CFOP 5118: o que significa, quando usar e exemplos na NF-e

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O CFOP 5118 é utilizado na venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem. Trata-se de um código fiscal utilizado em operações internas, ou seja, quando a operação se enquadra no grupo de CFOP iniciado pelo número 5.

Na prática, esse CFOP aparece principalmente em operações conhecidas como venda à ordem, nas quais existem três participantes: o vendedor remetente, o adquirente originário e o destinatário final.

Uma característica importante dessa operação é que a mercadoria não precisa passar fisicamente pelo estabelecimento do adquirente originário.

O vendedor pode enviar o produto diretamente ao destinatário indicado pelo seu cliente.

Entretanto, essa estrutura exige atenção especial à emissão dos documentos fiscais, porque o fluxo físico da mercadoria é diferente do fluxo comercial.

Além disso, o CFOP 5118 não deve ser confundido com códigos semelhantes, como 5117, 5119, 5922 e 5923.

Neste artigo, você entenderá o que significa CFOP 5118, quando utilizar esse código, como funciona a venda à ordem e quais são as principais diferenças entre os CFOPs relacionados.

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O que significa CFOP 5118?

A descrição oficial do CFOP 5.118 é:

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

O código é utilizado quando uma empresa vende um produto de sua própria produção para determinado cliente, mas entrega fisicamente essa mercadoria diretamente a um terceiro indicado pelo comprador.

Portanto, existem três participantes.

Vendedor remetente: empresa que produziu e vendeu a mercadoria.

Adquirente originário: empresa que comprou a mercadoria do vendedor.

Destinatário final: terceiro que recebe fisicamente a mercadoria.

Essa estrutura é conhecida como venda à ordem.

Como funciona o CFOP 5118?

Imagine três empresas:

Empresa A — Indústria: fabrica determinado produto.

Empresa B — Distribuidora: compra o produto da indústria.

Empresa C — Cliente final: compra posteriormente o produto da distribuidora.

Em uma operação tradicional, o fluxo físico poderia ser:

Indústria A → Distribuidora B → Cliente C

A indústria entregaria o produto à distribuidora, que posteriormente faria uma segunda entrega.

Na venda à ordem, é possível estruturar a operação de forma diferente:

Fluxo comercial:

Indústria A → vende para Distribuidora B → Distribuidora B vende para Cliente C.

Fluxo físico:

Indústria A → entrega diretamente para Cliente C.

A mercadoria não precisa passar pelo estabelecimento da Distribuidora B.

É nesse contexto que podem surgir CFOPs como 5118, 5119 e 5923, dependendo do documento emitido e da posição de cada participante.

Exemplo prático de CFOP 5118

Imagine a seguinte situação hipotética.

Uma fábrica de móveis vende 100 cadeiras para uma distribuidora.

A distribuidora, por sua vez, vende essas cadeiras para um escritório.

Entretanto, em vez de enviar as cadeiras para o depósito da distribuidora, a fábrica recebe a orientação para entregá-las diretamente ao escritório.

Temos:

ParticipanteFunção
FábricaVendedor remetente
DistribuidoraAdquirente originário
EscritórioDestinatário final

O fluxo comercial será:

Fábrica → Distribuidora → Escritório

Mas o fluxo físico será:

Fábrica → Escritório

Quando o vendedor remetente realiza a venda de produto de sua própria produção ao adquirente originário, dentro das condições aplicáveis à venda à ordem, o CFOP 5118 pode ser utilizado no documento correspondente à venda.

O que significa o número 5 no CFOP 5118?

O primeiro número de um CFOP ajuda a identificar a natureza territorial da operação.

Nos códigos iniciados por 5, estamos diante de saídas ou prestações para destinatários localizados no mesmo estado, conforme a estrutura da tabela CFOP.

Por isso:

5.118 → operação interna.

Existe um código correspondente iniciado por 6 para determinadas operações interestaduais:

6.118 — Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Portanto, a escolha entre 5118 e 6118 depende, entre outros elementos, da natureza interna ou interestadual da operação.

Quando usar o CFOP 5118?

O CFOP 5118 é utilizado quando estão presentes as características correspondentes à sua descrição fiscal.

Em termos gerais:

  • Existe uma venda à ordem;
  • O vendedor está comercializando produto de sua própria produção;
  • Existe um adquirente originário;
  • A mercadoria é entregue diretamente a outro destinatário por conta e ordem desse adquirente;
  • A operação correspondente ao CFOP é interna.

É fundamental analisar toda a operação.

Não basta existir uma entrega em endereço diferente para utilizar automaticamente o CFOP 5118.

O que é venda à ordem?

A venda à ordem é uma operação em que participam três estabelecimentos e a mercadoria é entregue diretamente pelo vendedor original ao destinatário indicado pelo adquirente.

Ela permite evitar uma movimentação física desnecessária.

Imagine novamente:

A vende para B.

B vende para C.

Mas, em vez de:

A → B → C,

a mercadoria segue:

A → C.

Embora exista apenas uma movimentação física da mercadoria, existem duas relações comerciais.

Por isso, a documentação fiscal precisa representar adequadamente essas relações.

Quem é o adquirente originário?

O adquirente originário é a empresa que compra a mercadoria do vendedor remetente e determina que o produto seja entregue diretamente a um terceiro.

No exemplo anterior:

  • Fábrica = vendedor remetente;
  • Distribuidora = adquirente originário;
  • Escritório = destinatário final.

A distribuidora participa da operação comercial, embora não receba fisicamente a mercadoria em seu estabelecimento.

Essa característica é fundamental para compreender a venda à ordem.

Quem é o vendedor remetente?

O vendedor remetente é a empresa que possui a mercadoria e realiza sua entrega diretamente ao destinatário final, seguindo a orientação do adquirente originário.

No caso do CFOP 5118, existe uma característica adicional importante:

a mercadoria vendida é de produção do próprio estabelecimento.

Essa característica diferencia o código 5118 do CFOP 5119.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 5119?

Essa é uma das dúvidas mais importantes sobre o tema.

Os dois códigos podem aparecer em operações de venda à ordem, mas existe uma diferença fundamental.

CFOP 5118

Utilizado para:

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Ou seja, a mercadoria foi produzida pelo próprio vendedor.

CFOP 5119

Utilizado para:

Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Nesse caso, o vendedor não produziu a mercadoria.

Ele havia adquirido ou recebido o produto de terceiros.

A diferença pode ser resumida assim:

CFOPOrigem da mercadoria no vendedor
5118Produção própria
5119Adquirida ou recebida de terceiros

Essa distinção é essencial para escolher corretamente o código.

Exemplo de diferença entre CFOP 5118 e 5119

Imagine duas empresas diferentes realizando uma venda à ordem.

Situação 1: indústria

Uma indústria fabrica mesas e vende 50 unidades para uma distribuidora, entregando diretamente ao cliente dessa distribuidora.

Como as mesas são produzidas pela própria indústria, poderá ser aplicável o:

CFOP 5118.

Situação 2: empresa comercial

Uma empresa comercial compra mesas de outro fabricante e posteriormente as vende para uma distribuidora, realizando a entrega diretamente ao cliente indicado.

Nesse caso, as mesas não são de fabricação própria.

Poderá ser aplicável o:

CFOP 5119.

Portanto, conhecer a origem da mercadoria dentro do estabelecimento vendedor é indispensável.

Qual é a diferença entre CFOP 5117 e 5118?

O CFOP 5117 possui outra finalidade.

Sua descrição é:

Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, originada de encomenda para entrega futura.

Ele está relacionado à venda para entrega futura.

Já o CFOP 5118 está relacionado especificamente à venda à ordem de produto de fabricação própria entregue diretamente ao destinatário indicado pelo adquirente originário.

Portanto, não devem ser confundidos apenas porque os códigos são numericamente próximos.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 5923?

Os dois códigos podem aparecer na mesma estrutura de venda à ordem, mas possuem finalidades diferentes.

O CFOP 5118 está relacionado à venda da produção própria do estabelecimento ao adquirente originário.

Já o CFOP 5923 corresponde à:

Remessa de mercadoria por conta e ordem de terceiros, em venda à ordem.

O 5923 está relacionado ao documento utilizado para acompanhar a movimentação física da mercadoria até o destinatário.

Em uma venda à ordem, portanto, podem existir documentos fiscais distintos representando:

  • A relação comercial entre vendedor e adquirente originário;
  • A relação comercial entre adquirente originário e destinatário;
  • A movimentação física realizada pelo vendedor remetente diretamente ao destinatário.

É justamente por isso que a venda à ordem costuma gerar dúvidas.

CFOP 5118 e 5923 podem ser utilizados juntos?

Podem aparecer dentro da mesma operação de venda à ordem, cada um cumprindo uma finalidade fiscal diferente, quando a operação atender às condições previstas na legislação.

Imagine:

Indústria A → vende para Distribuidora B.

Distribuidora B → vende para Cliente C.

Indústria A → entrega fisicamente para Cliente C.

A indústria precisa documentar sua relação comercial com B e também a movimentação física para C conforme as regras da venda à ordem.

Assim, diferentes notas fiscais podem ser necessárias.

Não significa que os dois códigos devam ser colocados indiscriminadamente na mesma NF-e.

Cada documento deve refletir sua finalidade.

Como emitir nota fiscal com CFOP 5118?

A emissão depende da legislação aplicável à operação e do estado envolvido.

Na venda à ordem, normalmente existe mais de um documento fiscal.

Por isso, é necessário identificar:

  1. Quem é o vendedor remetente;
  2. Quem é o adquirente originário;
  3. Quem é o destinatário final;
  4. Quem produziu a mercadoria;
  5. Onde estão localizados os participantes;
  6. Qual documento representa a venda;
  7. Qual documento acompanha a mercadoria;
  8. Qual é o tratamento tributário aplicável.

Somente depois dessas verificações é possível determinar corretamente os CFOPs e demais informações fiscais.

Exemplo completo de venda à ordem

Considere este exemplo hipotético:

Indústria Alfa Ltda. fabrica equipamentos em São Paulo.

Distribuidora Beta Ltda. também está em São Paulo e compra 10 equipamentos da Indústria Alfa.

A Distribuidora Beta revende os equipamentos para a Empresa Gama Ltda.

A Beta solicita que a Indústria Alfa entregue os produtos diretamente à Empresa Gama.

O fluxo comercial será:

Indústria Alfa → Distribuidora Beta

e:

Distribuidora Beta → Empresa Gama

O fluxo físico será:

Indústria Alfa → Empresa Gama

Como a Indústria Alfa produziu os equipamentos, o CFOP 5118 pode ser aplicável ao documento referente à sua venda para a Distribuidora Beta, considerando as demais condições da operação.

Já a remessa física realizada diretamente pela indústria ao destinatário possui documentação própria.

Esse exemplo demonstra por que não é suficiente olhar apenas para quem recebe fisicamente a mercadoria.

É necessário compreender toda a cadeia comercial.

CFOP 5118 tem ICMS?

O CFOP, por si só, não determina sozinho se existe ICMS a recolher.

Ele identifica a natureza da operação.

A tributação depende de diferentes fatores, como:

  • Produto;
  • NCM;
  • Origem;
  • Regime tributário;
  • Estado de origem;
  • Estado de destino;
  • Benefícios fiscais;
  • Substituição tributária;
  • Situação do destinatário;
  • Regras específicas da operação.

Portanto, não existe uma alíquota única de ICMS vinculada ao CFOP 5118.

É necessário analisar a legislação aplicável.

CFOP 5118 tem substituição tributária?

Pode existir substituição tributária dependendo da mercadoria e das regras aplicáveis à operação.

O simples fato de utilizar o CFOP 5118 não determina se haverá ICMS-ST.

Para verificar, é necessário analisar elementos como:

  • NCM;
  • Descrição do produto;
  • Legislação estadual;
  • Protocolos e convênios aplicáveis;
  • Regime tributário;
  • Destino da mercadoria.

Portanto, a análise deve ser feita produto por produto e operação por operação.

CFOP 5118 é entrada ou saída?

O CFOP 5118 é um CFOP de saída.

Isso pode ser identificado pelo primeiro dígito.

Os CFOPs iniciados por 5 representam, de maneira geral, saídas ou prestações destinadas ao mesmo estado.

Já os códigos iniciados por 1 estão relacionados às entradas ou aquisições dentro do estado.

Por isso, o 5118 aparece nos documentos de saída correspondentes à operação.

CFOP 5118 é operação interna ou interestadual?

O CFOP 5118 é utilizado em operação classificada no grupo das saídas internas.

Quando a operação correspondente for interestadual, é necessário avaliar o código da série 6.

O equivalente direto é o:

CFOP 6118 — Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Assim:

OperaçãoCFOP
Interna5118
Interestadual6118

Entretanto, na venda à ordem com participantes em estados diferentes, a definição dos CFOPs de cada documento deve considerar a relação específica que está sendo documentada.

CFOP 5118 é para indústria ou comércio?

O CFOP 5118 está diretamente relacionado à produção do estabelecimento.

Por isso, é normalmente associado a estabelecimentos que vendem produtos de fabricação própria.

Quando a mercadoria foi adquirida ou recebida de terceiros, o código correspondente à venda à ordem é o CFOP 5119, observadas as demais condições.

Em termos simplificados:

Fabricou o produto → avaliar CFOP 5118.

Comprou o produto de terceiros → avaliar CFOP 5119.

Entretanto, essa regra simplificada não substitui a análise completa da operação.

O CFOP 5118 pode ser usado no Simples Nacional?

O fato de uma empresa ser optante pelo Simples Nacional não impede automaticamente a utilização do CFOP 5118.

CFOP e regime tributário são conceitos diferentes.

O CFOP identifica a natureza da operação.

Já o Simples Nacional determina um regime específico de tributação.

Portanto, uma empresa enquadrada no Simples pode realizar uma operação cuja natureza corresponda ao CFOP 5118.

Entretanto, deverá preencher a NF-e de acordo com as regras aplicáveis ao seu regime, inclusive quanto a CSOSN, ICMS e demais informações fiscais.

CFOP 5118 gera financeiro?

O CFOP 5118 representa uma operação de venda.

Consequentemente, existe uma relação comercial entre o vendedor remetente e o adquirente originário.

Entretanto, o comportamento do contas a receber dentro de um ERP depende da configuração do sistema.

Isso não é determinado exclusivamente pelo número do CFOP.

A empresa deve configurar seu sistema para representar corretamente os documentos fiscais e financeiros da venda à ordem.

Esse cuidado evita duplicidade de faturamento.

CFOP 5118 movimenta estoque?

A movimentação de estoque deve representar a realidade da operação.

Como existe venda e posterior entrega da mercadoria, o estoque físico do vendedor será reduzido quando ocorrer a saída correspondente.

Entretanto, a forma como isso será registrada no ERP depende da configuração dos documentos.

Esse ponto merece atenção porque uma venda à ordem pode envolver mais de uma NF-e.

Se o sistema baixar estoque em todos os documentos envolvidos, poderá ocorrer uma redução duplicada.

Portanto, a configuração fiscal, contábil e de estoque deve estar alinhada.

Quais são os principais erros ao utilizar o CFOP 5118?

Um dos erros mais comuns é utilizar o código sem compreender a venda à ordem.

Também existem outros problemas recorrentes:

  • Confundir 5118 com 5119;
  • Utilizar 5118 para mercadoria adquirida de terceiros;
  • Confundir venda à ordem com entrega em endereço diferente;
  • Esquecer a documentação da remessa física;
  • Utilizar 5118 em uma operação interestadual que exige análise de CFOP da série 6;
  • Duplicar a movimentação de estoque;
  • Duplicar o faturamento no ERP;
  • Emitir notas sem as referências exigidas;
  • Aplicar tratamento tributário apenas com base no CFOP.

A melhor forma de evitar esses erros é mapear toda a operação antes de emitir os documentos.

CFOP 5118 é venda para entrega futura?

Não necessariamente.

A venda à ordem e a venda para entrega futura são operações distintas.

Na venda à ordem, existem normalmente três participantes e a mercadoria é entregue diretamente pelo vendedor remetente a um terceiro indicado pelo adquirente originário.

Na venda para entrega futura, existe uma separação temporal entre o faturamento e a entrega da mercadoria.

Por isso, os códigos e procedimentos fiscais são diferentes.

Uma operação não deve ser classificada como venda à ordem apenas porque o produto será entregue posteriormente.

CFOP 5118 é venda triangular?

A venda à ordem pode ser entendida comercialmente como uma operação triangular porque existem três participantes.

Entretanto, para fins fiscais, é melhor utilizar a terminologia prevista na legislação: venda à ordem.

Isso porque existem diferentes tipos de operações triangulares no mercado.

Nem toda operação envolvendo três empresas possui o mesmo tratamento fiscal.

Perguntas frequentes sobre CFOP 5118

O que significa CFOP 5118?

Significa “Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem”.

Quando usar CFOP 5118?

Quando houver uma venda à ordem de produto fabricado pelo próprio estabelecimento e a operação correspondente estiver enquadrada como saída interna.

CFOP 5118 é entrada ou saída?

É um CFOP de saída.

CFOP 5118 é operação interna?

Sim. O primeiro dígito 5 identifica a categoria de saídas ou prestações internas.

Qual é o CFOP interestadual equivalente ao 5118?

O equivalente é o CFOP 6118, observadas as características concretas da operação.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 5119?

O 5118 é utilizado para produto de fabricação própria. O 5119 refere-se à mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 5923?

O 5118 representa a venda da produção própria ao adquirente originário na venda à ordem. O 5923 está relacionado à remessa física por conta e ordem de terceiros.

CFOP 5118 tem ICMS?

O CFOP sozinho não determina a tributação. É necessário analisar a mercadoria, a legislação estadual, o regime tributário e as demais características da operação.

CFOP 5118 pode ser utilizado por empresa do Simples Nacional?

Sim, desde que a natureza da operação corresponda ao código. O preenchimento tributário da NF-e deve observar as regras do Simples Nacional.

CFOP 5118 é venda à ordem?

Sim. Esse código está especificamente relacionado à venda à ordem.

O CFOP 5118 pode ser utilizado para mercadoria comprada de terceiros?

Não é o código específico para essa situação. Na venda à ordem de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, deve-se avaliar o CFOP 5119.

CFOP 5118 movimenta estoque?

A mercadoria efetivamente sai do estoque do vendedor. Entretanto, a configuração do ERP precisa evitar movimentações duplicadas decorrentes dos diferentes documentos da venda à ordem.

Conclusão

O CFOP 5118 significa “Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem”.

Ele é utilizado em uma estrutura comercial na qual existem três participantes: vendedor remetente, adquirente originário e destinatário final.

A principal particularidade é que a mercadoria pode sair diretamente do estabelecimento do vendedor para o destinatário final, sem passar fisicamente pelo estabelecimento do adquirente originário.

Também é fundamental observar que o CFOP 5118 se refere a produtos de fabricação própria.

Quando a mercadoria tiver sido adquirida ou recebida de terceiros, é necessário avaliar o CFOP 5119.

Já o CFOP 5923 possui outra função dentro da venda à ordem: documentar a remessa da mercadoria por conta e ordem de terceiros.

Por isso, a escolha do CFOP correto depende da compreensão de todo o fluxo comercial e físico da operação.

Antes de emitir uma NF-e, a empresa deve identificar quem vende, quem compra, quem recebe fisicamente a mercadoria, qual é a origem do produto e se a operação é interna ou interestadual.

Essa análise reduz o risco de erros fiscais e permite documentar corretamente uma operação de venda à ordem.

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