Cálculo de depreciação: como fazer, fórmula, taxas e exemplos

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O cálculo de depreciação permite determinar a perda de valor de um bem ao longo do tempo em razão de fatores como uso, desgaste, ação da natureza e obsolescência. Na Contabilidade, a depreciação é especialmente importante para registrar periodicamente o consumo dos benefícios econômicos dos bens classificados no ativo imobilizado.

Máquinas, equipamentos, veículos, computadores, móveis e edificações estão entre os bens que podem estar sujeitos à depreciação, dependendo de suas características e utilização.

Para fins fiscais, a Receita Federal estabelece que a depreciação corresponde à diminuição do valor dos bens do ativo imobilizado decorrente do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal. A IN RFB nº 1.700/2017 também disciplina as taxas e condições utilizadas para fins tributários.

Neste artigo, você entenderá como calcular a depreciação, quais fórmulas podem ser utilizadas e como fazer o cálculo mensal e anual por meio de exemplos práticos.

O que é depreciação?

A depreciação representa a redução do valor de determinados ativos ao longo de sua vida útil.

Imagine que uma empresa compre uma máquina por R$ 100.000.

Essa máquina será utilizada durante vários anos na atividade da empresa. Com o passar do tempo, seu uso provoca desgaste e o equipamento também pode se tornar tecnologicamente ultrapassado.

A Contabilidade reconhece esse processo gradativamente.

Em vez de simplesmente considerar que o equipamento continuará indefinidamente registrado pelo mesmo valor original, reconhece-se a depreciação de acordo com os critérios contábeis aplicáveis.

Para fins tributários, a Receita Federal permite computar como custo ou encargo a diminuição do valor dos bens do ativo imobilizado decorrente do desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência normal, observadas as condições previstas na legislação.

Como fazer o cálculo de depreciação?

Uma das formas mais simples de compreender o cálculo de depreciação é pelo método linear, também chamado de método das quotas constantes.

De maneira simplificada, considerando um bem sem valor residual, podemos utilizar:

Depreciação anual = Valor do bem ÷ Vida útil

Imagine um equipamento comprado por R$ 50.000 e com vida útil estimada em 10 anos.

Temos:

R$ 50.000 ÷ 10 = R$ 5.000

A depreciação será de R$ 5.000 por ano nesse exemplo simplificado.

Como 10 anos correspondem a uma taxa anual de 10%, também poderíamos calcular:

R$ 50.000 × 10% = R$ 5.000

Portanto, o resultado é o mesmo.

Fórmula para cálculo de depreciação

Quando existe valor residual estimado, uma fórmula básica para o método linear é:

Depreciação anual = (Valor depreciável) ÷ Vida útil

Sendo, em uma abordagem contábil:

Valor depreciável = Custo do ativo − Valor residual

Assim:

Depreciação anual = (Custo do ativo − Valor residual) ÷ Vida útil

Considere:

Custo do equipamento: R$ 100.000
Valor residual estimado: R$ 10.000
Vida útil: 10 anos

Primeiro encontramos o valor depreciável:

R$ 100.000 − R$ 10.000 = R$ 90.000

Depois:

R$ 90.000 ÷ 10 = R$ 9.000

Nesse exemplo, a depreciação anual pelo método linear seria de R$ 9.000.

É importante diferenciar o cálculo contábil baseado na vida útil e valor residual estimados do tratamento fiscal da depreciação, que possui regras próprias.

Como calcular a taxa de depreciação?

Quando a vida útil é conhecida, uma forma simples de encontrar a taxa é:

Taxa de depreciação anual = 100% ÷ Vida útil em anos

Se a vida útil for de 5 anos:

100% ÷ 5 = 20% ao ano

Se for de 10 anos:

100% ÷ 10 = 10% ao ano

Se for de 25 anos:

100% ÷ 25 = 4% ao ano

A própria Receita Federal explica que a taxa aplicável pode ser obtida dividindo 100% pelo prazo de vida útil, permitindo encontrar a taxa anual, trimestral ou mensal correspondente.

Exemplo de cálculo de depreciação

Considere uma empresa que adquiriu determinado equipamento por R$ 80.000.

Para simplificar o exemplo, considere uma vida útil de 10 anos e valor residual igual a zero.

A taxa será:

100% ÷ 10 = 10% ao ano

Agora:

R$ 80.000 × 10% = R$ 8.000

Portanto:

Depreciação anual = R$ 8.000

Para descobrir a depreciação mensal:

R$ 8.000 ÷ 12 = R$ 666,67

Assim, nesse exemplo simplificado, teremos aproximadamente:

Depreciação mensal: R$ 666,67

Depreciação anual: R$ 8.000

Cálculo de depreciação mensal

O cálculo de depreciação mensal é muito utilizado na rotina contábil.

Uma maneira de encontrá-lo é calcular inicialmente a depreciação anual e dividir o resultado por 12.

A fórmula simplificada é:

Depreciação mensal = Depreciação anual ÷ 12

Considere um bem de R$ 60.000 com taxa anual de 20%.

Primeiro:

R$ 60.000 × 20% = R$ 12.000 por ano

Depois:

R$ 12.000 ÷ 12 = R$ 1.000 por mês

Assim, a depreciação mensal será de R$ 1.000 nesse exemplo.

Para fins fiscais, a IN RFB nº 1.700/2017 permite que a depreciação seja apropriada em quotas mensais e estabelece regras específicas para bens colocados em funcionamento ou baixados durante o período.

Cálculo de depreciação anual

O cálculo de depreciação anual pode ser realizado aplicando a taxa anual sobre a base correspondente.

Em um exemplo fiscal simplificado:

Depreciação anual = Custo de aquisição × Taxa anual

Considere:

Valor do bem: R$ 120.000
Taxa: 10%

Temos:

R$ 120.000 × 10% = R$ 12.000

A quota anual será de R$ 12.000.

Após um ano, teríamos:

Valor original: R$ 120.000
Depreciação acumulada: R$ 12.000
Valor contábil líquido simplificado: R$ 108.000

Após dois anos, mantendo-se as premissas:

Depreciação acumulada: R$ 24.000
Valor contábil líquido: R$ 96.000

E assim sucessivamente.

Cálculo da depreciação acumulada

A depreciação acumulada representa o total da depreciação reconhecida desde o início da utilização do ativo até determinada data.

Em um exemplo de quotas constantes:

Depreciação acumulada = Depreciação periódica × Número de períodos

Considere um equipamento com depreciação anual de R$ 5.000.

Depois de três anos:

R$ 5.000 × 3 = R$ 15.000

Portanto, a depreciação acumulada será de R$ 15.000.

Se o custo original foi de R$ 50.000:

R$ 50.000 − R$ 15.000 = R$ 35.000

O valor contábil líquido, desconsiderando outros ajustes, seria de R$ 35.000.

A Receita Federal estabelece que, para fins fiscais, o montante acumulado das quotas de depreciação não pode ultrapassar o custo de aquisição do bem.

Como calcular depreciação de veículos?

O cálculo de depreciação de veículos depende da finalidade do cálculo.

Para fins fiscais, é necessário verificar a classificação do veículo e a taxa prevista na legislação.

A Receita Federal apresenta, por exemplo, as seguintes referências:

Tipo de veículoTaxa fiscal anualPrazo
Automóveis de passageiros20%5 anos
Veículos para transporte de mercadorias25%4 anos
Motociclos25%4 anos
Tratores abrangidos pela classificação indicada25%4 anos

Essas taxas constam das referências da Receita Federal relacionadas ao Anexo III da IN RFB nº 1.700/2017.

Portanto, não é correto assumir que qualquer veículo possui necessariamente a mesma taxa.

Exemplo de cálculo de depreciação de veículo

Imagine um automóvel de passageiros adquirido por uma empresa por R$ 100.000.

Considerando, apenas para este exemplo fiscal simplificado, a taxa de 20% ao ano indicada pela Receita Federal para essa categoria:

R$ 100.000 × 20% = R$ 20.000

A quota anual seria:

R$ 20.000

Dividindo por 12:

R$ 20.000 ÷ 12 = R$ 1.666,67

Assim, teríamos aproximadamente:

Depreciação anual: R$ 20.000

Depreciação mensal: R$ 1.666,67

Depois de dois anos completos, nesse exemplo:

R$ 20.000 × 2 = R$ 40.000

A depreciação acumulada seria de R$ 40.000.

Cálculo de depreciação de máquinas e equipamentos

Para calcular a depreciação de máquinas e equipamentos, é necessário identificar corretamente o bem e a vida útil aplicável.

Não existe uma única taxa fiscal para qualquer equipamento existente.

O Anexo III da IN RFB nº 1.700/2017 apresenta prazos de vida útil e taxas de depreciação de acordo com diferentes categorias e classificações de bens.

Suponha, apenas como exemplo didático, que determinado equipamento possua:

Custo: R$ 200.000
Vida útil: 10 anos
Taxa: 10% ao ano

A depreciação anual seria:

R$ 200.000 × 10% = R$ 20.000

E a mensal:

R$ 20.000 ÷ 12 = R$ 1.666,67

Antes de utilizar uma taxa para fins fiscais reais, entretanto, é necessário verificar a classificação correspondente ao equipamento.

Como calcular depreciação de computadores?

Computadores e equipamentos de informática também estão sujeitos à perda de valor ao longo do tempo.

Para fins fiscais, a Receita Federal historicamente apresenta para computadores e periféricos uma vida útil de cinco anos e taxa de 20% ao ano.

Considere um computador adquirido por R$ 6.000.

Aplicando 20%:

R$ 6.000 × 20% = R$ 1.200

Depreciação anual:

R$ 1.200

Depreciação mensal:

R$ 1.200 ÷ 12 = R$ 100

Assim, no exemplo simplificado, a quota mensal seria de R$ 100.

Cálculo de depreciação de edificações

As edificações também podem estar sujeitas à depreciação, observadas as condições legais.

O Anexo III da IN RFB nº 1.700/2017 apresenta para edificações prazo fiscal de 25 anos e taxa anual de 4%.

Considere uma edificação com base depreciável fiscal de R$ 500.000.

Aplicando 4%:

R$ 500.000 × 4% = R$ 20.000

Assim, a quota anual seria de R$ 20.000 no exemplo.

É importante observar que terreno e edificação não devem ser tratados como se fossem o mesmo ativo para fins de depreciação.

A IN RFB nº 1.700/2017 estabelece que não é admitida quota de depreciação referente a terrenos, salvo quanto aos melhoramentos ou construções. A norma também prevê que, para edificações, o valor da construção deve estar destacado do custo do terreno.

Terreno sofre depreciação?

Em regra, terrenos não são depreciados.

Isso ocorre porque o terreno possui características diferentes das construções existentes sobre ele.

Imagine que uma empresa compre um imóvel composto por terreno e prédio.

Não seria correto simplesmente aplicar a taxa de depreciação da edificação sobre todo o valor da aquisição sem analisar a separação correspondente.

A Receita Federal determina expressamente que terrenos não admitem quota de depreciação, ressalvados melhoramentos ou construções, e prevê a separação entre o valor da edificação e o terreno.

Quando começa o cálculo da depreciação?

Para fins fiscais, não basta simplesmente comprar o bem.

A IN RFB nº 1.700/2017 estabelece que a quota de depreciação é dedutível a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir.

Imagine que uma máquina seja comprada em janeiro, mas somente instalada e colocada em funcionamento posteriormente.

A simples data da nota fiscal não deve ser utilizada isoladamente para concluir quando começa a quota fiscal.

É necessário considerar quando o bem efetivamente passou à condição estabelecida pela legislação.

Taxa de depreciação da Receita Federal

Para fins tributários, a taxa anual é determinada de acordo com o prazo durante o qual se espera a utilização econômica do bem na produção dos rendimentos.

A IN RFB nº 1.700/2017 utiliza seu Anexo III como referência para os prazos de vida útil admissíveis.

A legislação também admite que o contribuinte utilize quota adequada às condições efetivas de depreciação do bem quando conseguir comprovar essa adequação.

Em caso de dúvida, a norma prevê a possibilidade de perícia do Instituto Nacional de Tecnologia ou de outra entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica.

Portanto, uma tabela fiscal não deve ser interpretada como substituta da análise contábil da vida útil do ativo.

Depreciação contábil e depreciação fiscal são iguais?

Não necessariamente.

Essa diferença é extremamente importante no cálculo de depreciação.

Na Contabilidade, a vida útil e o valor residual do ativo devem refletir as condições econômicas aplicáveis ao bem conforme as normas contábeis.

Já a legislação tributária possui critérios próprios para determinar quanto pode ser considerado para fins fiscais.

Consequentemente, a depreciação registrada contabilmente pode apresentar diferença em relação àquela admitida para efeitos tributários.

A própria IN RFB nº 1.700/2017 prevê tratamento para diferenças entre a quota registrada contabilmente e aquela calculada segundo seus critérios na apuração do lucro real e da CSLL, mediante os controles correspondentes.

Cálculo de depreciação com valor residual

O valor residual é o valor estimado que se espera obter pelo ativo ao final de sua vida útil, depois de considerados os critérios aplicáveis.

Quando existe valor residual, ele reduz o valor depreciável.

Considere:

Custo do ativo: R$ 70.000
Valor residual: R$ 10.000
Vida útil: 5 anos

Valor depreciável:

R$ 70.000 − R$ 10.000 = R$ 60.000

Depreciação anual:

R$ 60.000 ÷ 5 = R$ 12.000

Depreciação mensal:

R$ 12.000 ÷ 12 = R$ 1.000

Portanto, nesse exemplo contábil, o ativo terá uma depreciação de R$ 12.000 por ano pelo método linear.

Cálculo de depreciação pelo método linear

O método linear de depreciação distribui o valor depreciável de maneira uniforme ao longo da vida útil.

É um método bastante simples de compreender.

Considere:

Valor do bem: R$ 100.000
Valor residual: R$ 20.000
Vida útil: 8 anos

Valor depreciável:

R$ 100.000 − R$ 20.000 = R$ 80.000

Depreciação anual:

R$ 80.000 ÷ 8 = R$ 10.000

Teríamos:

AnoDepreciaçãoDepreciação acumulada
1R$ 10.000R$ 10.000
2R$ 10.000R$ 20.000
3R$ 10.000R$ 30.000
4R$ 10.000R$ 40.000
5R$ 10.000R$ 50.000
6R$ 10.000R$ 60.000
7R$ 10.000R$ 70.000
8R$ 10.000R$ 80.000

Ao final, permanecem os R$ 20.000 correspondentes ao valor residual estimado.

Como fazer cálculo de depreciação no Excel?

O cálculo de depreciação no Excel também pode ser realizado com uma fórmula simples.

Imagine:

A2 = custo do bem
B2 = valor residual
C2 = vida útil em anos

Uma fórmula conceitual para encontrar a depreciação anual linear seria:

(Custo − Valor residual) ÷ Vida útil

Se:

A2 = R$ 50.000
B2 = R$ 5.000
C2 = 5

Teremos:

(50.000 − 5.000) ÷ 5 = R$ 9.000

A depreciação anual seria de R$ 9.000.

Para encontrar a mensal:

R$ 9.000 ÷ 12 = R$ 750

Esse tipo de planilha pode ser expandido para controlar custo, data de aquisição, início da depreciação, vida útil, valor residual, depreciação mensal e depreciação acumulada de todos os ativos da empresa.

Exemplo completo de cálculo da depreciação

Considere a aquisição de uma máquina por R$ 150.000.

Para este exemplo contábil, considere:

Custo: R$ 150.000
Valor residual: R$ 30.000
Vida útil: 10 anos

Primeiro:

Valor depreciável = R$ 150.000 − R$ 30.000

Valor depreciável = R$ 120.000

Agora calculamos a quota anual:

R$ 120.000 ÷ 10 = R$ 12.000

Depois, a mensal:

R$ 12.000 ÷ 12 = R$ 1.000

Portanto:

Custo: R$ 150.000
Valor residual: R$ 30.000
Valor depreciável: R$ 120.000
Depreciação anual: R$ 12.000
Depreciação mensal: R$ 1.000

Depois de quatro anos, mantendo-se as premissas:

R$ 12.000 × 4 = R$ 48.000

A depreciação acumulada seria de R$ 48.000.

O valor contábil líquido seria:

R$ 150.000 − R$ 48.000 = R$ 102.000

Quais bens não podem ser depreciados?

Nem todo ativo está sujeito à depreciação.

Para fins fiscais, a IN RFB nº 1.700/2017 estabelece algumas situações em que não é admitida quota de depreciação.

Entre elas estão terrenos, ressalvados melhoramentos ou construções; determinados prédios ou construções não utilizados na produção de rendimentos; bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obras de arte e antiguidades; e bens sujeitos ao registro de quota de exaustão.

Por isso, antes de simplesmente aplicar uma porcentagem, é necessário verificar se o ativo efetivamente é depreciável.

Erros comuns no cálculo de depreciação

Um dos erros mais frequentes é utilizar uma taxa encontrada na internet sem verificar se ela realmente corresponde ao bem.

Outro problema é confundir depreciação contábil com depreciação fiscal.

Também são erros comuns:

  • depreciar terreno como se fosse edificação;
  • esquecer o valor residual no cálculo contábil quando aplicável;
  • utilizar vida útil incorreta;
  • iniciar a depreciação no momento errado;
  • continuar depreciando além do limite aplicável;
  • confundir depreciação acumulada com a depreciação de apenas um período;
  • aplicar a taxa anual como se fosse mensal;
  • não identificar corretamente o ativo.

Para fins fiscais, a classificação correta é especialmente importante porque o Anexo III da IN RFB nº 1.700/2017 possui diferentes taxas conforme a natureza do bem.

Perguntas frequentes sobre cálculo de depreciação

Como calcular a depreciação de um bem?

No método linear, uma fórmula básica é:

(Custo − Valor residual) ÷ Vida útil

O resultado representa a quota periódica anual quando a vida útil estiver expressa em anos.

Como calcular a depreciação mensal?

Depois de encontrar a quota anual, uma forma simples é:

Depreciação anual ÷ 12

Por exemplo:

R$ 12.000 ÷ 12 = R$ 1.000 por mês.

Como calcular a taxa de depreciação?

Quando a vida útil está expressa em anos:

100% ÷ Vida útil = Taxa anual

Vida útil de 5 anos:

100% ÷ 5 = 20% ao ano

Qual é a taxa de depreciação de veículos?

Depende do tipo de veículo e da finalidade do cálculo. Para fins fiscais, a Receita Federal apresenta, por exemplo, taxa de 20% ao ano para automóveis de passageiros e 25% para determinadas categorias de veículos de transporte de mercadorias, conforme o Anexo III da IN RFB nº 1.700/2017.

A depreciação começa na compra do bem?

Não necessariamente. Para fins fiscais, a IN RFB nº 1.700/2017 determina que a quota é dedutível a partir do momento em que o bem é instalado, colocado em serviço ou em condições de produzir.

Terreno tem depreciação?

Em regra, não. A legislação fiscal não admite quota de depreciação referente ao terreno, ressalvando melhoramentos ou construções.

Conclusão

O cálculo de depreciação permite reconhecer gradualmente a perda de valor dos bens sujeitos a desgaste, ação da natureza ou obsolescência ao longo de sua utilização.

No método linear, uma das fórmulas mais utilizadas é:

Depreciação anual = (Custo − Valor residual) ÷ Vida útil

Para encontrar a taxa anual a partir da vida útil, pode-se utilizar:

Taxa anual = 100% ÷ Vida útil

E, em uma situação simplificada:

Depreciação mensal = Depreciação anual ÷ 12

Entretanto, é fundamental distinguir depreciação contábil e depreciação fiscal. Para fins tributários, a Receita Federal estabelece regras específicas na IN RFB nº 1.700/2017, incluindo prazos de vida útil e taxas constantes do Anexo III. A norma também admite, em determinadas condições, a utilização de taxa diferente quando sua adequação puder ser comprovada.

Portanto, fazer corretamente o cálculo da depreciação exige conhecer o custo do ativo, sua vida útil, seu valor residual quando aplicável, a data de início de utilização e a finalidade do cálculo. Esses elementos permitem registrar adequadamente a depreciação e acompanhar o valor do ativo ao longo do tempo.

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