CFOP 6.118: o que significa, quando usar e como funciona?

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O CFOP 6.118 é utilizado em determinadas operações interestaduais de venda à ordem, quando uma empresa vende produtos de sua própria produção e entrega a mercadoria diretamente ao destinatário indicado pelo adquirente originário.

A descrição do CFOP está relacionada à venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Esse código aparece principalmente nas chamadas operações triangulares. Nelas, uma empresa compra determinada mercadoria, mas solicita que seu fornecedor entregue o produto diretamente a um terceiro.

Um ponto essencial para compreender o CFOP 6118 é a origem da mercadoria: o código está relacionado a produtos fabricados ou produzidos pelo próprio estabelecimento vendedor.

Quando a mercadoria foi adquirida ou recebida de terceiros para posterior revenda, o enquadramento pode envolver outro código, como o CFOP 6.119.

Neste artigo, você entenderá o que significa CFOP 6.118, quando utilizar, quem deve emitir a nota, como funciona a venda à ordem e quais são as diferenças entre CFOP 6118, 6119, 6120 e 6923.

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O que é o CFOP 6.118?

O CFOP 6.118 é um código fiscal de saída utilizado em operações interestaduais específicas de venda à ordem.

Sua aplicação está relacionada à venda de produção do próprio estabelecimento, quando a mercadoria é entregue diretamente a um destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

Para compreender melhor, imagine três empresas:

Empresa A: indústria que fabrica o produto.

Empresa B: empresa que compra o produto da indústria.

Empresa C: cliente da Empresa B.

A Empresa B compra determinada mercadoria da Empresa A.

Porém, em vez de solicitar que A envie o produto para seu estabelecimento, B determina:

“Entregue diretamente para meu cliente, Empresa C.”

Temos então duas relações comerciais:

A vende para B.

B vende para C.

Mas a mercadoria segue fisicamente:

A → C.

É nesse contexto que podem ser utilizados os CFOPs específicos de venda à ordem.

Qual é a descrição do CFOP 6118?

A descrição do CFOP 6.118 corresponde a:

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Existem quatro elementos importantes nessa descrição:

Venda: o documento representa uma relação comercial.

Produção do estabelecimento: a mercadoria foi produzida pelo próprio vendedor.

Entrega ao destinatário: o produto segue fisicamente para um terceiro.

Por conta e ordem do adquirente originário: quem comprou do vendedor determinou que a entrega fosse feita diretamente ao destinatário.

Esses elementos diferenciam o CFOP 6.118 de outros códigos utilizados em operações triangulares.

CFOP 6118 é entrada ou saída?

O CFOP 6.118 é um código de saída.

O primeiro dígito do CFOP ajuda a identificar essa característica.

De maneira simplificada:

Primeiro dígitoOperação
1Entrada dentro do estado
2Entrada de outro estado
3Entrada do exterior
5Saída dentro do estado
6Saída para outro estado
7Saída para o exterior

Como o código começa com 6, estamos diante de uma saída classificada como interestadual.

Entretanto, isso não significa que qualquer venda interestadual de produto fabricado pela empresa utilize 6.118.

É necessário que a operação também possua as características da venda à ordem.

Quando usar CFOP 6118?

De maneira geral, o CFOP 6.118 é utilizado quando:

  • existe uma operação de venda à ordem;
  • o vendedor é fabricante ou produtor da mercadoria;
  • o produto vendido é de produção do próprio estabelecimento;
  • o adquirente originário compra a mercadoria;
  • esse adquirente determina a entrega diretamente a um terceiro;
  • a relação correspondente é classificada como interestadual.

Se a empresa simplesmente fabrica um produto e o entrega diretamente ao seu próprio cliente em uma venda comum, o CFOP 6.118 não é utilizado apenas pelo fato de a venda ser interestadual.

A existência da venda à ordem é fundamental.

O que é venda à ordem?

A venda à ordem é uma operação na qual existem normalmente três participantes.

Vamos chamá-los de:

A — vendedor remetente

B — adquirente originário

C — destinatário final

A vende para B.

B vende para C.

Por determinação de B, A entrega diretamente para C.

Portanto, temos:

Fluxo comercial

A → B → C

Fluxo físico

A → C

A mercadoria não precisa entrar fisicamente no estabelecimento de B.

Essa estrutura pode reduzir custos e tempo de transporte.

Quem é o vendedor remetente?

O vendedor remetente é a empresa que vende a mercadoria ao adquirente originário e realiza sua entrega física diretamente ao destinatário.

No caso do CFOP 6.118, existe uma característica adicional importante:

o vendedor remetente produziu a mercadoria.

Por exemplo, uma indústria de máquinas fabrica um equipamento.

Uma distribuidora compra essa máquina.

A distribuidora vende a máquina para uma terceira empresa.

Por determinação da distribuidora, a indústria entrega diretamente ao cliente.

A indústria ocupa a posição de vendedor remetente.

Quem é o adquirente originário?

O adquirente originário é quem compra a mercadoria do vendedor remetente e determina que ela seja entregue diretamente a outro destinatário.

Ele funciona como o intermediário comercial da operação.

Por exemplo:

Indústria → vende por R$ 50.000 → Distribuidor.

Distribuidor → vende por R$ 65.000 → Cliente.

Indústria → entrega fisicamente → Cliente.

O distribuidor é o adquirente originário.

Ele compra e revende a mercadoria, mas não precisa recebê-la fisicamente em seu estabelecimento.

Quem é o destinatário na venda à ordem?

O destinatário é a empresa que efetivamente recebe a mercadoria.

Na estrutura:

A vende para B.

B vende para C.

A entrega para C.

C é o destinatário físico.

Sua relação comercial de compra, entretanto, normalmente é com B, e não com A.

Essa distinção explica por que a venda à ordem exige mais de um documento fiscal.

Exemplo prático de CFOP 6118

Imagine:

Indústria Alfa — São Paulo

Distribuidora Beta — Minas Gerais

Cliente Gama — Minas Gerais

A Indústria Alfa fabrica motores elétricos.

Beta compra 20 motores da Alfa por R$ 80.000.

Em seguida, Beta vende esses motores para Gama por R$ 100.000.

Para evitar que os motores sejam transportados primeiro até Beta e posteriormente até Gama, Beta solicita que Alfa faça a entrega diretamente para Gama.

A mercadoria é de fabricação própria da Indústria Alfa.

Na relação de venda entre Alfa e Beta, o CFOP 6.118 pode ser utilizado quando os requisitos fiscais correspondentes forem atendidos.

CFOP 6118 é para produto de fabricação própria?

Sim. Essa é justamente uma das características mais importantes desse código.

O CFOP 6.118 está relacionado à:

produção do estabelecimento.

Portanto, é necessário saber se o produto vendido foi produzido pelo próprio estabelecimento emitente.

Isso diferencia o código do CFOP 6.119.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6119?

Essa é uma das principais dúvidas relacionadas ao tema.

Os dois códigos podem ser utilizados em venda à ordem interestadual.

A diferença está na origem da mercadoria.

CFOP 6.118

Utilizado para venda de produção do próprio estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

CFOP 6.119

Utilizado para venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

Em resumo:

CFOPOrigem da mercadoria
6.118Produção própria
6.119Adquirida ou recebida de terceiros

Imagine uma empresa que vende dois produtos:

Produto A: fabricado por ela.

Produto B: comprado pronto de outro fornecedor para revenda.

Em uma venda à ordem interestadual, o Produto A pode se enquadrar no 6.118, enquanto o Produto B pode se enquadrar no 6.119, desde que os demais requisitos estejam presentes.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 6118?

Os códigos possuem finalidade semelhante, mas estão relacionados a classificações territoriais diferentes.

CFOP 5.118

Venda de produção do estabelecimento em venda à ordem na operação correspondente classificada como interna.

CFOP 6.118

Venda de produção do estabelecimento em venda à ordem na operação correspondente classificada como interestadual.

Portanto:

5.118 = operação interna.

6.118 = operação interestadual.

O primeiro dígito faz a diferença.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6923?

Esses dois códigos podem aparecer dentro da mesma operação.

Entretanto, representam documentos com finalidades diferentes.

CFOP 6.118

Representa a venda da produção do estabelecimento ao adquirente originário, dentro da estrutura de venda à ordem.

CFOP 6.923

Está relacionado à remessa da mercadoria por conta e ordem de terceiros.

De maneira simplificada:

6.118 = venda.

6.923 = remessa.

Essa diferença é fundamental para compreender a documentação fiscal.

Por que são emitidas duas notas pelo vendedor remetente?

Na estrutura tradicional da venda à ordem, o vendedor remetente pode precisar documentar dois fatos diferentes:

  1. sua venda ao adquirente originário;
  2. a movimentação física da mercadoria para o destinatário.

Imagine novamente:

A vende para B.

B vende para C.

A entrega para C.

A precisa documentar sua relação comercial com B.

Ao mesmo tempo, a mercadoria está fisicamente saindo de A e sendo entregue a C.

Por isso, os documentos possuem finalidades distintas.

Quantas notas existem em uma venda à ordem?

Na estrutura tradicional, normalmente existem três documentos fiscais principais.

Nota 1

Adquirente originário → destinatário final

Representa a venda de B para C.

Nota 2

Vendedor remetente → destinatário final

Documenta a remessa física realizada por A para C.

Nota 3

Vendedor remetente → adquirente originário

Representa a venda realizada por A para B.

Quando A está vendendo sua própria produção e a operação correspondente é interestadual, o CFOP 6.118 pode aparecer nessa terceira relação.

CFOP 6118 e CFOP 6120 podem aparecer na mesma operação?

Podem existir diferentes CFOPs dentro da mesma venda à ordem porque cada empresa ocupa uma posição distinta.

O CFOP 6.118 está relacionado à venda da produção do vendedor remetente ao adquirente originário.

Já o CFOP 6.120 está relacionado à venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário pelo vendedor remetente, dentro da estrutura correspondente da venda à ordem.

Portanto, não basta saber que existe uma operação triangular.

É necessário identificar quem está emitindo a nota e qual venda está sendo documentada.

CFOP 6118 tem ICMS?

O CFOP 6.118 representa uma operação de venda.

Entretanto, não é possível definir todo o tratamento do ICMS apenas pelo CFOP.

É necessário analisar fatores como:

  • mercadoria;
  • NCM;
  • origem;
  • estado do remetente;
  • estado envolvido na relação comercial;
  • regime tributário;
  • CST ou CSOSN;
  • benefícios fiscais;
  • substituição tributária;
  • legislação estadual.

Portanto, o CFOP não deve ser utilizado sozinho para determinar a tributação.

Qual alíquota de ICMS usar no CFOP 6118?

Não existe uma única alíquota válida para todas as operações com CFOP 6.118.

Como estamos tratando de uma operação interestadual, é necessário verificar as regras aplicáveis à relação comercial e à mercadoria.

A definição pode depender da localização das partes, origem da mercadoria e demais características tributárias.

Além disso, existem situações envolvendo:

  • benefícios fiscais;
  • mercadorias importadas;
  • substituição tributária;
  • regimes especiais;
  • produtos com tratamentos específicos.

Por isso, a alíquota deve ser determinada a partir da legislação aplicável à operação concreta.

CFOP 6118 tem DIFAL?

Não necessariamente.

A existência de DIFAL não pode ser determinada apenas pelo código CFOP.

É necessário verificar, entre outros fatores:

  • quem é o destinatário da relação comercial;
  • condição de contribuinte;
  • finalidade da aquisição;
  • estados envolvidos;
  • legislação vigente.

Em uma venda à ordem, essa análise merece atenção adicional porque o destinatário físico pode não ser o comprador da relação representada pela nota com CFOP 6.118.

CFOP 6118 tem substituição tributária?

Pode existir uma operação de venda à ordem envolvendo produto sujeito à substituição tributária.

Porém, novamente, o CFOP 6118 não determina sozinho se haverá ICMS-ST.

É necessário verificar:

  • produto;
  • NCM;
  • CEST, quando aplicável;
  • estados envolvidos;
  • acordos existentes;
  • legislação estadual;
  • posição de cada empresa na operação.

A análise tributária deve considerar a operação completa.

Qual CST usar no CFOP 6118?

Não existe um CST único obrigatório para o CFOP 6.118.

O CST depende do tratamento tributário da mercadoria.

O mesmo princípio vale para empresas do Simples Nacional, que utilizam CSOSN conforme as regras aplicáveis.

CFOP e CST possuem funções diferentes.

CFOP: identifica a natureza da operação.

CST/CSOSN: indica a situação tributária.

Por isso, não é correto cadastrar um CST fixo apenas porque o CFOP é 6118.

CFOP 6118 no Simples Nacional

Uma empresa optante pelo Simples Nacional também pode participar de venda à ordem.

Se uma indústria do Simples fabricar determinada mercadoria, vendê-la em uma operação interestadual de venda à ordem e atender aos demais requisitos, deverá analisar o CFOP correspondente e o CSOSN aplicável.

O enquadramento no Simples não elimina a necessidade de:

  • identificar corretamente a operação;
  • emitir os documentos necessários;
  • informar o CFOP adequado;
  • utilizar o CSOSN correto;
  • observar as regras do ICMS.

CFOP 6118 gera financeiro?

Como o CFOP 6.118 está relacionado à nota que documenta uma venda, esse documento pode representar a obrigação comercial do adquirente originário perante o vendedor remetente.

Imagine:

A vende para B por R$ 50.000.

B vende para C por R$ 65.000.

A entrega para C.

A relação financeira de A é com B.

Portanto, a nota correspondente à venda de A para B pode gerar o contas a receber de A e o contas a pagar de B, conforme as condições comerciais negociadas.

Isso é diferente da nota utilizada exclusivamente para documentar a remessa física.

CFOP 6118 movimenta estoque?

Essa é uma questão importante na configuração do ERP.

Existe apenas uma saída física da mercadoria do estabelecimento do vendedor remetente.

Entretanto, ele pode emitir uma nota de venda e uma nota relacionada à remessa.

Se o sistema estiver configurado para baixar estoque nos dois documentos, poderá ocorrer duplicidade.

Exemplo:

Estoque inicial: 100 unidades.

Quantidade vendida: 20 unidades.

Estoque correto após a operação: 80 unidades.

Se o sistema baixar 20 unidades na nota com CFOP 6118 e outras 20 na nota de remessa, mostrará 60 unidades.

Isso não corresponde à movimentação física real.

Por isso, a empresa precisa configurar cuidadosamente qual documento realizará a movimentação do estoque em seu sistema.

CFOP 6118 precisa referenciar outra nota?

A venda à ordem envolve documentos fiscais relacionados.

Por isso, podem existir exigências de referência entre as NF-e e de informações complementares específicas.

O objetivo é permitir a identificação de:

  • vendedor remetente;
  • adquirente originário;
  • destinatário;
  • nota de venda;
  • nota de remessa;
  • mercadoria.

A empresa deve observar a legislação aplicável e as regras vigentes da NF-e.

CFOP 6118 pode ser usado em uma venda comum?

Não apenas pelo fato de a empresa estar vendendo sua própria produção para outro estado.

O CFOP 6.118 possui finalidade específica relacionada à venda à ordem.

Imagine uma indústria de São Paulo que fabrica uma máquina e vende diretamente para seu cliente em Minas Gerais.

A indústria vende para o cliente.

A própria indústria entrega ao cliente.

Existem apenas duas partes.

Isso é uma venda convencional, não uma venda à ordem com adquirente originário.

Portanto, é necessário utilizar o CFOP correspondente à natureza real da operação, e não o 6.118 simplesmente porque a mercadoria é de fabricação própria.

CFOP 6118 é operação triangular?

O CFOP 6.118 pode fazer parte de uma operação conhecida como triangular.

Porém, é importante lembrar:

nem toda operação triangular é necessariamente uma venda à ordem.

Existem outras operações com três participantes, como determinadas situações envolvendo:

  • industrialização;
  • armazenagem;
  • depósitos;
  • remessas;
  • entrega por terceiros.

A expressão “triangular” descreve genericamente a existência de três participantes, mas não substitui a classificação fiscal da operação.

CFOP 6118 é venda para entrega futura?

Não.

Venda à ordem e venda para entrega futura são conceitos diferentes.

Venda à ordem

Normalmente existem três participantes.

O fornecedor entrega diretamente ao cliente indicado pelo adquirente originário.

Venda para entrega futura

A venda ocorre em determinado momento, mas a entrega da mercadoria será realizada posteriormente.

Podem existir apenas duas empresas nessa operação.

Os procedimentos fiscais e CFOPs podem ser diferentes.

Exemplo completo de emissão com CFOP 6118

Imagine:

Indústria A — São Paulo

Distribuidora B — Paraná

Cliente C — Paraná

A Indústria A fabrica um equipamento industrial.

O preço negociado entre A e B é de:

R$ 70.000.

B revende o equipamento para C por:

R$ 90.000.

B solicita:

“Entregue o equipamento diretamente ao meu cliente.”

Temos:

Primeira venda

A → B = R$ 70.000.

Como A fabricou o produto e a relação correspondente é interestadual, pode ser aplicável o CFOP 6.118, observados os demais requisitos.

Segunda venda

B → C = R$ 90.000.

B emite seu documento de venda utilizando o CFOP adequado à sua posição e à operação.

Entrega física

A → C.

A também emite a documentação necessária para acompanhar a remessa física, que pode envolver o CFOP 6.923 conforme o enquadramento.

Apesar de existirem diferentes notas, existe apenas uma movimentação física da máquina:

São Paulo → estabelecimento de C.

CFOP 6118 e nota de remessa 6923

Essa combinação ajuda a entender a operação.

O vendedor remetente pode emitir:

Nota de venda: CFOP 6.118, quando aplicável.

Nota de remessa: CFOP 6.923, quando aplicável.

A primeira documenta sua relação comercial com o adquirente originário.

A segunda acompanha a movimentação física da mercadoria para o destinatário.

Por isso, as duas notas não devem ser tratadas como duas vendas diferentes.

Como dar entrada em uma nota com CFOP 6118?

Para o adquirente originário, o documento representa uma aquisição de mercadoria produzida pelo fornecedor.

O CFOP utilizado na entrada não deve ser escolhido apenas convertendo mecanicamente o primeiro dígito.

É necessário analisar:

  • finalidade da mercadoria;
  • se será comercializada;
  • se será industrializada;
  • se será destinada ao ativo;
  • localização dos estabelecimentos;
  • tratamento tributário.

Além disso, na venda à ordem, o adquirente originário pode não receber fisicamente a mercadoria.

Por isso, o ERP precisa representar adequadamente a aquisição sem registrar uma entrada física inexistente em seu depósito.

O adquirente originário recebe a mercadoria no estoque?

Comercialmente, o adquirente originário compra a mercadoria.

Fisicamente, entretanto, ela pode nunca passar por seu estabelecimento.

Esse é justamente um dos pontos centrais da venda à ordem.

O sistema de gestão precisa conseguir distinguir:

propriedade/operação comercial

de

movimentação física.

Caso contrário, o ERP pode registrar incorretamente uma entrada e uma saída física no estabelecimento do intermediário, embora a mercadoria nunca tenha passado pelo local.

Como configurar CFOP 6118 no ERP?

A configuração varia conforme o sistema utilizado, mas alguns elementos precisam ser avaliados.

Natureza da operação

Cadastre uma natureza específica para venda à ordem.

CFOP

Utilize 6.118 somente quando a operação realmente corresponder à descrição.

Estoque

Defina qual documento realizará a baixa física.

Financeiro

A nota de venda pode gerar contas a receber.

Tributação

Configure ICMS, IPI, PIS, Cofins e demais tributos conforme o enquadramento.

Documentos relacionados

Mantenha o vínculo entre venda e remessa.

Informações complementares

Inclua os dados exigidos pela legislação aplicável.

Uma configuração adequada evita erros repetitivos no faturamento.

Erros comuns ao utilizar CFOP 6118

Utilizar 6118 para mercadoria comprada de terceiros

Nesse caso, o 6.119 pode ser o código correspondente, se os demais requisitos forem atendidos.

Utilizar 6118 em qualquer venda interestadual

O código é específico para venda à ordem.

Confundir 6118 com 6923

Um documenta a venda; o outro está relacionado à remessa.

Baixar estoque duas vezes

Venda e remessa podem estar relacionadas à mesma saída física.

Escolher CFOP somente pelo endereço de entrega

É necessário analisar a relação entre as três empresas.

Não relacionar as notas

A operação precisa ser documentalmente rastreável.

Confundir adquirente com destinatário

Na venda à ordem, eles podem ser empresas diferentes.

Tabela comparativa dos principais CFOPs relacionados

CFOPAplicação geral
5.118Venda interna de produção própria em venda à ordem
5.119Venda interna de mercadoria adquirida de terceiros em venda à ordem
5.120Venda interna correspondente ao adquirente originário
5.923Remessa interna por conta e ordem de terceiros
6.118Venda interestadual de produção própria em venda à ordem
6.119Venda interestadual de mercadoria adquirida de terceiros em venda à ordem
6.120Venda interestadual correspondente ao adquirente originário
6.923Remessa interestadual por conta e ordem de terceiros

A tabela serve como referência conceitual. A escolha efetiva depende da posição do emitente, localização das partes e natureza da mercadoria.

CFOP 6118 e comércio exterior

O CFOP 6.118 não representa uma exportação.

O primeiro dígito 6 identifica uma operação interestadual.

Uma indústria que importa matérias-primas e posteriormente fabrica um novo produto no Brasil pode, entretanto, realizar uma venda à ordem interestadual.

Nesse caso, é necessário analisar se o produto resultante é considerado produção do estabelecimento para fins da operação fiscal.

O processo de importação das matérias-primas e a venda posterior do produto são operações diferentes.

Da mesma forma, uma exportação direta possui documentação e códigos próprios.

Perguntas frequentes sobre CFOP 6118

O que significa CFOP 6118?

É o código relacionado à venda interestadual de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

CFOP 6118 é entrada ou saída?

É um CFOP de saída.

CFOP 6118 é venda ou remessa?

É relacionado à venda. A remessa física por conta e ordem pode utilizar outro CFOP, como o 6.923, quando aplicável.

CFOP 6118 é para produção própria?

Sim. Essa é uma das características fundamentais do código.

Qual a diferença entre CFOP 6118 e 6119?

O 6.118 corresponde à produção do próprio estabelecimento. O 6.119 corresponde à mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

Qual a diferença entre CFOP 5118 e 6118?

O 5.118 corresponde à situação interna equivalente, enquanto o 6.118 é utilizado na classificação interestadual correspondente.

Qual a diferença entre CFOP 6118 e 6923?

O 6.118 está relacionado à venda da produção própria. O 6.923 está relacionado à remessa por conta e ordem de terceiros.

CFOP 6118 tem ICMS?

O tratamento do ICMS depende das características concretas da operação. O CFOP sozinho não determina alíquota, CST ou eventual benefício.

CFOP 6118 pode ser usado no Simples Nacional?

Empresas optantes pelo Simples podem participar de venda à ordem, mas devem analisar o CSOSN e as demais regras aplicáveis.

CFOP 6118 gera financeiro?

Como representa uma venda, pode estar associado à obrigação comercial entre vendedor remetente e adquirente originário.

CFOP 6118 movimenta estoque?

Existe uma saída física da mercadoria, mas o ERP deve ser configurado para evitar que a nota de venda e a nota de remessa baixem o estoque duas vezes.

CFOP 6118 é operação triangular?

Pode integrar uma operação triangular de venda à ordem. Entretanto, nem toda operação triangular utiliza esse código.

Quem emite o CFOP 6118?

Na estrutura correspondente, o vendedor remetente que produziu a mercadoria utiliza o código na nota de venda ao adquirente originário, desde que a operação atenda aos demais requisitos.

Conclusão

O CFOP 6.118 é utilizado em operações interestaduais específicas de venda à ordem, quando o vendedor comercializa um produto de sua própria produção e entrega a mercadoria diretamente ao destinatário indicado pelo adquirente originário.

A característica mais importante para diferenciar esse código é a origem do produto.

Se a mercadoria foi produzida pelo próprio estabelecimento, o CFOP 6.118 pode ser aplicável.

Se a mercadoria foi adquirida ou recebida de terceiros, é necessário analisar o CFOP 6.119.

Também é fundamental diferenciar venda e remessa.

O 6.118 está relacionado à venda da produção do estabelecimento.

Já o 6.923, quando aplicável, está relacionado à movimentação da mercadoria por conta e ordem de terceiros.

Por isso, em uma venda à ordem, diferentes notas fiscais podem documentar aspectos distintos de uma única operação logística.

A empresa precisa configurar corretamente seu ERP para evitar baixa duplicada de estoque, geração incorreta de financeiro e erros de tributação.

Além disso, ICMS, CST, CSOSN, substituição tributária e demais aspectos fiscais não podem ser definidos exclusivamente pelo CFOP.

Antes da emissão, é necessário identificar claramente:

quem vende;

quem compra;

quem recebe fisicamente;

quem produziu a mercadoria;

quais estados estão envolvidos.

Com essas informações, fica muito mais fácil determinar se o CFOP 6.118 realmente corresponde à operação realizada.

Fontes oficiais para consulta

  • CONFAZ — Convênio SINIEF s/nº, de 15 de dezembro de 1970.
  • CONFAZ — Tabela de Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOP).
  • Portal Nacional da NF-e — documentação técnica da Nota Fiscal Eletrônica.
  • Secretarias estaduais de Fazenda — legislação e orientações sobre venda à ordem.
  • Ajustes SINIEF aplicáveis às operações documentadas por NF-e.

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