O Que é Mercadoria Classificada como DG

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A mercadoria classificada como DG (sigla para Dangerous Goods, ou Cargas Perigosas) refere-se a qualquer artigo ou substância que, durante o transporte internacional, apresenta um risco potencial à saúde, à segurança dos tripulantes, à integridade física do veículo (navio, avião ou caminhão) ou ao meio ambiente.

Diferente de mercadorias comuns, as cargas DG são regidas por legislações internacionais rigorosas que exigem embalagens específicas, sinalizações obrigatórias e uma documentação técnica detalhada para que o transporte seja autorizado.


1. Como Identificar uma Mercadoria DG

Para saber se uma mercadoria é classificada como DG, o profissional de Comércio Exterior utiliza três pilares de identificação:

  • Número ONU (UN Number): Um código de quatro dígitos universal que identifica a substância (ex: UN 1203 para Gasolina).
  • Nome Apropriado para Embarque (PSN): O termo técnico padrão em inglês (Proper Shipping Name) que deve constar nos documentos.
  • Ficha de Segurança (MSDS/FISPQ): O documento técnico emitido pelo fabricante que detalha os riscos, o ponto de fulgor (flash point) e as medidas de emergência.

2. Exemplos de Mercadorias DG no Dia a Dia

Muitas vezes, produtos que parecem inofensivos são classificados como DG para transporte:

  1. Baterias de Lítio: Presentes em celulares e laptops (Classe 9).
  2. Perfumes e Aerossóis: Devido ao álcool e gases propelentes (Classe 3 e Classe 2).
  3. Fertilizantes: Alguns possuem alto poder oxidante (Classe 5).
  4. Produtos de Limpeza: Muitos são corrosivos ou tóxicos (Classe 8 ou 6).

3. As Responsabilidades do Exportador

Ao embarcar uma mercadoria DG, o exportador é responsável por garantir que ela esteja em “Packing Groups” (Grupos de Embalagem) adequados ao nível de perigo:

  • PG I: Grande perigo.
  • PG II: Médio perigo.
  • PG III: Pequeno perigo.

4. O Inglês Técnico e a “Dangerous Goods (DG) Compliance”

No cenário internacional, gerenciar “Dangerous Goods (DG)” exige o domínio pleno do inglês técnico para preencher a “Shipper’s Declaration for Dangerous Goods” e garantir que os rótulos de “Hazardous Material” estejam corretos. Sem a fluência técnica, o profissional não consegue detalhar o “Technical Name” da substância ou negociar as sobretaxas de “DG Surcharge” com o transportador. A capacidade de interpretar o “IMDG Code” ou o “IATA DGR” em inglês é o que evita que a carga seja barrada por falta de conformidade técnica.

Termos como “Limited Quantity (LQ)”, “Flammability limits”, “Toxic inhalation hazard”, “Packing instructions” e “Compatibility group” são a base desta rotina. Consequentemente, o profissional que fala a língua técnica garante que a empresa opere dentro das normas globais de segurança. Portanto, a fluência técnica é o protocolo que protege sua operação e sua carreira no mercado mundial.


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