Piores redações do Enem: veja erros que podem zerar sua prova

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As piores redações do Enem não são necessariamente aquelas que apresentam alguns erros de português. Na prática, os casos mais graves são textos que fogem completamente do tema, não seguem a estrutura dissertativo-argumentativa, apresentam quantidade insuficiente de linhas ou contêm elementos que provocam a anulação da redação. Em algumas dessas situações, o resultado é direto: nota zero.

Embora seja comum procurar na internet exemplos das “piores redações do Enem”, é importante esclarecer que o Inep não publica um ranking oficial identificando os piores textos produzidos pelos participantes. O órgão divulga critérios de correção, situações que podem provocar nota zero e exemplos pedagógicos, inclusive redações de alta pontuação.

Por isso, mais útil do que procurar uma redação considerada “a pior de todas” é conhecer os erros que podem destruir a nota. Alguns deles são tão graves que uma redação relativamente bem escrita pode receber zero.

Quais são as piores redações do Enem?

Não existe oficialmente uma lista das piores redações do Enem.

O Inep não publica algo como “as dez piores redações do ano”, nem seria adequado atribuir esse rótulo a participantes específicos.

Entretanto, os critérios oficiais permitem identificar quais tipos de texto apresentam os problemas mais graves.

Segundo o Inep, uma redação pode receber nota zero em situações como fuga ao tema, texto insuficiente, folha em branco, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e determinadas formas de anulação.

Assim, quando falamos em “piores redações”, estamos nos referindo principalmente aos textos que cometem erros capazes de provocar uma nota extremamente baixa ou até zerar completamente a prova.

Redação que foge do tema pode tirar zero

Um dos erros mais graves é a fuga ao tema.

O participante recebe uma proposta específica e precisa desenvolver sua argumentação dentro dos limites estabelecidos por ela.

Não basta escrever sobre um assunto vagamente relacionado.

Imagine, por exemplo, uma proposta sobre os desafios para combater determinada forma de desigualdade social no Brasil.

Se o candidato escrever uma redação inteira apenas explicando o conceito geral de desigualdade, sem desenvolver a discussão solicitada, poderá ter sérios problemas na Competência II e, dependendo do afastamento em relação à proposta, configurar fuga ao tema.

O Inep diferencia ainda fuga ao tema de tangenciamento do tema.

No tangenciamento, existe alguma relação com o assunto proposto, mas a abordagem fica incompleta. Já na fuga, o texto deixa de desenvolver efetivamente o tema solicitado.

Essa diferença é fundamental.

Um dos maiores erros é falar apenas sobre o assunto geral

Muitos candidatos acreditam que mencionar algumas palavras relacionadas ao tema já garante que a redação está dentro da proposta.

Não funciona dessa maneira.

Existe diferença entre assunto e tema.

O assunto costuma ser amplo. O tema apresenta um recorte.

Se a proposta tratasse, hipoteticamente, dos “desafios para ampliar o acesso à leitura entre jovens brasileiros”, escrever apenas sobre “a importância dos livros” poderia ser insuficiente.

O candidato precisaria discutir o recorte apresentado: acesso, juventude, desafios e contexto brasileiro.

O Inep orienta justamente que mencionar o tema superficialmente ou deixá-lo apenas subentendido não garante uma abordagem adequada.

[Veja também: como não fugir do tema da redação do Enem]

Redações muito curtas podem zerar

Entre as piores redações do Enem também estão aquelas que sequer apresentam desenvolvimento suficiente para serem avaliadas normalmente.

Pelas regras do exame, uma redação com até sete linhas manuscritas pode ser enquadrada como “Texto Insuficiente” e receber nota zero.

Isso significa que escrever seis ou sete linhas excelentes não resolve o problema.

A redação precisa apresentar desenvolvimento suficiente.

Por outro lado, isso não significa que o candidato deva preencher as 30 linhas a qualquer custo.

Quantidade não substitui qualidade.

Uma estratégia muito melhor é produzir um texto completo, com introdução, desenvolvimento argumentativo e conclusão, aproveitando adequadamente o espaço disponível.

Deixar a redação em branco resulta em zero

Essa é a situação mais óbvia.

Se o participante não apresentar texto escrito na Folha de Redação, ela será considerada “Em Branco”.

Consequentemente, a nota será zero.

Por isso, mesmo quem encontra dificuldades com o tema deve tentar organizar as ideias e produzir o texto dentro das exigências do exame.

Uma redação que apresenta limitações ainda pode conquistar pontos em diferentes competências.

Uma folha completamente em branco não oferece essa possibilidade.

Escrever uma história em vez de uma dissertação pode zerar

Outro erro grave é ignorar o tipo textual exigido.

A redação do Enem exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo.

Isso significa que o participante deve apresentar e defender um ponto de vista utilizando argumentos.

Não é uma prova de conto.

Não é uma crônica.

Também não é uma oportunidade para escrever um poema ou simplesmente narrar uma experiência pessoal.

Uma narrativa pode até aparecer pontualmente como recurso dentro de uma argumentação, dependendo da construção realizada pelo candidato. O problema ocorre quando outro tipo textual predomina e a estrutura solicitada deixa de ser atendida.

Se houver desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa exigida, a redação poderá receber nota zero.

Como seria uma redação ruim no Enem?

Considere um exemplo fictício.

Imagine que o tema fosse:

“Desafios para reduzir o desperdício de alimentos no Brasil.”

O candidato escreve:

“Ontem fui ao mercado com minha mãe. Compramos arroz, feijão, carne e algumas frutas. Quando chegamos em casa, guardamos tudo. Depois assistimos televisão e fomos dormir. No dia seguinte, minha mãe preparou o almoço.”

O texto possui frases compreensíveis e praticamente não apresenta problemas graves de ortografia.

Mesmo assim, seria inadequado para a proposta.

Por quê?

Porque o candidato simplesmente contou uma história.

Não existe uma tese clara sobre o desperdício de alimentos, não há desenvolvimento argumentativo sobre o problema e não foi construída uma dissertação argumentativa.

Esse exemplo mostra por que escrever corretamente não é suficiente para tirar uma boa nota no Enem.

O candidato precisa escrever o tipo de texto solicitado.

Fazer desenhos na redação pode dar zero

A Folha de Redação não é espaço para desenhos, brincadeiras ou mensagens aos corretores.

O Inep prevê nota zero para textos que apresentem impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.

Portanto, desenhar personagens, fazer símbolos deliberadamente ou utilizar o espaço da redação para brincar com a correção pode comprometer toda a nota.

Esse tipo de comportamento é muito diferente de cometer um erro normal de escrita.

O Enem não exige uma redação graficamente perfeita. O participante pode errar uma palavra e fazer a correção de maneira adequada.

O problema é utilizar deliberadamente a folha para algo que não corresponde à produção textual solicitada.

Colocar frases aleatórias pode anular a redação

Outro erro particularmente perigoso é inserir deliberadamente uma parte do texto sem qualquer relação com o tema.

O Inep prevê a possibilidade de anulação quando existe parte deliberadamente desconectada do tema proposto.

Essa regra ajuda a explicar casos que ficaram conhecidos popularmente como “redações bizarras do Enem”.

Durante anos, circularam na internet histórias sobre candidatos que teriam colocado receitas, letras de músicas, frases aleatórias ou trechos completamente estranhos no meio da dissertação.

Independentemente da veracidade de cada história viral, a regra atual é clara: inserir deliberadamente conteúdo desconectado da proposta pode causar a anulação do texto.

Portanto, não tente fazer graça com o corretor.

Cada linha deve contribuir para sua argumentação.

Pode colocar receita de miojo na redação do Enem?

Essa pergunta se tornou famosa justamente por histórias que circularam sobre edições antigas do exame.

Hoje, utilizar deliberadamente uma receita culinária ou qualquer outro trecho completamente desconectado do tema representa um enorme risco.

Se a parte for considerada deliberadamente desconectada do tema proposto, a redação poderá ser anulada.

Portanto, não existe nenhuma vantagem em tentar reproduzir histórias antigas sobre redações curiosas.

Se você sabe escrever uma receita, guarde-a para outro momento.

Na prova, escreva apenas aquilo que contribui para sua argumentação.

Pode colocar letra de música na redação do Enem?

Uma referência musical pode eventualmente funcionar como repertório sociocultural quando realmente contribui para a discussão.

Isso é completamente diferente de simplesmente preencher linhas com uma letra de música.

Por exemplo, citar de maneira pertinente uma obra artística para fundamentar determinado argumento pode integrar a construção argumentativa.

Já copiar um trecho grande apenas para ocupar espaço, especialmente quando ele não possui relação efetiva com o tema, pode prejudicar seriamente o texto.

O ponto central é a pertinência.

Repertório não serve para decorar a redação. Ele deve ajudar o candidato a defender sua tese.

Copiar os textos motivadores é uma estratégia ruim

Os textos motivadores existem para ajudar o candidato a compreender o problema apresentado.

Eles não existem para fornecer parágrafos prontos.

A redação deve demonstrar capacidade de selecionar, organizar e relacionar conhecimentos para defender um ponto de vista.

Por isso, simplesmente reproduzir partes dos textos motivadores não demonstra autonomia argumentativa.

Além disso, o candidato precisa tomar cuidado com a quantidade efetivamente considerada na avaliação do texto.

Uma estratégia muito melhor é interpretar as informações fornecidas e utilizá-las como ponto de partida para construir argumentos próprios.

Redação sem argumentos perde muitos pontos

Nem toda redação ruim recebe zero.

Essa distinção é importante.

Um candidato pode cumprir as condições básicas para que o texto seja corrigido e, ainda assim, conquistar uma pontuação baixa porque apresentou argumentos fracos.

Imagine uma redação composta basicamente por afirmações como:

“Esse problema é muito ruim.”

“Precisamos mudar isso.”

“A sociedade precisa melhorar.”

“O governo deveria resolver.”

Essas frases podem até estar relacionadas ao tema, mas apresentam pouca profundidade.

Por que o problema existe? Quem é afetado? Quais fatores contribuem para sua continuidade? Que consequências produz? Como pode ser enfrentado?

Uma boa redação precisa desenvolver essas relações.

Erros de português zeram a redação do Enem?

Não necessariamente.

Esse é um dos maiores mitos relacionados às piores redações do Enem.

Cometer alguns erros de ortografia, concordância ou pontuação não significa automaticamente receber nota zero.

O domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa é avaliado na Competência I, que vale até 200 pontos.

Portanto, problemas linguísticos podem reduzir a pontuação dessa competência.

Entretanto, a nota da redação resulta da avaliação de cinco competências.

O candidato não precisa escrever como um professor de gramática para conseguir uma pontuação competitiva. Precisa, contudo, demonstrar domínio adequado da escrita formal e evitar erros recorrentes que prejudiquem a leitura.

Letra feia zera a redação?

Ter uma caligrafia pouco bonita não significa receber zero.

O problema é a ilegibilidade.

Segundo as regras oficiais, uma redação pode ser anulada quando apresenta letra ilegível a ponto de impossibilitar a leitura por dois avaliadores independentes.

Portanto, você não precisa escrever com letra artística.

Precisa escrever de maneira legível.

Se normalmente sua caligrafia fica difícil de entender quando você escreve rapidamente, treine antes da prova.

Diminuir um pouco a velocidade pode valer mais a pena do que produzir um texto que o corretor não consiga compreender.

Colocar nome ou assinatura na redação pode zerar

Esse é outro erro que parece pequeno, mas pode trazer uma consequência enorme.

O candidato não deve colocar nome, assinatura, rubrica ou qualquer outra forma de identificação no espaço destinado exclusivamente ao texto da redação.

A presença dessas informações pode provocar a anulação.

Não termine, portanto, a redação como se estivesse escrevendo uma carta:

“Atenciosamente, João.”

Também não assine o texto.

Siga exatamente as instruções apresentadas na prova e na Folha de Redação.

Escrever a redação em inglês pode zerar?

A redação do Enem deve ser produzida em língua portuguesa.

Segundo o Inep, um texto escrito predominante ou integralmente em língua estrangeira pode ser anulado.

Isso não significa necessariamente que qualquer palavra estrangeira esteja proibida.

Termos estrangeiros podem aparecer quando fazem sentido dentro do texto. A questão é outra: a redação precisa ser produzida em português.

Portanto, não tente demonstrar conhecimento de inglês, espanhol ou outro idioma escrevendo a dissertação inteira nessa língua.

Quais são os 5 critérios da redação do Enem?

Para entender por que algumas redações recebem notas muito baixas enquanto outras chegam perto dos 1.000 pontos, é necessário conhecer as cinco competências avaliadas.

Competência I: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

Competência II: compreender a proposta e desenvolver o tema dentro da estrutura dissertativo-argumentativa.

Competência III: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos para defender um ponto de vista.

Competência IV: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.

Competência V: elaborar proposta de intervenção relacionada ao problema discutido, respeitando os direitos humanos.

Cada avaliador pode atribuir de 0 a 200 pontos em cada competência, totalizando até 1.000 pontos. A redação é corrigida independentemente por dois avaliadores.

Isso explica por que não existe apenas um “erro de redação”.

O candidato precisa demonstrar diferentes habilidades simultaneamente.

Proposta de intervenção ruim também derruba a nota

A conclusão não deve apresentar apenas uma frase genérica como:

“Portanto, precisamos resolver esse problema.”

Isso não constitui uma proposta suficientemente desenvolvida.

Na Competência V, o candidato precisa elaborar uma proposta de intervenção relacionada à problemática discutida.

Uma boa estratégia é pensar em elementos como:

ação: o que deve ser feito?

agente: quem fará?

meio: como isso será realizado?

efeito: qual resultado se pretende alcançar?

detalhamento: como algum desses elementos pode ser especificado?

Não é necessário escrever esses elementos como uma lista. Pelo contrário, eles devem integrar naturalmente o parágrafo final.

[Veja também: como fazer uma conclusão para a redação do Enem]

Exemplo de proposta de intervenção fraca

Considere novamente um tema fictício sobre desperdício de alimentos.

Uma conclusão fraca poderia dizer:

“Portanto, o desperdício de alimentos é ruim e todos precisam fazer sua parte para acabar com esse problema.”

Existe uma intenção positiva, mas quase nada foi explicado.

Quem fará alguma coisa?

O que será feito?

Como?

Uma versão mais desenvolvida poderia atribuir uma ação a determinado órgão público, explicar o instrumento utilizado e indicar o resultado pretendido.

O objetivo não é decorar uma fórmula, mas demonstrar capacidade de propor uma resposta concreta ao problema discutido.

Usar repertório inventado pode piorar a redação

Alguns candidatos tentam tornar o texto mais sofisticado incluindo filósofos, livros, filmes, pesquisas e acontecimentos históricos.

A estratégia pode funcionar muito bem quando o repertório é verdadeiro, pertinente e produtivo.

O problema surge quando o participante inventa informações.

Atribuir uma frase falsa a um filósofo famoso ou criar uma pesquisa inexistente não torna a redação mais inteligente.

Além disso, decorar citações genéricas e encaixá-las artificialmente em qualquer tema pode deixar a argumentação superficial.

É melhor utilizar um conhecimento que você realmente domina e explicar sua relação com o tema.

As piores redações do Enem são cheias de erros de português?

Não necessariamente.

Uma redação pode apresentar português razoável e ainda obter desempenho muito ruim.

Imagine um texto gramaticalmente correto que:

não responde ao tema;

não apresenta tese;

não desenvolve argumentos;

não possui estrutura dissertativo-argumentativa;

ou apresenta um trecho deliberadamente desconectado.

A qualidade da redação vai muito além da gramática.

Da mesma forma, um candidato pode cometer alguns deslizes linguísticos e, ainda assim, construir uma excelente argumentação.

O ideal, naturalmente, é combinar as duas coisas: boa escrita e conteúdo consistente.

Como evitar fazer uma das piores redações do Enem

Antes de começar a escrever, leia o tema mais de uma vez.

Identifique exatamente qual é o problema proposto e quais são os limites do recorte.

Depois, formule mentalmente uma resposta para uma pergunta simples:

“O que eu defendo sobre esse tema?”

Essa resposta será a base da sua tese.

Em seguida, escolha dois argumentos capazes de sustentar esse posicionamento.

Uma estrutura possível seria:

Introdução: contextualização + apresentação do problema + tese.

Desenvolvimento 1: primeiro argumento.

Desenvolvimento 2: segundo argumento.

Conclusão: proposta de intervenção coerente com a discussão.

Não se trata de uma fórmula obrigatória, mas é uma organização segura para quem ainda está desenvolvendo domínio da dissertação argumentativa.

O que estudar observando redações ruins?

Estudar erros pode ser tão útil quanto analisar textos excelentes.

Ao avaliar uma redação problemática, pergunte:

O autor realmente respondeu ao tema?

Existe uma tese identificável?

Cada parágrafo possui uma função?

Os argumentos foram explicados ou apenas afirmados?

Existe relação lógica entre as ideias?

O repertório contribui para o argumento?

A conclusão apresenta uma proposta relacionada ao problema?

O texto utiliza linguagem formal?

Essa análise ajuda a desenvolver uma habilidade fundamental: perceber problemas no próprio texto antes de entregar a prova.

Também vale estudar as melhores redações do Enem

Conhecer erros é útil, mas não concentre seus estudos apenas nas piores redações do Enem.

O próprio Inep publica na Cartilha do Participante exemplos de redações de alto desempenho acompanhadas de comentários pedagógicos.

Esse material é particularmente valioso porque não depende da opinião de um cursinho ou de um professor específico. Os comentários estão relacionados aos próprios critérios utilizados no exame.

Na Cartilha da Redação do Enem 2026, por exemplo, o Inep apresenta textos produzidos por participantes da edição anterior para mostrar, na prática, características de redações de alto desempenho.

[Veja também: melhores redações do Enem nota 1000]

O que faz uma redação chegar perto de 1.000 pontos?

Não existe uma frase mágica.

Também não existe um repertório obrigatório que garanta nota alta.

Uma excelente redação demonstra domínio equilibrado das cinco competências.

O candidato compreende exatamente o tema, apresenta um posicionamento, desenvolve argumentos consistentes, conecta adequadamente as partes do texto, utiliza a norma escrita formal e apresenta uma proposta de intervenção coerente.

Além disso, o texto precisa funcionar como uma unidade.

Não adianta decorar uma introdução “perfeita” e produzir desenvolvimentos desconectados dela.

A redação inteira precisa seguir uma linha argumentativa.

Piores erros na redação do Enem: o que evitar

Se você está se preparando para a prova, alguns erros merecem atenção especial:

  • fugir completamente do tema;
  • produzir texto insuficiente;
  • deixar a Folha de Redação em branco;
  • escrever predominantemente outro tipo textual;
  • inserir deliberadamente trechos desconectados;
  • fazer desenhos ou utilizar formas propositais de anulação;
  • identificar-se no espaço destinado ao texto;
  • escrever predominantemente em língua estrangeira;
  • produzir letra que impossibilite a leitura;
  • desenvolver argumentos extremamente superficiais;
  • apresentar repertório sem relação com o tema;
  • esquecer de desenvolver adequadamente a proposta de intervenção.

Os primeiros itens podem chegar à consequência máxima de nota zero. Outros podem reduzir substancialmente a pontuação nas competências avaliadas.

Afinal, quais foram as piores redações do Enem?

Não existe um ranking oficial das piores redações do Enem, e é importante desconfiar de listas na internet que apresentam textos curiosos como se fossem necessariamente redações reais e oficialmente divulgadas pelo Inep.

O que existe oficialmente são critérios claros para avaliar o desempenho dos participantes.

As redações mais problemáticas são aquelas que cometem erros estruturais graves: fogem do tema, desobedecem ao tipo textual exigido, apresentam texto insuficiente ou incluem elementos capazes de provocar anulação.

Por outro lado, tirar uma nota baixa não significa necessariamente ter escrito algo absurdo. Uma redação pode ser coerente e legível, mas perder muitos pontos por apresentar argumentos superficiais, problemas de coesão, domínio limitado da escrita formal ou uma proposta de intervenção pouco desenvolvida.

Por isso, use os exemplos de erros como ferramenta de estudo, não apenas como curiosidade.

Antes da prova, leia também a Cartilha do Participante do Enem publicada pelo Inep. Ela explica os critérios utilizados na correção e apresenta exemplos comentados de redações de alto desempenho.

Entender o que leva uma redação ao zero é importante. Porém, entender o que os avaliadores esperam de uma redação excelente é o caminho mais produtivo para aumentar sua pontuação.

Fontes oficiais

As regras e os critérios mencionados neste artigo foram consultados nos materiais oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem.

Cartilha do Participante — A Redação do Enem 2026 — Inep.

Perguntas frequentes do Enem — critérios de correção e situações que podem resultar em nota zero — Inep.

Página de documentos oficiais do Enem — matrizes, cartilhas e manuais de correção — Inep.

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