Faculdade de Engenharia Aeroespacial: curso, duração, matérias e onde estudar

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A faculdade de Engenharia Aeroespacial é uma graduação voltada ao desenvolvimento de tecnologias relacionadas a aeronaves, foguetes, satélites, veículos espaciais e outros sistemas utilizados nos setores aeronáutico e espacial. É uma formação indicada principalmente para quem gosta de matemática, física, tecnologia e projetos de alta complexidade.

No Brasil, universidades como UFMG, UFABC e ITA possuem graduação em Engenharia Aeroespacial. A formação costuma envolver uma base intensa de Cálculo, Física, Computação e Engenharia, seguida por conteúdos específicos como aerodinâmica, propulsão, estruturas aeroespaciais, dinâmica de voo, controle, sistemas espaciais e projeto de veículos.

Na UFMG, por exemplo, a graduação possui duração de 10 semestres, enquanto o ITA estrutura seus cursos de Engenharia em cinco anos. Na UFABC, Engenharia Aeroespacial possui atualmente carga horária de 3.720 horas.

Quem pensa em seguir essa carreira, portanto, precisa estar preparado para uma graduação exigente, mas também bastante ligada a inovação e tecnologia.

O que é a faculdade de Engenharia Aeroespacial?

Engenharia Aeroespacial é uma área da Engenharia relacionada ao projeto, desenvolvimento, construção, testes e operação de sistemas capazes de atuar na atmosfera ou no espaço.

Isso inclui tecnologias como:

  • aviões;
  • helicópteros;
  • drones;
  • foguetes;
  • veículos lançadores;
  • satélites;
  • sondas espaciais;
  • espaçonaves;
  • sistemas de propulsão;
  • equipamentos de bordo.

A UFMG, por exemplo, informa que sua formação prepara profissionais para trabalhar com projeto, desenvolvimento, construção, operação e manutenção de aviões, motores aeronáuticos, helicópteros, drones, foguetes, satélites e sondas espaciais.

Já o ITA destaca a formação voltada ao projeto e à construção de sistemas aeroespaciais, incluindo foguetes, veículos lançadores e satélites.

Portanto, a faculdade de Engenharia Aeroespacial combina conhecimentos de diferentes Engenharias para solucionar problemas extremamente complexos.

Quanto tempo dura a faculdade de Engenharia Aeroespacial?

A graduação normalmente leva aproximadamente cinco anos.

Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Engenharia Aeroespacial possui duração de 10 semestres.

No Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), os cursos de Engenharia são ministrados em cinco anos. Os dois primeiros anos correspondem ao Curso Fundamental, comum às especialidades, enquanto os três anos seguintes concentram a formação profissional.

O tempo efetivamente necessário para se formar pode variar conforme universidade, organização curricular, reprovações, trancamentos e outras situações acadêmicas.

Por isso, cinco anos devem ser considerados uma referência, e não uma garantia de conclusão exatamente nesse período.

Qual é a grade curricular de Engenharia Aeroespacial?

A grade de Engenharia Aeroespacial muda de acordo com a universidade.

Entretanto, a formação normalmente começa com uma base científica bastante forte.

Nos primeiros períodos, o estudante pode encontrar matérias como:

  • Cálculo;
  • Álgebra Linear;
  • Geometria Analítica;
  • Física;
  • Química;
  • Computação;
  • Desenho Técnico;
  • Mecânica;
  • Termodinâmica;
  • Estatística.

Posteriormente aparecem disciplinas específicas da formação aeroespacial.

Entre os assuntos que podem ser estudados estão:

  • Aerodinâmica;
  • Mecânica dos Fluidos;
  • Mecânica dos Sólidos;
  • Resistência dos Materiais;
  • Propulsão;
  • Estruturas Aeroespaciais;
  • Dinâmica de Voo;
  • Controle;
  • Navegação;
  • Sistemas Aeroespaciais;
  • Materiais;
  • Transferência de Calor;
  • Projeto de Aeronaves;
  • Projeto de Sistemas Espaciais;
  • Satélites;
  • Instrumentação;
  • Sensores;
  • Sistemas de Comunicação.

As disciplinas exatas e suas nomenclaturas dependem do projeto pedagógico de cada universidade.

Engenharia Aeroespacial tem muita matemática?

Sim. Engenharia Aeroespacial possui bastante matemática.

Cálculo é uma das bases utilizadas durante a graduação.

O estudante também pode encontrar conteúdos relacionados a álgebra linear, equações diferenciais, métodos numéricos, estatística e outras ferramentas matemáticas.

Essa base é necessária porque sistemas aeroespaciais envolvem fenômenos físicos complexos.

Para estudar o movimento de uma aeronave, por exemplo, é necessário analisar diferentes forças atuando simultaneamente.

Foguetes, satélites e sistemas de controle também exigem modelos matemáticos.

Portanto, quem pretende cursar Engenharia Aeroespacial deve estar disposto a desenvolver uma base quantitativa sólida.

Engenharia Aeroespacial tem muita Física?

Sim.

Física é tão importante quanto Matemática nessa graduação.

No ITA, por exemplo, os dois primeiros anos possuem uma formação científica comum aos cursos de Engenharia, incluindo Mecânica, Eletricidade e Magnetismo, Ondas e Física Moderna.

Posteriormente, esses fundamentos são aplicados a problemas aeroespaciais.

O estudante passa a analisar temas como:

  • movimento;
  • forças;
  • energia;
  • pressão;
  • temperatura;
  • fluidos;
  • vibrações;
  • transferência de calor.

Uma aeronave voando ou um foguete deixando a atmosfera envolve diferentes fenômenos físicos acontecendo simultaneamente.

Por isso, Física acompanha boa parte da formação.

Engenharia Aeroespacial é difícil?

A faculdade de Engenharia Aeroespacial pode ser considerada uma graduação exigente.

Isso acontece principalmente pela combinação de Matemática, Física e conteúdos avançados de Engenharia.

Além de aprender os fundamentos, o estudante precisa conseguir aplicá-los em sistemas complexos.

Disciplinas posteriores dependem bastante dos conhecimentos adquiridos nos primeiros semestres.

Por isso, acumular dificuldades em Cálculo ou Física pode prejudicar o desempenho em matérias mais avançadas.

Entretanto, não é necessário chegar à faculdade sabendo todos esses conteúdos.

A própria graduação é responsável por desenvolver essa formação.

O mais importante é possuir disposição para estudar continuamente e resolver muitos exercícios.

O que se estuda em Engenharia Aeroespacial?

O curso estuda como projetar e analisar sistemas que operam na atmosfera e no espaço.

Na UFABC, por exemplo, a formação inclui conhecimentos relacionados a sistemas de propulsão, comunicação, controle de atitude, navegação, interação homem-máquina, sensores, instrumentação de bordo, materiais especiais, aerodinâmica e controle de temperatura.

Esses conteúdos podem ser agrupados em algumas grandes áreas.

Aerodinâmica

Aerodinâmica estuda o comportamento do ar ao redor dos corpos.

Esse conhecimento é essencial para aeronaves.

Formato das asas, velocidade, pressão e diferentes condições de voo interferem no desempenho.

O engenheiro precisa compreender fenômenos relacionados a sustentação e arrasto, entre outros.

Propulsão

Sistemas de propulsão produzem a força necessária para movimentar diferentes veículos.

A área pode envolver motores utilizados em aeronaves e sistemas empregados em foguetes.

O estudante precisa combinar conhecimentos de Termodinâmica, fluidos e transferência de calor para compreender esses sistemas.

Estruturas aeroespaciais

A estrutura precisa suportar os esforços encontrados durante sua operação.

Ao mesmo tempo, peso é extremamente importante.

Uma estrutura resistente, porém excessivamente pesada, pode comprometer o desempenho.

Por isso, Engenharia Aeroespacial exige conhecimentos relacionados a materiais, resistência e projeto estrutural.

Controle e navegação

Veículos aeroespaciais precisam manter trajetórias e condições de operação adequadas.

Sistemas de controle utilizam sensores, computadores e atuadores para acompanhar e modificar o comportamento do veículo.

Essa área possui forte relação com Matemática, Eletrônica e Computação.

Sistemas espaciais

No segmento espacial, aparecem desafios relacionados a satélites, foguetes e outros veículos.

O profissional pode estudar sistemas de comunicação, energia, controle térmico, propulsão, estruturas e navegação.

Engenharia Aeroespacial estuda foguetes?

Sim.

Foguetes estão entre os sistemas estudados na área.

O ITA destaca explicitamente em sua graduação o projeto e a construção de sistemas aeroespaciais como foguetes, veículos lançadores e satélites.

Entretanto, não existe uma única disciplina que ensine tudo sobre foguetes.

Um veículo lançador depende da integração de diferentes conhecimentos.

É necessário estudar propulsão, aerodinâmica, estruturas, materiais, eletrônica, controle, navegação e sistemas computacionais.

Essa característica é chamada de abordagem sistêmica.

Um foguete funciona corretamente somente quando seus diferentes subsistemas trabalham de maneira integrada.

Engenharia Aeroespacial estuda satélites?

Sim.

Satélites artificiais são outro importante objeto de estudo.

Um satélite possui diferentes subsistemas.

Entre eles podem existir:

  • geração e armazenamento de energia;
  • comunicação;
  • controle de atitude;
  • controle térmico;
  • computadores de bordo;
  • estruturas;
  • sensores;
  • propulsão.

Dependendo da missão, o satélite também transporta instrumentos específicos.

Satélites de observação da Terra, telecomunicações e aplicações científicas, por exemplo, podem possuir características bastante diferentes.

Engenharia Aeroespacial estuda aviões?

Sim.

A área aeroespacial engloba tanto aplicações aeronáuticas quanto espaciais.

A UFMG informa que sua graduação prepara estudantes para trabalhar com aviões, helicópteros, drones e motores aeronáuticos, além de foguetes, satélites e espaçonaves.

Por isso, quem gosta principalmente de aviação também pode considerar Engenharia Aeroespacial.

Entretanto, existe outra graduação especificamente relacionada ao tema: Engenharia Aeronáutica.

Qual a diferença entre Engenharia Aeroespacial e Engenharia Aeronáutica?

As duas áreas possuem grande proximidade.

A Engenharia Aeronáutica concentra maior atenção nos veículos que operam dentro da atmosfera, principalmente aeronaves.

Já a Engenharia Aeroespacial possui uma abrangência que inclui aplicações aeronáuticas e espaciais.

Assim, Engenharia Aeroespacial pode abordar:

  • aviões;
  • drones;
  • foguetes;
  • satélites;
  • veículos espaciais.

Na prática, existe uma grande interseção entre as formações.

Aerodinâmica, estruturas, materiais, propulsão e controle podem aparecer nas duas.

A diferença fica mais evidente nas disciplinas específicas relacionadas ao espaço.

Engenharia Aeroespacial ou Engenharia Mecânica?

Essa é outra comparação interessante.

Engenharia Mecânica é uma graduação mais ampla e possui aplicações em praticamente todos os setores industriais.

Ela estuda máquinas, materiais, fabricação, sistemas térmicos, fluidos, estruturas e outros conhecimentos.

Engenharia Aeroespacial utiliza muitos desses fundamentos, mas os direciona para sistemas aeronáuticos e espaciais.

Por isso, existe bastante proximidade entre as áreas.

Inclusive, profissionais formados em Engenharia Mecânica podem trabalhar no setor aeroespacial dependendo de sua especialização e das atribuições necessárias.

Quem já sabe que deseja estudar aviões, foguetes e satélites pode preferir Engenharia Aeroespacial.

Quem busca uma formação industrial mais generalista pode considerar Engenharia Mecânica.

Onde tem faculdade de Engenharia Aeroespacial no Brasil?

A oferta é consideravelmente menor do que a encontrada em graduações como Engenharia Civil, Mecânica ou Produção.

Entre as instituições que oferecem o curso estão UFMG, UFABC e ITA.

Engenharia Aeroespacial na UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais oferece o bacharelado em Engenharia Aeroespacial em Belo Horizonte.

A graduação é diurna e possui duração de 10 semestres.

A UFMG informa que forma engenheiros aeroespaciais desde 2009 e possui experiência anterior de décadas na formação de engenheiros mecânicos com ênfase aeronáutica.

A universidade também conta com infraestrutura para atividades práticas, incluindo um hangar no aeroporto de Conselheiro Lafaiete utilizado em voos experimentais.

Os estudantes podem participar de equipes relacionadas a aeromodelismo, foguetes, drones e pequenos satélites.

Engenharia Aeroespacial na UFABC

A Universidade Federal do ABC também possui bacharelado em Engenharia Aeroespacial.

A carga horária atualmente informada pela universidade é de 3.720 horas.

A formação envolve projeto, análise, construção e testes de sistemas associados ao setor aeroespacial.

A universidade cita conhecimentos relacionados a propulsão, comunicação, controle de atitude, navegação, sensores, materiais, aerodinâmica e controle térmico.

Engenharia Aeroespacial no ITA

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, localizado em São José dos Campos, também possui graduação em Engenharia Aeroespacial.

O curso foi criado em 2010.

Nos dois primeiros anos, os estudantes dos cursos de Engenharia do ITA passam pelo Curso Fundamental, com forte formação em Matemática, Física, Química, Computação e Humanidades.

Os três anos seguintes correspondem à formação profissional.

Na Engenharia Aeroespacial, o foco inclui projeto e construção de foguetes, veículos lançadores e satélites.

Engenharia Aeroespacial no ITA é a mesma coisa que Engenharia Aeronáutica?

Não.

O ITA possui as duas formações.

Engenharia Aeronáutica e Engenharia Aeroespacial são cursos distintos.

Engenharia Aeroespacial possui maior direcionamento para sistemas espaciais, enquanto Engenharia Aeronáutica concentra-se principalmente em tecnologias relacionadas a aeronaves.

Essa diferença é importante para estudantes que pensam em prestar o processo seletivo do ITA.

Antes de escolher uma especialidade, analise as disciplinas e as possibilidades profissionais de cada formação.

Engenharia Aeroespacial tem faculdade particular?

A quantidade de cursos é pequena, principalmente quando comparada às Engenharias mais tradicionais.

Por isso, quem procura uma faculdade particular de Engenharia Aeroespacial deve verificar cuidadosamente as ofertas disponíveis no momento da pesquisa.

A ferramenta mais segura é o Cadastro e-MEC.

Ele é a base oficial dos cursos e instituições de educação superior no Brasil.

Pesquise por “Engenharia Aeroespacial” e aplique filtros de estado, município e categoria administrativa quando necessário.

Isso permite verificar quais instituições possuem cursos cadastrados e a situação de cada oferta.

Existe faculdade de Engenharia Aeroespacial EAD?

Quem procura Engenharia Aeroespacial EAD precisa considerar as atuais regras do ensino superior.

Engenharia Aeroespacial pertence à área de Engenharia, e as novas regras do MEC estabelecem restrições para a oferta totalmente a distância.

Para novos cursos das áreas de Engenharia, Produção e Construção, o formato flexível permitido é o semipresencial, com exigência significativa de atividades presenciais.

Além da questão regulatória, Engenharia Aeroespacial possui uma formação que se beneficia bastante de laboratórios, projetos e atividades experimentais.

Portanto, a localização da universidade e sua infraestrutura devem receber bastante atenção na escolha.

Como entrar na faculdade de Engenharia Aeroespacial?

A forma de ingresso depende da instituição.

Na UFMG, por exemplo, uma das formas de seleção é o Sisu, que utiliza as notas do Enem.

O ITA possui processo seletivo próprio bastante conhecido e concorrido.

Já a UFABC possui seus próprios procedimentos de ingresso e organização acadêmica.

Como processos seletivos podem mudar, o candidato deve consultar o edital correspondente ao ano em que pretende ingressar.

Também é importante observar que algumas universidades possuem modelos acadêmicos específicos.

Na UFABC, por exemplo, a trajetória acadêmica possui características próprias da instituição.

Qual nota precisa para Engenharia Aeroespacial?

Não existe uma nota única.

A pontuação necessária depende da universidade, processo seletivo, modalidade de concorrência e ano.

No Sisu, as notas de corte também podem variar durante o período de inscrições.

Por isso, uma nota que seria suficiente em determinado processo seletivo pode não garantir uma vaga no ano seguinte.

Quem pretende cursar Engenharia Aeroespacial deve procurar obter o melhor desempenho possível principalmente nas áreas relacionadas a Matemática e Ciências da Natureza, sem negligenciar as demais provas e a redação do Enem.

No caso do ITA, é necessário acompanhar as regras específicas do vestibular da instituição.

Engenharia Aeroespacial tem mercado de trabalho?

Sim, embora seja um mercado mais especializado do que o de algumas Engenharias tradicionais.

A UFMG cita atuação em empresas e organizações dos setores aeronáutico, espacial e de defesa, além de possibilidades em indústrias automobilística, naval e eletrônica.

A universidade também menciona inserção de egressos em empresas e instituições como Embraer, Boeing, INPE e DCTA.

O ITA destaca a procura por profissionais por indústrias e institutos de pesquisa dos setores Aeroespacial e de Defesa.

Portanto, as oportunidades podem estar concentradas em determinados polos tecnológicos.

Onde trabalha um engenheiro aeroespacial?

Entre as possibilidades estão:

  • fabricantes de aeronaves;
  • empresas de componentes aeronáuticos;
  • empresas do setor espacial;
  • indústria de defesa;
  • centros de pesquisa;
  • empresas de satélites;
  • empresas de tecnologia;
  • companhias aéreas;
  • instituições públicas;
  • universidades;
  • empresas de sistemas eletrônicos;
  • indústria automobilística.

O profissional pode atuar em diferentes etapas de um projeto.

Isso inclui concepção, desenvolvimento, simulação, construção, testes, certificação, operação e manutenção.

Engenharia Aeroespacial e Embraer

A indústria aeronáutica brasileira cria uma conexão natural entre Engenharia Aeroespacial e empresas do setor.

Profissionais podem trabalhar com estruturas, aerodinâmica, sistemas, testes, materiais, projetos e outras especialidades.

Entretanto, empresas aeroespaciais não contratam somente engenheiros aeroespaciais.

Engenheiros mecânicos, eletrônicos, de computação, materiais, produção e outras especialidades também participam do desenvolvimento de aeronaves e sistemas complexos.

Por isso, Engenharia Aeroespacial é uma formação altamente direcionada, mas trabalha constantemente em equipes multidisciplinares.

Engenharia Aeroespacial e INPE

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais é uma das instituições brasileiras relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico espacial.

O setor envolve áreas como satélites, observação da Terra, ciência espacial e engenharia.

A UFMG cita o INPE entre as instituições nas quais seus egressos podem encontrar oportunidades.

Para quem deseja seguir uma carreira científica, a graduação também pode ser seguida por mestrado e doutorado.

Pesquisa e desenvolvimento possuem importância especialmente grande no setor aeroespacial.

Engenharia Aeroespacial e Agência Espacial Brasileira

A Agência Espacial Brasileira (AEB) possui papel relacionado à política e ao desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras.

A própria AEB mantém informações sobre instituições de ensino ligadas à formação aeroespacial no país.

Isso mostra que o setor não depende somente de empresas privadas.

Universidades, institutos de pesquisa, órgãos governamentais e empresas trabalham de maneira integrada no desenvolvimento de tecnologias espaciais.

Quanto ganha um engenheiro aeroespacial?

Não existe um salário único para a profissão.

A remuneração varia conforme:

  • empresa;
  • experiência;
  • especialização;
  • cargo;
  • região;
  • setor;
  • responsabilidade;
  • formação acadêmica.

Além disso, “engenheiro aeroespacial” pode representar funções bastante diferentes.

Um profissional de estruturas pode ter uma trajetória diferente de alguém especializado em propulsão, controle ou sistemas espaciais.

Por isso, médias salariais isoladas devem ser interpretadas com cuidado.

O estágio e os primeiros anos de experiência costumam ter grande importância para o desenvolvimento da carreira.

O inglês é importante em Engenharia Aeroespacial?

Sim.

Inglês possui enorme importância nessa área.

Grande parte da literatura técnica, documentação de softwares, artigos científicos, normas e materiais especializados está disponível em inglês.

Empresas do setor também trabalham frequentemente com fornecedores, clientes e equipes internacionais.

Por isso, aprender inglês durante a faculdade pode ampliar bastante as oportunidades.

O estudante não precisa necessariamente entrar na graduação falando inglês fluentemente, mas desenvolver o idioma ao longo do curso é uma estratégia bastante recomendável.

O que fazer durante a faculdade de Engenharia Aeroespacial?

A graduação não deve ser limitada às disciplinas obrigatórias.

O estudante pode buscar experiências como:

  • iniciação científica;
  • equipes de competição;
  • projetos de foguetes;
  • aeromodelismo;
  • desenvolvimento de drones;
  • projetos de pequenos satélites;
  • estágio;
  • intercâmbio;
  • programação;
  • grupos de pesquisa.

A própria UFMG destaca a participação de seus estudantes em equipes de aeromodelismo, foguetes, drones e minissatélites.

Experiências desse tipo permitem aplicar conteúdos aprendidos em sala de aula.

Também ajudam o estudante a descobrir qual área da Engenharia Aeroespacial desperta maior interesse.

Faculdade de Engenharia Aeroespacial vale a pena?

Pode valer muito a pena para quem possui interesse genuíno por aviação, espaço, matemática, física e tecnologia.

Entretanto, existem alguns fatores que precisam ser considerados.

A oferta do curso no Brasil é limitada.

Consequentemente, muitos estudantes precisam mudar de cidade para estudar.

O mercado também é mais concentrado geograficamente do que em Engenharias como Civil ou Produção.

Por outro lado, a formação desenvolve conhecimentos avançados que podem ser utilizados em áreas relacionadas.

A UFMG cita, por exemplo, possibilidades também nas indústrias automobilística, naval e eletrônica.

Portanto, Engenharia Aeroespacial não precisa necessariamente significar trabalhar exclusivamente com foguetes.

Como escolher uma faculdade de Engenharia Aeroespacial?

Comece verificando a situação do curso no Cadastro e-MEC.

Depois, compare as universidades.

Analise principalmente:

  • grade curricular;
  • laboratórios;
  • projetos de pesquisa;
  • equipes estudantis;
  • oportunidades de estágio;
  • professores;
  • infraestrutura;
  • relacionamento com o setor aeroespacial;
  • localização.

Em uma área tão tecnológica, a participação em projetos práticos pode fazer grande diferença.

Também pesquise quais linhas de pesquisa existem na instituição.

Uma universidade pode possuir maior tradição aeronáutica, enquanto outra pode oferecer projetos mais direcionados a sistemas espaciais.

Para quem Engenharia Aeroespacial é indicada?

O curso pode combinar com estudantes que:

  • gostam de Matemática;
  • possuem interesse por Física;
  • gostam de tecnologia;
  • têm curiosidade sobre aviões e foguetes;
  • gostam de resolver problemas;
  • possuem interesse por programação;
  • querem trabalhar com projetos complexos;
  • têm disposição para estudar continuamente.

Gostar de aviões ou espaço é um bom começo, mas não é suficiente.

A graduação possui uma forte formação científica.

Por isso, é importante estar preparado para estudar bastante antes de chegar às disciplinas que normalmente despertam maior interesse dos candidatos.

Engenharia Aeroespacial é uma boa carreira para o futuro?

O setor aeroespacial possui forte relação com inovação.

Satélites são utilizados em telecomunicações, navegação, meteorologia, monitoramento ambiental e diversas outras aplicações.

Drones também ganharam aplicações comerciais e industriais.

Além disso, novas tecnologias espaciais continuam criando oportunidades de pesquisa e desenvolvimento.

Isso não significa que haverá emprego garantido para todo formado.

Trata-se de um mercado especializado e competitivo.

Por isso, construir experiência durante a graduação, aprender inglês, participar de projetos e desenvolver competências complementares pode fazer grande diferença.

Conclusão

A faculdade de Engenharia Aeroespacial é uma das graduações mais especializadas para quem deseja trabalhar com tecnologias relacionadas a aeronaves, foguetes, satélites e sistemas espaciais.

O curso normalmente leva aproximadamente cinco anos e possui uma base intensa de Matemática, Física, Computação e conhecimentos fundamentais de Engenharia.

Posteriormente, o estudante pode encontrar conteúdos como Aerodinâmica, Propulsão, Estruturas, Controle, Navegação, Sistemas Espaciais, Materiais e Transferência de Calor.

No Brasil, instituições como UFMG, UFABC e ITA oferecem Engenharia Aeroespacial, cada uma com características acadêmicas próprias.

Antes de escolher uma faculdade, consulte o curso no e-MEC e compare grade curricular, infraestrutura, laboratórios, projetos e oportunidades de estágio.

Para quem gosta de ciência e tecnologia e deseja participar do desenvolvimento de sistemas de alta complexidade, Engenharia Aeroespacial pode proporcionar uma formação desafiadora e diretamente ligada a alguns dos projetos tecnológicos mais avançados da Engenharia.

Fontes

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Curso de Graduação em Engenharia Aeroespacial.

Universidade Federal do ABC (UFABC) — Graduação em Engenharia Aeroespacial e Projeto Pedagógico do curso.

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) — Graduação em Engenharia Aeroespacial e estrutura do Curso Fundamental.

Agência Espacial Brasileira (AEB) — Instituições de ensino do Setor Espacial Brasileiro.

Ministério da Educação (MEC) — Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior (e-MEC).

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