CFOP 6120: o que significa, quando usar e como emitir a nota fiscal

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O CFOP 6120 é utilizado em operações interestaduais de venda à ordem, quando uma empresa vende uma mercadoria adquirida de terceiros, mas o produto é entregue diretamente ao cliente final pelo fornecedor original.

Sua descrição oficial é: “Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros entregue ao destinatário pelo vendedor remetente, em venda à ordem”.

Na prática, esse código aparece em operações comerciais que envolvem três participantes: o fornecedor original, a empresa intermediária e o cliente final. A mercadoria é transportada diretamente do fornecedor até o destinatário, sem passar fisicamente pelo estabelecimento da empresa intermediária.

O CFOP 6.120 faz parte da estrutura de códigos fiscais utilizada para identificar a natureza das operações nas notas fiscais brasileiras. Seu uso correto é importante para evitar divergências na documentação, na escrituração fiscal e no recolhimento do ICMS.

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O que significa CFOP 6120?

A sigla CFOP significa Código Fiscal de Operações e Prestações.

Esses códigos são utilizados para identificar a natureza das operações envolvendo mercadorias e determinadas prestações de serviços.

O CFOP 6.120 identifica uma situação específica: a venda interestadual de uma mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, entregue diretamente ao destinatário pelo fornecedor original, dentro de uma operação de venda à ordem.

Para compreender melhor, imagine três empresas:

  • Empresa A: fabricante ou fornecedor da mercadoria.
  • Empresa B: empresa que compra da Empresa A e revende para a Empresa C.
  • Empresa C: cliente final que receberá o produto.

A Empresa B realiza a venda para a Empresa C, mas solicita que a Empresa A entregue o produto diretamente à Empresa C.

Nessa situação, a Empresa B pode utilizar o CFOP 6.120 na nota fiscal de venda ao cliente final, quando a operação for interestadual e estiverem atendidas as condições legais.

Quando usar o CFOP 6120?

O CFOP 6120 deve ser utilizado quando a operação apresentar as características correspondentes à venda à ordem interestadual.

Em regra, isso envolve:

  1. Uma empresa compra uma mercadoria de um fornecedor.
  2. Essa empresa revende a mercadoria para outro cliente.
  3. O fornecedor original entrega o produto diretamente ao cliente final.
  4. A mercadoria não passa fisicamente pelo estabelecimento do adquirente intermediário.
  5. A venda realizada pelo adquirente intermediário é classificada como interestadual.

É importante observar que o CFOP 6120 não deve ser utilizado apenas porque a mercadoria foi entregue em endereço diferente do estabelecimento vendedor.

A operação precisa corresponder efetivamente à estrutura de venda à ordem.

O que é venda à ordem?

A venda à ordem é uma operação comercial na qual uma empresa compra mercadorias de um fornecedor e determina que esse fornecedor realize a entrega diretamente a um terceiro.

Normalmente, existem duas operações de venda:

Primeira venda: do fornecedor original para o adquirente intermediário.

Segunda venda: do adquirente intermediário para o destinatário final.

Entretanto, ocorre apenas uma movimentação física da mercadoria: do fornecedor original até o cliente final.

Essa estrutura é utilizada para organizar operações comerciais sem a necessidade de transportar o produto até o estabelecimento intermediário.

A legislação fiscal prevê procedimentos específicos de emissão de notas fiscais para documentar as duas vendas e a remessa física.

Exemplo prático de CFOP 6120

Imagine a seguinte situação:

A Empresa A, localizada em Minas Gerais, fabrica equipamentos industriais.

A Empresa B, localizada em São Paulo, compra esses equipamentos para revendê-los.

A Empresa C, localizada no Paraná, compra os equipamentos da Empresa B.

Em vez de transportar os produtos de Minas Gerais para São Paulo e depois para o Paraná, a Empresa B solicita que a Empresa A entregue os equipamentos diretamente à Empresa C.

A operação comercial acontece da seguinte maneira:

Empresa A → vende para Empresa B.

Empresa B → vende para Empresa C.

A movimentação física acontece assim:

Empresa A → entrega diretamente para Empresa C.

Na venda interestadual realizada pela Empresa B para a Empresa C, poderá ser utilizado o CFOP 6.120.

O fornecedor original também deverá emitir os documentos fiscais correspondentes à sua venda e à remessa física, conforme a legislação aplicável.

Quem emite a nota fiscal com CFOP 6120?

A nota fiscal com CFOP 6120 é emitida pelo adquirente originário, também chamado de adquirente intermediário.

Esse participante é a empresa que compra a mercadoria do fornecedor original e posteriormente a revende ao cliente final.

No exemplo anterior:

Empresa A: fornecedor original.

Empresa B: adquirente originário.

Empresa C: destinatário final.

Portanto, a Empresa B emite a nota fiscal com CFOP 6.120 para a Empresa C, quando a venda se enquadra nesse código.

A Empresa A utiliza outros CFOPs para documentar sua participação na operação.

Qual é a diferença entre CFOP 5120 e 6120?

A principal diferença está na natureza interna ou interestadual da venda realizada pelo adquirente originário.

CFOP 5.120: utilizado nas operações internas correspondentes à venda à ordem.

CFOP 6.120: utilizado nas operações interestaduais correspondentes à venda à ordem.

O primeiro dígito do CFOP ajuda a identificar o grupo da operação.

De maneira geral:

5: saídas dentro do mesmo estado.

6: saídas interestaduais.

7: saídas destinadas ao exterior.

Entretanto, o enquadramento deve considerar as regras específicas da operação, especialmente quando os participantes da venda à ordem estão localizados em estados diferentes.

CFOP 6120 é venda ou remessa?

O CFOP 6120 representa uma operação de venda.

Ele não deve ser confundido com o CFOP utilizado para documentar a remessa física realizada pelo fornecedor original.

Na venda à ordem, diferentes notas fiscais são emitidas para representar:

a venda do fornecedor ao adquirente originário;

a venda do adquirente originário ao destinatário final;

a movimentação física da mercadoria.

Essa distinção evita que uma única movimentação física seja confundida com as duas operações comerciais existentes.

Quais notas fiscais são emitidas na venda à ordem?

Na sistemática usual de venda à ordem, são emitidas três notas fiscais relacionadas à operação.

1. Nota fiscal do adquirente originário para o cliente final

O adquirente originário emite uma nota fiscal de venda para o destinatário final.

Nessa nota, poderá utilizar:

CFOP 5.120, quando a venda for interna.

CFOP 6.120, quando a venda for interestadual.

O documento deve apresentar as informações exigidas pela legislação, incluindo os dados do estabelecimento responsável pela remessa física.

O destaque do ICMS ocorrerá quando devido.

2. Nota fiscal de remessa do fornecedor para o cliente final

O fornecedor original emite uma nota fiscal para acompanhar o transporte da mercadoria até o destinatário final.

Nesse caso, podem ser utilizados:

CFOP 5.923, para a remessa interna.

CFOP 6.923, para a remessa interestadual.

Essa nota documenta a movimentação física realizada por conta e ordem do adquirente originário.

Na sistemática usual, é emitida sem destaque do ICMS.

3. Nota fiscal do fornecedor para o adquirente originário

O fornecedor também emite a nota fiscal correspondente à venda realizada ao adquirente originário.

Dependendo da origem da mercadoria, podem ser utilizados:

CFOP 5.118 ou 6.118: quando se trata de produção do próprio estabelecimento.

CFOP 5.119 ou 6.119: quando se trata de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

O documento registra a venda comercial entre fornecedor e adquirente originário.

Esses procedimentos são descritos em orientações fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo, incluindo a Portaria SRE 41/2023 e respostas a consultas tributárias.

Qual é a diferença entre CFOP 6120 e 6923?

Embora os dois códigos possam aparecer na mesma operação de venda à ordem, possuem finalidades diferentes.

O CFOP 6.120 é utilizado pelo adquirente originário para documentar sua venda interestadual ao destinatário final.

O CFOP 6.923 é utilizado pelo vendedor remetente para documentar a remessa interestadual da mercadoria por conta e ordem de terceiros, nas hipóteses correspondentes.

Portanto:

CFOP 6120 = venda ao cliente final.

CFOP 6923 = remessa física por conta e ordem de terceiros.

Não são códigos intercambiáveis.

Qual é a diferença entre CFOP 6119 e 6120?

Essa diferença costuma gerar dúvidas porque ambos podem participar da mesma operação.

O CFOP 6.119 identifica a venda interestadual de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, entregue diretamente ao destinatário por conta e ordem do adquirente originário.

Ele é utilizado pelo fornecedor original quando vende uma mercadoria adquirida de terceiros ao intermediário, dentro da sistemática correspondente.

Já o CFOP 6.120 identifica a venda realizada pelo adquirente originário ao destinatário final.

Assim, os códigos representam vendas distintas.

Qual é a diferença entre CFOP 6118 e 6120?

O CFOP 6.118 é utilizado na venda à ordem de produtos industrializados pelo próprio estabelecimento vendedor remetente.

O CFOP 6.120, por sua vez, é utilizado pelo adquirente originário na venda da mercadoria ao destinatário final.

A diferença está principalmente em quem emite a nota e qual operação comercial está sendo documentada.

CFOP 6120 tem ICMS?

O CFOP 6120 pode envolver destaque de ICMS, quando o imposto for devido.

Entretanto, não é possível determinar a tributação apenas pelo código fiscal.

É necessário considerar:

  • Estado do emitente;
  • Estado do destinatário;
  • NCM da mercadoria;
  • Regime tributário;
  • Benefícios fiscais;
  • Eventual substituição tributária;
  • Regras de diferimento;
  • Características da operação.

Em respostas a consultas tributárias, a Secretaria da Fazenda de São Paulo orienta que a nota fiscal emitida pelo adquirente originário ao destinatário final deve apresentar o destaque do imposto quando devido.

Qual é a alíquota do ICMS no CFOP 6120?

Não existe uma alíquota única de ICMS para todas as operações com CFOP 6120.

O percentual depende da legislação aplicável.

Em operações interestaduais, a tributação pode envolver alíquotas de 4%, 7% ou 12%, conforme as condições legais.

Entretanto, esses percentuais não devem ser aplicados automaticamente.

Também podem existir situações de:

isenção;

redução de base de cálculo;

diferimento;

substituição tributária;

outros tratamentos específicos.

A empresa deve verificar a legislação do estado envolvido e as características da mercadoria.

CFOP 6120 pode ser usado no Simples Nacional?

Empresas optantes pelo Simples Nacional podem participar de operações de venda à ordem.

Entretanto, a tributação e o preenchimento da nota fiscal devem observar as regras aplicáveis ao regime.

Isso significa que a empresa precisa verificar:

se a operação está corretamente enquadrada;

qual CSOSN deve ser utilizado;

se existe ICMS-ST;

se há recolhimento fora do Simples Nacional;

quais informações devem constar na NF-e.

O CFOP identifica a natureza da operação, mas não determina sozinho o tratamento tributário.

Qual CST usar no CFOP 6120?

O CST depende da situação tributária da mercadoria e da operação.

Não existe um único CST obrigatório para todas as notas com CFOP 6120.

A classificação pode variar conforme:

origem da mercadoria;

tributação do ICMS;

isenção;

diferimento;

substituição tributária;

outros tratamentos fiscais.

Por isso, utilizar um CST encontrado em um exemplo da internet sem analisar a operação pode gerar inconsistências.

Como emitir uma nota fiscal com CFOP 6120?

O preenchimento da NF-e deve considerar a operação efetivamente realizada.

De maneira geral, o processo envolve as seguintes etapas.

1. Identificar os participantes

Confirme os dados do:

adquirente originário;

fornecedor remetente;

destinatário final.

2. Verificar a natureza da operação

Confirme que existe uma venda à ordem e que o adquirente originário está realizando uma venda interestadual.

3. Selecionar o CFOP

Quando o enquadramento estiver correto, utilize o CFOP 6.120.

4. Informar os produtos

Preencha as informações necessárias, incluindo:

descrição;

NCM;

quantidade;

valor unitário;

valor total;

unidade comercial;

demais dados exigidos.

5. Definir a tributação

Verifique ICMS, CST ou CSOSN e outros campos fiscais aplicáveis.

6. Informar o vendedor remetente

A nota deve conter as informações exigidas sobre o estabelecimento responsável pela entrega da mercadoria.

7. Conferir as referências fiscais

As notas relacionadas à venda à ordem precisam ser corretamente vinculadas conforme a legislação aplicável.

8. Autorizar a NF-e

Depois da conferência, o documento é transmitido para autorização.

O procedimento específico pode variar conforme a unidade federada e as características da operação.

CFOP 6120 precisa informar o fornecedor?

Sim. Na sistemática de venda à ordem, a nota fiscal emitida pelo adquirente originário deve conter os dados exigidos do estabelecimento responsável pela remessa.

Essas informações permitem identificar quem realizará a entrega física da mercadoria.

Em São Paulo, por exemplo, a legislação exige informações como nome, endereço e inscrições cadastrais do estabelecimento remetente.

A mercadoria precisa passar pelo estabelecimento intermediário?

Não.

Uma das principais características da venda à ordem é justamente a entrega direta da mercadoria ao destinatário final.

Imagine uma distribuidora localizada em São Paulo que compra equipamentos de uma fábrica em Minas Gerais.

Se o cliente final estiver no Paraná, a distribuidora pode solicitar que a fábrica entregue diretamente ao cliente.

Essa estrutura evita a necessidade de realizar dois transportes físicos.

Entretanto, as operações comerciais continuam existindo e precisam ser documentadas corretamente.

CFOP 6120 pode ser utilizado em operações de dropshipping?

O termo dropshipping é utilizado para diferentes modelos de venda nos quais o fornecedor realiza a entrega diretamente ao cliente.

Algumas operações nacionais podem apresentar características semelhantes à venda à ordem.

Entretanto, não é correto afirmar que todo dropshipping deve utilizar o CFOP 6120.

É necessário verificar:

quem compra a mercadoria;

quem vende ao cliente final;

quem realiza a entrega;

onde estão localizados os participantes;

se existem duas operações comerciais;

qual é o tratamento fiscal aplicável.

Operações internacionais de dropshipping também possuem particularidades próprias.

Portanto, a escolha do CFOP depende da estrutura jurídica e fiscal da operação, não apenas do nome comercial utilizado.

CFOP 6120 é utilizado na importação?

O CFOP 6120 não é o código utilizado para registrar diretamente a entrada de uma mercadoria importada.

Ele representa uma operação interestadual de venda à ordem.

Entretanto, uma empresa que trabalha com mercadorias importadas pode realizar posteriormente uma venda à ordem que se enquadre nesse código.

Nesse caso, devem ser analisadas as regras aplicáveis à mercadoria, inclusive sua origem e o tratamento tributário correspondente.

Portanto, CFOP 6120 não é sinônimo de importação.

CFOP 6120 é utilizado na exportação?

Não é o código destinado a identificar diretamente uma exportação de mercadorias para o exterior.

As operações de saída para o exterior possuem códigos próprios, geralmente iniciados pelo dígito 7.

O CFOP 6120 pertence ao grupo de saídas interestaduais.

Assim, não deve ser utilizado automaticamente em uma operação de exportação.

Como registrar a entrada de mercadoria em venda à ordem?

Na sistemática correspondente, o adquirente originário pode registrar a compra da mercadoria entregue diretamente ao destinatário final.

O CFOP 1.118 ou 2.118 pode ser aplicável à entrada realizada pelo adquirente originário, conforme a natureza interna ou interestadual da aquisição.

Entretanto, o enquadramento deve considerar a operação concreta e as regras estaduais.

É importante não confundir o registro da compra com a venda realizada ao destinatário final.

Quais são os principais erros no uso do CFOP 6120?

Utilizar o código em uma venda comum

O CFOP 6120 não é destinado a toda venda interestadual de mercadorias adquiridas de terceiros.

Ele corresponde especificamente à venda à ordem.

Confundir 6120 com 6923

O primeiro documenta a venda do adquirente originário.

O segundo pode documentar a remessa física por conta e ordem de terceiros.

Emitir apenas uma nota fiscal

A sistemática usual de venda à ordem envolve documentos distintos para representar as vendas e a movimentação física.

Não identificar corretamente os participantes

É necessário distinguir fornecedor remetente, adquirente originário e destinatário final.

Utilizar tributação incorreta

O CFOP não define sozinho alíquota, CST, CSOSN ou demais tratamentos tributários.

Não referenciar os documentos fiscais

As notas devem conter as referências exigidas pela legislação aplicável.

Escolher o CFOP apenas pelo endereço de entrega

A classificação depende da natureza jurídica e fiscal da operação.

Exemplo completo de venda à ordem com CFOP 6120

Considere três empresas:

Fornecedor A: localizado em Minas Gerais.

Distribuidora B: localizada em São Paulo.

Cliente C: localizado no Paraná.

A Distribuidora B compra 100 equipamentos do Fornecedor A por R$ 50.000.

Depois, vende os equipamentos ao Cliente C por R$ 65.000.

A entrega será realizada diretamente pelo Fornecedor A ao Cliente C.

Operação comercial 1

Fornecedor A vende para Distribuidora B.

Valor: R$ 50.000.

O fornecedor emite a nota fiscal de venda correspondente, utilizando o CFOP adequado à natureza da mercadoria e da operação.

Operação comercial 2

Distribuidora B vende para Cliente C.

Valor: R$ 65.000.

A Distribuidora B emite a nota fiscal com CFOP 6.120, considerando o enquadramento interestadual.

Movimentação física

Fornecedor A transporta os equipamentos diretamente até Cliente C.

Para documentar a remessa, o fornecedor emite a nota fiscal correspondente à movimentação física, utilizando o CFOP aplicável.

O resultado é uma operação com duas vendas e uma única entrega física.

Os valores são ilustrativos e não incluem cálculo tributário.

Perguntas frequentes sobre CFOP 6120

O que significa CFOP 6120?

Significa venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, entregue diretamente ao destinatário pelo vendedor remetente, em operação interestadual de venda à ordem.

Quando usar CFOP 6120?

Quando o adquirente originário realiza uma venda interestadual de mercadoria adquirida de terceiros, entregue diretamente ao cliente final pelo fornecedor original, conforme a sistemática de venda à ordem.

CFOP 6120 é entrada ou saída?

É um CFOP de saída.

CFOP 6120 é venda ou remessa?

É utilizado para documentar a venda realizada pelo adquirente originário.

Qual a diferença entre 5120 e 6120?

O CFOP 5.120 corresponde à operação interna. O CFOP 6.120 corresponde à operação interestadual.

Qual a diferença entre 6120 e 6923?

O CFOP 6.120 documenta a venda do adquirente originário. O CFOP 6.923 pode ser utilizado para documentar a remessa física por conta e ordem de terceiros.

CFOP 6120 tem ICMS?

Pode haver incidência e destaque de ICMS, conforme a legislação aplicável.

Qual CST utilizar no CFOP 6120?

Depende da origem da mercadoria e do tratamento tributário da operação.

Simples Nacional pode usar CFOP 6120?

Sim, desde que a operação corresponda à sistemática de venda à ordem e sejam observadas as regras fiscais aplicáveis.

Quem emite a nota com CFOP 6120?

O adquirente originário, que compra a mercadoria do fornecedor e a revende ao destinatário final.

CFOP 6120 pode ser utilizado no dropshipping?

Depende da estrutura da operação. Nem todo modelo de dropshipping corresponde juridicamente à venda à ordem.

CFOP 6120 é utilizado para exportação?

Não. Ele pertence ao grupo de operações interestaduais.

Conclusão

O CFOP 6120 é utilizado para identificar uma operação interestadual de venda à ordem, na qual o adquirente originário vende uma mercadoria adquirida de terceiros e solicita que o fornecedor original entregue o produto diretamente ao destinatário final.

Sua principal característica é a existência de duas operações comerciais e uma única movimentação física da mercadoria.

Na sistemática usual, o adquirente originário utiliza o CFOP 6.120 para documentar sua venda interestadual ao cliente final. O fornecedor original emite os documentos correspondentes à sua venda e à remessa física.

É importante não confundir o CFOP 6120 com os códigos 6.119 e 6.923, pois cada um representa uma etapa diferente da operação.

Além disso, a tributação do ICMS depende das características da mercadoria, dos estados envolvidos e das regras aplicáveis.

O preenchimento correto das notas fiscais em uma venda à ordem exige identificar quem vende, quem compra e quem efetivamente entrega a mercadoria. Essa análise é essencial para evitar divergências fiscais e garantir a documentação adequada da operação.

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