Prolatar sentença significa, de forma simples, proferir ou emitir uma sentença judicial. É o momento em que o juiz formaliza sua decisão sobre a questão submetida ao julgamento, observando as regras aplicáveis ao processo.
A expressão aparece com frequência em processos judiciais, decisões, movimentações processuais e notícias jurídicas. Por isso, quando alguém lê que “o juiz irá prolatar a sentença” ou que “a sentença foi prolatada”, normalmente significa que o magistrado irá decidir — ou já decidiu — aquela etapa do processo por meio de uma sentença.
Entretanto, prolatar uma sentença não significa necessariamente que o processo terminou definitivamente. Ainda podem existir recursos, cumprimento da decisão e outras etapas processuais.
Neste artigo, entenda o que significa prolatar sentença, quanto tempo o juiz possui para sentenciar, o que acontece depois e qual é a diferença entre sentença, decisão interlocutória, despacho e acórdão.
O que significa prolatar sentença?
No contexto jurídico, prolatar significa proferir, pronunciar ou formalizar uma decisão.
Assim, a expressão:
“prolatar sentença”
pode ser entendida como:
“proferir uma sentença”.
Um exemplo seria:
O processo está concluso para o juiz prolatar sentença.
Isso indica que os autos estão com o magistrado para que seja tomada a decisão correspondente, embora isso não permita prever qual será o resultado.
Outro exemplo:
O juiz prolatou sentença julgando procedente o pedido.
Nesse caso, a sentença já foi proferida.
Prolatar sentença é o mesmo que dar sentença?
Em linguagem cotidiana, sim.
“Dar a sentença” é uma maneira informal de dizer que o juiz decidiu por meio de sentença.
No meio jurídico, são mais comuns expressões como:
proferir sentença;
prolatar sentença;
sentenciar;
julgar.
Apesar das diferenças linguísticas, todas podem aparecer associadas ao ato de o magistrado emitir sua decisão.
O que é uma sentença?
No processo civil, o conceito de sentença está previsto no Código de Processo Civil.
O artigo 203 diferencia os pronunciamentos do juiz em:
sentenças;
decisões interlocutórias;
despachos.
De maneira simplificada, a sentença é o pronunciamento judicial que, com fundamento nas hipóteses previstas nos artigos 485 ou 487 do CPC, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum ou extingue a execução, ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais.
Essa definição é importante porque nem toda manifestação do juiz é uma sentença.
Durante o processo, diversas decisões podem ser tomadas antes que o magistrado chegue à sentença.
Quem pode prolatar uma sentença?
A sentença é um pronunciamento realizado pelo juiz competente para julgar o processo naquela instância.
No primeiro grau, normalmente será proferida pelo magistrado responsável pelo processo.
Quando o caso chega aos tribunais, os pronunciamentos possuem outras denominações conforme sua natureza.
Quando uma decisão é tomada colegiadamente por um tribunal, por exemplo, utiliza-se normalmente o termo acórdão.
Por isso, sentença e acórdão não são exatamente a mesma coisa.
O que significa “aguardando prolação de sentença”?
Essa expressão normalmente indica que o processo está aguardando que o juiz profira a sentença.
É uma fase que costuma gerar ansiedade nas partes porque, aparentemente, não existem novas providências a serem tomadas naquele momento.
Entretanto, a movimentação exibida no sistema precisa ser interpretada dentro do contexto do processo.
Expressões semelhantes podem aparecer como:
conclusos para sentença;
concluso ao juiz;
aguardando sentença;
conclusão para julgamento;
aguardando julgamento.
A nomenclatura pode variar entre tribunais e sistemas eletrônicos.
O que significa “conclusos para sentença”?
Quando um processo aparece como concluso para sentença, isso geralmente significa que os autos foram encaminhados ao magistrado para análise e julgamento.
“Concluso” não significa “concluído”.
Essa confusão é bastante comum.
Concluso: processo colocado à disposição do magistrado para determinado pronunciamento.
Concluído: palavra utilizada no cotidiano para indicar algo terminado.
Portanto, um processo “concluso para sentença” ainda pode estar longe de terminar definitivamente.
O juiz ainda precisa analisar os autos e proferir sua decisão.
Quanto tempo demora para o juiz prolatar sentença?
O Código de Processo Civil estabelece prazos para pronunciamentos judiciais.
Segundo o artigo 226 do CPC, o juiz deverá:
proferir despachos em 5 dias;
proferir decisões interlocutórias em 10 dias;
proferir sentenças em 30 dias.
Entretanto, é necessário interpretar essa regra junto com o restante do próprio Código.
O artigo 227 estabelece que, em qualquer grau de jurisdição, havendo motivo justificado, o juiz poderá exceder por igual tempo os prazos a que está submetido.
Na prática, portanto, não é correto afirmar que todo processo obrigatoriamente receberá sentença exatamente 30 dias depois de ficar concluso.
A duração real pode variar.
Por que uma sentença pode demorar mais de 30 dias?
Diversos fatores podem influenciar o tempo necessário para julgamento.
Entre eles:
complexidade do processo;
quantidade de documentos;
necessidade de análise de provas;
volume de processos da unidade judicial;
prioridades legais;
questões processuais pendentes;
organização do tribunal.
Além disso, determinados processos podem ter prioridade de tramitação prevista em lei.
Por isso, duas ações semelhantes podem permanecer tempos diferentes aguardando sentença.
O que acontece antes de o juiz prolatar a sentença?
Isso depende do tipo de processo.
Em uma ação cível, por exemplo, podem ocorrer etapas como:
petição inicial;
citação;
contestação;
réplica;
produção de provas;
perícia;
audiência;
alegações finais;
conclusão para sentença.
Nem todo processo passa exatamente por todas essas etapas.
Existem situações em que o julgamento pode ocorrer antecipadamente, quando presentes os requisitos legais.
Em outras, será necessária ampla produção de provas antes da decisão.
O juiz pode sentenciar sem audiência?
Sim, em determinadas situações.
A realização de audiência não é obrigatória em absolutamente todos os processos.
O CPC prevê hipóteses de julgamento antecipado do mérito.
De acordo com o artigo 355, o juiz poderá julgar antecipadamente o pedido quando não houver necessidade de produção de outras provas ou quando ocorrerem determinadas situações processuais envolvendo revelia e seus efeitos.
Portanto, a ausência de audiência não significa automaticamente que exista irregularidade.
Tudo depende das características do processo.
O que o juiz analisa para prolatar sentença?
O magistrado analisa as questões relevantes apresentadas no processo.
Dependendo do caso, isso pode envolver:
pedidos das partes;
contestação;
documentos;
provas;
depoimentos;
perícias;
legislação;
precedentes;
questões processuais.
O Código de Processo Civil estabelece requisitos para a sentença.
O artigo 489 indica como elementos essenciais:
relatório;
fundamentos;
dispositivo.
Cada um possui uma função.
O que é o relatório da sentença?
O relatório apresenta elementos relevantes do processo.
Segundo o CPC, deve conter os nomes das partes, a identificação do caso, a síntese do pedido e da contestação e o registro das principais ocorrências processuais.
Ele ajuda a contextualizar aquilo que será decidido.
Entretanto, existem procedimentos com regras específicas que podem simplificar a estrutura.
Nos Juizados Especiais Cíveis, por exemplo, a legislação estabelece regras próprias para a sentença.
O que é a fundamentação?
A fundamentação é a parte em que o juiz apresenta as razões que sustentam sua decisão.
Ela é extremamente importante.
A Constituição Federal estabelece, no artigo 93, inciso IX, a exigência de fundamentação das decisões judiciais, sob pena de nulidade, observadas as regras constitucionais.
O CPC também disciplina o que não deve ser considerado uma decisão adequadamente fundamentada.
Por exemplo, simplesmente citar uma norma sem explicar sua relação com o caso pode ser insuficiente em determinadas circunstâncias.
O que é o dispositivo da sentença?
O dispositivo é a parte em que o juiz efetivamente resolve as questões submetidas à sua decisão.
É ali que normalmente aparecem conclusões como:
julgo procedente o pedido;
julgo improcedente o pedido;
julgo parcialmente procedentes os pedidos;
extingo o processo sem resolução do mérito.
Por isso, quando alguém quer saber “quem ganhou”, costuma procurar primeiro o dispositivo.
Entretanto, a sentença deve ser analisada como um todo, especialmente quando existem vários pedidos.
Sentença procedente significa que ganhou?
Em termos simplificados, quando o juiz julga um pedido procedente, significa que acolheu aquele pedido.
Mas um processo pode possuir vários pedidos.
Nesse caso, o resultado pode ser:
procedência total;
procedência parcial;
improcedência.
Imagine uma pessoa que pede:
R$ 20 mil de indenização;
devolução de determinado valor;
obrigação de fazer.
O juiz pode acolher apenas parte dessas pretensões.
Nesse caso, dizer simplesmente que alguém “ganhou o processo” pode esconder detalhes importantes da sentença.
O que significa sentença parcialmente procedente?
Significa que o juiz acolheu apenas parte do que foi pedido.
Por exemplo, uma pessoa solicita indenização de R$ 30 mil e também determinada obrigação.
O magistrado pode reconhecer o direito à obrigação, mas rejeitar a indenização.
Ou pode reconhecer uma indenização em condições diferentes das pretendidas, conforme as circunstâncias jurídicas do caso.
O resultado exato precisa ser verificado no dispositivo e na fundamentação.
O que significa sentença improcedente?
Significa, em termos gerais, que o pedido analisado foi rejeitado.
Isso não significa necessariamente que a discussão terminou.
Dependendo do processo e das regras aplicáveis, a parte prejudicada poderá apresentar recurso.
Por isso, é importante diferenciar:
sentença desfavorável
de
decisão definitiva e imutável.
Uma sentença pode ser objeto de recurso antes do trânsito em julgado.
Sentença sem resolução do mérito: o que significa?
O CPC prevê hipóteses em que o processo pode ser encerrado sem que o juiz decida o mérito da pretensão.
Essas situações estão disciplinadas principalmente no artigo 485.
Isso pode ocorrer, por exemplo, em determinadas hipóteses envolvendo pressupostos processuais, abandono, desistência ou outras situações previstas na legislação.
Portanto, uma sentença nem sempre significa que o juiz decidiu quem possui razão sobre o direito material discutido.
É preciso verificar se houve:
resolução do mérito
ou
extinção sem resolução do mérito.
O que significa sentença com resolução do mérito?
As hipóteses de resolução do mérito estão previstas no artigo 487 do CPC.
Entre elas está a situação em que o juiz acolhe ou rejeita o pedido formulado na ação ou reconvenção.
Também existem outras hipóteses previstas pelo dispositivo, como reconhecimento de prescrição ou decadência e homologação de determinadas manifestações das partes.
Quando há resolução do mérito, a questão decidida pode adquirir a estabilidade própria da coisa julgada depois do trânsito em julgado, observadas as regras legais.
Prolatar sentença encerra o processo?
Não necessariamente.
Essa é uma das principais dúvidas sobre o assunto.
Depois da sentença, ainda pode existir:
intimação das partes;
embargos de declaração;
apelação;
outros recursos cabíveis;
julgamento pelo tribunal;
trânsito em julgado;
cumprimento de sentença.
Portanto:
sentença não é sinônimo automático de fim definitivo do processo.
Em alguns casos, a sentença representa apenas o encerramento da fase de conhecimento no primeiro grau.
O que acontece depois que o juiz prolata a sentença?
Depois da prolação, normalmente ocorre a disponibilização e intimação conforme as regras processuais aplicáveis.
A partir da intimação, podem começar a correr prazos para determinadas providências ou recursos.
Se ninguém apresentar recurso dentro do prazo aplicável e não houver outra circunstância que impeça a estabilização da decisão, poderá ocorrer o trânsito em julgado.
Se houver recurso, o processo poderá seguir para nova análise.
Depois da sentença, quanto tempo para receber?
Não existe um prazo único.
Proferir uma sentença favorável não significa receber dinheiro imediatamente.
Podem existir:
recursos;
cálculos;
liquidação;
cumprimento de sentença;
intimação para pagamento;
penhora;
impugnação;
precatório ou RPV, quando se tratar de determinadas condenações contra o poder público.
O procedimento depende muito da natureza do processo.
Por isso, não é possível calcular quanto tempo falta para o pagamento apenas sabendo que houve sentença.
O que é cumprimento de sentença?
Cumprimento de sentença é a fase utilizada para efetivar determinadas obrigações reconhecidas judicialmente.
Imagine que uma empresa seja condenada a pagar uma quantia.
A sentença reconhece a obrigação.
Se a decisão puder ser executada e o pagamento não ocorrer espontaneamente nas condições aplicáveis, podem ser necessárias medidas de cumprimento.
O CPC disciplina essa fase em diversos dispositivos.
Assim, ganhar uma ação e efetivamente receber o valor são acontecimentos juridicamente relacionados, mas não necessariamente simultâneos.
O que é trânsito em julgado?
O trânsito em julgado ocorre quando uma decisão não está mais sujeita aos recursos ordinariamente cabíveis dentro daquela relação processual, conforme as regras aplicáveis.
Depois disso, forma-se a estabilidade característica da coisa julgada.
Por isso, é comum encontrar movimentações como:
“certificado o trânsito em julgado”.
Essa informação é diferente de:
“sentença prolatada”.
Entre uma e outra podem ocorrer recursos e outras providências.
Qual a diferença entre sentença e decisão interlocutória?
A sentença possui definição específica no artigo 203 do CPC.
A decisão interlocutória é o pronunciamento judicial de natureza decisória que não se enquadra na definição de sentença.
Durante um processo, o juiz pode proferir diversas decisões interlocutórias.
Por exemplo, pode decidir questões relacionadas a:
tutela provisória;
produção de provas;
determinadas questões processuais;
pedidos formulados durante o andamento da ação.
O processo continua depois dessas decisões.
Qual a diferença entre sentença e despacho?
O despacho é outro tipo de pronunciamento judicial.
Em termos simples, costuma estar relacionado ao impulso e à organização do processo, sem possuir o mesmo conteúdo decisório de uma sentença ou decisão interlocutória.
Um despacho pode determinar, por exemplo, uma providência necessária ao andamento processual.
O CPC estabelece que dos despachos não cabe recurso.
Isso reforça a importância de identificar corretamente qual tipo de pronunciamento foi realizado.
Qual a diferença entre sentença e acórdão?
A sentença normalmente está associada ao pronunciamento do juiz no primeiro grau, dentro da definição estabelecida pelo CPC.
Já o acórdão é o julgamento colegiado proferido pelos tribunais.
Imagine:
o juiz profere uma sentença;
uma das partes apresenta apelação;
o recurso é analisado pelo tribunal;
o órgão colegiado profere um acórdão.
Essa é uma sequência possível, embora o caminho processual possa variar.
Qual a diferença entre sentença e decisão monocrática?
Uma decisão monocrática é proferida individualmente por um magistrado, inclusive em situações dentro dos tribunais.
Já o acórdão é resultado de julgamento colegiado.
A classificação correta depende do contexto processual e da natureza do pronunciamento.
Por isso, não é adequado chamar qualquer decisão judicial simplesmente de “sentença”.
O que significa sentença publicada?
Depois de proferida, a decisão precisa seguir os procedimentos de disponibilização, publicação ou intimação aplicáveis.
Esses atos são importantes porque os prazos processuais geralmente estão vinculados à comunicação formal da decisão conforme a legislação.
Assim, as datas podem ser diferentes:
data em que a sentença foi assinada;
data de disponibilização;
data de publicação;
data considerada para intimação;
início do prazo processual.
Não calcule um prazo de recurso simplesmente olhando a data escrita no documento.
Sentença prolatada e publicada são a mesma coisa?
Não exatamente.
Prolatada: a sentença foi proferida.
Publicada/intimada: envolve a comunicação formal da decisão conforme o procedimento aplicável.
Uma sentença pode ser assinada em determinado dia e sua comunicação às partes ocorrer posteriormente.
Essa diferença é importante porque os prazos processuais não devem ser calculados apenas a partir do momento em que o juiz assinou a decisão.
Quanto tempo depois da sentença começa o prazo para recurso?
O prazo depende do tipo de processo, recurso e forma de intimação.
No procedimento regido pelo CPC, por exemplo, a apelação possui prazo processual previsto em lei, e a contagem deve observar as regras do Código.
O artigo 1.003 estabelece, como regra geral, prazo de 15 dias para interposição de recursos e resposta, ressalvados os embargos de declaração.
Entretanto, existem procedimentos com regras próprias.
Nos Juizados Especiais, por exemplo, os prazos e recursos seguem a Lei nº 9.099/1995.
Por isso, não utilize automaticamente um prazo encontrado na internet sem identificar qual legislação rege o processo.
Qual recurso cabe contra sentença?
No processo civil comum, o CPC estabelece:
da sentença cabe apelação.
A regra está no artigo 1.009.
Entretanto, isso não significa que toda decisão chamada informalmente de “sentença” seguirá exatamente o mesmo regime.
Juizados Especiais e outros procedimentos podem possuir recursos próprios.
Além disso, embargos de declaração podem ser cabíveis diante das hipóteses previstas em lei, como obscuridade, contradição, omissão ou erro material.
A estratégia adequada depende do caso concreto.
O juiz pode alterar a sentença depois de prolatada?
A regra é que, depois de publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la nas hipóteses previstas no artigo 494 do CPC.
O dispositivo admite alteração:
para corrigir inexatidões materiais ou erros de cálculo, de ofício ou a requerimento da parte;
por meio de embargos de declaração.
Portanto, o juiz não pode simplesmente modificar livremente uma sentença já publicada porque mudou de opinião.
Existem limites processuais.
O que são embargos de declaração?
Embargos de declaração são um recurso destinado às situações previstas no CPC.
O artigo 1.022 estabelece seu cabimento contra decisão judicial para:
esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
suprir omissão;
corrigir erro material.
Eles não devem ser entendidos simplesmente como uma segunda tentativa de convencer o juiz a julgar novamente todo o caso.
Possuem finalidade processual específica.
O que significa “sentença prolatada” no andamento processual?
Se essa movimentação apareceu no processo, em termos gerais significa que o juiz já proferiu uma sentença.
O próximo passo é consultar o conteúdo do documento.
Não é possível descobrir quem ganhou apenas pela movimentação:
“Sentença prolatada”.
É necessário abrir a sentença e verificar principalmente o dispositivo.
Procure expressões como:
“julgo procedente”;
“julgo improcedente”;
“julgo parcialmente procedente”;
“extingo o processo sem resolução do mérito”.
Essas expressões ajudam a identificar o resultado, mas o documento completo deve ser analisado.
“Prolatada sentença” significa que ganhei?
Não.
A movimentação informa que existe uma sentença, não qual foi o resultado.
A decisão pode ser:
favorável;
desfavorável;
parcialmente favorável;
de extinção sem julgamento do mérito;
homologatória, dependendo do caso.
Abra o documento para saber o conteúdo.
Se o processo possui advogado, ele poderá explicar os efeitos específicos da decisão e os próximos passos.
Como saber o resultado da sentença?
Entre no sistema do tribunal em que o processo tramita e procure o documento correspondente à sentença, caso você tenha acesso.
No texto, procure o dispositivo.
Expressões frequentes são:
“Ante o exposto…”
“Diante do exposto…”
“Julgo procedente…”
“Julgo improcedente…”
“Julgo parcialmente procedente…”
“Extingo o processo…”
Depois, leia também as determinações posteriores relacionadas a custas, honorários e outras consequências.
Em processos sob sigilo, o conteúdo pode estar restrito às pessoas autorizadas.
Sentença do Juizado Especial é diferente?
Os Juizados Especiais possuem legislação própria.
A Lei nº 9.099/1995 determina, por exemplo, que a sentença deve mencionar os elementos de convicção do juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, sendo dispensado o relatório.
Também existe um sistema recursal próprio.
Por isso, regras do procedimento comum do CPC não devem ser automaticamente aplicadas a qualquer processo do Juizado sem considerar a legislação específica.
O juiz é obrigado a fundamentar a sentença?
Sim.
A fundamentação das decisões judiciais possui proteção constitucional.
O artigo 93, inciso IX, da Constituição estabelece que as decisões dos órgãos do Poder Judiciário devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade, observadas as regras previstas no próprio dispositivo.
O artigo 489 do CPC detalha aspectos relacionados à fundamentação.
Entre outras situações, o Código busca impedir decisões que apenas reproduzam uma norma sem demonstrar sua relação com o caso concreto.
O que acontece se a sentença não estiver fundamentada?
Uma deficiência relevante de fundamentação pode ser questionada pelos meios processuais cabíveis.
Entretanto, não significa que toda sentença curta seja automaticamente nula.
A análise depende do conteúdo da decisão e das questões que precisavam ser enfrentadas.
Também não é suficiente discordar do resultado para concluir que não houve fundamentação.
São problemas diferentes:
decisão desfavorável
e
decisão sem fundamentação adequada.
Quanto tempo um processo demora depois de ficar concluso para sentença?
Não existe um período que permita fazer uma previsão confiável para todos os processos.
Embora o CPC estabeleça prazo para prolação de sentença, a duração concreta pode variar conforme:
vara;
tribunal;
complexidade;
volume de processos;
prioridades;
provas;
circunstâncias específicas.
Um processo pode receber decisão rapidamente, enquanto outro permanece mais tempo aguardando.
A movimentação “conclusos para sentença” apenas informa a situação processual naquele momento.
O que fazer quando o processo está aguardando sentença?
Em geral, a parte deve acompanhar o andamento pelos canais oficiais do tribunal ou por seu advogado.
Não é necessário protocolar pedidos repetitivos apenas porque o processo ficou concluso.
Quando existe demora excepcional, podem existir instrumentos administrativos ou processuais apropriados, dependendo da situação.
Se você possui advogado, o ideal é perguntar se há alguma providência realmente necessária.
A estratégia depende do processo concreto.
Como acompanhar uma sentença pela internet?
A maioria dos tribunais disponibiliza consulta processual eletrônica.
Normalmente, é possível pesquisar utilizando informações como:
número do processo;
nome da parte, quando permitido;
CPF, em determinados sistemas e condições;
dados do advogado.
A quantidade de informações públicas varia.
Processos em segredo de justiça possuem acesso restrito.
Ao acompanhar o andamento, observe a descrição das movimentações e procure os documentos disponibilizados.
Prolatar sentença significa decisão definitiva?
Não necessariamente.
Essa é a principal conclusão.
Prolatar sentença significa proferir a sentença.
Depois disso, ainda pode haver recurso.
Somente após o encerramento das possibilidades processuais aplicáveis é que se poderá analisar a ocorrência do trânsito em julgado.
Uma sequência simplificada pode ser:
Processo → sentença → eventual recurso → julgamento do recurso → trânsito em julgado → cumprimento da decisão, quando necessário.
Nem todo caso seguirá exatamente esse caminho, mas ele ajuda a compreender por que uma sentença não representa necessariamente o fim imediato da ação.
Conclusão
Prolatar sentença significa o ato de o juiz proferir uma sentença judicial. Quando um processo aparece como “concluso para sentença”, normalmente significa que os autos estão à disposição do magistrado para julgamento. Quando aparece “sentença prolatada”, significa que a decisão já foi proferida.
O Código de Processo Civil estabelece diferentes tipos de pronunciamentos judiciais, incluindo sentença, decisão interlocutória e despacho. A sentença possui características próprias e pode resolver o mérito da ação ou extinguir o processo sem resolução do mérito, dependendo da situação.
Também é importante lembrar que uma sentença não representa necessariamente o encerramento definitivo do processo. Depois dela podem existir embargos de declaração, apelação ou outros recursos cabíveis.
Por isso, ao encontrar a movimentação “sentença prolatada”, abra o documento e verifique seu conteúdo. Apenas essa expressão não informa se a decisão foi favorável ou desfavorável.
Para entender o resultado, observe principalmente o dispositivo da sentença e expressões como “julgo procedente”, “julgo improcedente” ou “julgo parcialmente procedente”.
Fontes
Presidência da República — Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015). Regras sobre pronunciamentos judiciais, sentença, fundamentação, prazos do juiz, julgamento antecipado, recursos e cumprimento de sentença.
Presidência da República — Constituição Federal de 1988. Especialmente o artigo 93, inciso IX, sobre fundamentação das decisões judiciais.
Presidência da República — Lei nº 9.099/1995. Regras aplicáveis aos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, incluindo disposições sobre sentença e recursos.
Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Informações institucionais sobre funcionamento do Poder Judiciário, processos judiciais e acompanhamento processual.
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