja fazer uma segunda graduação em Engenharia Civil precisa cumprir os componentes necessários para desenvolver as competências previstas no projeto pedagógico do curso.
Quem já possui formação em Engenharia poderá conseguir aproveitamento de parte da formação anterior.
Já graduados em Arquitetura e Urbanismo podem encontrar alguns conteúdos relacionados, mas isso não significa equivalência automática entre Arquitetura e Engenharia Civil.
São profissões e graduações distintas.
Também podem existir casos de tecnólogos ligados à construção que procuram Engenharia Civil.
Nesse cenário, determinadas disciplinas poderão ser analisadas, mas o diploma tecnológico não transforma automaticamente o estudante em engenheiro nem elimina toda a formação necessária.
Segunda graduação em Engenharia de Produção
A segunda graduação em Engenharia de Produção pode ser especialmente interessante para profissionais que já trabalham com indústria, logística, qualidade, processos ou gestão.
Quem possui outra Engenharia pode encontrar componentes compatíveis.
Profissionais formados em Administração ou graduações tecnológicas relacionadas à produção também podem possuir conhecimentos que dialogam com o curso.
Entretanto, Engenharia de Produção possui componentes próprios de formação em Engenharia.
Por isso, uma graduação anterior em Administração não significa que o aluno precisará estudar apenas algumas matérias para obter o novo diploma.
A análise curricular determinará o que efetivamente poderá ser aproveitado.
Segunda graduação em Engenharia Elétrica
Outra opção é a segunda graduação em Engenharia Elétrica.
Ela pode interessar principalmente a profissionais que já atuam com indústria, eletrônica, automação, energia ou manutenção.
Engenheiros de outras áreas podem conseguir equivalências em componentes da formação básica.
Já a parte específica poderá envolver circuitos elétricos, eletrônica, eletromagnetismo, máquinas elétricas, sistemas de potência, controle e outros conteúdos, dependendo do currículo.
Quem possui tecnólogo ou curso técnico relacionado à eletricidade também deve solicitar uma análise individual.
Não é possível assumir que a experiência profissional ou uma formação técnica substituirá automaticamente os componentes acadêmicos do bacharelado.
Segunda graduação em Engenharia Mecânica
Engenharia Mecânica pode ser uma segunda graduação interessante para quem já atua na indústria.
Profissionais formados em Engenharia de Produção, Engenharia de Materiais ou outras Engenharias podem encontrar conhecimentos semelhantes em determinados componentes.
Entretanto, Engenharia Mecânica possui uma formação profissional própria.
Termodinâmica, transferência de calor, mecânica dos fluidos, projetos mecânicos e processos de fabricação são exemplos de áreas que podem aparecer com grande importância, conforme o currículo da instituição.
Assim, mesmo um engenheiro formado precisará cumprir os componentes específicos que não forem considerados equivalentes.
Segunda graduação em Engenharia para tecnólogo
Quem possui diploma de tecnólogo também possui formação de nível superior e pode buscar ingresso em uma nova graduação, conforme os critérios da instituição.
Porém, um tecnólogo e um bacharelado em Engenharia são formações diferentes.
O estudante poderá solicitar aproveitamento das disciplinas compatíveis.
Imagine alguém formado em Automação Industrial que decide fazer Engenharia de Controle e Automação.
Provavelmente existem conteúdos relacionados entre as formações.
Ainda assim, a instituição precisará verificar individualmente quais componentes podem ser aproveitados.
Não existe uma conversão automática do diploma tecnológico em diploma de Engenharia.
Técnico pode fazer segunda graduação em Engenharia?
Não apenas com o diploma técnico.
Para ser considerada uma segunda graduação, a pessoa precisa possuir uma graduação anterior.
Curso técnico é formação profissional de nível médio, enquanto tecnólogo é graduação de nível superior.
Assim, alguém que concluiu Técnico em Eletrotécnica e deseja cursar Engenharia Elétrica estará iniciando uma graduação, caso não possua outro diploma superior.
Isso não impede que conhecimentos anteriores sejam úteis durante o curso, mas a situação acadêmica é diferente daquela de um portador de diploma de graduação.
Como entrar em Engenharia como portador de diploma?
Cada instituição define seu processo.
Existem universidades que publicam editais específicos para portadores de diploma de curso superior.
O Instituto Federal Catarinense, por exemplo, possui processo de retorno de portador de diploma para realização de um novo curso de graduação, condicionado às regras e vagas estabelecidas em edital.
O Inep também classifica o ingresso de portadores de diploma dentro das possibilidades de vagas novas ou remanescentes, conforme o processo seletivo adotado.
Assim, o interessado deve procurar no site da instituição expressões como:
“portador de diploma”;
“vagas remanescentes”;
“segunda graduação”;
“obtenção de novo título”;
“ingresso de graduados”.
Os nomes variam.
Segunda graduação em Engenharia precisa fazer vestibular?
Nem sempre.
Algumas faculdades particulares possuem processos simplificados para quem já tem diploma.
Universidades públicas também podem disponibilizar vagas para portadores de diploma por meio de editais específicos.
Entretanto, isso depende da existência de vagas e das regras de cada instituição.
Em outros casos, o candidato poderá ingressar pelo processo seletivo regular.
Portanto, não existe uma regra nacional segundo a qual todo graduado esteja dispensado do vestibular.
Segunda graduação em Engenharia em universidade pública é possível?
Sim.
Universidades e institutos públicos podem oferecer vagas remanescentes para portadores de diploma.
Porém, normalmente é necessário aguardar a publicação de edital.
A disponibilidade depende das vagas existentes.
Cursos muito concorridos podem possuir poucas oportunidades para ingresso por essa modalidade.
Por isso, quem pretende cursar uma segunda Engenharia gratuitamente deve acompanhar periodicamente as páginas de graduação das universidades de interesse.
Segunda graduação em Engenharia EAD é possível?
É necessário verificar a oferta efetivamente autorizada e as regras vigentes para a modalidade, especialmente porque a regulamentação da educação superior a distância passou por mudanças recentes.
Além disso, Engenharia exige desenvolvimento de competências práticas, atividades acadêmicas e estrutura compatível com o projeto pedagógico.
Portanto, não escolha uma segunda graduação apenas porque ela promete ser extremamente rápida ou totalmente flexível.
Consulte a situação do curso no e-MEC e verifique como são realizadas as atividades práticas e presenciais previstas.
Segunda graduação em Engenharia precisa fazer estágio?
As Diretrizes Curriculares Nacionais de Engenharia estabelecem requisitos de formação que precisam ser considerados no projeto pedagógico do curso. A Resolução CNE/CES nº 2/2019 prevê estágio curricular obrigatório sob supervisão direta da instituição de ensino.
Quem já realizou estágio na graduação anterior não deve presumir que estará automaticamente dispensado.
A instituição deverá analisar a situação conforme seu regulamento e o currículo da nova formação.
O mesmo raciocínio vale para outros componentes acadêmicos obrigatórios.
Segunda graduação em Engenharia precisa fazer TCC?
Isso dependerá do projeto pedagógico e das exigências da instituição.
Se o currículo exigir determinado componente de conclusão, o aluno deverá verificar se existe possibilidade de aproveitamento ou se precisará realizá-lo novamente.
Ter feito um TCC na primeira faculdade não significa necessariamente que ele substituirá o trabalho exigido na segunda graduação.
Afinal, os objetivos e competências do novo curso podem ser diferentes.
Quem já tem Engenharia precisa fazer estágio novamente?
Não existe uma resposta única válida para qualquer faculdade.
Mesmo que a pessoa já seja engenheira, a nova graduação possui seu próprio projeto pedagógico.
A instituição analisará os requisitos necessários para obtenção do novo diploma.
Por isso, é importante não avaliar o tempo da segunda Engenharia apenas pela quantidade de disciplinas teóricas que podem ser dispensadas.
Estágio, projetos e outros componentes podem interferir na duração final.
É possível fazer duas Engenharias ao mesmo tempo?
Academicamente, existem situações em que uma pessoa pode estar matriculada em mais de uma graduação, mas existem restrições importantes quando se trata de instituições públicas.
A legislação brasileira impede que uma mesma pessoa ocupe simultaneamente duas vagas em cursos de graduação de instituições públicas de ensino superior nas situações abrangidas pela legislação aplicável.
Em instituições privadas, a situação é diferente, mas o estudante precisa avaliar a viabilidade acadêmica e financeira.
Duas Engenharias simultaneamente representam uma carga de estudos muito elevada.
Qual segunda Engenharia combina com Engenharia Civil?
Depende do objetivo profissional.
Um engenheiro civil interessado em gestão de operações, planejamento, produtividade e processos pode considerar Engenharia de Produção.
Quem possui interesse em geologia, recursos naturais ou sustentabilidade pode avaliar Engenharias relacionadas a esses campos.
Já quem trabalha com instalações e sistemas prediais pode ter interesse em conhecimentos relacionados à Engenharia Elétrica.
Entretanto, fazer uma segunda graduação completa não é sempre necessário.
Dependendo do objetivo, uma especialização pode ser mais eficiente.
Segunda graduação ou pós-graduação em Engenharia?
Essa é uma comparação fundamental.
Se o objetivo é aprofundar conhecimentos dentro de uma área relacionada à formação original, uma pós-graduação pode ser suficiente.
Por exemplo, um engenheiro civil interessado em gestão de obras talvez consiga atingir seu objetivo com uma especialização em gerenciamento de projetos ou construção.
Agora, se a pessoa pretende obter efetivamente outro diploma de graduação e construir uma formação correspondente a outra Engenharia, a segunda graduação pode fazer mais sentido.
É importante lembrar que fazer uma pós-graduação em determinada Engenharia não equivale a concluir o bacharelado naquela Engenharia.
São níveis e formações acadêmicas diferentes.
Segunda graduação em Engenharia dá direito ao Crea?
Após concluir uma graduação em Engenharia devidamente reconhecida, o profissional pode solicitar seu registro no sistema profissional correspondente.
Entretanto, as atribuições profissionais são relacionadas à formação e à análise realizada conforme as normas do Sistema Confea/Crea.
Para quem já possui registro como engenheiro e conclui outra Engenharia, a nova formação pode ser apresentada ao conselho para os procedimentos correspondentes.
Não se deve presumir que simplesmente iniciar ou cursar parcialmente uma segunda Engenharia já amplie as atribuições profissionais.
É necessário concluir a formação e cumprir os procedimentos aplicáveis.
Vale a pena fazer uma segunda graduação em Engenharia?
Pode valer a pena principalmente quando existe um objetivo profissional concreto.
A segunda Engenharia pode ser interessante para quem deseja mudar de área, ampliar possibilidades profissionais ou obter formação específica necessária para determinado cargo.
Por outro lado, é preciso considerar o investimento.
Mesmo com aproveitamento de disciplinas, Engenharia continua sendo uma formação exigente.
Antes de começar, compare três caminhos:
segunda graduação;
pós-graduação;
cursos de especialização profissional.
Se seu objetivo puder ser alcançado por uma especialização de menor duração, talvez não seja necessário realizar outro bacharelado completo.
Mas se a nova profissão ou cargo exige especificamente a formação em outra Engenharia, a segunda graduação passa a ter uma justificativa muito mais forte.
Como saber quantos anos vou levar na segunda graduação?
A melhor maneira é solicitar uma análise de aproveitamento de estudos antes de tomar a decisão final, quando a instituição oferecer essa possibilidade.
Tenha em mãos:
histórico escolar da primeira graduação;
ementas das disciplinas;
cargas horárias;
conteúdos programáticos;
diploma ou certificado de conclusão solicitado pela instituição.
Depois, compare o resultado da análise com a matriz curricular da nova Engenharia.
Imagine que o curso tenha dez semestres originalmente.
Se várias disciplinas forem aproveitadas, isso não significa necessariamente que você simplesmente eliminará os cinco primeiros semestres.
As dispensas podem estar espalhadas pelo currículo e ainda existir pré-requisitos.
Consequentemente, o calendário real precisa ser analisado individualmente.
Segunda graduação em Engenharia rápida: cuidado com promessas
Ofertas como “Engenharia em 2 anos para quem já tem faculdade” podem chamar bastante atenção.
Entretanto, o candidato deve verificar quais condições são necessárias para atingir esse prazo.
Pode ser que a duração anunciada considere um perfil específico de estudante com grande quantidade de disciplinas aproveitáveis.
Também é importante consultar a situação da instituição e do curso no e-MEC.
Engenharia possui Diretrizes Curriculares Nacionais próprias e precisa desenvolver as competências previstas para essa formação.
Portanto, rapidez não deveria ser o único critério.
Afinal, quanto tempo leva uma segunda graduação em Engenharia?
A segunda graduação em Engenharia pode ser mais curta do que fazer o curso integralmente desde o início, principalmente quando o estudante possui formação anterior semelhante.
Quem já é engenheiro tende a encontrar maior possibilidade de componentes curriculares compatíveis. Graduados em áreas muito diferentes podem conseguir menos aproveitamento.
Entretanto, não existe uma duração universal de dois, três ou quatro anos.
O tempo final depende da análise curricular, dos pré-requisitos, do estágio, dos componentes obrigatórios e das regras da instituição.
Por isso, antes de escolher uma faculdade que anuncia uma segunda graduação em Engenharia, solicite a análise do histórico e descubra exatamente quais disciplinas serão dispensadas e quais ainda precisarão ser cursadas.
Essa é a maneira mais segura de saber quanto tempo realmente será necessário para obter o novo diploma.
Fontes
Ministério da Educação (MEC) / Conselho Nacional de Educação — Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em Engenharia, incluindo a Resolução CNE/CES nº 2/2019 e alterações posteriores.
Inep — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — orientações do Censo da Educação Superior sobre ingresso de alunos portadores de diploma e vagas remanescentes.
Ministério da Educação — orientações relacionadas ao aproveitamento de estudos e organização acadêmica da educação superior.
Instituto Federal Catarinense (IFC) — exemplo oficial de processo seletivo para retorno de portador de diploma a um novo curso de graduação.
Confea — Conselho Federal de Engenharia e Agronomia — normas e informações relativas ao registro e às atribuições profissionais dos graduados em Engenharia.
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