O CFOP 6119 é utilizado em determinadas operações interestaduais de venda à ordem, quando ocorre a venda de uma mercadoria adquirida ou recebida de terceiros e essa mercadoria é entregue diretamente ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.
A descrição do código é, em essência, “Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem”.
Esse CFOP aparece principalmente nas chamadas operações triangulares, nas quais existem três participantes: o vendedor remetente, o adquirente originário e o destinatário final.
Uma característica importante é que a mercadoria não precisa passar fisicamente pelo estabelecimento do adquirente originário. O vendedor remetente pode enviá-la diretamente ao destinatário indicado pelo comprador.
Como o código começa com 6, trata-se de um CFOP do grupo das saídas interestaduais. Por isso, é importante não confundir o CFOP 6119 com o 5119, utilizado na situação correspondente classificada como operação interna, nem com o 6923, relacionado à remessa por conta e ordem de terceiros em venda à ordem.
Neste artigo, você entenderá o que significa CFOP 6119, quando utilizar, quem emite a nota fiscal, como funciona a venda à ordem e quais são as diferenças entre CFOP 6119, 5119, 6120 e 6923.
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O que é o CFOP 6119?
O CFOP 6.119 identifica uma venda interestadual de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, quando a mercadoria é entregue diretamente ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, dentro de uma operação de venda à ordem.
Para compreender o código, é necessário primeiro entender a estrutura dessa operação.
Imagine três empresas:
Empresa A: vendedor remetente.
Empresa B: adquirente originário.
Empresa C: destinatário final.
A Empresa B compra determinada mercadoria da Empresa A.
Entretanto, B não quer que a mercadoria seja enviada ao seu estabelecimento.
Ela solicita que A entregue diretamente para C.
Comercialmente, temos:
A → vende para → B
B → vende para → C
Fisicamente, porém:
A → entrega diretamente para → C
É nesse tipo de estrutura que aparecem os CFOPs específicos da venda à ordem.
Qual é a descrição do CFOP 6119?
A descrição associada ao CFOP 6.119 é:
Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.
Existem duas características fundamentais nessa descrição.
A primeira é que estamos falando de uma mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
Ou seja, não se trata de produto fabricado pelo próprio estabelecimento vendedor.
A segunda característica é que a mercadoria é entregue diretamente ao destinatário indicado pelo adquirente originário.
O que significa cada número do CFOP 6119?
CFOP significa Código Fiscal de Operações e Prestações.
O primeiro dígito ajuda a identificar a natureza territorial da operação.
De maneira geral:
| Primeiro dígito | Operação |
|---|---|
| 1 | Entrada dentro do estado |
| 2 | Entrada de outro estado |
| 3 | Entrada do exterior |
| 5 | Saída dentro do estado |
| 6 | Saída para outro estado |
| 7 | Saída para o exterior |
Como o código começa com 6, o CFOP 6119 pertence ao grupo das operações de saída interestaduais.
Isso é uma diferença importante em relação ao CFOP 5119, que começa com 5.
CFOP 6119 é entrada ou saída?
O CFOP 6119 é um código de saída.
Ele aparece na NF-e emitida pelo estabelecimento que realiza a venda correspondente.
O primeiro dígito 6 identifica uma saída classificada como interestadual.
Portanto:
6.119 = saída interestadual.
Isso não significa, entretanto, que qualquer venda para outro estado deva utilizar esse código.
O 6119 possui uma finalidade muito específica: venda à ordem de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
Quando usar o CFOP 6119?
O CFOP 6119 pode ser utilizado quando estão presentes as características correspondentes à sua descrição.
Em termos simplificados:
- Existe uma venda à ordem.
- O vendedor comercializa mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
- A mercadoria é entregue diretamente ao destinatário.
- Essa entrega ocorre por conta e ordem do adquirente originário.
- A relação correspondente é classificada como interestadual.
Não basta existir uma venda interestadual.
Também não basta a mercadoria ser entregue em endereço diferente.
A estrutura precisa realmente corresponder à venda à ordem.
O que é venda à ordem?
A venda à ordem é uma operação comercial envolvendo normalmente três participantes.
Um exemplo ajuda a entender.
Imagine:
Fornecedor Alfa: localizado em São Paulo.
Distribuidora Beta: localizada no Paraná.
Cliente Gama: destinatário da mercadoria.
A Distribuidora Beta compra equipamentos da Alfa.
Depois, Beta vende esses produtos para Gama.
Em vez de receber os equipamentos no Paraná e depois realizar outro transporte, Beta solicita que Alfa entregue os produtos diretamente a Gama.
Assim, existem duas vendas, mas a mercadoria realiza apenas uma movimentação física principal entre o vendedor remetente e o destinatário.
Essa estrutura reduz movimentações logísticas desnecessárias.
Quem é o vendedor remetente?
O vendedor remetente é a empresa que possui fisicamente a mercadoria e realiza sua entrega ao destinatário indicado.
Na estrutura:
A → B → C
A é o vendedor remetente.
Ele vende para B, mas entrega fisicamente para C.
Dependendo da origem da mercadoria e da localização das partes, a nota correspondente à venda entre A e B pode utilizar códigos como 6.118 ou 6.119.
Quem é o adquirente originário?
O adquirente originário é a empresa que compra a mercadoria do vendedor remetente e determina sua entrega a um terceiro.
No exemplo:
A vende para B.
B vende para C.
A entrega para C.
Nesse caso, B é o adquirente originário.
Ele participa de duas relações comerciais:
- compra de A;
- venda para C.
Porém, a mercadoria não precisa entrar fisicamente em seu estabelecimento.
Quem é o destinatário final?
O destinatário é quem recebe fisicamente a mercadoria enviada pelo vendedor remetente.
Na estrutura anterior, é a Empresa C.
Ela comprou a mercadoria de B, mas recebe fisicamente o produto enviado por A.
Essa diferença entre vendedor comercial e remetente físico é uma das principais características da venda à ordem.
Exemplo de CFOP 6119
Considere a seguinte situação.
Uma distribuidora de equipamentos chamada Fornecedor Alfa, localizada em São Paulo, compra equipamentos de diferentes fabricantes e mantém estoque próprio.
A empresa vende 50 equipamentos para a Empresa Beta, localizada em Minas Gerais.
Beta, por sua vez, vende os equipamentos para seu cliente e determina que Alfa faça a entrega diretamente ao destinatário.
Os equipamentos vendidos por Alfa não são de fabricação própria.
Eles foram adquiridos de terceiros.
Na documentação da venda realizada por Alfa para Beta, o CFOP 6.119 pode ser aplicável, desde que todos os demais requisitos da venda à ordem e da legislação correspondente estejam presentes.
CFOP 6119 é para mercadoria de fabricação própria?
Não.
Esse detalhe é fundamental.
O CFOP 6119 é destinado à venda de:
mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
Quando o estabelecimento está vendendo um produto de sua própria fabricação, existem outros CFOPs específicos.
Na venda à ordem interestadual, por exemplo, pode aparecer o CFOP 6.118 para determinadas operações envolvendo produção do próprio estabelecimento.
Portanto:
6.118 = produção do estabelecimento.
6.119 = mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
Essa diferença deve ser observada na configuração fiscal do ERP.
Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6119?
Os dois códigos estão relacionados à venda à ordem, mas diferem quanto à origem da mercadoria.
CFOP 6118
Relacionado à venda de produção do próprio estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.
CFOP 6119
Relacionado à venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.
Assim:
| CFOP | Origem da mercadoria |
|---|---|
| 6.118 | Produção própria |
| 6.119 | Adquirida ou recebida de terceiros |
Essa é uma das principais diferenças entre os códigos.
Qual é a diferença entre CFOP 5119 e 6119?
A diferença principal está no âmbito territorial da operação.
CFOP 5119
É utilizado na situação correspondente classificada como operação interna.
CFOP 6119
É utilizado na operação correspondente classificada como interestadual.
De maneira simplificada:
5.119 = operação interna.
6.119 = operação interestadual.
A finalidade dos códigos é semelhante, mas o primeiro dígito muda conforme a natureza territorial da operação.
Qual é a diferença entre CFOP 6119 e 6923?
Essa é uma dúvida especialmente importante porque os dois códigos podem aparecer na mesma estrutura de venda à ordem.
CFOP 6119
Está relacionado à venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.
CFOP 6923
Está relacionado à remessa de mercadoria por conta e ordem de terceiros em venda à ordem.
Portanto:
6.119 = venda.
6.923 = remessa.
Eles não devem ser tratados como códigos intercambiáveis.
Um representa uma relação comercial, enquanto o outro possui função relacionada à movimentação da mercadoria dentro da estrutura da venda à ordem.
Qual é a diferença entre CFOP 6119 e 6120?
Os dois podem aparecer em operações de venda à ordem, mas representam posições diferentes dentro da operação.
O CFOP 6.119 está relacionado à venda realizada pelo vendedor remetente ao adquirente originário quando se trata de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros e entregue diretamente ao destinatário.
Já o CFOP 6.120 está relacionado à venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário pelo vendedor remetente, em venda à ordem, dentro da relação correspondente ao adquirente originário.
Para escolher corretamente, é necessário identificar quem está emitindo a nota.
Pergunte:
Quem é o vendedor remetente?
Quem é o adquirente originário?
Quem é o destinatário?
Qual das duas vendas está sendo documentada?
Essa análise evita a troca de CFOPs.
Como funciona a emissão das notas na venda à ordem?
A venda à ordem normalmente possui documentos distintos para representar as duas relações comerciais e a movimentação física.
De maneira conceitual, existem:
Nota do adquirente originário para o destinatário
Representa a venda entre quem comprou originalmente a mercadoria e seu cliente.
Nota de remessa do vendedor remetente
Acompanha a mercadoria que sai fisicamente do vendedor remetente e vai diretamente para o destinatário.
Nota do vendedor remetente para o adquirente originário
Representa a venda realizada entre essas duas empresas.
O CFOP 6119 pode aparecer nesse último relacionamento quando os requisitos correspondentes são atendidos.
Quantas notas fiscais são emitidas na venda à ordem?
Na estrutura tradicional, existem três documentos fiscais principais.
Podemos representar assim:
| Documento | Relação |
|---|---|
| Nota de venda | Adquirente originário → destinatário |
| Nota de remessa | Vendedor remetente → destinatário |
| Nota de venda | Vendedor remetente → adquirente originário |
Essa estrutura é necessária porque existem duas vendas, embora a mercadoria faça uma entrega física direta.
Os CFOPs concretos dependerão da localização das empresas, da origem da mercadoria e da legislação aplicável.
CFOP 6119 tem ICMS?
O CFOP sozinho não é suficiente para determinar toda a tributação.
O CFOP 6119 representa uma operação de venda e, portanto, o tratamento do ICMS precisa ser analisado conforme a legislação aplicável.
Entre os fatores relevantes estão:
- estado de origem;
- estado de destino;
- mercadoria;
- NCM;
- regime tributário;
- CST ou CSOSN;
- benefícios fiscais;
- condição do destinatário;
- estrutura da venda à ordem.
Portanto, não existe uma resposta universal baseada apenas no código 6119.
Qual CST usar com CFOP 6119?
Não existe um único CST obrigatório para todas as notas com CFOP 6119.
O CST depende da situação tributária da mercadoria e do contribuinte.
Podem existir situações envolvendo:
- tributação normal;
- substituição tributária;
- isenção;
- redução de base;
- diferimento;
- outros tratamentos.
Empresas optantes pelo Simples Nacional também devem analisar o CSOSN aplicável.
CFOP e CST cumprem funções diferentes.
O CFOP descreve a natureza da operação.
O CST ou CSOSN representa o tratamento tributário correspondente.
CFOP 6119 no Simples Nacional
Empresas do Simples Nacional podem participar de operações de venda à ordem.
Entretanto, é necessário configurar corretamente a NF-e.
Devem ser analisados:
- CFOP;
- CSOSN;
- origem da mercadoria;
- estado das empresas;
- ICMS;
- substituição tributária, quando aplicável;
- informações complementares.
O fato de a empresa ser optante pelo Simples não transforma uma operação interestadual em operação interna nem elimina as regras da venda à ordem.
CFOP 6119 tem DIFAL?
A existência de DIFAL não pode ser determinada apenas pelo CFOP.
É necessário analisar a operação comercial, o destinatário, a condição de contribuinte ou não contribuinte, a mercadoria e a legislação vigente.
A venda à ordem possui ainda a particularidade de envolver três estabelecimentos.
Por isso, a análise deve identificar corretamente qual relação comercial está sendo considerada.
CFOP 6119 tem substituição tributária?
Pode existir mercadoria sujeita à substituição tributária em uma operação de venda à ordem.
Entretanto, o simples uso do CFOP 6119 não significa automaticamente que existe ou não substituição tributária.
É necessário verificar:
- NCM;
- descrição da mercadoria;
- legislação dos estados envolvidos;
- acordos ou protocolos aplicáveis;
- regime do destinatário;
- operação realizada.
Esse é um ponto que deve ser analisado pelo departamento fiscal ou contador responsável.
CFOP 6119 movimenta estoque?
A venda à ordem exige cuidado especial na configuração do estoque.
O vendedor remetente realiza uma única saída física da mercadoria.
Entretanto, pode emitir mais de um documento relacionado à operação.
Se o ERP estiver configurado incorretamente, pode ocorrer uma baixa duplicada.
Por exemplo:
Estoque inicial: 100 unidades.
Mercadoria vendida: 20 unidades.
Estoque correto depois da operação: 80 unidades.
Se o sistema baixar 20 unidades na nota de venda e mais 20 na nota de remessa, apresentará incorretamente:
60 unidades.
Por isso, a natureza de operação precisa estar corretamente configurada.
CFOP 6119 gera financeiro?
A nota que representa a venda entre vendedor remetente e adquirente originário normalmente está relacionada à relação comercial existente entre essas empresas.
Por isso, pode existir geração financeira conforme a forma como a venda foi negociada e o ERP foi configurado.
Isso é diferente da nota utilizada exclusivamente para acompanhar determinada remessa física.
No sistema da empresa, é necessário distinguir:
nota de venda: pode gerar contas a receber.
nota de remessa: normalmente possui finalidade operacional/fiscal diferente.
A configuração deve seguir a realidade da operação.
CFOP 6119 precisa referenciar outra NF-e?
Os documentos de uma venda à ordem estão relacionados.
A legislação aplicável pode exigir referências aos demais documentos e determinadas informações complementares.
Esses dados ajudam a demonstrar a relação existente entre:
- vendedor remetente;
- adquirente originário;
- destinatário;
- venda;
- remessa.
A empresa deve observar a regulamentação do ICMS e as regras da NF-e aplicáveis ao seu caso.
CFOP 6119 pode ser usado em uma venda comum?
Não é o código adequado simplesmente porque uma venda é interestadual.
O CFOP 6119 possui finalidade específica relacionada à venda à ordem.
Em uma venda convencional na qual a empresa vende uma mercadoria adquirida de terceiros diretamente para seu próprio cliente, outros CFOPs podem ser aplicáveis.
Portanto, antes de escolher o 6119, confirme a existência do adquirente originário e da entrega por conta e ordem.
CFOP 6119 é venda triangular?
Ele pode fazer parte de uma operação conhecida comercialmente como venda triangular.
O termo é utilizado porque existem três participantes.
Porém, nem toda operação triangular é necessariamente uma venda à ordem.
Existem outras estruturas envolvendo três empresas.
A escolha do CFOP deve ser feita com base na natureza fiscal da operação e não apenas no número de participantes.
Venda à ordem e entrega em outro endereço são a mesma coisa?
Não.
Imagine que uma empresa compre um produto e simplesmente peça ao fornecedor para entregar em seu depósito localizado em outro endereço.
Isso não cria necessariamente uma venda à ordem.
Na venda à ordem existem relações comerciais envolvendo três participantes.
Normalmente:
A vende para B.
B vende para C.
A entrega diretamente para C.
Portanto, apenas informar um endereço de entrega diferente não é suficiente para caracterizar a operação.
Venda à ordem e venda para entrega futura são iguais?
Não.
Venda à ordem
Normalmente existem três participantes e a mercadoria é entregue diretamente a um terceiro.
Venda para entrega futura
A venda é realizada em um momento, enquanto a entrega da mercadoria ocorre posteriormente.
São operações fiscais diferentes e podem exigir CFOPs distintos.
Exemplo completo de operação com CFOP 6119
Imagine a seguinte situação:
Empresa A — Distribuidora de Máquinas
Localização: São Paulo.
Empresa B — Revendedora
Localização: Minas Gerais.
Empresa C — Indústria compradora
Localização definida conforme a operação.
A Empresa B compra uma máquina da Empresa A.
A máquina custa R$ 80.000.
Depois, B vende essa máquina para C por R$ 100.000.
Para evitar transporte desnecessário, B determina que A entregue diretamente para C.
A máquina não foi fabricada por A. Ela havia sido adquirida de outro fornecedor.
Temos então:
Relação comercial 1
A vende para B.
Como A está vendendo mercadoria adquirida de terceiros e a entrega será realizada diretamente ao destinatário por conta e ordem de B, o CFOP 6.119 pode ser aplicável à relação interestadual correspondente.
Relação comercial 2
B vende para C.
Essa venda possui seu próprio documento fiscal e CFOP correspondente.
Movimentação física
A entrega diretamente para C.
Essa movimentação também precisa ser documentada conforme as regras da venda à ordem.
É por isso que a operação não pode ser analisada olhando apenas uma NF-e.
CFOP 6119 e nota de remessa
É importante separar a nota de venda da nota de remessa.
O 6119 está relacionado à venda.
Já a movimentação física por conta e ordem pode utilizar outro código, como o 6.923, quando a operação se enquadrar nessa classificação.
Isso evita um erro comum:
utilizar 6119 em todos os documentos da operação.
Cada nota possui uma finalidade diferente.
Quais informações devem constar na NF-e?
O preenchimento exato depende da operação e da legislação aplicável.
Entre as informações que podem ser relevantes estão:
- dados do emitente;
- dados do destinatário;
- CFOP;
- NCM;
- quantidade;
- valor;
- tributação;
- referência a outros documentos;
- informações complementares;
- identificação das partes envolvidas.
Como se trata de venda à ordem, é especialmente importante garantir a vinculação adequada entre os documentos.
Erros comuns ao utilizar o CFOP 6119
Usar 6119 para produto fabricado pela própria empresa
Nesse caso, é necessário verificar o CFOP correspondente à produção própria.
Confundir 6119 com 6923
Um está relacionado à venda e o outro à remessa por conta e ordem.
Utilizar 6119 em venda comum
O código possui finalidade específica de venda à ordem.
Baixar estoque duas vezes
A existência de diferentes documentos pode gerar duplicidade se o ERP estiver mal configurado.
Não relacionar as notas
Os documentos precisam representar claramente a estrutura da operação.
Escolher CFOP apenas pelo estado do destinatário físico
Em uma venda à ordem, existem três participantes.
É necessário analisar cada relação separadamente.
Tabela comparativa dos principais CFOPs relacionados
| CFOP | Aplicação geral |
|---|---|
| 5.118 | Venda interna de produção própria em venda à ordem |
| 5.119 | Venda interna de mercadoria adquirida de terceiros em venda à ordem |
| 5.120 | Venda interna do adquirente originário em venda à ordem |
| 5.923 | Remessa interna por conta e ordem de terceiros |
| 6.118 | Venda interestadual de produção própria em venda à ordem |
| 6.119 | Venda interestadual de mercadoria adquirida de terceiros em venda à ordem |
| 6.120 | Venda interestadual do adquirente originário em venda à ordem |
| 6.923 | Remessa interestadual por conta e ordem de terceiros |
Essa tabela serve como referência conceitual.
O CFOP correto deve ser determinado conforme a posição de cada empresa na operação.
CFOP 6119 e comércio exterior
O CFOP 6119 não é um código de importação.
O primeiro dígito 6 indica uma operação interestadual, e não uma entrada proveniente diretamente do exterior.
Entretanto, uma mercadoria originalmente importada pode posteriormente participar de uma venda à ordem no mercado brasileiro.
Por exemplo:
- Uma distribuidora importa uma máquina.
- A mercadoria é nacionalizada.
- A máquina passa a integrar seu estoque.
- Posteriormente, a empresa realiza uma venda à ordem interestadual.
Nesse momento, a operação doméstica deve ser analisada separadamente da importação.
O fato de a mercadoria ter origem estrangeira não transforma automaticamente a venda doméstica em uma nova operação de importação.
Perguntas frequentes sobre CFOP 6119
O que significa CFOP 6119?
É o código utilizado para venda interestadual de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.
CFOP 6119 é entrada ou saída?
É um CFOP de saída.
CFOP 6119 é dentro ou fora do estado?
É utilizado na operação correspondente classificada como interestadual.
CFOP 6119 é venda ou remessa?
É relacionado à venda. Para a remessa por conta e ordem existem códigos específicos, como o 6.923 quando aplicável.
Qual é a diferença entre CFOP 5119 e 6119?
O 5.119 corresponde à operação interna e o 6.119 à operação interestadual.
Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6119?
O 6.118 está relacionado à produção do próprio estabelecimento, enquanto o 6.119 corresponde à mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
Qual é a diferença entre CFOP 6119 e 6923?
O 6.119 representa uma venda na estrutura de venda à ordem. O 6.923 é utilizado para a remessa por conta e ordem de terceiros, quando aplicável.
CFOP 6119 tem ICMS?
O tratamento do ICMS depende da operação, da mercadoria, dos estados envolvidos e das regras tributárias aplicáveis. O CFOP isoladamente não determina toda a tributação.
CFOP 6119 pode ser usado no Simples Nacional?
Uma empresa do Simples pode participar de venda à ordem, mas precisa verificar CFOP, CSOSN e demais regras aplicáveis.
CFOP 6119 baixa estoque?
A empresa precisa configurar o ERP de forma que a saída física seja registrada corretamente e não ocorra baixa duplicada em razão das diferentes notas da venda à ordem.
Quem usa o CFOP 6119?
Na estrutura correspondente, ele é utilizado pelo vendedor remetente na venda ao adquirente originário quando a mercadoria foi adquirida ou recebida de terceiros e os demais requisitos do código são atendidos.
CFOP 6119 serve para importação?
Não diretamente. É um código de saída interestadual. Uma mercadoria importada e posteriormente nacionalizada pode, contudo, participar de uma operação doméstica na qual o código seja aplicável.
Conclusão
O CFOP 6119 é utilizado em uma situação específica de venda à ordem interestadual, envolvendo mercadoria adquirida ou recebida de terceiros e entregue diretamente ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.
Para entender quando o código deve ser utilizado, é fundamental identificar os três participantes da operação:
vendedor remetente;
adquirente originário;
destinatário final.
O vendedor remetente vende a mercadoria para o adquirente originário, mas realiza a entrega diretamente ao destinatário indicado por ele.
Essa estrutura cria uma diferença entre o fluxo comercial e o fluxo físico da mercadoria.
Também é importante distinguir o CFOP 6119 de outros códigos semelhantes.
O 5119 corresponde à situação interna equivalente.
O 6118 está relacionado à produção do próprio estabelecimento.
Já o 6923 está relacionado à remessa por conta e ordem de terceiros em venda à ordem.
Como a operação pode envolver diferentes documentos fiscais, a empresa precisa configurar corretamente seu ERP para evitar duplicidade de estoque, financeiro ou tributação.
Além disso, o CFOP não determina sozinho o tratamento do ICMS, CST, CSOSN, substituição tributária ou DIFAL.
Esses elementos precisam ser analisados de acordo com a mercadoria, os estados envolvidos, o regime tributário e a legislação aplicável.
Por isso, antes de emitir uma NF-e com CFOP 6119, o ideal é mapear toda a operação: quem vende, quem compra, quem entrega, quem recebe e qual é a origem da mercadoria.
Essa análise permite escolher corretamente os documentos e CFOPs utilizados na venda à ordem.
Fontes oficiais para consulta
- CONFAZ — Convênio SINIEF s/nº, de 15 de dezembro de 1970.
- CONFAZ — Tabela de Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOP).
- CONFAZ — Ajustes SINIEF aplicáveis à Nota Fiscal Eletrônica.
- Portal Nacional da NF-e — Documentação da NF-e.
- Secretaria da Fazenda do estado do contribuinte — legislação do ICMS e regras específicas sobre venda à ordem.
Formação prática em Comércio Exterior
Domine Comércio Exterior e Inglês Técnico em 4 meses
O único treinamento com simulador prático que ensina inglês e comércio exterior juntos, em apenas 4 meses.
- Conhecimento prático sobre as atividades de comércio exterior
- Inglês técnico para e-mails, ligações, reuniões e documentos






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