CFOP 6118: o que significa, quando usar e como funciona?

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O CFOP 6118 é utilizado em uma situação específica de venda interestadual: a venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Na prática, esse código aparece em operações de venda à ordem, nas quais existem três participantes e a mercadoria não precisa passar fisicamente pelo estabelecimento de quem a comprou originalmente.

Esse tipo de operação pode gerar dúvidas porque envolve mais de uma nota fiscal e diferentes CFOPs. Utilizar o código incorreto pode provocar inconsistências fiscais, principalmente quando a empresa confunde o CFOP 6118 com códigos como 6119, 6101 ou 6102.

Por isso, para entender o que significa CFOP 6118, é necessário compreender primeiro como funciona a venda à ordem, quem é o adquirente originário, quem é o destinatário final e qual empresa produziu a mercadoria.

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O que significa CFOP 6118?

O CFOP 6118 corresponde a:

“Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.”

O código pertence ao grupo 6 dos CFOPs.

O primeiro dígito ajuda a identificar a natureza territorial da operação:

5.xxx: saídas ou prestações para o mesmo estado;

6.xxx: saídas ou prestações destinadas a outro estado;

7.xxx: saídas ou prestações destinadas ao exterior.

Portanto, o CFOP 6118 está relacionado a uma saída interestadual.

Sua utilização ocorre no contexto da venda à ordem quando a mercadoria é de produção do próprio estabelecimento vendedor e é entregue diretamente a um terceiro indicado pelo adquirente originário.

O que é venda à ordem?

A venda à ordem é uma operação comercial envolvendo, normalmente, três participantes.

Para facilitar, vamos chamá-los de:

Fornecedor: empresa que possui ou produz a mercadoria.

Adquirente originário: empresa que compra a mercadoria do fornecedor e posteriormente a vende.

Destinatário final: empresa que compra do adquirente originário e recebe fisicamente a mercadoria.

O diferencial dessa operação está no fluxo físico.

A mercadoria pode sair diretamente do estabelecimento do fornecedor para o destinatário final, sem passar fisicamente pelo estabelecimento do adquirente originário.

O fluxo comercial é:

Fornecedor → vende para → Adquirente originário → vende para → Destinatário final

Mas o fluxo físico pode ser:

Fornecedor → entrega diretamente → Destinatário final

É nesse contexto que aparecem os CFOPs específicos de venda à ordem.

Quando usar o CFOP 6118?

O CFOP 6118 deve ser analisado quando estão presentes algumas características importantes.

A operação é uma venda à ordem.

A mercadoria é produção do estabelecimento vendedor.

Existe um adquirente originário.

A mercadoria é entregue diretamente a outro destinatário por conta e ordem desse adquirente.

E a operação correspondente é interestadual, justificando a utilização de um CFOP iniciado pelo número 6.

O detalhe “produção do estabelecimento” é essencial.

Se a mercadoria tiver sido adquirida ou recebida de terceiros para revenda, existe outro CFOP específico para a situação.

Exemplo de CFOP 6118

Imagine três empresas:

Indústria Alfa: localizada em São Paulo.

Distribuidora Beta: localizada no Paraná.

Empresa Gama: localizada em Santa Catarina.

A Distribuidora Beta compra 100 unidades de determinado produto da Indústria Alfa.

Depois, Beta vende essas mercadorias para Gama.

Entretanto, para reduzir movimentações logísticas, Beta solicita que Alfa envie os produtos diretamente para Gama.

Temos então:

Venda 1: Alfa vende para Beta.

Venda 2: Beta vende para Gama.

Entrega física: Alfa envia diretamente para Gama.

Se os produtos foram fabricados pela própria Alfa e os demais requisitos fiscais da operação estiverem presentes, o CFOP 6118 pode aparecer na documentação fiscal correspondente à venda da produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

Perceba que existem dois fluxos diferentes.

Fluxo comercial

Alfa → Beta → Gama

Fluxo físico

Alfa → Gama

Essa diferença explica por que a venda à ordem exige atenção especial na emissão das notas fiscais.

CFOP 6118 é entrada ou saída?

O CFOP 6118 é um CFOP de saída.

Isso pode ser identificado pelo primeiro dígito.

Os códigos iniciados por:

1: entradas ou aquisições dentro do estado;

2: entradas ou aquisições provenientes de outro estado;

3: entradas ou aquisições provenientes do exterior;

5: saídas dentro do estado;

6: saídas para outro estado;

7: saídas para o exterior.

Como o código começa com 6, trata-se de uma operação de saída interestadual.

CFOP 6118 é venda ou remessa?

O CFOP 6118 corresponde a uma venda.

Essa informação está expressamente presente na própria descrição do código:

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

Isso é importante porque, em uma venda à ordem, também podem existir documentos fiscais destinados a acompanhar a movimentação física da mercadoria.

Por isso, não se deve interpretar todas as notas envolvidas como representando uma nova venda.

Cada documento possui uma função fiscal específica.

CFOP 6118 é para mercadoria própria ou de terceiros?

O CFOP 6118 é destinado à produção do próprio estabelecimento.

Essa é uma das principais características do código.

Imagine uma indústria que fabrica cadeiras.

Se ela vender suas próprias cadeiras dentro de uma operação de venda à ordem e estiverem presentes as demais condições para utilização do código, o CFOP 6118 poderá ser aplicável.

Mas imagine que essa mesma empresa compre monitores de outro fornecedor e apenas os revenda.

Nesse caso, os monitores não são produção do estabelecimento.

Portanto, é necessário analisar outro CFOP.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6119?

Essa é uma das dúvidas mais importantes relacionadas ao tema.

Os dois códigos estão associados à venda à ordem, mas existe uma diferença fundamental.

CFOP 6118

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

É utilizado quando a mercadoria vendida foi produzida pelo próprio estabelecimento.

CFOP 6119

Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

É utilizado quando a mercadoria não foi produzida pelo estabelecimento vendedor, mas adquirida ou recebida de terceiros.

De maneira simplificada:

CFOPOrigem da mercadoria
6118Produção própria
6119Mercadoria adquirida ou recebida de terceiros

Essa diferença precisa ser observada antes da emissão da nota fiscal.

CFOP 6118 ou 6119: como escolher?

Pergunte:

Quem produziu a mercadoria?

Se foi produzida pelo estabelecimento vendedor e a operação se enquadra na venda à ordem correspondente, analisa-se o CFOP 6118.

Se foi comprada ou recebida de terceiros para posterior comercialização, analisa-se o CFOP 6119.

Por exemplo:

Uma fábrica de móveis vende mesas que ela própria fabricou em uma venda à ordem.

Possível enquadramento: CFOP 6118.

Uma distribuidora compra computadores de fabricantes e depois realiza uma venda à ordem desses equipamentos.

Possível enquadramento: CFOP 6119.

É necessário, naturalmente, verificar todos os demais elementos da operação.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6101?

O CFOP 6101 corresponde, de maneira geral, à venda de produção do estabelecimento em operação interestadual.

Já o CFOP 6118 é específico para uma situação de venda à ordem.

Portanto:

CFOP 6101: venda interestadual convencional de produção do estabelecimento.

CFOP 6118: venda de produção própria entregue a um destinatário por conta e ordem do adquirente originário, dentro de uma venda à ordem.

A existência do terceiro participante e a entrega direta são elementos essenciais para compreender a diferença.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6102?

O CFOP 6102 está relacionado à venda interestadual de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

O CFOP 6118, por sua vez, envolve:

produção do estabelecimento;

venda à ordem;

entrega ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

Portanto, são códigos destinados a situações diferentes.

Qual é o CFOP equivalente ao 6118 dentro do estado?

Quando a operação correspondente ocorre no âmbito interno, o código relacionado é o CFOP 5118.

A descrição é:

Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

A principal diferença entre 5118 e 6118 está na abrangência territorial.

5118: operação interna.

6118: operação interestadual.

Essa lógica aparece em diversos códigos CFOP.

CFOP 5118 x 6118

A comparação pode ser resumida da seguinte forma:

CFOPTipo de operação
5118Venda à ordem de produção própria em operação interna
6118Venda à ordem de produção própria em operação interestadual

Portanto, não basta identificar que existe uma venda à ordem.

Também é necessário analisar os estados envolvidos na operação e o papel de cada estabelecimento.

Como funciona a nota fiscal com CFOP 6118?

A venda à ordem exige atenção porque existem mais de duas empresas envolvidas.

A regulamentação do ICMS prevê procedimentos específicos para emissão dos documentos fiscais correspondentes.

Em termos gerais, podem existir documentos relacionados:

à venda entre o adquirente originário e o destinatário;

à remessa física realizada pelo fornecedor diretamente ao destinatário;

à venda realizada pelo fornecedor ao adquirente originário.

Por isso, não é correto simplesmente emitir uma única nota com CFOP 6118 e considerar o procedimento concluído.

O conjunto documental precisa refletir corretamente a operação.

As regras também devem ser verificadas conforme a legislação estadual aplicável.

Quantas notas fiscais existem em uma venda à ordem?

Uma venda à ordem normalmente exige mais de uma nota fiscal porque existem dois negócios jurídicos e uma entrega física que não segue exatamente o mesmo caminho comercial.

Em uma estrutura típica existem:

Fornecedor → Adquirente originário

e

Adquirente originário → Destinatário final

enquanto a mercadoria percorre:

Fornecedor → Destinatário final

Os documentos fiscais precisam representar corretamente esses acontecimentos.

É justamente por isso que existem CFOPs específicos para venda à ordem.

A emissão deve seguir o procedimento previsto na legislação aplicável à operação.

Quem emite a nota com CFOP 6118?

O CFOP 6118 está relacionado à venda realizada pelo estabelecimento que possui produção própria e entrega a mercadoria ao destinatário indicado por conta e ordem do adquirente originário.

Voltando ao exemplo:

Indústria Alfa fabrica o produto.

Distribuidora Beta compra de Alfa.

Empresa Gama compra de Beta.

Alfa entrega diretamente para Gama.

Na etapa correspondente à venda de Alfa para Beta, considerando o enquadramento e a natureza interestadual aplicáveis, o CFOP 6118 pode ser utilizado.

Entretanto, os demais documentos da operação terão códigos próprios.

Quem é o adquirente originário?

O adquirente originário é a empresa que primeiro compra a mercadoria do fornecedor e determina que ela seja entregue diretamente a outra empresa.

No exemplo:

Alfa → vende para → Beta.

Beta → vende para → Gama.

Alfa → entrega para → Gama.

A Beta é o adquirente originário.

Ela comprou a mercadoria da Alfa e posteriormente determinou a entrega para Gama.

Quem é o destinatário na venda à ordem?

O destinatário é aquele que recebe fisicamente a mercadoria.

No exemplo anterior, seria a empresa Gama.

Isso demonstra uma característica importante da venda à ordem:

quem recebe fisicamente a mercadoria não é necessariamente quem comprou diretamente do fornecedor que realizou a entrega.

Essa diferença precisa estar corretamente representada na documentação fiscal.

Venda à ordem é a mesma coisa que operação triangular?

A venda à ordem é frequentemente chamada, no ambiente empresarial, de operação triangular porque envolve três participantes.

Entretanto, “operação triangular” é uma expressão ampla.

Existem outras estruturas comerciais com três empresas envolvidas.

Por isso, para fins fiscais, é melhor identificar exatamente qual é a natureza da operação em vez de classificar qualquer movimentação entre três empresas como venda à ordem.

CFOP 6118 tem ICMS?

A utilização do CFOP, isoladamente, não determina todo o tratamento tributário.

O ICMS deve ser analisado conforme:

produto;

NCM;

origem da mercadoria;

destino;

regime tributário;

benefícios fiscais;

legislação estadual;

características da operação.

Como o CFOP 6118 está relacionado a uma operação interestadual, é necessário verificar as regras correspondentes à operação concreta.

Não é correto definir uma alíquota de ICMS apenas olhando para o número do CFOP.

Qual alíquota usar no CFOP 6118?

A alíquota precisa ser determinada conforme a legislação aplicável.

Em operações interestaduais, podem existir diferentes percentuais dependendo dos estados envolvidos e das características da mercadoria.

Além disso, mercadorias importadas ou com determinado conteúdo de importação podem estar sujeitas às regras específicas da Resolução do Senado Federal nº 13/2012.

Também podem existir:

benefícios fiscais;

redução de base;

isenção;

substituição tributária;

tratamentos específicos.

Portanto, não existe uma única alíquota universal para toda nota emitida com CFOP 6118.

CFOP 6118 tem substituição tributária?

O CFOP sozinho não determina se existe substituição tributária.

É necessário analisar a mercadoria e a legislação aplicável.

Entre os elementos relevantes estão:

NCM;

CEST, quando aplicável;

estado de origem;

estado de destino;

protocolos e convênios;

legislação estadual;

regime do contribuinte.

Duas notas fiscais com CFOP 6118 podem ter tratamentos tributários diferentes dependendo dos produtos comercializados.

CFOP 6118 pode ser usado por empresa do Simples Nacional?

O enquadramento no Simples Nacional não significa que a empresa possa ignorar a classificação da operação pelo CFOP.

Empresas optantes pelo Simples também precisam utilizar os códigos fiscais adequados às operações realizadas.

Entretanto, o tratamento do ICMS e o preenchimento da NF-e devem observar as regras específicas do Simples Nacional, incluindo o CSOSN aplicável.

Portanto, a empresa precisa analisar conjuntamente:

CFOP;

CSOSN;

produto;

operação;

legislação estadual.

CFOP 6118 e CST

Não existe um único CST obrigatório para todas as operações com CFOP 6118.

O CFOP identifica a natureza da operação.

O CST está relacionado à situação tributária do ICMS.

São informações diferentes.

O CST adequado depende de fatores como:

tributação normal;

isenção;

redução de base;

diferimento;

substituição tributária;

origem da mercadoria.

Por isso, copiar o CST de outra nota apenas porque ela utiliza o mesmo CFOP pode gerar erros.

CFOP 6118 e CSOSN

Para empresas do Simples Nacional, também é necessário avaliar o CSOSN correspondente.

Assim como ocorre com o CST, não existe um único CSOSN determinado exclusivamente pelo CFOP 6118.

O código deve refletir o tratamento tributário efetivamente aplicável.

A análise precisa considerar a operação completa.

CFOP 6118 gera crédito de ICMS?

A possibilidade de crédito depende da legislação e da situação do adquirente.

O simples fato de a nota utilizar o CFOP 6118 não garante nem impede automaticamente o crédito.

Para avaliar o direito ao crédito, devem ser considerados fatores como:

destaque do imposto;

regime tributário;

destinação da mercadoria;

documentação;

regras de creditamento;

eventuais benefícios ou restrições.

Por isso, a análise deve ser realizada de acordo com a operação concreta.

CFOP 6118 tem IPI?

Pode haver incidência de IPI conforme as características da operação e do estabelecimento.

Como o código está relacionado à venda de produção do estabelecimento, é particularmente importante analisar o enquadramento do emitente e do produto perante a legislação do IPI.

Entretanto, o CFOP não define sozinho a incidência ou a alíquota.

É necessário considerar:

NCM;

TIPI;

natureza do estabelecimento;

operação;

eventuais benefícios fiscais.

Como lançar CFOP 6118 no sistema?

O procedimento depende do ERP ou emissor de NF-e utilizado pela empresa.

Em geral, o cadastro fiscal precisa contemplar:

CFOP 6118;

NCM;

CST ou CSOSN;

alíquota do ICMS;

IPI, quando aplicável;

PIS;

Cofins;

dados do destinatário;

informações complementares;

referências às demais notas da operação quando exigidas.

A venda à ordem exige atenção especial às referências documentais.

Por isso, é recomendável configurar a operação previamente no ERP em vez de preencher cada nota manualmente.

Exemplo prático de venda à ordem com CFOP 6118

Imagine a seguinte situação:

Indústria A — São Paulo

Produz equipamentos industriais.

Distribuidora B — Paraná

Compra os equipamentos da Indústria A.

Cliente C — Santa Catarina

Compra os equipamentos da Distribuidora B.

A Distribuidora B pede:

“Não envie os equipamentos para o Paraná. Entregue diretamente ao meu cliente em Santa Catarina.”

A mercadoria então percorre:

São Paulo → Santa Catarina

Enquanto comercialmente existem:

Indústria A → Distribuidora B

e

Distribuidora B → Cliente C

Essa estrutura caracteriza a lógica da venda à ordem.

A Indústria A precisa emitir os documentos correspondentes à sua participação na operação.

Como ela fabricou os equipamentos, o CFOP 6118 pode aparecer na nota referente à venda de sua produção entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, observadas as regras fiscais aplicáveis.

Por que empresas utilizam venda à ordem?

A venda à ordem pode reduzir movimentações físicas desnecessárias.

Sem essa estrutura, imagine o seguinte percurso:

São Paulo → Paraná → Santa Catarina

A mercadoria iria primeiro até o comprador intermediário e depois seria enviada ao cliente final.

Com a entrega direta:

São Paulo → Santa Catarina

A operação pode evitar uma etapa logística.

Isso pode proporcionar:

menor distância percorrida;

redução de prazo;

menos movimentação;

menor risco de avarias;

possível redução de custos logísticos.

Entretanto, a documentação fiscal precisa representar corretamente a operação comercial.

Erros comuns ao utilizar CFOP 6118

Confundir 6118 com 6119

Esse é provavelmente o erro mais comum.

Lembre-se:

6118 = produção própria.

6119 = mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

Utilizar 6118 em venda convencional

O código possui finalidade específica para venda à ordem.

Uma venda interestadual comum de produção própria pode exigir outro CFOP, como o 6101, conforme o caso.

Emitir apenas uma nota

A venda à ordem possui procedimento documental próprio e normalmente envolve múltiplos documentos.

Confundir destinatário com adquirente originário

São participantes diferentes.

O adquirente originário compra do fornecedor.

O destinatário recebe fisicamente a mercadoria indicada pelo adquirente.

Escolher a alíquota apenas pelo CFOP

O CFOP não determina sozinho a alíquota de ICMS.

Não referenciar os documentos fiscais

As notas envolvidas na venda à ordem podem precisar conter referências e informações específicas conforme a legislação.

Tabela resumida dos principais CFOPs relacionados

CFOPDescrição resumida
5118Venda interna à ordem de produção própria
5119Venda interna à ordem de mercadoria de terceiros
6118Venda interestadual à ordem de produção própria
6119Venda interestadual à ordem de mercadoria de terceiros
5101Venda interna de produção do estabelecimento
6101Venda interestadual de produção do estabelecimento
5102Venda interna de mercadoria adquirida de terceiros
6102Venda interestadual de mercadoria adquirida de terceiros

A tabela ajuda a compreender a lógica, mas a escolha do CFOP deve sempre considerar a operação efetivamente realizada.

Perguntas frequentes sobre CFOP 6118

O que significa CFOP 6118?

Significa venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem.

CFOP 6118 é entrada ou saída?

É um CFOP de saída interestadual.

CFOP 6118 é venda?

Sim. É um código relacionado à venda.

CFOP 6118 é operação interestadual?

Sim. O primeiro dígito 6 indica saída destinada a outro estado.

Quando usar CFOP 6118?

Quando houver uma venda à ordem interestadual na qual o estabelecimento vende mercadoria de sua própria produção e realiza a entrega ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, observadas as demais regras aplicáveis.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6119?

O 6118 é utilizado para produção própria. O 6119 refere-se a mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

Qual é a diferença entre CFOP 5118 e 6118?

O 5118 corresponde à operação interna, enquanto o 6118 corresponde à operação interestadual.

Qual é a diferença entre CFOP 6101 e 6118?

O 6101 corresponde, em regra, à venda interestadual convencional de produção do estabelecimento. O 6118 é específico para a venda à ordem.

CFOP 6118 tem ICMS?

O tratamento do ICMS depende da mercadoria, dos estados envolvidos e da legislação aplicável.

Qual CST usar com CFOP 6118?

Não existe um único CST definido pelo CFOP. O código depende da situação tributária da operação.

Empresa do Simples pode utilizar CFOP 6118?

Pode ser necessário utilizá-lo quando a operação realizada corresponder à descrição do código, observadas as regras específicas do Simples Nacional.

CFOP 6118 gera crédito de ICMS?

O direito ao crédito depende das condições previstas na legislação e da situação do adquirente.

CFOP 6118 é usado para mercadoria comprada de terceiros?

Não. Para a situação correspondente envolvendo mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, deve-se analisar o CFOP 6119.

Como saber se o CFOP 6118 é realmente o código correto?

Antes de emitir a NF-e, responda a algumas perguntas:

A operação é uma venda à ordem?

Existem fornecedor, adquirente originário e destinatário?

A mercadoria será entregue diretamente ao destinatário indicado pelo adquirente originário?

A mercadoria foi produzida pelo estabelecimento vendedor?

A operação correspondente é interestadual?

Se essas características estiverem presentes, o CFOP 6118 pode fazer parte do procedimento fiscal da operação.

Ainda assim, é necessário verificar a legislação estadual, a tributação do produto e os demais documentos fiscais exigidos.

Conclusão

O CFOP 6118 significa “Venda de produção do estabelecimento entregue ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário, em venda à ordem”.

Ele é utilizado em operações interestaduais específicas nas quais uma empresa vende mercadorias de sua própria produção para um adquirente originário, mas realiza a entrega diretamente a outro destinatário indicado por esse comprador.

A principal diferença em relação ao CFOP 6119 está na origem da mercadoria: o 6118 corresponde à produção do próprio estabelecimento, enquanto o 6119 está relacionado a mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros.

Também é importante não confundir o CFOP 6118 com códigos de vendas convencionais, como 6101 e 6102.

Como a venda à ordem envolve diferentes participantes, fluxos comerciais e movimentação física, a emissão das notas fiscais exige atenção especial.

Antes de utilizar o CFOP 6118, a empresa deve verificar quem produziu a mercadoria, quem é o adquirente originário, quem receberá fisicamente os produtos, quais estados estão envolvidos e qual é o tratamento tributário aplicável.

Dessa maneira, a documentação fiscal poderá representar corretamente a operação realizada e reduzir o risco de inconsistências na escrituração e na NF-e.

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