A Bélgica consolidou-se em 2026 como um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Europa, servindo como um hub tecnológico e industrial estratégico. Por esse motivo, muitas empresas brasileiras buscam entender como importar desse mercado, que é referência em setores como farmacêutico, químico e de maquinários. Atualmente, a eficiência operacional depende da compreensão das novas regras aduaneiras brasileiras e da escolha correta das rotas de transporte.
Logística e a Força do Porto de Antuérpia-Bruges
Primeiramente, é fundamental destacar que o Porto de Antuérpia-Bruges é a principal porta de saída para as cargas belgas com destino ao Brasil. Este complexo portuário, um dos maiores do mundo, oferece conexões diretas para os terminais de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro. Além disso, a recente parceria para o corredor verde de e-combustíveis com o Porto do Açu garante uma logística mais sustentável e prioritária para certos tipos de carga. Portanto, escolher o modal marítimo permite transportar grandes volumes com custos competitivos, enquanto o aeroporto de Bruxelas atende com excelência as demandas aéreas de alta urgência.
Desembaraço Aduaneiro e a Nova Duimp em 2026
No que diz respeito aos trâmites legais, o ano de 2026 marca a consolidação definitiva do Novo Processo de Importação (NPI). Agora, o importador deve utilizar obrigatoriamente a Declaração Única de Importação (Duimp) no Portal Único de Comércio Exterior. Nesse sentido, a conferência documental tornou-se mais rigorosa, exigindo que a Fatura Comercial e o Romaneio de Carga estejam perfeitamente alinhados com a descrição técnica da mercadoria. Ademais, é essencial verificar se o produto exige licenciamento em órgãos como Anvisa ou Inmetro antes do embarque para evitar retenções onerosas na alfândega.
Custos e o Impacto da Reforma Tributária
Dessa forma, a formação de preços em 2026 deve considerar a nova estrutura tributária brasileira. Os antigos impostos PIS e Cofins-Importação foram substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Consequentemente, o cálculo do custo de importação exige uma análise atualizada para garantir a competitividade do produto no mercado nacional. Por outro lado, a utilização de acordos comerciais vigentes pode reduzir as alíquotas do Imposto de Importação, tornando os fornecedores belgas ainda mais atrativos para as empresas brasileiras.
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