Tabela regressiva do Imposto de Renda: veja alíquotas, prazos e como funciona

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A tabela regressiva do Imposto de Renda é uma forma de tributação na qual a alíquota diminui conforme aumenta o tempo em que o dinheiro permanece investido. Em outras palavras, em determinadas aplicações financeiras, quanto maior o prazo, menor pode ser o percentual de IR cobrado.

Entretanto, existe uma confusão importante: não há apenas uma tabela regressiva do Imposto de Renda. A tabela utilizada em aplicações de renda fixa, como CDB, é diferente da tabela regressiva utilizada em determinados planos de previdência complementar.

Na renda fixa em geral, as alíquotas vão de 22,5% a 15%, dependendo do prazo. Já na previdência complementar sob o regime regressivo, as alíquotas podem começar em 35% e chegar a 10% depois de mais de dez anos.

Por isso, antes de consultar a tabela, é necessário identificar qual investimento está sendo analisado.

O que é a tabela regressiva do Imposto de Renda?

Uma tabela regressiva utiliza o tempo como um dos principais fatores para determinar a alíquota.

A lógica é simples:

quanto menor o prazo, maior a alíquota;

quanto maior o prazo, menor a alíquota.

Esse modelo aparece principalmente em determinados investimentos e produtos de previdência.

É diferente da tabela progressiva utilizada para salários e outros rendimentos tributáveis, na qual as alíquotas aumentam conforme a base de cálculo. Em 2026, por exemplo, a tabela mensal do IRPF possui faixas que vão da isenção até a alíquota de 27,5%.

Portanto, tabela regressiva e tabela progressiva do Imposto de Renda não são a mesma coisa.

Qual é a tabela regressiva do Imposto de Renda para investimentos?

Para fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa em geral, a tabela regressiva tradicional é:

Prazo da aplicaçãoAlíquota do IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

A Receita Federal apresenta essas quatro faixas para aplicações de renda fixa em geral.

Assim, um investimento resgatado rapidamente pode sofrer tributação de 22,5%, enquanto um investimento que alcance a última faixa pode ter alíquota de 15%.

Como funciona a tabela regressiva do Imposto de Renda no CDB?

O CDB é um dos exemplos mais conhecidos de aplicação sujeita à tributação regressiva da renda fixa.

Imagine um investimento que produza R$ 2.000 de rendimento.

Se o resgate ocorrer dentro da faixa de 22,5%:

R$ 2.000 × 22,5% = R$ 450 de IR

O rendimento depois do IR seria:

R$ 1.550

Agora imagine os mesmos R$ 2.000 de rendimento sujeitos à alíquota mínima de 15%:

R$ 2.000 × 15% = R$ 300 de IR

Rendimento depois do imposto:

R$ 1.700

Nesse exemplo simplificado, a diferença tributária seria de R$ 150.

Tabela regressiva até 180 dias: quanto é o imposto?

Na primeira faixa, correspondente a até 180 dias, a alíquota é de 22,5%.

É a maior alíquota da tabela regressiva tradicional das aplicações de renda fixa.

Suponha que uma pessoa invista R$ 10 mil e obtenha R$ 500 de rendimento antes de realizar o resgate.

Considerando somente o IR:

R$ 500 × 22,5% = R$ 112,50

Portanto, o imposto seria de R$ 112,50 sobre o rendimento.

O capital original de R$ 10 mil não é simplesmente tributado em 22,5%.

Tabela regressiva de 181 a 360 dias

Na segunda faixa, a alíquota cai para 20%.

Se o rendimento tributável for de R$ 1.000:

R$ 1.000 × 20% = R$ 200

Restariam R$ 800 de rendimento após considerar somente o IR.

Essa redução demonstra a característica regressiva da tabela: conforme o período aumenta, o percentual diminui.

Tabela regressiva de 361 a 720 dias

Na terceira faixa, a alíquota é de 17,5%.

Com R$ 1.000 de rendimento:

R$ 1.000 × 17,5% = R$ 175

O rendimento após o IR seria de R$ 825.

Portanto, permanecer mais tempo na aplicação pode reduzir o impacto percentual do Imposto de Renda.

Tabela regressiva acima de 720 dias

A menor alíquota da tabela tradicional de renda fixa é alcançada acima de 720 dias.

Nesse caso, a alíquota é de:

15%

Imagine um rendimento bruto de R$ 10 mil.

O cálculo seria:

R$ 10.000 × 15% = R$ 1.500 de Imposto de Renda

O rendimento depois do IR seria de R$ 8.500.

Na primeira faixa, com alíquota de 22,5%, o imposto sobre os mesmos R$ 10 mil de rendimento seria R$ 2.250.

A diferença seria de R$ 750.

Tabela regressiva do Imposto de Renda incide sobre todo o investimento?

Nas aplicações de renda fixa como o CDB, o IR incide sobre os rendimentos, e não simplesmente sobre todo o capital aplicado.

Considere este exemplo:

Valor investido: R$ 50.000

Valor bruto no resgate: R$ 55.000

Rendimento: R$ 5.000

Se a alíquota aplicável for 15%:

R$ 5.000 × 15% = R$ 750

O imposto é calculado sobre os R$ 5 mil de rendimento, e não aplicando 15% diretamente sobre os R$ 55 mil.

Essa diferença é fundamental para calcular corretamente a rentabilidade líquida de um investimento.

Quais investimentos usam a tabela regressiva de 22,5% a 15%?

A tabela regressiva é associada a diversas aplicações de renda fixa tributáveis.

Um dos exemplos mais conhecidos é o CDB.

Outros títulos e aplicações financeiras podem seguir regras semelhantes, dependendo da natureza do produto.

Já determinados investimentos possuem regras diferentes ou benefícios fiscais específicos.

Por isso, não se deve concluir que todo investimento de renda fixa necessariamente pagará 22,5%, 20%, 17,5% ou 15%.

É preciso verificar a tributação específica do produto.

LCI e LCA seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda?

LCI e LCA possuem tratamento tributário específico para pessoas físicas e não devem ser comparadas com um CDB apenas pela rentabilidade bruta.

Isso é importante porque um CDB pode oferecer um percentual maior do CDI, mas sofrer tributação.

Na comparação entre investimentos, o ideal é analisar a rentabilidade líquida, depois dos impostos.

Imagine, de forma simplificada, um CDB pagando 110% do CDI.

Se ele estiver sujeito à alíquota de 15%:

110% × 85% = aproximadamente 93,5% do CDI líquido

Esse cálculo simplificado permite comparar melhor uma aplicação tributada com outra que possua tratamento fiscal diferente.

Tesouro Direto tem tabela regressiva?

Os títulos públicos também possuem tributação que deve ser considerada no cálculo da rentabilidade líquida.

O investidor não deve analisar apenas quanto o título rende antes dos impostos.

Prazo, forma de resgate e tributação influenciam o resultado efetivamente recebido.

Além disso, investimentos de curtíssimo prazo podem sofrer também incidência de IOF conforme as regras aplicáveis.

Por isso, a rentabilidade anunciada e a rentabilidade líquida não são necessariamente iguais.

Tabela regressiva do Imposto de Renda e IOF são a mesma coisa?

Não.

Imposto de Renda e IOF são tributos diferentes.

Em determinadas aplicações financeiras, o IOF pode incidir quando o dinheiro é resgatado nos primeiros 30 dias.

A alíquota do IOF diminui rapidamente durante esse período até chegar a zero.

Isso significa que um investimento resgatado muito cedo pode sofrer incidência de IOF e também de Imposto de Renda, conforme as regras correspondentes.

Depois de 30 dias, deixar de existir IOF não significa que o investimento ficou isento de IR.

O Imposto de Renda continua seguindo sua própria tabela.

Fundos de investimento usam a mesma tabela regressiva?

Depende do tipo de fundo.

A Receita diferencia, por exemplo, fundos de longo prazo e fundos de curto prazo.

Na tabela apresentada pela Receita para os fundos de curto prazo, aparecem duas alíquotas:

22,5% até 180 dias;

20% acima de 180 dias.

Isso mostra por que não é correto aplicar automaticamente a tabela de quatro faixas a qualquer produto financeiro.

Também existem regras próprias para outros tipos de fundos.

O que é a tabela regressiva do Imposto de Renda na previdência privada?

A tabela regressiva da previdência complementar é diferente da tabela da renda fixa.

Nesse regime, as alíquotas diminuem em intervalos relacionados ao tempo de permanência dos recursos.

A tabela é:

Prazo de acumulaçãoAlíquota do IR
Até 2 anos35%
Acima de 2 até 4 anos30%
Acima de 4 até 6 anos25%
Acima de 6 até 8 anos20%
Acima de 8 até 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

O Ministério da Previdência explica que as alíquotas começam em 35% e caem cinco pontos percentuais a cada dois anos, até atingir 10% depois de dez anos.

Portanto, quando alguém pergunta se a menor alíquota da tabela regressiva é 15% ou 10%, a resposta depende do produto analisado.

Renda fixa tradicional: pode chegar a 15%.

Previdência complementar no regime regressivo: pode chegar a 10%.

Como funciona a tabela regressiva do PGBL?

No PGBL submetido ao regime regressivo, o tempo de permanência dos recursos é fundamental para determinar a alíquota.

Quanto menor o prazo, maior tende a ser a tributação.

Depois de mais de dez anos, a alíquota pode chegar a 10%.

Outro ponto importante é a base tributável.

No PGBL, em caso de resgate ou recebimento de benefício, o Imposto de Renda pode incidir sobre o valor total recebido, conforme as regras do produto e do regime tributário.

Isso torna a análise diferente daquela realizada para um CDB.

Como funciona a tabela regressiva do VGBL?

O VGBL possui tratamento diferente do PGBL.

Uma das principais diferenças está justamente na incidência do Imposto de Renda.

No VGBL, a tributação está relacionada aos rendimentos, enquanto no PGBL a base pode abranger o valor total recebido no resgate ou benefício, conforme as regras aplicáveis.

O regime regressivo pode ser utilizado na previdência para reduzir as alíquotas conforme aumenta o período de acumulação.

Por isso, ao analisar um plano previdenciário, é necessário observar tanto o regime de tributação quanto o tipo de plano.

Qual a diferença entre tabela regressiva e progressiva?

Na tabela regressiva, o tempo é determinante para reduzir a alíquota.

Na tabela progressiva, as alíquotas aumentam conforme cresce a base de cálculo.

Em 2026, por exemplo, a tabela mensal progressiva do IRPF possui as seguintes faixas básicas:

Base de cálculo mensalAlíquota
Até R$ 2.428,80Isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

Essas são as faixas básicas da tabela mensal vigente desde janeiro de 2026; existem ainda mecanismos de redução do imposto introduzidos para 2026.

Portanto, não confunda essa tabela com a regressiva dos investimentos.

Salário usa tabela regressiva do Imposto de Renda?

Não.

Salários sujeitos ao IRPF utilizam a tabela progressiva, e não a regressiva da renda fixa.

Quanto maior a base de cálculo, maior pode ser a alíquota marginal, chegando a 27,5%.

Isso é praticamente o contrário da lógica da tabela regressiva.

Na tabela regressiva de investimentos, o aumento do tempo pode reduzir a alíquota.

Na progressiva do salário, são as faixas de base de cálculo que determinam as alíquotas aplicáveis.

Aposentadoria usa tabela regressiva?

A aposentadoria comum paga pelo regime previdenciário não utiliza automaticamente a tabela regressiva de investimentos.

Ela segue as regras tributárias aplicáveis aos rendimentos previdenciários.

A confusão costuma ocorrer porque planos de previdência complementar podem utilizar regimes progressivo ou regressivo.

Portanto, é necessário diferenciar aposentadoria do INSS de um plano de previdência privada como PGBL ou VGBL.

Como calcular a tabela regressiva do Imposto de Renda?

Para aplicações como CDB, uma conta simplificada consiste em descobrir primeiro o rendimento:

Rendimento = valor bruto no resgate – valor aplicado

Depois, identifique o prazo e a alíquota correspondente.

Imagine:

Valor aplicado: R$ 20.000

Valor bruto no resgate: R$ 24.000

Rendimento: R$ 4.000

Prazo: mais de 720 dias

Alíquota: 15%

O cálculo seria:

R$ 4.000 × 15% = R$ 600 de IR

O rendimento depois do imposto seria:

R$ 4.000 – R$ 600 = R$ 3.400

E o valor líquido total, nesse exemplo simplificado:

R$ 23.400

Quanto é o IR sobre R$ 10 mil de rendimento?

Veja uma comparação simples utilizando R$ 10 mil de rendimento tributável:

AlíquotaImpostoRendimento após IR
22,5%R$ 2.250R$ 7.750
20%R$ 2.000R$ 8.000
17,5%R$ 1.750R$ 8.250
15%R$ 1.500R$ 8.500

O exemplo ajuda a visualizar o efeito do prazo sobre a tributação.

Naturalmente, a decisão de manter ou resgatar um investimento não deve considerar somente o imposto.

Rentabilidade, risco, liquidez e objetivos financeiros também são relevantes.

Tabela regressiva do Imposto de Renda: 15% ou 10%?

As duas informações podem estar corretas, mas tratam de situações diferentes.

Para aplicações de renda fixa em geral, a menor alíquota da tabela tradicional é 15% acima de 720 dias.

Para previdência complementar submetida ao regime regressivo, a menor alíquota pode ser 10% depois de mais de dez anos.

Portanto, a tabela pode ser resumida assim:

Renda fixa: 22,5% → 20% → 17,5% → 15%.

Previdência regressiva: 35% → 30% → 25% → 20% → 15% → 10%.

Essa distinção é essencial para evitar cálculos incorretos.

Tabela regressiva do Imposto de Renda: quanto mais tempo, menor pode ser a alíquota

A tabela regressiva do Imposto de Renda utiliza o tempo como fator para reduzir a tributação em determinados investimentos.

No caso das aplicações de renda fixa em geral, as alíquotas tradicionais são 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias.

Já na previdência complementar sob o regime regressivo, a tabela começa em 35% para prazos mais curtos e pode chegar a 10% quando os recursos ultrapassam dez anos de acumulação.

Por isso, sempre que encontrar uma “tabela regressiva do IR”, verifique primeiro a qual produto ela se refere. Aplicar a tabela do CDB a um plano de previdência, ou a tabela da previdência a um investimento de renda fixa tradicional, produz um cálculo incorreto.

Sugestão de imagem: gráfico comparando a tabela regressiva da renda fixa, de 22,5% a 15%, com a tabela regressiva da previdência, de 35% a 10%.

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