Guia de Importação da Hungria: Procedimentos, Impostos e Logística em 2026

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A Hungria tem se consolidado como um parceiro estratégico fundamental para o Brasil no Leste Europeu. Com uma indústria de alta tecnologia e excelência em setores como automotivo, farmacêutico e de maquinários, o mercado húngaro oferece oportunidades competitivas para empresas brasileiras. Atualmente, em 2026, o cenário da importação passa por mudanças importantes que exigem um planejamento técnico rigoroso para garantir o sucesso da operação.

Habilitação e o Novo Sistema Duimp em 2026

Primeiramente, para realizar qualquer importação legal, sua empresa deve estar com a habilitação no RADAR/Siscomex ativa. Em 2026, o processo de importação brasileiro atingiu um novo patamar de modernização com o uso obrigatório da Declaração Única de Importação (Duimp). Consequentemente, as informações devem ser precisas desde a origem. Uma das maiores novidades deste ano é a exigência do código cClassTrib (composto por seis dígitos) em cada item declarado, facilitando a identificação tributária para o novo sistema. Portanto, a consistência de dados entre a fatura comercial e o sistema do governo é o que garante um desembaraço aduaneiro sem atrasos ou multas.

Custos e o Impacto da Reforma Tributária

No que diz respeito aos custos, o ano de 2026 marca o início da transição prática da reforma tributária. Agora, os importadores convivem com a implementação das alíquotas de teste da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Embora o impacto financeiro imediato seja compensado pelos tributos antigos (PIS e Cofins), a formação de preços deve ser revisada para o novo modelo de crédito financeiro. Além disso, a recente assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, em janeiro de 2026, começou a reduzir gradualmente o Imposto de Importação (II) para diversos itens industriais húngaros. Dessa maneira, simular os custos considerando essas preferências tarifárias é essencial para manter a margem de lucro da operação.

Logística e Desafios de um País Sem Mar

A logística para importar da Hungria apresenta particularidades, visto que o país não possui saída direta para o mar. Por esse motivo, a carga geralmente segue via transporte ferroviário ou rodoviário até grandes hubs europeus. Nesse sentido, os portos de Hamburgo (Alemanha), Koper (Eslovênia) ou Rijeka (Croácia) são as principais portas de saída para o modal marítimo rumo ao Brasil. Em contrapartida, para mercadorias de alto valor ou urgência, o Aeroporto Internacional de Budapeste Liszt Ferenc é a alternativa mais ágil. Avalie o Incoterm negociado para definir responsabilidades sobre o frete interno na Europa, garantindo que a mercadoria chegue ao porto de embarque com segurança e dentro do cronograma logístico.


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